quinta-feira, abril 23, 2026
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Soja trava mesmo com força nos EUA e milho reage



Na soja, o desempenho foi mais contido


Na soja, o desempenho foi mais contido
Na soja, o desempenho foi mais contido – Foto: USDA

Os mercados de soja e milho encerraram a última semana sob influência de fatores climáticos, geopolíticos e dos sinais de demanda nos Estados Unidos. Segundo análise da StoneX, o comportamento dos dois grãos refletiu um cenário de maior cautela, mesmo diante de fundamentos que seguem no radar dos investidores.

Na soja, o desempenho foi mais contido, apesar do grande volume de esmagamento registrado nos Estados Unidos. Os dados confirmaram um consumo doméstico firme, sustentado pela ampliação da capacidade industrial e pela demanda por farelo e óleo, com destaque para o uso ligado ao biodiesel. Ainda assim, a reação do mercado foi limitada. A pressão veio da correção nos preços do farelo e também do ritmo fraco das exportações norte-americanas, o que reduziu o espaço para avanços mais intensos das cotações.

No campo, o plantio da soja avançou acima do esperado, indicando condições iniciais favoráveis para o desenvolvimento da safra. Esse quadro tende a aliviar parte das preocupações com a produção neste momento, já que, historicamente, um início positivo reduz riscos produtivos e limita movimentos mais agressivos de alta. No cenário externo, as tensões no Oriente Médio mantiveram a volatilidade nas commodities, mas o foco do mercado segue concentrado no clima e na evolução da safra dos Estados Unidos nas próximas semanas.

No milho, o viés foi mais positivo ao longo da semana. O suporte veio principalmente das incertezas climáticas neste início de safra norte-americana e do ambiente geopolítico mais instável. Embora o plantio avance próximo ao padrão sazonal, as atenções continuam voltadas para as condições climáticas nas principais regiões produtoras, fator decisivo para a formação de preços nesta fase. Além disso, as tensões envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz ampliaram a volatilidade nos mercados de commodities, com impactos indiretos sobre os custos de energia e de insumos agrícolas, dando sustentação adicional ao cereal.

 





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