quinta-feira, abril 23, 2026

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Mapa cria plataforma para certificar e controlar o trânsito de vegetais no país


vegetais
Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria nº 1.578, que institui o Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito). A norma foi publicada nesta terça-feira (7).

O Sinfito reúne e atualiza regras já existentes sobre certificação e controle do trânsito de vegetais no Brasil, além de introduzir medidas para modernizar e tornar mais eficientes esses processos.

O objetivo é aprimorar o controle da sanidade dos vegetais, ampliando a segurança na produção e no transporte, com regras mais claras e simplificadas para produtores, responsáveis técnicos e órgãos de fiscalização.

O sistema foi estruturado em etapas que abrangem desde o cadastro das propriedades até a certificação e o transporte dos produtos. Entre as principais mudanças está a simplificação das exigências para o trânsito de vegetais, que passa a considerar apenas a origem do produto, sem a necessidade de comparação entre unidades da Federação de origem e destino.

A norma também incentiva o uso de sistemas informatizados, aprimora a rastreabilidade dos produtos e reforça os mecanismos de fiscalização e transparência. O texto foi construído ao longo de vários anos, em diálogo com os estados e o setor produtivo, incorporando contribuições recebidas nesse período.

Sinfito

O Sistema Nacional de Certificação Fitossanitária de Origem (Sinfito) é uma plataforma nacional que unifica e moderniza as regras para emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e seu consolidado (CFOC). Ele visa simplificar o trânsito de produtos vegetais, aumentar a rastreabilidade e fortalecer a segurança sanitária no Brasil.

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Previsão indica calor acima da média no trimestre


O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou nesta segunda-feira (9) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal com o prognóstico para o trimestre abril, maio e junho de 2026. O documento apresenta previsões de chuva, temperatura e disponibilidade de água no solo para as regiões do país e seus possíveis impactos nas atividades agropecuárias.

Na Região Norte, o boletim indica volumes de chuva próximos ou acima da média histórica durante o período. O modelo multimodelo utilizado no estudo, desenvolvido em cooperação com o Centro de Previsão de Tempo e Clima e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, aponta acumulados que podem chegar a até 100 milímetros acima da média em áreas do centro-norte do Amazonas, leste de Roraima, extremo norte do Tocantins, Baixo Amazonas e nordeste do Pará. O boletim informa que “são previstos volumes de chuva próximos ou acima da média histórica para o trimestre abril–maio–junho em grande parte da Região Norte”. As temperaturas tendem a permanecer próximas da média em parte da região, enquanto áreas do sudeste do Pará e noroeste do Tocantins podem registrar elevação média de até 1 °C. O documento também aponta elevados níveis de umidade no solo, superiores a 80% em grande parte da região durante abril e maio, o que pode favorecer as atividades agrícolas. Por outro lado, o boletim observa que “a manutenção de elevados níveis de umidade do solo, sobretudo em abril, pode dificultar a colheita e aumentar o risco de perdas de qualidade dos grãos” de soja em áreas onde as chuvas forem frequentes.

A partir de maio, a previsão indica redução gradual das chuvas em parte da região, com queda dos estoques de água no solo em áreas do sul do Pará, sul de Rondônia e centro-sul do Tocantins. Nessas áreas, os níveis podem ficar abaixo de 30%, cenário que, associado ao aumento das temperaturas, pode elevar a demanda evaporativa. O documento também aponta expansão de áreas com déficit hídrico ao longo do trimestre, principalmente em Tocantins, Rondônia e sul do Pará.

Na Região Nordeste, o prognóstico indica chuvas abaixo da média em grande parte da Bahia, no Rio Grande do Norte, no centro-leste da Paraíba e em áreas do São Francisco e do litoral norte de Pernambuco, com valores que podem ficar até 50 milímetros abaixo da média climatológica. Em contraste, o boletim prevê chuvas acima da média em grande parte do Maranhão e no centro-norte do Piauí, com anomalias de até 100 milímetros. As temperaturas devem permanecer acima da média na maior parte da região, com desvios entre 0,25 °C e 0,5 °C.

O levantamento também aponta expansão das áreas com baixa disponibilidade de água no solo ao longo do trimestre. Segundo o boletim, “o déficit hídrico tende a se intensificar no mês de maio e a ampliar as áreas afetadas em junho”. A condição pode afetar lavouras de sequeiro, especialmente feijão e milho segunda safra, além de limitar a recuperação das pastagens em áreas com menor umidade do solo.

No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas próximas da média em grande parte da região entre abril e junho, com volumes acima da média no noroeste do Mato Grosso. Já no Mato Grosso do Sul e no extremo sul de Goiás, os acumulados podem ficar até 50 milímetros abaixo da média. As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1 °C.

De acordo com o boletim, os níveis de umidade no solo devem superar 70% em grande parte da região durante abril, favorecendo a manutenção das lavouras em campo. A partir de maio, porém, o documento indica redução progressiva desses níveis, com ampliação de áreas com déficit hídrico, especialmente em junho. A limitação de água pode afetar o desenvolvimento do milho segunda safra, principalmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos.

Na Região Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média em São Paulo e no centro de Minas Gerais, com acumulados até 50 milímetros inferiores ao padrão climatológico em áreas do sul paulista. Nas demais áreas, o padrão tende a ficar próximo da média. As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região, com desvios de até 1 °C em áreas de São Paulo, sul do Rio de Janeiro e centro-sul de Minas Gerais.

O boletim indica que os níveis de água no solo devem permanecer superiores a 70% em grande parte da região durante abril, favorecendo as lavouras. A partir de maio, entretanto, a previsão aponta redução progressiva da umidade do solo, condição que pode resultar em estresse hídrico e afetar lavouras de segunda safra, além de comprometer o desenvolvimento de pastagens.

Na Região Sul, a previsão indica redução de acumulados de chuva em parte do período, com volumes até 100 milímetros abaixo da média no centro e sul do Paraná, no centro e oeste de Santa Catarina e no extremo norte do Rio Grande do Sul. As temperaturas devem ficar acima da média em toda a região, com desvios que podem superar 1 °C e alcançar até 2 °C em áreas do sul do Paraná, centro e oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Apesar da redução de chuvas em parte do período, o boletim aponta níveis de umidade no solo superiores a 70% na maior parte da região ao longo do trimestre. O documento destaca que, com a previsão de excedentes hídricos mais expressivos em maio e junho, “as janelas de colheita da soja e do arroz irrigado tendem a ser mais restritas”, o que pode afetar as operações no campo e a qualidade dos produtos.





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Como ficou o mercado de soja nesta quinta-feira? Confira as cotações por região


Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação, com ofertas limitadas e cotações mistas, sem mudanças relevantes. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços continuam abaixo do nível considerado ideal pelos produtores, o que reduz o interesse em negociar.

De acordo com o analista, as margens seguem apertadas e a indústria mantém uma postura cautelosa, já relativamente abastecida. Com isso, as compras ocorrem de forma cadenciada. Nos portos, as cotações seguem pressionadas, girando entre R$ 129 e R$ 131 para pagamentos mais curtos.

Confira os preços de soja por região do Brasil:

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 124,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 109,00 para R$ 108,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 110,50 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 109,50 para R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 129,00

Soja em Chicago

No cenário externo, o dia também foi de poucas novidades. O USDA divulgou relatório sem grandes surpresas, considerado neutro pelo mercado, enquanto o dólar recuou frente ao real, retirando competitividade da soja brasileira. A combinação desses fatores limitou qualquer reação mais consistente nos preços.

Mesmo assim, os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na CBOT, sustentados pela valorização do petróleo e pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O contrato maio fechou a US$ 11,65 1/4 por bushel, enquanto julho foi a US$ 11,81.

USDA

O relatório do USDA manteve praticamente inalteradas as projeções para a safra norte-americana 2025/26, estimada em 116 milhões de toneladas, com estoques finais de 9,53 milhões de toneladas. Para o Brasil, a estimativa foi mantida em 180 milhões de toneladas, enquanto a safra 2024/25 foi elevada para 172,5 milhões. A produção da Argentina segue projetada em 48 milhões de toneladas para 2025/26.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram estabilidade na maior parte das praças, com quedas pontuais no Centro-Oeste.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,77%, cotado a R$ 5,0629 para venda, após oscilar entre R$ 5,0580 e R$ 5,1060 ao longo do dia.

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Fazenda dobra média produtiva nacional da banana com pivô central


banana irrigada
Foto: Divulgação

O Brasil produziu 7,2 milhões de toneladas de banana em 2025, com média nacional de 14,9 toneladas por hectare, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE.

A Bahia, segundo estado que mais cultiva a fruta, atrás apenas de São Paulo, porém, teve rendimento inferior no último ano, de 11,9 toneladas.

Contudo, no oeste baiano, a experiência da Fazenda Canta Galo, da Frutsi Agro, em Serra do Ramalho, mostrou como a irrigação por pivô central vem sendo usada para ampliar a estabilidade produtiva da cultura.

Na propriedade, a referência produtiva chega a 32 toneladas por hectare de banana prata, mais que o dobro das médias estadual e nacional.

A banana é uma cultura de elevada exigência hídrica e costuma ser sensível tanto ao estresse quanto ao excesso de água. Em regiões semiáridas, onde longos períodos sem chuva fazem parte da rotina produtiva, irrigar bem significa mais do que aplicar água, mas também preservar o potencial da lavoura.

Na Canta Galo, a banana passou a integrar o sistema produtivo em 2019, em sucessão ao mamão. Segundo o produtor rural Thiago Bresinski Lage, a adaptação da cultura ao pivô central superou as expectativas.

“A banana se adaptou bem ao pivô central. Ela é uma planta de clima tropical, exige bastante água. A vantagem do pivô é que ele cria um microclima e proporciona mais conforto térmico às plantas, o que se traduz em estabilidade produtiva e maior segurança em uma região de alta demanda evaporativa como a que temos aqui”, afirma.

O engenheiro-agrônomo Aldo Narici, consultor da Valley que acompanha a Fazenda Canta Galo, destaca que a banana é um cultura sensível e sujeita a diversas doenças causadas pelo excesso de água, enquanto que a falta de irrigação baixa significativamente o nível produtivo, sendo fundamental o manejo hídrico com o apoio de plataformas inteligentes.

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Porto de Santos prioriza navio com 18 mil ton de gasolina para evitar desabastecimento


Porto de Santos - berços de atracação
Foto: Vosmar Rosa

A Autoridade Portuária de Santos (APS) autorizou a atracação prioritária do MH Buiki, navio de bandeira panamenha, carregado com quase 18 mil toneladas de gasolina tipo A no terminal.

A embarcação saiu de Madre de Deus, na Bahia, e chegou ao Terminal no dia 30 de março com quantidade de combustível que equivale a 600 caminhões-tanque.

As prioridades de atracação ocorrem por norma específica, quando há emergências como tripulantes acidentados e avarias que exijam reparos imediatos, ou discricionariedade, quando o agente público pode escolher a alternativa mais conveniente ao interesse da sociedade.

Segundo a APS, uma decisão similar ocorreu quando o porto recebeu navios com doações para o Rio Grande do Sul nas enchentes de 2024.

O Terminal recebe embarcações com combustível todos os dias, porém, em condições normais elas obedecem à uma ordem. No caso da autorização ao MH Buiki, a Diretoria de Operações da Autoridade Portuária baseou-se em parecer da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre risco de desabastecimento não só de gasolina, como de outros insumos, como efeito da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O conflito tem provocado instabilidade na distribuição mundial de combustíveis devido à obstrução do estreito de Ormuz para navios de alguns países.

“É função do Porto de Santos, como porto público, avaliar as necessidades do país e permitir, após análise rigorosa, que algumas embarcações possam ter prioridade, em condições específicas”, destacou o presidente da APS, Anderson Pomini.

A Autoridade Portuária de Santos também negou um pedido de outra empresa de prioridade de atracação, porque seis navios, também de combustíveis, já estavam na sua frente na fila. As atracações ocorrem em áreas denominadas berços, que são como vagas de estacionamento.

Segundo a APS, no momento todas as vagas destinadas a navios de combustível estão funcionando e o fluxo do Terminal ocorre normalmente, mas novas prioridades podem ocorrer caso novas embarcações estejam aguardando.

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Cessar-fogo entre EUA e Irã é frágil e mantém pressão sobre energia e fertilizantes, dizem especialistas


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã é considerado frágil por especialistas e ainda não afasta os riscos para a economia global e o agronegócio. A avaliação é de analistas ouvidos sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que segue marcado por incertezas e instabilidade.

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 45% do enxofre e 35% da ureia consumidos no mundo, insumos essenciais para a produção de fertilizantes.

Para o especialista em negócios internacionais Beny Farde, de origem iraniana, a possibilidade de um acordo duradouro é baixa. Segundo ele, o cessar-fogo atual é mais um sinal de alívio momentâneo do que uma solução definitiva para o conflito.

Na avaliação do especialista, as divergências entre as partes continuam profundas, o que pode levar a uma retomada das tensões. Esse cenário já se reflete nos mercados, com forte volatilidade em commodities, câmbio e bolsas de valores.

Mesmo com momentos pontuais de queda nos preços do petróleo, após sinais de trégua, novas ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz voltam a pressionar as cotações e aumentam a instabilidade global.

O diplomata e professor de relações internacionais Paulo Roberto de Almeida também avalia que o cenário segue indefinido. Segundo ele, há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo e sobre a manutenção da abertura do estreito, fundamental para o fluxo de energia e insumos no mundo.

Além disso, o especialista destaca que os conflitos paralelos na região, como as ações envolvendo Israel e grupos no Líbano, aumentam a imprevisibilidade e dificultam uma solução rápida.

Do ponto de vista econômico, a tendência é de manutenção de custos elevados. A destruição de estruturas de produção e refino, somada ao aumento de tarifas, seguros e riscos logísticos, deve encarecer o transporte marítimo e pressionar os preços da energia.

Como consequência, há impacto direto na cadeia de fertilizantes, que depende do gás natural e de insumos produzidos na região. A expectativa é de continuidade da pressão sobre os preços globais, com reflexos no custo de produção agrícola.

Diante desse cenário, especialistas apontam que, mesmo com eventuais períodos de trégua, os efeitos econômicos do conflito tendem a se prolongar, mantendo a volatilidade nos mercados e os custos elevados para diversos setores.

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AgroNewsPolítica & Agro

mesmo com ano desafiador, produtor rural marca presença e busca conhecimento


A Tecnoshow Comigo 2025 voltou a movimentar Rio Verde (GO) com uma edição marcada pela excelência na organização, pelo engajamento dos produtores rurais e pelo reconhecimento de lideranças políticas e do cooperativismo goiano. O evento, referência no calendário do agronegócio brasileiro, recebeu visitantes de outros estados e países, consolidando seu papel como vitrine do campo nacional.

Governo de Goiás reafirma compromisso com o setor rural

O governador Daniel Vilela ao lado de sua equipe de secretários, em um gesto que, segundo ele, representa muito mais do que protocolo. “Nós nos fazemos presentes aqui em razão do reconhecimento e do prestígio a esse setor que alavanca, que é a grande referência econômica do nosso estado e do nosso país”, afirmou.

Vilela destacou ainda o alcance do evento, que ultrapassa as fronteiras goianas. “A feira representa o campo, o setor rural do nosso estado, e recebe pessoas de outros estados e de outros países.”

Organização como marca registrada da Tecnoshow

Para Cláudio Teoro, diretor de insumos e coordenador geral da Tecnoshow, a organização é o principal diferencial do evento. “A gente fica gratificado em receber palavras de conforto de que a feira está bem estruturada”, disse, reforçando o compromisso com a evolução contínua. 

“Espero que a gente possa contribuir mais ainda na parte de tecnologia e na equipe de colaboradores que fazem essa feira ser realmente diferenciada.”

Essa busca permanente pela excelência também é a filosofia do presidente do Conselho de Administração da Comigo, Antonio Chavaglia. “Quem está nos visitando esse ano tem que achar a feira melhor do que a edição anterior e, da nossa parte, a gente trabalha para que essa edição seja inferior à edição seguinte”, explicou. 

Chavaglia destacou ainda a dedicação da equipe ao longo do ano inteiro para garantir conforto, segurança, alimentação e limpeza aos visitantes. “A Comigo vem pela excelência e a gente tem conseguido demonstrar isso durante as edições da Tecnoshow.”

Cooperativismo como pilar do produtor rural

O presidente executivo da Comigo, Dourivan Cruvinel, reforçou o papel estratégico da cooperativa na vida do produtor. “A gente atua desde o projeto, com financiamento, fornecimento de insumos e suporte completo para a produção”, afirmou. O acompanhamento técnico é feito por agrônomos e veterinários no dia a dia das propriedades — e ao final do ciclo, a cooperativa também adquire a produção. 

“Esse trabalho é feito com muito compromisso e tem levado ao crescimento da cooperativa, que hoje conta com cerca de 3 mil cooperados.”

Produtor presente e atento mesmo em ano desafiador

A pesquisadora e cooperada Jurema Rattes participou da feira também como palestrante, abordando o manejo de pragas na cultura da soja. Para ela, o momento é de atenção redobrada no campo. “Estamos com a colheita da soja acontecendo e o plantio do milho sendo realizado. Tivemos a oportunidade de conversar com o produtor e levar informação nesse cenário.”

Jurema ressaltou o que considera um sinal positivo do setor: “A feira está de parabéns. Mesmo com um ano desafiador, vemos o produtor presente, participando, buscando conhecimento e fazendo negócios. Isso mostra a força do setor.”

Visitante de primeira viagem já planeja voltar

Quem chegou à Tecnoshow pela primeira vez também saiu impressionado. A visitante Ângela Monayra não escondeu o entusiasmo. “É a primeira vez que a gente vem, e a intenção é voltar. Está tudo incrível, muito bem organizado. É impossível não se impressionar com a estrutura.”





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Com guerra no Oriente Médio, preços dos fertilizantes chegam a crescer até 39%


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A escalada das tensões no Oriente Médio tem impactado o mercado de fertilizantes e os custos do agronegócio brasileiro e movimentos do setor pode agravar a situação. Segundo Maisa Romanelo, engenheira agrônoma e especialista em fertilizantes da Safras & Mercado, a paralisação de unidades da Mosaic no Brasil em Minas Gerais, que produziam cerca de 1 milhão de toneladas de fosfato, reforça a vulnerabilidade do país, altamente dependente de importações.

“Essa é uma notícia negativa para o setor, pois evidencia gargalos na produção interna e aumenta a dependência do mercado externo em um momento de preços elevados”, afirma.

A alta dos fertilizantes já é significativa desde o início do conflito. De acordo com Romanelo, a ureia subiu cerca de 39%, passando de US$ 550 para US$ 765 por tonelada no porto.
Outros produtos também registraram valorização:

  • Sulfato de amônio: alta de 27%
  • Nitrato: alta de 10%

Os níveis atuais de preços se aproximam dos registrados em 2022, durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Apesar do cenário de pressão, a especialista avalia que o risco de falta de fertilizantes no Brasil é baixo no curto prazo.

Segundo ela, o país ainda consegue importar de diferentes origens. No entanto, o principal impacto será no custo pago pelo produtor.

“O problema não é a disponibilidade imediata, mas o preço e o risco de concentração de demanda no segundo semestre, o que pode gerar gargalos logísticos”, explica.

A postergação das compras por parte dos produtores pode intensificar esse cenário, elevando ainda mais os preços e dificultando a entrega no momento do plantio.

Margens apertadas no campo

Com a alta dos fertilizantes e os atuais preços da soja e do milho, a relação de troca se deteriorou. Segundo Romanelo, os indicadores já estão nos piores níveis dos últimos anos.

A situação varia conforme o perfil do produtor, mas a tendência é de margens mais apertadas e maior necessidade de planejamento.

“Qualquer variável pode ter impacto decisivo na formação de custos e na rentabilidade. Isso exige decisões mais estratégicas”, afirma.

Estratégia de compra exige cautela

Diante da volatilidade, a recomendação é evitar decisões concentradas. Para o cloreto de potássio, que não sofre impacto direto do conflito, a orientação é antecipar compras, já que os preços seguem em alta gradual.

Já para fosfatados e nitrogenados, o cenário é mais incerto. A especialista recomenda compras parceladas e atenção às oportunidades de mercado.

“Não é o momento de concentrar todas as compras. O ideal é diversificar estratégias e acompanhar fatores como dólar, logística e evolução do conflito”, destaca.

Mesmo em caso de alívio geopolítico, a expectativa é de que os preços não recuem rapidamente. A normalização depende da retomada das exportações no Oriente Médio e da regularização das rotas logísticas.

Com isso, o cenário para a safra 2026/27 segue marcado por custos elevados, maior exposição ao mercado externo e necessidade de gestão mais rigorosa por parte dos produtores.

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Safra da noz-pecã deve se recuperar após dois ciclos consecutivos de quebra


Noz-pecã
Foto: Public Domain Pictures

A safra brasileira de noz-pecã em 2026 deve se aproximar de 8 mil toneladas, acima das projeções iniciais, favorecida pela regularidade climática e pela evolução no manejo dos pomares, conforme estivativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan).

O resultado ocorre após dois ciclos afetados por adversidades que comprometeram a produção. De acordo com o presidente da entidade, Claiton Wallauer, a tendência de crescimento já era percebida desde o período de floração entre outubro e novembro.

“O clima ajudou, deu chuvas regulares dentro do período, e há uma possibilidade de nós termos uma safra que pode passar das 7 mil toneladas, quase chegando a 8 mil toneladas”, projeta.

Segundo ele, além do volume, a qualidade da produção também se destaca neste ano. “E está se mostrando também a qualidade das frutas muito boas, isso tem sido relatado pelos produtores”, aponta.

Desafios do setor

O presidente do IBPecan considera que o principal desafio do setor é o aumento da produtividade, com foco em manejo e tecnologia. “O que se destaca muito, agora, na linha do manejo, é começarmos a aumentar as produções para chegarmos mais próximos das duas toneladas por hectare, saltando da média de uma tonelada por hectare”, pontua.

O dirigente aponta que esse avanço depende da adoção de técnicas de manejo e do uso de novos cultivares, com apoio de instituições de pesquisa e assistência técnica.

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Colheita de arroz no Rio Grande do Sul atinge 70% da área cultivada, aponta Emater


arroz
Foto: Freepik

A cultura do arroz no Rio Grande do Sul entra na fase final do ciclo, com cerca de 70% da área cultivada já colhida, de acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (9). As operações foram intensificadas nas últimas semanas, impulsionadas por condições climáticas favoráveis, que alternaram períodos de tempo firme com chuvas leves.

Segundo a Emater, “de modo geral, as produtividades confirmam o bom desempenho e refletem as condições favoráveis ao longo do ciclo”, resultado da adequada disponibilidade de radiação solar e do manejo hídrico eficiente. No entanto, ainda são observadas heterogeneidades relacionadas à logística de recebimento e à qualidade final do produto, especialmente quanto à presença de impurezas e ao rendimento industrial.

As lavouras que ainda permanecem estão em maturação, com pequena parcela em enchimento de grãos, indicando que a colheita deve se estender até o final de abril. A área cultivada chega a 891.908 hectares, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), e a produtividade projetada pela Emater-RS é de 8.744 kg por hectare.

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