quinta-feira, abril 9, 2026
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Cessar-fogo entre EUA e Irã é frágil e mantém pressão sobre energia e fertilizantes, dizem especialistas


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã é considerado frágil por especialistas e ainda não afasta os riscos para a economia global e o agronegócio. A avaliação é de analistas ouvidos sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que segue marcado por incertezas e instabilidade.

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 45% do enxofre e 35% da ureia consumidos no mundo, insumos essenciais para a produção de fertilizantes.

Para o especialista em negócios internacionais Beny Farde, de origem iraniana, a possibilidade de um acordo duradouro é baixa. Segundo ele, o cessar-fogo atual é mais um sinal de alívio momentâneo do que uma solução definitiva para o conflito.

Na avaliação do especialista, as divergências entre as partes continuam profundas, o que pode levar a uma retomada das tensões. Esse cenário já se reflete nos mercados, com forte volatilidade em commodities, câmbio e bolsas de valores.

Mesmo com momentos pontuais de queda nos preços do petróleo, após sinais de trégua, novas ameaças de fechamento do Estreito de Ormuz voltam a pressionar as cotações e aumentam a instabilidade global.

O diplomata e professor de relações internacionais Paulo Roberto de Almeida também avalia que o cenário segue indefinido. Segundo ele, há dúvidas sobre a continuidade do cessar-fogo e sobre a manutenção da abertura do estreito, fundamental para o fluxo de energia e insumos no mundo.

Além disso, o especialista destaca que os conflitos paralelos na região, como as ações envolvendo Israel e grupos no Líbano, aumentam a imprevisibilidade e dificultam uma solução rápida.

Do ponto de vista econômico, a tendência é de manutenção de custos elevados. A destruição de estruturas de produção e refino, somada ao aumento de tarifas, seguros e riscos logísticos, deve encarecer o transporte marítimo e pressionar os preços da energia.

Como consequência, há impacto direto na cadeia de fertilizantes, que depende do gás natural e de insumos produzidos na região. A expectativa é de continuidade da pressão sobre os preços globais, com reflexos no custo de produção agrícola.

Diante desse cenário, especialistas apontam que, mesmo com eventuais períodos de trégua, os efeitos econômicos do conflito tendem a se prolongar, mantendo a volatilidade nos mercados e os custos elevados para diversos setores.

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