Oferta pressiona açúcar e etanol no Centro-Sul
No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade
Agrolink
– Leonardo Gottems

No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade – Foto: Pixabay
Os mercados de açúcar e etanol encerraram a semana sob pressão, refletindo expectativas de maior oferta e o avanço da safra no Centro-Sul. Segundo a StoneX, o açúcar manteve viés claramente baixista nos últimos dias, enquanto o etanol hidratado seguiu em queda diante do aumento da disponibilidade do biocombustível.
No açúcar, a semana foi marcada por volatilidade, mas com predominância de recuos. As altas pontuais observadas ao longo do período foram classificadas como movimentos técnicos e não chegaram a alterar a tendência principal do mercado. Os preços continuaram pressionados pela expectativa de superávit global nas safras 2025/26, em meio às perspectivas elevadas de produção na Ásia e às projeções favoráveis para a moagem no Centro-Sul do Brasil na temporada 2026/27, considerada entre abril e março.
No cenário macroeconômico, a melhora momentânea do apetite ao risco e a estabilidade do real frente ao dólar tiveram efeito limitado sobre as cotações. Já na sexta-feira, a queda expressiva do petróleo, após a liberação do Estreito de Ormuz e a redução das tensões geopolíticas, reforçou o movimento negativo. Com isso, o açúcar acompanhou o recuo do setor energético, atingiu a mínima de cinco anos e fechou a semana a US¢ 13,48 por libra-peso, com variação semanal de -2,95%.
No mercado de etanol, o hidratado também manteve a trajetória de baixa. Na sexta-feira, 17, o produto era negociado a R$ 3,10 por litro na praça de Ribeirão Preto, em São Paulo. Em relação à semana anterior, a retração foi de R$ 0,20 por litro. O movimento ocorre em paralelo ao avanço da colheita no Centro-Sul, que tende a iniciar a safra com um mix mais voltado ao etanol, elevando a oferta do biocombustível nos primeiros meses do ciclo.

