domingo, abril 19, 2026

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potencial para investimentos internacionais no agronegócio goiano é tema de Diálogo com Embaixadas


Representantes de embaixadas da Tanzânia, Belarus, Irlanda, Canadá, Venezuela e Indonésia, além de um empresário da China, estiveram reunidos no Auditório 3 da Tecnoshow COMIGO 2026, nesta segunda-feira (6), para a reunião “Diálogo com Embaixadas”, parte da programação da feira realizada até 10 de abril, em Rio Verde (GO). 

No encontro das embaixadas nesta edição, instituições do setor apresentaram um panorama sobre a tecnologia desenvolvida e aplicada em Goiás, assim como os potenciais para investimentos no Estado.  

O gerente de Geração e Difusão de Tecnologia na Cooperativa COMIGO, Eduardo Hara, citou como exemplo o projeto de uma nova planta de processamento de soja em Palmeiras de Goiás (cidade a 177 km de Rio Verde), com capacidade para 6 mil toneladas/dia, além da construção de um terminal ferroviário de alta capacidade.  

“São passos fundamentais para acelerar nossa distribuição global e aumentar a eficiência operacional da cooperativa, afinal, nosso objetivo é entregar ao produtor o ambiente ideal para que ele supere desafios e continue produzindo em terra fértil, garantindo a sobrevivência e o abastecimento da humanidade”, afirmou. 

Nesse contexto, o chefe de Administração da Embrapa Soja, Rogério de Sá Borges, declarou que o protagonismo brasileiro é fruto de um trabalho intenso de tropicalização da cultura, permitindo que a soja seja cultivada em praticamente todas as latitudes do país, e que a ciência caminha para soluções cada vez mais naturais e específicas.  

“Na Embrapa, seguimos focados na estabilidade produtiva, garantindo que o material genético seja resistente a pragas e às variações climáticas cada vez mais severas”, definiu e acrescentou: “Na Embrapa trabalhamos em eixos como a genética avançada e os bioinsumos, utilizando soluções 100% naturais e altamente eficientes que, somadas à agricultura digital e ao uso de imagens multiespectrais, elevam o patamar de precisão e sustentabilidade da nossa produção”. 

Conectando o conhecimento científico ao mercado, o diretor de Mobilidade e Integração Global da Universidade de Rio Verde (UniRV), Ricardo Padilha, ressaltou que o conhecimento de ponta não precisa vir apenas dos grandes centros.  

“Por meio do nosso Agrohub, oferecemos um ecossistema onde indústria, produtores e academia trabalham juntos; também dispomos de fazendas inteligentes para testes em campo real e uma estação meteorológica própria para pesquisas em agricultura resiliente ao clima e atuamos como ponte definitiva entre o conhecimento científico e as soluções prontas para o mercado, garantindo que a tecnologia desenvolvida nos laboratórios chegue de forma eficiente ao produtor rural”, declarou. 

O docente do Instituto Federal de Goiás (IFGoiano), Gustavo Castoldi, pontuou a importância de uma infraestrutura laboratorial de excelência voltada para gerar soluções reais para o campo. “Esse formato permite que o governo, a academia e as empresas desenvolvam projetos em conjunto, de maneira rápida e flexível, validando soluções em ambientes reais de produção e garantindo que o conhecimento gerado pelos nossos 16 mil alunos chegue às mãos do produtor como um produto final eficiente”, resumiu. 

Impacto social que estimula o avanço do agro 

Se a inovação nasce nos laboratórios e centros de excelência dos institutos federais, é por meio da extensão rural que ela ganha escala e transforma a vida de quem está no campo. O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater Goiás, Kin Gomides, defendeu para os representantes dos países que, com a assistência técnica correta, o pequeno produtor se emancipa e torna-se um empreendedor rural. 

“Exemplo disso é que, no último ano, atendemos mais de 15 mil famílias e vimos agricultores que iniciaram atividades do zero, como a produção de ovos, e hoje alcançam receitas acima de R$ 4 mil mensais. Eles estão devolvendo benefícios sociais porque se tornaram empresários produtores de fato”, complementou. 

Nesse sentido, o Sistema FAEG/SENAR apresentou o impacto da qualificação profissional e o papel das novas tecnologias na sucessão familiar. O analista de inovação do SENAR Goiás, Miguel Barbosa, destacou que a instituição atua conectando o conhecimento teórico às demandas reais do mercado por meio do Campo Lab, o hub de inovação do sistema que completa dez anos em 2026. 

“Fomentamos o surgimento de startups que resolvem gargalos de produtividade, garantindo que o jovem permaneça no campo com uma visão empreendedora e tecnológica, elevando o patamar de gestão de toda a cadeia produtiva. Assim, estamos garantindo que o conhecimento chegue a quem realmente faz o agro acontecer, desde a educação básica até a formação técnica especializada”, finalizou Barbosa. 





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Boi gordo inicia semana com alta nas cotações


Segundo a análise desta segunda-feira (6) do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo iniciou a semana firme, sustentado pela menor oferta de animais. A cotação do boi gordo e da vaca registrou alta de R$ 2,00 por arroba e R$ 3,00 por arroba, respectivamente. Já os preços da novilha e do chamado “boi China” permaneceram estáveis em relação ao levantamento de quinta-feira (2).

De acordo com o informativo, as escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.

No estado de Alagoas, o mercado abriu o dia com valorização de R$ 3,00 por arroba na cotação do boi gordo, enquanto as demais categorias não apresentaram alteração nos preços.

Ainda segundo a Scot Consultoria, não há referência de preço para o “boi China” no estado.

As escalas de abate em Alagoas estavam, em média, para sete dias.

No mercado atacadista de carne com osso, a semana mais curta em razão da Sexta-feira Santa registrou menor ritmo de negócios, mesmo com a recuperação das vendas no varejo mais próximo do fim de semana, quando consumidores se preparam para o Páscoa.

Por outro lado, a menor disponibilidade de carne e a arroba do boi gordo sustentada limitaram possíveis ajustes negativos. “Com isso, a cotação de todas as carcaças casadas subiu.”

A carcaça casada do boi capão apresentou alta de 1,5%, equivalente a R$ 0,35 por quilo, enquanto a do boi inteiro avançou 1,7%, ou R$ 0,40 por quilo.

Para a vaca, a cotação da carcaça casada aumentou 1,1%, ou R$ 0,25 por quilo, enquanto a da novilha registrou alta de 0,9%, equivalente a R$ 0,20 por quilo.

Segundo a análise da Scot Consultoria, a expectativa para os próximos dias é de melhora no ritmo de vendas, com pedidos para reposição de estoques, o que deve sustentar o mercado.

No mercado de proteínas alternativas, a cotação do frango médio apresentou alta de 5,3%, ou R$ 0,35 por quilo, enquanto o preço do suíno especial recuou 1,0%, equivalente a R$ 0,10 por quilo.





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Citros avançam para fase de colheita no Rio Grande do Sul


O Emater/RS-Ascar informou, por meio do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a citricultura no estado apresenta diferentes estágios de desenvolvimento conforme a região. Na regional de Frederico Westphalen, os pomares estão, em geral, na fase de enchimento de frutos e a colheita está prevista para o início de maio. Já ocorre a colheita da bergamota superprecoce Satsuma Okitsu. Os produtores mantêm tratamentos fitossanitários e monitoram o ácaro da leprose, praga que em anos anteriores causou prejuízos aos pomares, realizando controle com acaricidas recomendados associados ao uso de produtos biológicos.

Na regional de Santa Rosa, começou a colheita da laranja do céu e da bergamota Okitsu. As demais variedades seguem em fase de crescimento dos frutos, mas a falta de umidade no solo tem provocado queda, principalmente em áreas com solos mais rasos. A laranja Valência apresenta desenvolvimento reduzido. Também há registro de pragas e doenças, como cancro-cítrico, cochonilha e pulgão, além da recorrência de fumagina associada à presença da mosca-negra-dos-citros. Após chuvas recentes, houve aumento das colônias desses insetos, mas a baixa brotação de novos ramos e folhas tende a limitar a postura de ovos e manter a população estável.

Na regional de Caxias do Sul, produtores de Cotiporã realizam o raleio das bergamotas Caí e Pareci. Os frutos estão em fase de crescimento e surgem relatos de incidência de gomose e de mosca-das-frutas, que provocam perdas em algumas localidades em razão das condições climáticas. Também começou a colheita de variedades precoces, especialmente a laranja de umbigo precoce (Bahia), cultivada em áreas mais baixas e quentes, com comercialização na Ceasa/Serra ao preço de R$ 4,00 por quilo.

Na regional de Lajeado, o raleio das bergamoteiras para venda de frutos verdes destinados à indústria de óleo essencial está em fase final, e algumas empresas já encerraram o beneficiamento. Em Pareci Novo, o processo está praticamente concluído, com preço médio de R$ 12,00 por caixa de 25 quilos. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam a bergamotinha a R$ 8,00 por caixa, enquanto em outros municípios há registros de valores de até R$ 7,00 por caixa de 25 quilos, situação que tem levado parte dos produtores a descartar os frutos no solo.

A colheita da bergamota Okitsu avança na região, alcançando cerca de 15% da área em Pareci Novo, que possui 26 hectares, 50% em São José do Hortêncio, com 20 hectares, e 70% em São Sebastião do Caí, também com 20 hectares. Os preços praticados são de R$ 45,00 por caixa de 25 quilos em Pareci Novo e São Sebastião do Caí e variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa em São José do Hortêncio.

Nos pomares de laranjeiras, o informativo confirma cenário apontado no início do ano: áreas onde não houve controle adequado da larva-minadora (Phyllocnistis citrella) e do falso-ácaro-da-leprose, também conhecido como ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis), apresentam níveis mais elevados de cancro-cítrico (Xanthomonas citri subsp. citri) e de leprose dos citros, causada pelo vírus Citrus leprosis virus (CiLV). Segundo o levantamento, a situação evidencia a relação entre danos em folhas jovens e o aumento da suscetibilidade das plantas a infecções bacterianas e virais.





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Produção de mandioca é afetada pela estiagem



Mercado da mandioca registra preços estáveis



Foto: Canva

O Emater/RS-Ascar informou, no Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a cultura da mandioca apresenta cenários distintos nas regiões produtoras do estado. Na regional de Santa Rosa, são cultivados 6.329 hectares, com produtividade média inicial estimada em 17.052 quilos por hectare.

A colheita da nova safra está começando, mas a produção ficou abaixo do esperado em razão da estiagem registrada entre janeiro e março, período que afetou o desenvolvimento das plantas e a formação das raízes. Segundo o levantamento, “o preço médio pago ao produtor está em torno de R$ 6,00/kg de raiz in natura, e o aipim industrializado é comercializado de R$ 7,50 a R$ 10,00/kg”, valores que refletem a redução da oferta e as dificuldades enfrentadas ao longo do ciclo da cultura.

Na regional de Soledade, a mandioca está em fase de formação de raízes, com colheita de variedades de ciclo precoce. De acordo com o informativo da Emater/RS-Ascar, o preço permanece estável, variando entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa de 22 quilos no município de Mato Leitão.





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Primeiras cargas de DDGS chegam à China, e Brasil envia farinha de vísceras de aves ao país asiático



Brasil avançou na ampliação de sua presença no mercado chinês



Foto: Pixabay

O Brasil avançou na ampliação de sua presença no mercado chinês com a chegada das primeiras cargas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) e o envio do primeiro contêiner de farinha de vísceras de aves ao país asiático.

O DDGS, coproduto do etanol de milho, teve sua exportação viabilizada a partir de demanda apresentada pela União Nacional do Etanol de Milho (Unem) para abertura do mercado chinês. Após a conclusão das tratativas sanitárias entre Brasil e China, o acesso foi autorizado em maio de 2025. Em novembro do mesmo ano, os primeiros estabelecimentos brasileiros foram habilitados a exportar DDG/DDGS ao país.

Como resultado, o primeiro navio com 62 mil toneladas do produto chegou ao porto de Nansha, em Guangzhou, no sul da China.

Já o envio da primeira carga de farinha de vísceras de aves, utilizada principalmente na alimentação animal, decorre da abertura do mercado, concretizada em abril de 2023, a partir de demanda apresentada pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (Abra). A operação amplia as oportunidades para a indústria nacional nesse segmento.

As iniciativas evidenciam como a atuação conjunta entre governo e setor produtivo pode se transformar em novas frentes de comércio e em ampliação da pauta exportadora brasileira.

Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor.





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Vendas de máquinas agrícolas devem cair 8% neste ano, aponta Abimaq


Plantadeira, máquinas agrícolas
Foto: Freepik

A venda de máquinas agrícolas deve ter queda de 8% em 2026, estima a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a entidade, os reflexos da guerra no Oriente Médio, como o aumento internacional do petróleo, podem se somar aos juros altos e ao aumento da inadimplência, levando produtores rurais a diminuir a renovação do maquinário.

Apenas no primeiro bimestre do ano, a queda nas vendas chegou a 17% em comparação ao mesmo período de 2025, somando R$ 8 bilhões.

Nesse contexto, o mercado interno concentrou a maior parte desse montante, com R$ 6,8 bilhões, o equivalente a 85% do total. Já as exportações alcançaram cerca de R$ 1,2 bilhão, alta de 9%, mas ainda insuficientes para compensar o cenário negativo.

Conforme os dados da Abimaq, a comercialização de tratores caiu quase 16%, com pouco mais de mil unidades entregues, enquanto as colheitadeiras tiveram redução ainda mais significativa, de 40%, com 309 vendidas nos dois primeiros meses.

O presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq (CSMIA), Pedro Estevão Bastos, reconhece que o governo federal tem feito esforços para atenuar os impactos da alta do diesel no país decorrentes da guerra, mas acredita que a “avalanche” que está por vir é muito grande por conta da disparidade do preço interno e externo do diesel.

“A gente vê sim uma boa vontade do governo, mas vai aumentar o custo, já aumentou. Quanto aos adubos nitrogenados, é mais difícil ainda, vai aumentar o custo, então não tem muito o que fazer”, diz.

De acordo com a Abimaq, a inadimplência no setor é próxima a 7%, significativamente acima da média, que girava em torno de 1,5%. Fora do Plano Safra, o percentual é ainda maior, de cerca de 13%.

Por conta do descumprimento dos pagamentos, Bastos conta que o setor já observa que os bancos passagem a exigir mecanismos de proteção contra recuperações judiciais, como a alienação fiduciária da propriedade rural.

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Governo anuncia pacote de subvenção ao diesel e ao GLP


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um conjunto de medidas para conter a alta das cotações dos combustíveis ocorrida por conta da guerra no Oriente Médio.

Por meio de Medida Provisória, as ações têm como objetivo gerar alívio para os consumidores e os setores produtivos brasileiros, reduzindo os efeitos internos do choque de preços causado pelo cenário geopolítico.

No óleo diesel, foi anunciada subvenção de R$ 1,20 para a importação de diesel rodoviário, em cooperação com os estados. A subvenção será paga diretamente pela União, mas os estados que aderirem ao programa compensarão metade de seu valor (R$ 0,60 por litro).

De acordo com o comunicado do Planalto, essa medida se somará à subvenção de R$ 0,32 o litro criada em 12 de março pela Medida Provisória 1.340, viabilizando a importação do derivado necessária ao abastecimento do país.

Em contrapartida, os importadores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor. A medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio de 2026 e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.

Até o momento, 25 unidades da federação já confirmaram a disposição de participar do programa. As exceções são Rio de Janeiro e Rondônia.

Subvenção no diesel nacional

A MP também cria uma nova subvenção para os produtores brasileiros de óleo diesel, que se somará àquela de R$ 0,32/litro que já está em vigor. Segundo o governo, esta subvenção será realizada unicamente com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.

A medida terá duração de dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.

Isenção de impostos sobre o biodiesel

No anúncio desta segunda-feira, o governo federal ainda garantiu que publicará decreto que zera os dois tributos federais (PIS e Cofins) que incidem sobre o biodiesel, gerando uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível.

Atualmente, o insumo renovável é adicionado ao óleo diesel vendido nas bombas, em uma proporção de 15% (B15).

Gás de cozinha

A Medida Provisória ainda autoriza que o governo federal pague uma subvenção de R$ 850,00 sobre cada tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) importado, com valor total de R$ 330 milhões.

“Isso significa que o produto importado será comercializado ao mesmo preço daquele produzido no Brasil, reduzindo o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável. A subvenção também terá duração de dois meses, podendo ser prorrogada por outros dois”, destaca o Planalto.

Setor aéreo

A MP assinada nesta segunda-feira ainda prevê duas novas linhas de crédito para reduzir o impacto das altas nos preços de queronese de aviação (QAV). No começo do mês, a Petrobras anunciou reajuste de 54,6% no combustível em decorrência da alta internacional do petróleo.

Nesse sentido, a primeira ação conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.

A segunda linha terá foco no capital de giro de seis meses, com R$ 1 bilhão alocados, e condições financeiras e elegibilidade a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União.

As linhas se somam ao mecanismo já adotado pela Petrobras de mitigação do aumento do preço do QAV, anunciado na semana passada.

O governo também anunciou a publicação de um decreto que zera o PIS e o Cofins sobre o combustível de aviação, o que resulta em uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível.

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Morre Luciano Borges, um dos mais importantes criadores de nelore do Brasil


Luciano Borges Ribeiro, pecuarista
Foto: Rancho da Matinha/divulgação

Luciano Borges Ribeiro, um dos principais nomes da pecuária de corte no Brasil e titular do Rancho da Matinha, morreu nesta segunda-feira (6). Reconhecido pela contribuição à evolução da genética do nelore e pela defesa da eficiência produtiva, ele deixa um legado que ajudou a moldar a pecuária brasileira contemporânea.

Quinta geração de produtores rurais, Luciano costumava dizer que nasceu “praticamente dentro de um curral”. De origem humilde, construiu sua trajetória conciliando a formação em engenharia com a atividade pecuária, à qual se dedicou por quase três décadas até consolidar o Rancho da Matinha, em Uberaba (MG), como um dos mais importantes criatórios da raça nelore no país.

A propriedade começou de forma modesta, com a aquisição gradual de pequenas glebas ao longo de cerca de 15 anos. “A gente foi aumentando e fazendo a Matinha ao longo do tempo”, relembrou em entrevista ao programa Giro do Boi em 2019. A vocação para a pecuária, segundo ele, nunca foi uma escolha, mas uma continuidade natural: “Eu não tinha outra opção senão continuar naquilo que eu amo”.

Luciano acompanhou de perto a transformação da pecuária brasileira desde a década de 1970, quando iniciou suas atividades. O avanço da globalização, nos anos 1980, foi determinante para mudar sua visão sobre o setor. “Quem não fosse eficiente estaria fora do mercado”, recordava. A partir daí, passou a estudar modelos internacionais e a incorporar conceitos de desempenho, custo e rentabilidade à produção.

Em 1985, deu início a um dos marcos de sua trajetória: a introdução de genética superior da raça nelore aliada ao pastejo rotacionado, técnica ainda pouco difundida à época. O sistema se tornou referência acadêmica, sendo utilizado por professores e alunos da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba).

Na década de 1990, o Rancho da Matinha passou a integrar programas de melhoramento genético ligados à Universidade de São Paulo, que dariam origem à Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP). A experiência ampliou sua visão sobre seleção animal e consolidou a base técnica que guiaria o criatório nas décadas seguintes.

Entre as inovações implementadas, destacou-se a seleção para precocidade sexual. Em 1998, a fazenda iniciou o desafio de prenhez precoce em novilhas de 12 a 14 meses — índice que evoluiu de 6% no primeiro ano para mais de 80% nas décadas seguintes. Para Luciano, a lógica era clara: “A fazenda é uma indústria e suas vacas são suas máquinas. Máquina que não produz não pode ficar”.

O Rancho da Matinha também foi pioneiro na adoção de tecnologias como a ultrassonografia de carcaça, em 2002, e as provas de eficiência alimentar, a partir de 2011. Este último ponto tornou-se uma de suas principais bandeiras. “A característica do século XXI é a eficiência alimentar”, afirmava.

Sob sua gestão, a propriedade reduziu significativamente o consumo de matéria seca por quilo de ganho de peso, saindo de cerca de nove quilos para 7,8 quilos em média — avanço considerado expressivo no contexto da pecuária nacional.

Luciano Borges defendia que a genética era o insumo de melhor custo-benefício da atividade. Diferentemente de criatórios voltados para exposições, o foco da Matinha sempre foi o gado comercial. “Produzir genética que proporcione mais lucro para o pecuarista”, resumiu.

Sua atuação ajudou a posicionar o Brasil entre os países mais competitivos na produção de proteína animal, combinando ciência, gestão e visão de longo prazo. “O que a gente tem feito de bom para a pecuária brasileira é motivo de orgulho”, declarou em uma de suas últimas entrevistas.

Luciano Borges Ribeiro deixa uma marca profunda na história da pecuária nacional, especialmente na evolução do nelore como raça adaptada, eficiente e economicamente viável.

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Boi gordo: veja como os preços da arroba começaram a semana


boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo abriu a semana contando com negócios acima da referência média em grande parte do país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento acontece porque os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate e abrem negócios acima dos R$ 370 em estados como São Paulo e Mato Grosso.

“O movimento de alta também foi destacado em Rondônia no início da semana, com negociações acima dos R$ 330 a arroba. A oferta de animais terminados segue restrita, com as pastagens ainda apresentando boas condições”, destaca.

Iglesias ressalta que as exportações ainda são um ponto de destaque, com boa demanda chinesa durante o primeiro quadrimestre.

Média da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 366,08
  • Goiás: R$ 351,07
  • Minas Gerais: R$ 352,35
  • Mato Grosso do Sul: R$ 359,55
  • Mato Grosso: R$ 362,43

Mercado atacadista

O mercado atacadista abre a semana apresentando firmeza em seus preços, com expectativa de novos reajustes no curtíssimo prazo, considerando os efeitos da entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

De acordo com Iglesias, o limitador para altas mais consistentes ainda é o comportamento das proteínas concorrentes, em especial da carne de frango, que seguem com preços deprimidos no início da semana.

  • Quarto traseiro: R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: R$ 22,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,27%, sendo negociado a R$ 5,1469 para venda e a R$ 5,1449 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1395 e a máxima de R$ 5,1595.

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