Citros avançam para fase de colheita no Rio Grande do Sul
O Emater/RS-Ascar informou, por meio do Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (2), que a citricultura no estado apresenta diferentes estágios de desenvolvimento conforme a região. Na regional de Frederico Westphalen, os pomares estão, em geral, na fase de enchimento de frutos e a colheita está prevista para o início de maio. Já ocorre a colheita da bergamota superprecoce Satsuma Okitsu. Os produtores mantêm tratamentos fitossanitários e monitoram o ácaro da leprose, praga que em anos anteriores causou prejuízos aos pomares, realizando controle com acaricidas recomendados associados ao uso de produtos biológicos.
Na regional de Santa Rosa, começou a colheita da laranja do céu e da bergamota Okitsu. As demais variedades seguem em fase de crescimento dos frutos, mas a falta de umidade no solo tem provocado queda, principalmente em áreas com solos mais rasos. A laranja Valência apresenta desenvolvimento reduzido. Também há registro de pragas e doenças, como cancro-cítrico, cochonilha e pulgão, além da recorrência de fumagina associada à presença da mosca-negra-dos-citros. Após chuvas recentes, houve aumento das colônias desses insetos, mas a baixa brotação de novos ramos e folhas tende a limitar a postura de ovos e manter a população estável.
Na regional de Caxias do Sul, produtores de Cotiporã realizam o raleio das bergamotas Caí e Pareci. Os frutos estão em fase de crescimento e surgem relatos de incidência de gomose e de mosca-das-frutas, que provocam perdas em algumas localidades em razão das condições climáticas. Também começou a colheita de variedades precoces, especialmente a laranja de umbigo precoce (Bahia), cultivada em áreas mais baixas e quentes, com comercialização na Ceasa/Serra ao preço de R$ 4,00 por quilo.
Na regional de Lajeado, o raleio das bergamoteiras para venda de frutos verdes destinados à indústria de óleo essencial está em fase final, e algumas empresas já encerraram o beneficiamento. Em Pareci Novo, o processo está praticamente concluído, com preço médio de R$ 12,00 por caixa de 25 quilos. Em São José do Hortêncio, produtores comercializam a bergamotinha a R$ 8,00 por caixa, enquanto em outros municípios há registros de valores de até R$ 7,00 por caixa de 25 quilos, situação que tem levado parte dos produtores a descartar os frutos no solo.
A colheita da bergamota Okitsu avança na região, alcançando cerca de 15% da área em Pareci Novo, que possui 26 hectares, 50% em São José do Hortêncio, com 20 hectares, e 70% em São Sebastião do Caí, também com 20 hectares. Os preços praticados são de R$ 45,00 por caixa de 25 quilos em Pareci Novo e São Sebastião do Caí e variam entre R$ 30,00 e R$ 40,00 por caixa em São José do Hortêncio.
Nos pomares de laranjeiras, o informativo confirma cenário apontado no início do ano: áreas onde não houve controle adequado da larva-minadora (Phyllocnistis citrella) e do falso-ácaro-da-leprose, também conhecido como ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis), apresentam níveis mais elevados de cancro-cítrico (Xanthomonas citri subsp. citri) e de leprose dos citros, causada pelo vírus Citrus leprosis virus (CiLV). Segundo o levantamento, a situação evidencia a relação entre danos em folhas jovens e o aumento da suscetibilidade das plantas a infecções bacterianas e virais.

