segunda-feira, abril 20, 2026

News

News

Projeto Cacau 360° reúne 91 pesquisadores para ampliar produção sustentável de cacau


cacau
Foto: Pixabay

Mesmo com participação inferior a 4% na produção nacional de cacau, São Paulo quer ganhar espaço no setor com apoio da ciência e da tecnologia. A estratégia está no Projeto Cacau 360, iniciativa que busca ampliar a produtividade e tornar toda a cadeia mais sustentável.

Desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos com apoio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio, o projeto reúne 91 pesquisadores de 11 instituições.

O cultivo do cacau no Brasil está concentrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para os estados do Pará e da Bahia. Em São Paulo, a participação ainda é pequena, e justamente por isso o projeto pretende explorar o potencial de regiões consideradas não convencionais para a cultura.

“Eu diria que o projeto ele vai impactar eh no no agricultor de uma forma transversal. Nós temos cinco plataformas. A plataforma que trabalha com a parte de cultivo do cacau em áreas não convencionais, São Paulo, que não é o sistema tradicional cabruca” destaca o pesquisador do Ital/Apta/SAA responsável pelo CCD cacau 360, Valdecir Luccas.

A proposta aposta em um modelo integrado de produção, com sistemas agroflorestais e também cultivo a pleno sol. Entre os objetivos está identificar clones mais produtivos, aperfeiçoar o manejo no campo e elevar a produtividade para até 2 mil quilos por hectare de amêndoas secas – volume que pode ser até cinco vezes superior ao observado em sistemas tradicionais.

Outro foco importante está no processo de fermentação, considerado hoje um dos principais gargalos da cadeia produtiva. A falta de padronização interfere diretamente na qualidade do cacau comercializado. Com protocolos mais eficientes, a expectativa é reduzir perdas e garantir matéria-prima com padrão mais uniforme para o mercado.

Aproveitamento integral do fruto

De acordo com Luccas, atualmente, cerca de 70% do peso do cacau corresponde à casca, subproduto ainda pouco valorizado. A pesquisa busca transformar esse material em fonte de compostos bioativos, além de incentivar o uso da polpa, do mel do cacau e de outras partes do fruto para agregar valor e criar novas fontes de renda ao produtor.

Esses ingredientes serão utilizados ainda no desenvolvimento de novos alimentos, com foco em saudabilidade, sabor e inovação para o consumidor.

Pesquisadores vão mapear áreas de cultivo para avaliar contaminantes químicos, presença de metais pesados e condições microbiológicas, garantindo matérias-primas mais seguras para a indústria.

Competitividade

Hoje o Brasil ainda enfrenta a baixa produção e dependência externa, mas a proposta é favorecer uma cadeia mais sustentável e competitiva.

“Hoje o Brasil importa cacau da África do Sul, muitas vezes da Bahia, do Pará, mas tendo cacau aqui no estado de São Paulo, a logística vai ser muito mais simples, os custos vão ser menores. É em São Paulo que concentram o grande número de indústria de chocolates e produtos derivados”, afirma Luccas.

Segundo o pesquisador com todas essas ações integradas, a expectativa é viabilizar e acelerar a transferência das inovações e tecnologias para o setor industrial, permitindo que esses avanços cheguem mais rapidamente ao consumidor.

O post Projeto Cacau 360° reúne 91 pesquisadores para ampliar produção sustentável de cacau apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Do café ao pasto: família Fachini é referência na engorda do boi em Rondônia; conheça a história


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Giro do Boi desta quarta-feira (8) trouxe uma história de superação e sucesso no setor agropecuário de Rondônia. A trajetória da família Fachini exemplifica a determinação que atravessa gerações, desde a produção de café na década de 1980 até a excelência na engorda de bois no Vale do Guaporé.

Atualmente, o pecuarista Carlos Eduardo Custodio Fachini continua o legado familiar, utilizando um manejo intensivo que transforma cada hectare em lucro. O gado e a trajetória da família foram destacados no programa, que celebrou o esforço de pioneiros que desbravaram as matas e hoje colhem os frutos da modernização.

Confira:

A história da Fazenda Herança

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A história da família Fachini começou em 1986, quando Hélio Fachini, natural de Umuarama (PR), chegou a Rolim de Moura para montar uma máquina de café. Em 1988, ele adquiriu a Fazenda Herança, abrindo a área com o auxílio de pioneiros como Valdete, que ainda acompanha a família. Após o falecimento de Hélio em 2004, Carlos assumiu a gestão ao lado da esposa, Claudia, e da mãe, Dona Petrina, profissionalizando a engorda de bois.

A Fazenda Herança é um exemplo de produtividade. Mesmo em uma área compacta, Carlos Fachini e seu gerente, Nilson, conseguem abater cerca de 400 animais por ano. A chave para esse sucesso está na diversidade e manejo das pastagens, que incluem uma combinação de forrageiras adaptadas ao clima local.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O manejo na Fazenda Herança é complementado por um “toque final” de 95 dias na ração, o que garante que a propriedade entregue animais pesados e aptos para o mercado, independente da época do ano. Carlos Fachini, que também gerencia um supermercado em Parecis, aplica conceitos de gestão de prateleira dentro do curral.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Do café ao pasto: família Fachini é referência na engorda do boi em Rondônia; conheça a história apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Score de risco produtivo é criado para aliviar pressão sobre inadimplência do agro


score de risco produtivo
Foto: Reprodução

Em 2025, as empresas ligadas ao agronegócio foram responsáveis por 30,1% dos pedidos de recuperação judicial, conforme estudo da Serasa Experian divulgado na terça-feira (7). Por conta disso, instituições financeiras exigem de produtores cada vez mais salvaguardas à concessão de crédito rural.

Diante do cenário, a Picsel lançou uma nova tecnologia de avaliação de risco no agronegócio: o primeiro score de risco produtivo do mercado brasileiro.

A solução mede a capacidade produtiva das lavouras e oferece a bancos, cooperativas de crédito e empresas do setor uma nova camada de informação para apoiar decisões financeiras envolvendo produtores rurais.

Em suma, a ferramenta é semelhante aos tradicionais scores de crédito utilizados pelo sistema financeiro e incorpora variáveis diretamente ligadas à produção agrícola. De acordo com o CEO da empresa, Vitor Ozaki, a tecnologia analisa o comportamento produtivo das áreas agrícolas a partir de mais de 30 anos de dados históricos, avaliando até 30 safras agrícolas.

No modelo, as cinco safras mais recentes recebem maior peso na análise, permitindo que o indicador reflita com maior precisão as condições produtivas atuais das propriedades. Esse histórico utilizado no modelo cobre todo o território nacional e abrange as principais regiões agrícolas do país.

De acordo com Ozaki, a base de dados da solução contempla 100% da produção nacional de soja e milho, as duas principais culturas analisadas pela tecnologia. Juntas, essas culturas representam aproximadamente 88% da produção de grãos do país, o que permite que o modelo capture grande parte da dinâmica produtiva do agronegócio brasileiro.

Dívidas rurais

Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

O lançamento do score para o campo ocorre em um cenário de maior fragilidade no financiamento do agro. Segundo dados do Banco Central, o volume de dívidas rurais renegociadas no país já alcança R$ 37 bilhões, enquanto a inadimplência do crédito rural chegou a cerca de 6,5% em 2025, mais que o dobro do nível registrado no ano anterior.

De acordo com especialistas do setor, custos elevados de produção, volatilidade nos preços das commodities agrícolas e eventos climáticos extremos que têm afetado a produtividade em diversas regiões do país ajudam a explicar o cenário de inadimplência.

Diante da atual realidade, Ozaki acredita que o atual momento evidencia uma lacuna na forma como o risco é avaliado no agronegócio: a maior parte das análises ainda considera predominantemente informações financeiras e histórico de crédito, sem incorporar indicadores diretos da capacidade produtiva das propriedades rurais.

“O mercado financeiro sempre avaliou o produtor rural principalmente sob a ótica do crédito. Mas no agronegócio existe um fator determinante que muitas vezes não entra na equação: a capacidade de produzir. Quando ocorre uma quebra de safra, o impacto na capacidade de pagamento é imediato”, ressalta.

Geração do score

Para gerar o score, a solução integra diferentes fontes de informação, como imagens de satélite, dados climáticos históricos, informações de solo e bases públicas como MapBiomas e o Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Assim, as análises utilizam a combinação de diferentes sistemas de satélites, incluindo modelos como o Sentinel e bases de dados da Nasa, além de informações meteorológicas, indicadores de produtividade, características de solo e tipo de cultura cultivada em cada área.

Segundo Ozaki, esses dados são processados por modelos proprietários de inteligência artificial que geram um índice único de risco produtivo. A análise é feita sobre áreas produtivas específicas, e não necessariamente sobre o produtor rural.

Isso significa que um mesmo produtor pode ter diferentes avaliações de risco associadas a cada uma de suas propriedades ou talhões agrícolas.

A avaliação resulta em uma pontuação entre 0 e 1000 pontos, em que valores mais altos indicam menor risco produtivo e maior estabilidade na produção agrícola.

Além da classificação de risco, a plataforma também entrega uma estimativa da capacidade produtiva média da área analisada, expressa em quilos por hectare, permitindo que instituições financeiras projetem com maior precisão o potencial de geração de receita das propriedades rurais.

Na prática, o indicador funciona como um termômetro de risco agrícola para bancos, fintechs, cooperativas de crédito, tradings e empresas da cadeia agroindustrial. A ideia é que, com essa informação, as instituições possam calibrar melhor suas políticas de concessão de crédito, ajustando taxas, exigindo garantias adicionais ou ampliando limites para produtores com menor risco produtivo.

A ferramenta também permite relacionar diretamente quebra de safra e inadimplência, informação que pode impactar processos como gestão de risco e provisionamento para perdas de crédito (PDD), além de tornar as análises financeiras mais aderentes à realidade do campo.

Segundo Ozaki, a incorporação da dimensão produtiva na avaliação de risco tende a transformar a forma como o mercado financeiro se relaciona com o agronegócio.

“Quando incluímos a capacidade produtiva na análise de risco, passamos a entender o produtor de forma muito mais completa. Isso permite calibrar melhor as operações financeiras e construir ofertas realmente adequadas ao perfil de cada produtor”, afirma.

O post Score de risco produtivo é criado para aliviar pressão sobre inadimplência do agro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

À espera pelo USDA, soja tem dia travado e preços não ‘animam’


produtividade da soja
Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação nesta quarta-feira, com ritmo lento e ausência de grandes ofertas. O cenário foi pressionado pela queda do dólar e por recuos registrados ao longo do pregão na Bolsa de Chicago, o que contribuiu para afastar os agentes das negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto o comportamento mais cauteloso predominou entre os participantes. O produtor se manteve fora do mercado, enquanto compradores e demais players optaram por aguardar a divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, previsto para esta quinta-feira (9).

No mercado interno, os preços oscilaram entre estabilidade e queda na maior parte das praças, refletindo o cenário externo e o baixo volume de negócios. A sessão foi marcada por poucas ofertas e menor participação dos agentes.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 111,50 para R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 109,50
  • Paranaguá (PR): recuo de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia com leve alta para o grão e o farelo, enquanto o óleo registrou queda na Bolsa de Chicago. O mercado operou em compasso de espera pelo relatório do USDA, com os investidores ajustando posições.

A trégua entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio ao mercado financeiro global, reduzindo a aversão ao risco. Com isso, o petróleo recuou de forma significativa, pressionando o óleo de soja. Por outro lado, a queda do dólar favoreceu a competitividade das exportações americanas, sustentando os contratos de grão.

A expectativa do mercado é de um leve corte nos estoques finais de soja dos Estados Unidos para a safra 2025/26, passando de 350 milhões para 348 milhões de bushels. Já os estoques globais devem ficar próximos de 125,5 milhões de toneladas.

Para a América do Sul, a projeção é de um pequeno ajuste negativo na safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas. Em contrapartida, a produção da Argentina pode ter leve aumento, passando de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 11,62 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,78 por bushel, com elevação de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 314,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,42 centavos de dólar, com perda de 2,30 centavos ou 3,29%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1%, cotado a R$ 5,1025 para venda, após oscilar entre R$ 5,0651

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1%, cotado a R$ 5,1025 para venda, após oscilar entre R$ 5,0651 e R$ 5,1191 ao longo do dia. O recuo da moeda também contribuiu para pressionar os preços da soja no mercado brasileiro.

O post À espera pelo USDA, soja tem dia travado e preços não ‘animam’ apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa do IAC mostra que a produção e o porte da lima-ácida ‘Tahiti’ são diretamente influenciados pelo porta-enxerto


A lima ácida ‘Tahiti’ — uma das frutas mais produzidas no Brasil — apresenta sazonalidade definida, com maior oferta no primeiro semestre e menor produção, porém com preços mais elevados no período de julho a novembro. Nesse contexto, o manejo e, principalmente, a escolha do porta-enxerto são fatores determinantes para o sucesso da cultura, influenciando produtividade, vigor, qualidade dos frutos, resistência a doenças e tolerância ao déficit hídrico. Cerca de 90% dos pomares nacionais de Tahiti são plantados com materiais do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, que para seguir contribuindo com o setor, realiza estudos de avaliação de porta-enxertos, especialmente em condições de estresse hídrico. O objetivo é identificar combinações mais eficientes entre copas e porta-enxertos.

Esse assunto será tema da palestra da pesquisadora do Instituto, Mariângela Cristofani Yaly durante o 26º Dia do Limão Tahiti e a 7ª Expolimão, dia 09 de abril, em Bebedouro, interior paulista. Os eventos são direcionados a produtores e empresários do setor e a programação está no link https://ccsm.br/eventos/dia-limao-tahiti/. A realização é uma parceria do IAC com a APTA Regional Pindorama e a Fundação Coopercitrus Credicitrus.

Os resultados desses experimentos conduzidos pelo Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC em colaboração com parceiros estão demonstrando que a escolha do porta-enxerto deve ser realizada em conjunto com o clone de lima-ácida ‘Tahiti’, especialmente em sistemas irrigados. A maior produção observada em alguns porta-enxertos de menor porte sugere precocidade produtiva, característica desejável quando ocorre suplementação hídrica.

De forma prática, verifica-se que o porta-enxerto influencia diretamente o porte e a produção da lima-ácida ‘Tahiti’. A presença de interação significativa indica que recomendações baseadas apenas no desempenho médio dos porta-enxertos podem levar a interpretações equivocadas. Por isso, é fundamental considerar o comportamento específico de cada combinação.

“Porta-enxertos vigorosos proporcionam maior crescimento vegetativo, mas não necessariamente maior produção inicial. Por sua vez, materiais de menor vigor podem ser indicados para plantios adensados e sistemas irrigados, com maior eficiência produtiva. Assim, a escolha da combinação copa/porta-enxerto deve considerar o sistema de produção adotado”, explica a pesquisadora do IAC, ligado à APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

Para avaliar novas combinações de copas e porta-enxertos em diferentes regiões paulistas, incluindo Araras, Bebedouro, Cordeirópolis, Paranapuã e Cândido Rodrigues, o IAC conta com os seguintes parceiros: Embrapa Mandioca e Fruticultura, Fundação Coopercitrus Credicitrus e os produtores de lima ácida Tahiti, Edvaldo Costa Mello e Valentim Ocimar Gavioli.

O limão Cravo permanece como principal porta-enxerto, possivelmente devido à ampla utilização do clone Quebra-Galho, embora o trifoliata Flying Dragon esteja consolidado e em expansão, impulsionado pela busca por plantas de menor porte sem comprometer a qualidade dos frutos”, comenta a cientista.

Os cinturões citrícolas paulista e mineiro são responsáveis por cerca de 70% da área cultivada no país, que é um dos principais produtores mundiais de limas ácidas e limões. O Estado de São Paulo concentra grande parte da produção nacional em extensa área cultivada.

SERVIÇO

26º Dia do Limão Tahiti e 7ª Expolimão

Local: Fundação Coopercitrus/Credicitrus Rodovia Brigadeiro Faria Lima, km 384 Sul Lote A – Bebedouro/SP

Data: 09 de abril de 2026

Horário: 7h às 17h





Source link

News

Influenciador digital é multado em R$ 60 mil pelo Ibama por pesca ilegal de espécie


Pesca ilegal
Foto: reprodução/redes sociais

Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuaram e multaram, em R$ 60 mil, um influenciador digital de Santa Catarina pela pesca de seis miragaias (Pogonias courbina), peixe também conhecido como burriquete.

A espécie está em perigo de extinção, conforme a Lista Oficial da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicada na Portaria MMA n.º 148/2022.

Em vídeos divulgados em redes sociais, o infrator exibiu os animais pescados ilegalmente e anunciou a oferta de um curso sobre “como capturar burriquetes”. Na gravação, ele prometia “ensinar todas as técnicas e macetes” para pescar a espécie, enquanto os peixes agonizavam à sua frente, sem conseguir respirar.

A infração ambiental foi registrada com fundamento no Artigo 24 do Decreto nº 6.514/2008, por capturar espécimes da fauna silvestre ameaçadas de extinção, sem a devida autorização da autoridade competente.

“A competência para regulamentar a atividade e estabelecer a proibição da captura dessas espécies ameaças de extinção é da esfera federal, responsável pela definição das normas aplicáveis à pesca marinha”, explica o superintendente do Ibama em Santa Catarina, Paulo Maués.

Por se tratar de uma espécie ameaçada em extinção, a multa é de R$ 5 mil por animal. Além disso, as sanções foram aplicadas em dobro, pois a infração foi praticada com a finalidade de obter vantagem financeira, tanto pela divulgação do curso de pescaria, quanto pela monetização da publicação nas redes sociais. O valor total das multas, portanto, ficou em R$ 60 mil.

O post Influenciador digital é multado em R$ 60 mil pelo Ibama por pesca ilegal de espécie apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Capim mombaça não cresce? Problema pode estar no solo; veja o que fazer


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Nesta quarta-feira (8), o programa Giro do Boi trouxe uma consultoria técnica crucial para o produtor Adriano Alves dos Santos, de Janaúba, no Norte de Minas Gerais. O zootecnista Edmar Peluso explicou por que, mesmo com chuvas e investimentos significativos em fertilizantes, o capim mombaça pode não apresentar o crescimento esperado.

O diagnóstico é claro: Adriano tentou construir as paredes de uma casa sem fazer o alicerce. De acordo com Peluso, em solos do Norte de Minas e do Cerrado, se não houver a correção da acidez, o investimento em adubação acaba ficando “preso” na terra, sem alcançar a planta.

Confira:

Excesso de adubo não compensa falta de correção

Muitos produtores acreditam que o excesso de adubo compensa a falta de correção do solo, mas, na verdade, ocorre o contrário. No caso de Adriano, o uso de MAP (fósforo) e ureia (nitrogênio) foi ineficiente devido ao pH do solo. Se o solo estiver ácido (pH baixo), ocorre uma reação química que “prende” o fósforo do MAP.

“É como oferecer comida ao gado em um cocho trancado com cadeado: o nutriente está lá, mas o capim mombaça não consegue absorvê-lo”, afirmou Peluso. Ele ressaltou que solos ácidos geralmente apresentam altos níveis de alumínio tóxico, que “queima” as pontas das raízes, dificultando a exploração do solo em busca de água e nutrientes.

A importância da análise de solo

O capim mombaça é considerado a “Ferrari” das forrageiras por sua alta capacidade produtiva, mas essa performance exige uma “calibragem” precisa de minerais que só o calcário pode oferecer. Jogar mais ureia agora seria “jogar dinheiro fora”. O primeiro passo é realizar uma análise de solo urgente para verificar a saturação por bases.

Se a acidez for confirmada, a solução será a calagem em cobertura. Embora essa medida demore mais para agir em pastos já formados, é o único caminho para liberar os nutrientes e fazer o capim mombaça finalmente decolar.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Capim mombaça não cresce? Problema pode estar no solo; veja o que fazer apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Azeitech começa nesta semana com entrada gratuita e programação técnica


Campo Experimental de Maria da Fé - Azeitech
Foto: Erasmo Pereira / Epamig

Nesta sexta-feira (10), o município de Maria da Fé, em Minas Gerais, irá sediar a 6ª edição do Azeitech, realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

O evento gratuito acontece no Campo Experimental da instituição e reúne o 21º Dia de Campo de Olivicultura e a 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura em sua programação.

As atividades serão voltadas à difusão de conhecimento e inovação na olivicultura. O Dia de Campo inclui palestras sobre temas como manejo de doenças, cultivo das oliveiras, boas práticas e processos de elaboração do azeite. Já na Mostra Tecnológica, empresas do setor apresentam insumos, maquinários e produtos.

Painel técnico

O painel técnico, que também compõe a programação, na parte da tarde do evento, terá como tema “Cenários e Inovações na Olivicultura”. 

Como parte da apresentação do panorama do setor, o diretor de Pesquisa e Inovação da Epamig, Trazilbo de Paula, conduzirá um momento dedicado à apresentação do “Diagnóstico das Cadeias Agropecuárias de Minas Gerais: desafios produtivos, estruturais e tecnológicos”, coordenado pela Epamig e recentemente publicado com o apoio da Fapemig.

“Será um espaço para apresentarmos os resultados do levantamento dos problemas técnicos identificados nas principais cadeias agropecuárias de Minas Gerais. A proposta é trazer um recorte voltado à olivicultura, que se destacou como uma cultura emergente no estado, com potencial de expansão não apenas no Sul de Minas, mas também em outras regiões com condições favoráveis”, destaca Trazilbo de Paula.

De acordo com o diretor, o debate contará com a participação de importantes atores da cadeia, como representantes da Câmara Técnica Setorial de Olivicultura e de associações de produtores, abordando temas relacionados à produção, agregação de valor, aproveitamento de resíduos e rastreabilidade de azeites.

Informações e inscrições

Mais informações sobre a programação da 6ª edição do Azeitech podem ser acessadas nos canais oficiais da Epamig, bem como no site oficial do Azeitech. A participação é gratuita por meio de inscrições no dia e local do evento.

As empresas interessadas em expor seus produtos e serviços na 11ª Mostra Tecnológica de Olivicultura podem entrar em contato com os organizadores do evento por meio do e-mail cemf.evento@epamig.br

Serviços

Data: sexta-feira (10)

Horário: das 7h30 às 17h00

Local: Campo Experimental de Maria da Fé – Av Washington Viglioni s/n°, Vargedo, Maria da Fé (MG), CEP 37517-000

Mais informações: (35) 3662-1227 | cemf.evento@epamig.br

O post Azeitech começa nesta semana com entrada gratuita e programação técnica apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Apesar de rotas fechadas, setor de frango redireciona cargas e mantém abastecimento


carne de frango, seara, frigoríficos, aves, carnes, exportações
Foto: Paola Cuenca/Canal Rural

O fechamento de rotas estratégicas no Oriente Médio, em meio à guerra na região, obrigou o setor brasileiro de proteína animal a redesenhar sua logística para manter o abastecimento, especialmente em relação à carne de frango.

A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, durante entrevista ao Mercado & Companhia nesta quarta-feira (8).

Segundo ele, cerca de 70 mil toneladas mensais de carne de frango que passavam pelo Estreito de Ormuz tiveram de ser redirecionadas. “A gente conseguiu colocar mais da metade disso através de alternativas”, afirmou. Os custos, contudo, tiveram que ser revistos.

Rotas alternativas e aumento de custos

Santin explicou que para contornar o bloqueio, empresas passaram a utilizar caminhos mais longos e complexos, com desembarque em países como Arábia Saudita e Omã, além de portos nos Emirados Árabes Unidos antes do estreito.

Também houve uso de rotas via Turquia, com acesso ao Iraque por transporte terrestre.

Setor de proteína animal teve que usar rotas alternativas para contornar prejuízos com o fechamento do Estreito de Ormuz

Além do transporte marítimo, a logística passou a incluir etapas adicionais por terra. Em alguns casos, a carga chega à Arábia Saudita e segue de caminhão para outros destinos da região, como Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait.

“Você descarrega em um país e depois precisa transportar por terra para outros mercados. Isso encarece muito a operação”, explicou.

O aumento dos custos é pressionado ainda pelo preço do combustível e pela chamada taxa de risco de guerra cobrada pelas companhias marítimas. “Tem o encarecimento do diesel dos navios, a taxa de guerra e toda essa logística alternativa. Foi muito custoso”, afirmou.

Apesar disso, Santin ressaltou que o foco do setor tem sido garantir o fornecimento. “O mais importante neste momento é manter o abastecimento. A população não pode enfrentar mais essa dificuldade em meio à guerra”, concluiu.

Divisão de custos e foco no abastecimento

De acordo com o presidente da ABPA, o impacto financeiro tem sido compartilhado com os importadores. Mesmo com contratos já firmados, compradores no Oriente Médio têm colaborado para absorver parte dos custos adicionais.

“O custo está sendo dividido com os importadores”, afirmou. Segundo ele, o foco neste momento não é apenas preço, mas garantir o fornecimento. “Muita gente não está olhando custo, e sim em manter o abastecimento”, completou.

Ele destacou ainda que há uma preocupação em evitar desabastecimento e pressão inflacionária sobre alimentos durante o conflito. “A gente está fazendo todos os esforços para que essas pessoas não tenham mais uma dificuldade, que é a falta de alimento”, pontuou.

Estratégia para manter o fluxo

Apesar das dificuldades, o setor conseguiu reduzir parcialmente o impacto logístico causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

Segundo Santin, a redução foi limitada graças a estratégias como redirecionamento de cargas e uso de armazenagem. “Conseguimos fazer com que a redução de fornecimento ficasse em torno de 18% a 22%”, disse.

Ele destacou ainda que empresas concorrentes passaram a atuar de forma colaborativa. “Há um processo de colaboração, com troca de informações entre as empresas para enfrentar esse período”, afirmou.

Incerteza segue no radar

Além disso, o setor trabalha com diferentes cenários diante da instabilidade no Oriente Médio. Santin afirmou que a estratégia é manter o uso das rotas alternativas e adaptar rapidamente a operação conforme a evolução da guerra.

“Vamos continuar exercendo essas possibilidades alternativas”, disse.

Segundo ele, mesmo em caso de prolongamento do conflito, o setor tem conseguido manter o fluxo de produção e exportação. “A gente consegue manter o setor girando, sem prejudicar o mercado interno”, concluiu.

O post Apesar de rotas fechadas, setor de frango redireciona cargas e mantém abastecimento apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Paralisação da venda de fertilizantes de Rússia e China deve encarecer safra brasileira


fertilizantes no Porto de Paranaguá
Foto: Claudio Neves/SEIL-PR

Rússia e China, importantes exportadores de fertilizantes ao Brasil, estão bloqueando as vendas de nitrato de amônio e ureia, respectivamente, para assegurar suas produções internas em um momento de possível escasse global motivada pela guerra no Oriente Médio.

Enquantos os russos devem liberar os embarques em maio, a previsão é que os chineses retomem as vendas apenas em agosto, cenário que pode impactar o início da safra 2026/27 brasileira.

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX Tomás Pernías ressalta que a notícia é especialmente preocupante ao Brasil, uma vez que, ao longo de 2025, o país importou 1,2 milhão de toneladas de nitrato, sendo que a maior parte desse volume veio justamente da Rússia.

“Se usarmos os números de 2025 e pensarmos que as exportações russas vão ser suspensas durante um mês, estaríamos falando de aproximadamente 100 mil toneladas de nitrato de amônio que deixariam de chegar ao mercado brasileiro”, destaca.

Segundo ele, ainda que o volume não seja tão significativo, essa paralisação é preocupante porque a oferta de nitrogenados já se encontra comprometida por conta da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Com relação à China, Pernías lembra que recorrentemente o país suspende as suas exportações de ureia e de outros nitrogenados para direcioná-los ao mercado interno, algo que ocorreu no mesmo período de 2025.

“Contudo, ainda que os investidores brasileiros estejam esperando em alguma medida esse movimento em 2026, da mesma forma que ocorreu em 2025, novamente quero reiterar que isso acontece em um momento muito delicado. […] Ninguém esperava que isso fosse acontecer em meio de uma guerra no Oriente Médio.”

De acordo com o analista, as próximas semanas ditarão se a paralização das vendas de fertilizantes ocasionarão desabastecimento ou preços mais altos, a depender da retomada ou não das vendas russas em maio e a relação entre demanda e oferta chinesa.

Segundo Pernías, a StoneX e o mercado como um todo ainda não consideram um cenário de desabastecimento, mas observa-se que os custos de produção agrícola já estão mais elevados em 2026 por conta da alta dos combustíveis e frentes que já acontece independetemente da reabertura ou não do estreito de Ormuz.

O post Paralisação da venda de fertilizantes de Rússia e China deve encarecer safra brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link