quarta-feira, abril 8, 2026
News

À espera pelo USDA, soja tem dia travado e preços não ‘animam’


produtividade da soja
Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação nesta quarta-feira, com ritmo lento e ausência de grandes ofertas. O cenário foi pressionado pela queda do dólar e por recuos registrados ao longo do pregão na Bolsa de Chicago, o que contribuiu para afastar os agentes das negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto o comportamento mais cauteloso predominou entre os participantes. O produtor se manteve fora do mercado, enquanto compradores e demais players optaram por aguardar a divulgação do novo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, previsto para esta quinta-feira (9).

No mercado interno, os preços oscilaram entre estabilidade e queda na maior parte das praças, refletindo o cenário externo e o baixo volume de negócios. A sessão foi marcada por poucas ofertas e menor participação dos agentes.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 124,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 125,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 120,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 111,50 para R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 109,50
  • Paranaguá (PR): recuo de R$ 130,00 para R$ 129,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia com leve alta para o grão e o farelo, enquanto o óleo registrou queda na Bolsa de Chicago. O mercado operou em compasso de espera pelo relatório do USDA, com os investidores ajustando posições.

A trégua entre Estados Unidos e Irã trouxe alívio ao mercado financeiro global, reduzindo a aversão ao risco. Com isso, o petróleo recuou de forma significativa, pressionando o óleo de soja. Por outro lado, a queda do dólar favoreceu a competitividade das exportações americanas, sustentando os contratos de grão.

A expectativa do mercado é de um leve corte nos estoques finais de soja dos Estados Unidos para a safra 2025/26, passando de 350 milhões para 348 milhões de bushels. Já os estoques globais devem ficar próximos de 125,5 milhões de toneladas.

Para a América do Sul, a projeção é de um pequeno ajuste negativo na safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas. Em contrapartida, a produção da Argentina pode ter leve aumento, passando de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 3,75 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 11,62 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,78 por bushel, com elevação de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,30 ou 0,73% a US$ 314,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,42 centavos de dólar, com perda de 2,30 centavos ou 3,29%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1%, cotado a R$ 5,1025 para venda, após oscilar entre R$ 5,0651

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1%, cotado a R$ 5,1025 para venda, após oscilar entre R$ 5,0651 e R$ 5,1191 ao longo do dia. O recuo da moeda também contribuiu para pressionar os preços da soja no mercado brasileiro.

O post À espera pelo USDA, soja tem dia travado e preços não ‘animam’ apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *