sexta-feira, março 20, 2026

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Defina seus favoritos ao Prêmio Personagem Soja Brasil: saiba como votar!


Imagem gerada por IA

Se você quer fazer parte dessa decisão, agora é a hora de decidir: a votação para o Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26 já está aberta! Participar é muito simples: basta acessar o link da votação e escolher seu produtor e pesquisador favoritos. Os candidatos são profissionais que fazem a diferença na cadeia da soja no país.

Confira os indicados:

Pesquisadores

Ricardo Andrade
O pesquisador Ricardo Andrade atua no desenvolvimento de tecnologias que ajudam a soja a produzir bem mesmo em condições climáticas adversas no oeste da Bahia. Engenheiro agrônomo e especialista em fisiologia vegetal, ele trabalha principalmente com estudos voltados à adaptação das plantas a estresses como a seca.

Seu trabalho busca entender como a soja reage ao ambiente e como pode se tornar mais resiliente diante das mudanças climáticas. Entre as linhas de pesquisa estão técnicas com bioestimulantes que aumentam a tolerância da planta a condições adversas e elevam o potencial produtivo.

Andrade também destaca a importância da educação e da formação de novos profissionais para o avanço do agro brasileiro. Para ele, a maior recompensa da pesquisa é ver tecnologias desenvolvidas no laboratório sendo aplicadas nas lavouras pelos produtores.

Fernando Adegas
Pesquisador da Embrapa Soja, Fernando Adegas construiu carreira dedicada ao manejo de plantas daninhas e ao desenvolvimento de estratégias para evitar perdas na produção agrícola.

Filho de família ligada ao campo, decidiu seguir a agronomia ao perceber a importância da agricultura para a economia brasileira. Após atuar na extensão rural no Paraná, aprofundou seus estudos na área de plantas daninhas, tema que se tornou central em sua trajetória científica.

Na Embrapa, acompanha a evolução dos sistemas de produção e o surgimento de plantas resistentes a herbicidas, trabalhando no desenvolvimento de técnicas de manejo integrado. O objetivo é garantir que os produtores consigam controlar as invasoras e manter a produtividade das lavouras, respeitando as diferenças entre regiões e biomas do país.

Leandro Paiola Albrecht
O pesquisador Supra da UFPR, Leandro Paiola Albrecht, desenvolve estudos voltados ao manejo de plantas daninhas e à busca por soluções que aumentem a produtividade e a rentabilidade da soja.

Seu trabalho vai além do uso de herbicidas, envolvendo práticas como rotação de culturas, cobertura do solo e estratégias integradas dentro do sistema produtivo. Ele também participa de pesquisas sobre resistência de plantas daninhas em áreas de soja no Brasil e no Paraguai, avaliando espécies como buva, caruru e capim-amargoso.

Esses estudos ajudam a identificar novas formas de controle e evitar perdas significativas nas lavouras. Segundo o pesquisador, o objetivo é integrar diferentes tecnologias para gerar soluções práticas e acessíveis aos produtores, garantindo produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.

Produtores

João Damasceno
Produtor rural do Tocantins, João Damasceno levou o sonho da soja para o Norte do Brasil e ajudou a consolidar a produção na região.

A história da fazenda começou ainda com seu pai, que adquiriu a propriedade na década de 1940. A partir da safra 1993/94, a família passou a investir na soja, substituindo outras culturas e ampliando gradualmente a área plantada e o parque de máquinas.

Com apoio técnico da Embrapa, adotou sistemas de rotação de culturas e integração com a pecuária, garantindo mais sustentabilidade à produção. Hoje a fazenda reúne soja como cultura principal, além de milho safrinha, gergelim, confinamento de gado e seringueira, além de estrutura própria de secagem e armazenamento.

Mesmo com oportunidades de expansão, a família decidiu investir na propriedade original, que carrega valor histórico e sentimental. Para Damasceno, produzir soja também significa preservar o legado familiar construído ao longo de gerações.

Maira Lelis
Produtora rural de Guaíra (SP), Maira Lelis representa uma nova geração do agro que une tradição, tecnologia e sustentabilidade.

A história da fazenda começou há mais de 80 anos com seu avô, quando a área ainda era formada por cerrado. Ao longo do tempo, a propriedade evoluiu com mecanização, adoção de tecnologias e ampliação da produção de grãos.

Hoje a gestão é focada em inovação, eficiência e redução de custos. Entre as práticas adotadas estão rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e aplicação de microrganismos para fortalecer a saúde do solo e aumentar a produtividade da soja.

Uma das iniciativas recentes é a criação de um corredor ecológico com árvores que produzem pólen ao longo do ano, ajudando a atrair inimigos naturais das pragas e equilibrar o sistema produtivo. Para Maira, produzir alimento com responsabilidade ambiental e preparar o solo para as próximas gerações é parte essencial da missão no campo.

Carlos Eduardo Carnieletto
A trajetória de Carlos Eduardo Carnieletto nasceu dentro da agricultura familiar no Paraná. A produção começou com os pais, em uma pequena área cultivada com muito trabalho e dedicação.

Ao longo dos anos, a estrutura da propriedade foi ampliada e consolidada. Formado em agronomia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ele manteve a ligação com o campo e hoje administra sua área com foco em eficiência e gestão.

Diante de custos elevados e preços pressionados, busca aumentar a produtividade sem elevar os gastos da lavoura. Entre as práticas adotadas estão o uso de biológicos, coinoculação e acompanhamento constante das lavouras.

Para ele, o solo é o principal patrimônio do agricultor. Por isso investe em conservação, cobertura e manejo adequado da terra. Mesmo diante dos desafios do setor, Carlos acredita nos ciclos da agricultura e mantém a convicção de seguir produzindo. Encerrar uma safra com bons resultados continua sendo sua maior motivação.

A votação para escolher o Personagem Soja Brasil da safra 2025/26 vai até o dia 10 de abril. Participe!

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Colheita de milho avança na Argentina, diz Bolsa de Buenos Aires


colheita de milho
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

A colheita de milho na Argentina alcançou na última semana 13% da área plantada, um avanço semanal de 3,6 pontos porcentuais, conforme dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, divulgados na quinta-feira (19).

Os trabalhos estão concentrados no Núcleo Norte, onde o rendimento médio está em 9,82 toneladas por hectare, disse a bolsa.

No Núcleo Sul, a colheita começa a ganhar força, com produtividade em torno de 8,66 toneladas por hectare. O rendimento médio nacional está em 8,4 toneladas por hectare, e a estimativa de produção foi mantida em 57 milhões de toneladas.

Condições para a soja melhoram

A bolsa disse também que 38% da safra de soja na Argentina tinha condição boa ou excelente na última semana, melhora de 3 pontos porcentuais ante a semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim passou de 24% para 22%.

A área com condição hídrica adequada ou ótima passou de 72% para 79%. Já a área com condição hídrica regular ou de seca diminuiu de 27% para 19%. A projeção de safra foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

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União Europeia paga até 45% mais pela carne bovina de Mato Grosso


carne bovina - autoembargo
Foto: Abiec

A União Europeia foi o destino que melhor remunerou a carne bovina exportada por Mato Grosso em fevereiro de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o preço médio pago pelo bloco chegou a US$ 6.082,14 por tonelada — o maior entre todos os mercados atendidos pelo estado.

O valor supera o pago por compradores tradicionais. A China adquiriu o produto por uma média de US$ 4.206,20 por tonelada, enquanto os países do Oriente Médio pagaram cerca de US$ 4.481,37 por tonelada.

Menor volume, maior retorno

Apesar de não liderar em volume, o mercado europeu se destaca pela capacidade de pagamento. Até fevereiro, a União Europeia importou 5,3 mil toneladas em equivalente carcaça, gerando receita de US$ 32,4 milhões para Mato Grosso.

O desempenho também aparece no índice de atratividade das exportações, que mede o retorno por tonelada embarcada. O bloco europeu lidera com 119,91 pontos, à frente de outras regiões, como Europa (88,65) e Oriente Médio (80,39).

Exigência e valorização

Segundo o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o acesso a mercados mais exigentes tende a elevar o valor da proteína brasileira.

“Mato Grosso tem buscado ampliar o número de mercados atendidos e, quando conseguimos acessar destinos mais exigentes, como a União Europeia, isso demonstra que a nossa carne atende padrões elevados de qualidade e sustentabilidade”, afirma.

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Seguro rural encolhe e liga sinal vermelho no agro



Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira


Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira
Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira – Foto: Pixabay

O mercado de seguro rural registrou retração em 2025, interrompendo um ciclo de crescimento observado nos anos anteriores e levantando preocupações sobre os mecanismos de proteção financeira disponíveis para o agronegócio. O movimento ocorre em um contexto de mudanças nas condições de financiamento e maior cautela por parte dos produtores.

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras mostram que a arrecadação do segmento caiu 8,8% no último ano, passando de R$ 14,2 bilhões em 2024 para R$ 12,9 bilhões em 2025. A redução está associada à diminuição de recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural e ao aumento do custo das apólices, fatores que impactaram diretamente a adesão dos produtores.

A queda contrasta com a trajetória de expansão registrada entre 2021 e 2024, quando a arrecadação evoluiu de R$ 9,6 bilhões para R$ 14,2 bilhões. A reversão do movimento indica desaceleração na demanda por cobertura e reforça a percepção de que parte dos produtores pode estar mais exposta a riscos climáticos e de produtividade, especialmente diante da maior frequência de eventos extremos.

Esse cenário amplia a relevância do debate sobre proteção financeira no campo, tema central do Diálogo Setorial: Seguros, Crédito e Agronegócio, que será realizado em 8 de abril, em Brasília. O encontro reunirá representantes do setor público, especialistas e agentes do mercado financeiro.

O primeiro painel discutirá novos instrumentos de financiamento voltados à expansão e sustentabilidade do agronegócio, com foco na diversificação de recursos e no estímulo a investimentos em tecnologia e infraestrutura. Já o segundo painel abordará os desafios estruturais do seguro rural no país, além das oportunidades abertas pela digitalização e pelo uso de novas tecnologias na gestão de riscos. As informações são da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

 





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Guerra no Irã expõe, mais uma vez, a dependência do Brasil de fertilizantes importados


fertilizantes
Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O Brasil segue altamente dependente da importação de fertilizantes. Dados da Associação Nacional de Difusão de Adubos (Anda) apontam que até 90% dos adubos que o país consome vêm do exterior.

Essa dependência deixa o Brasil mais exposto a choques externos, como conflitos geopolíticos e restrições comerciais, que afetam diretamente a oferta global e elevam os custos de produção no campo.

Com a guerra no Oriente Médio, o cenário tende a se agravar, uma vez que o Irã é um importante fornecedor de ureia e amônia.

“Desde que o conflito começou, a ureia vendida nos portos do Brasil (modalidade CFR) já aumentou 36% no mercado brasileiro”, explica Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da StoneX. Segundo ele, se trata de uma valorização significativa de preços para o nitrogenado.

Os iranianos também são importantes produtores de petróleo e controlam uma rota marítima de extrema relevância, que é o Estreito de Ormuz. Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã causaram o fechamento da rota e, consequentemente, a elevação nos preços do petróleo.

O movimento influencia diretamente os preços de energia e, por tabela, os preços dos fertilizantes, porque a produção e o transporte desses insumos são muito dependentes de energia.

Comercialização travada e impactos no milho

O aumento no preço dos fertilizantes também afeta a comercialização.

“Os fornecedores não estão mantendo os preços, então o que tem acontecido é a reprecificação de acordo com o mercado”, relata Davi Alvim, CEO da Autem Trade Company. De acordo com ele, as compras ocorrem apenas quando não há outra opção.

Na avaliação do analista da StoneX, a alta dos nitrogenados causa maior preocupação para o milho, que é uma cultura intensiva em nitrogênio. “Se os preços permanecerem altos nos próximos meses, crescem as chances de que a safrinha do ano que vem tenha custos de produção mais altos”, alerta.

Ele também ressalta possíveis impactos na primeira safra de milho, mesmo que a área plantada seja menor se comparado à safrinha.

Restrição por parte da China também preocupa

A turbulência nesse mercado por causa de conflitos geopolíticos, entretanto, não é novidade. Em 2022, com o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, os preços dos fertilizantes também dispararam, aumentando os custos de produção da agricultura brasileira.

Diante das incertezas em relação ao mercado russo, principal fornecedor de fertilizantes ao Brasil até então, a China passou a ocupar papel de destaque nas importações brasileiras. Contudo, o país asiático está restringindo as exportações sob a justificativa de proteger o mercado interno.

“Para alguns produtos, como o sulfato de amônio, a China domina praticamente 100% das nossas importações”, aponta Pernías. Contudo, o especialista ressalta que o movimento de restrição é comum em épocas de volatilidade.

Na mesma linha, Alvim afirma que o mercado já acompanhava essa restrição chinesa, que pode se estender até agosto. Na avaliação dele, esse fator também deve pressionar os preços para cima.

“Há quase uma impossibilidade de vinda de produto chinês no curto e médio prazo para o Brasil”, diz.

Segundo análise da Scot Consultoria, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a China foi responsável por 27,4% das compras de fertilizantes pelo Brasil em 2025. Em segundo lugar aparece a Rússia, com 25,4%.

No total, o Brasil importou 45,5 milhões de toneladas de insumos no ano passado.

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Classificação do pirarucu gera insegurança no setor



A iniciativa surpreendeu agentes produtivos


A iniciativa surpreendeu agentes produtivos
A iniciativa surpreendeu agentes produtivos – Foto: Arquivo

A classificação de espécies fora de sua área natural tem impacto direto sobre cadeias produtivas e planejamento econômico, especialmente em atividades que dependem de estabilidade regulatória. Mudanças nesse enquadramento podem alterar o ambiente de negócios, influenciar investimentos e gerar incertezas para produtores.

A decisão do Ibama de classificar o pirarucu como espécie exótica invasora fora de sua área natural, por meio da Instrução Normativa nº 7/2026, provocou reação imediata na piscicultura brasileira. O setor avalia que a medida traz insegurança jurídica e pode comprometer a expansão da atividade, considerada estratégica em diversas regiões do país.

A iniciativa surpreendeu agentes produtivos, já que o tema ainda estava em քննարկ no âmbito da Comissão Nacional da Biodiversidade, levantando questionamentos sobre a condução do processo e a falta de alinhamento institucional. Com produção consolidada em vários estados, o pirarucu vinha sendo apontado como uma das espécies de maior potencial na aquicultura nacional.

Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura, a decisão gera preocupação pelo impacto sobre investimentos e pela ausência de diálogo prévio. A entidade também aponta contradição em relação a políticas anteriores que incentivavam a produção da espécie, destacando riscos de restrições e precedentes para o setor.

“Há poucos anos, os próprios governos federal e estadual reconheciam o potencial do pirarucu para a aquicultura e incentivavam sua produção. Agora, vemos uma mudança que pode restringir sua utilização, criando insegurança jurídica e um precedente preocupante para o setor produtivo”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR), Francisco Medeiros.

 





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Preço do ovo vermelho dispara e diferença para o branco supera 40% no Brasil


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.

A diferença entre os preços dos ovos vermelhos e brancos segue em forte alta no Brasil e já supera os 40% em algumas regiões produtoras. O movimento é impulsionado pela combinação de oferta mais limitada e aumento da demanda, típico do período da Quaresma.

Levantamento do Cepea mostra que o avanço desse diferencial tem sido observado ao longo de março nas principais praças acompanhadas.

Oferta menor puxa valorização do ovo vermelho

Na região de Santa Maria de Jetibá (ES), principal polo produtor de ovos do país, a diferença de preços entre as duas categorias ultrapassou os 40% na parcial de março (até o dia 18), frente a fevereiro.

Segundo pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a menor disponibilidade interna, especialmente de ovos vermelhos.

Com produção mais enxuta, a oferta não tem acompanhado o ritmo da demanda, o que pressiona as cotações dessa variedade.

Quaresma intensifica consumo e sustenta preços

Além da restrição na oferta, o período da Quaresma tem papel importante na sustentação dos preços.

Tradicionalmente, há aumento no consumo de proteínas alternativas à carne vermelha, o que favorece a procura por ovos, especialmente os vermelhos, que já apresentam valorização mais intensa.

Granjas limitam entregas diante da produção enxuta

De acordo com agentes de mercado ouvidos pelo Cepea, a demanda segue aquecida e, em alguns casos, já há restrições no atendimento.

Algumas granjas estão operando com entregas apenas para cargas previamente programadas, diante da dificuldade em ampliar a oferta no curto prazo.

Preços seguem em alta no curto prazo

Com esse cenário de demanda firme e oferta limitada, os preços médios dos ovos registraram alta nos últimos dias.

A tendência, segundo o Cepea, é de manutenção desse movimento no curto prazo, especialmente enquanto persistirem os fatores sazonais e a produção mais restrita.

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Preço do frango é o menor em três anos, aponta levantamento do Cepea


carne de frango
Foto: Motion Array

Os preços da carne de frango seguem em queda no Brasil, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e pelas incertezas no mercado internacional. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que o movimento já leva os valores ao menor patamar em quase três anos.

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado foi negociado, na parcial de março (até o dia 18), a uma média de R$ 6,73 por quilo. O valor representa uma queda de 5,2% em relação a fevereiro e é o mais baixo desde julho de 2023, em termos reais, considerando a inflação medida pelo IPCA.

Demanda fraca e cenário externo pressionam preços

Segundo pesquisadores do Cepea, a desvalorização está diretamente ligada à menor procura no mercado interno. Além disso, o cenário internacional também pesa sobre as cotações.

As incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, região estratégica para as exportações brasileiras de carne de frango, aumentam a cautela dos agentes e influenciam o comportamento dos preços.

Frango ganha competitividade frente a outras proteínas

Apesar da queda, o cenário favorece o consumo da proteína avícola. Isso porque o frango tem ganhado competitividade em relação às carnes concorrentes.

No caso da carne suína, os preços também recuam, mas em menor intensidade. Já na comparação com a carne bovina, a diferença é ainda mais expressiva.

Enquanto o frango se desvaloriza, os preços da carne bovina seguem em alta, ampliando a vantagem relativa da proteína mais consumida no país.

Tendência pode influenciar consumo

Com preços mais baixos, o frango tende a se tornar uma opção ainda mais atrativa para o consumidor, especialmente em um contexto de renda pressionada.

Para o setor produtivo, no entanto, o cenário exige atenção, já que a combinação de preços menores e custos elevados pode impactar as margens ao longo dos próximos meses.

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Virada no clima anima safra na Argentina


As recentes precipitações registradas em grande parte da área agrícola trouxeram melhora nas condições das lavouras, especialmente nos cultivos tardios e de segunda safra. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), as chuvas favoreceram a recuperação hídrica e contribuíram para o desenvolvimento das culturas.

No caso da soja, a condição hídrica considerada adequada ou ótima avançou sete pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, com destaque para as regiões centro e sudeste de Buenos Aires, que vinham enfrentando déficit hídrico ao longo da campanha. A condição geral das lavouras, classificada entre normal e excelente, também apresentou melhora semanal de dois pontos percentuais. A soja de primeira safra, próxima da colheita, apresenta rendimentos médios estimados em 35,9 sacas por hectare no Núcleo Norte e 37,9 no Núcleo Sul. Já a soja de segunda ocupa 74,7% da área em período crítico, com 67% das lavouras em condição entre normal e excelente. A projeção de produção foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.

Para o milho, a colheita nacional atingiu 13% da área apta, com avanço concentrado no Núcleo Norte, onde os rendimentos médios chegam a 98,2 sacas por hectare. No Núcleo Sul, os trabalhos começam a ganhar ritmo, com produtividade em torno de 86,6 sacas por hectare. O milho tardio segue majoritariamente em fase de enchimento de grãos, com 85,2% da área sob condição hídrica adequada ou ótima e 90% das lavouras em condição entre normal e excelente. A estimativa de produção permanece em 57 milhões de toneladas.

A colheita do girassol também avançou, alcançando 48,2% da área nacional, com progresso mais intenso nas regiões oeste. A produtividade média nacional subiu para 23,8 sacas por hectare, impulsionada por melhores resultados nessas áreas. Nas regiões centro e sudeste de Buenos Aires, os rendimentos variam entre 22 e 24 sacas por hectare, influenciados por restrições hídricas desde dezembro. A projeção de produção segue em 6,2 milhões de toneladas.

 





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Alta do diesel e dos fertilizantes pode agravar o endividamento de produtores, alerta economista


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

Produtores rurais do Rio Grande do Sul entram no período de compra de insumos para a safra 2026/27 em um cenário de incerteza e pressão nos custos. Diante disso, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) orienta cautela na comercialização e reforça a importância de equilibrar custos de produção e preços de venda.

Segundo o economista da entidade, Antônio da Luz, o atual contexto internacional, marcado pelo conflito no Oriente Médio, tem impacto direto sobre o petróleo, insumo-chave para toda a cadeia produtiva, e eleva o risco inflacionário no campo.

De acordo com o economista, a escalada recente no preço do petróleo já começa a se refletir nos custos do agronegócio.

“O petróleo praticamente dobrou de preço em relação ao período anterior ao conflito. Não tem como esse aumento não ser repassado”, afirma.

O economista destaca que o impacto vai muito além dos combustíveis. Isso porque o petróleo está presente em diversos setores, como transporte, indústria química e construção civil.

Na prática, isso significa aumento generalizado de custos, desde o frete até os insumos utilizados na produção agrícola.

Diesel caro e até racionado preocupa produtores

No campo, os efeitos já são sentidos. O produtor Everton Gobel, de Ernestina (RS), relata dificuldades no abastecimento de diesel em municípios do norte gaúcho.

Segundo ele, há casos de racionamento e limitação de compra nos postos. “Tem dias que tem diesel, outros não. Em alguns lugares, só pode comprar uma quantidade limitada”, afirma.

A preocupação aumenta com a proximidade da colheita da soja, que depende diretamente do combustível para operação de máquinas e logística.

Além disso, Gobel lembra que os produtores vêm de uma sequência de adversidades climáticas, como secas e enchentes, o que torna o cenário ainda mais desafiador.

Endividamento e crédito restrito agravam cenário

Outro ponto de alerta é o elevado nível de endividamento dos produtores. Segundo a Farsul, muitos já operam com alta alavancagem e enfrentam dificuldades de acesso ao crédito.
Com a alta dos custos, a necessidade de capital aumenta justamente em um momento de restrição financeira.

“Estamos diante de um combo de problemas: custo subindo, produtor descapitalizado e crédito mais limitado”, explica Da Luz.

Ele também destaca que a expectativa de queda nos juros ao longo de 2026 perdeu força diante do cenário global, o que tende a manter elevado o custo financeiro no país.

Além do petróleo, outro fator de risco é o mercado internacional de fertilizantes. Segundo o economista, já há sinais de possíveis restrições por parte da China nas exportações, o que pode pressionar ainda mais os custos de produção.

Para a Farsul, esse conjunto de fatores indica um cenário de atenção redobrada para o planejamento da próxima safra.

Estratégia: travar preços e evitar operações descobertas

Diante desse contexto, a principal recomendação da entidade é adotar uma postura conservadora na comercialização.

A orientação inclui:

  • Travar preços antecipadamente
  • Garantir margens que cubram os custos
  • Evitar operações sem proteção de preços

“Se o custo sobe, o produtor precisa buscar também preços mais altos para manter a relação de troca”, afirma Da Luz.

Medidas pontuais do governo, como ajustes tributários sobre combustíveis, são consideradas positivas, mas insuficientes diante da magnitude da alta do petróleo.

Para a Farsul, o momento exige planejamento detalhado e decisões estratégicas para reduzir riscos.

Com custos em alta, crédito restrito e incertezas no mercado global, o produtor gaúcho terá que reforçar a gestão financeira para atravessar mais um ciclo desafiador no campo.

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