sexta-feira, março 20, 2026

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Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais



Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais



Foto: Canva

O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.

As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.

Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.





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Chuvas elevam rendimento de lavouras de milho



Colheita de milho se aproxima do fim no Rio Grande do Sul



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento informou, no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, que a colheita de milho avançou no Rio Grande do Sul ao longo de fevereiro. Segundo o relatório, a área colhida evoluiu 41% no período e alcançou 75% da área total cultivada, aproximando-se da conclusão das lavouras semeadas no início da janela de plantio. A produtividade apresenta variações em função de fatores como tecnologia empregada, período de semeadura, região produtora e efeitos da estiagem registrada entre 16 de novembro e 8 de dezembro.

De acordo com o levantamento, “nas lavouras colhidas que apresentam perdas, a estiagem ocorrida entre 16 de novembro e 8 de dezembro é apontada como maior razão das perdas de rendimento”. Por outro lado, “o bom regime pluviométrico observado até 16 de novembro 2025 e entre 8 de dezembro de 2025 e o final de 2025 permitiram que várias lavouras apresentassem bons rendimentos, acima de 8.500 kg/ha”.

A Conab destaca que o suprimento hídrico influenciou diretamente os resultados. “Ainda em relação ao suprimento hídrico, vale destacar que a área irrigada é estimada em 17,5% do total. Nestas áreas, as produtividades médias superaram os 10.000 kg/ha”, aponta o relatório. Já nas lavouras semeadas tardiamente, a condição varia de ruim a regular, com maior impacto da irregularidade das chuvas desde o início de janeiro.

Segundo a companhia, “nas estimativas da companhia, estas lavouras já apresentam potencial reduzido em relação às áreas semeadas no início da janela de cultivo”. Apesar disso, a revisão dos dados levou a um ajuste na produtividade média final. “Diante da confirmação de boas produtividades nas áreas irrigadas e em boa parcela das áreas de sequeiro, foi alterada a estimativa de produtividade média final para 7.049 kg/ha, aumento de 6,1% em relação ao estimado inicialmente, mas ainda 7% inferior à boa safra de 2024/25”.





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Boi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate


Reprodução Canal Rural

A dificuldade de composição das escalas de abate segue impactando o mercado do boi gordo no Brasil e sustentando a alta dos preços. O cenário é marcado por uma oferta ainda restrita de animais terminados no curto prazo, o que mantém o mercado firme ao longo de março.

De acordo com a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, as escalas chegaram a apresentar uma leve reação na última semana, mas voltaram a recuar nos últimos dias. O comportamento está diretamente ligado às condições climáticas. “As chuvas até a metade de março surpreenderam positivamente e contribuíram para uma maior retenção do gado no pasto, além de favorecer a capacidade de suporte das pastagens”, explica.

No mercado interno, o consumo de carne bovina ainda se mostra resiliente. No entanto, já há sinais de maior sensibilidade do consumidor diante dos preços elevados. Mesmo com a carcaça casada no atacado paulista em patamares altos, foram observados recuos recentes, refletindo a dificuldade de absorção de preços mais elevados. “Isso sugere uma maior sensibilidade do consumidor brasileiro a cotações muito altas da carne bovina, além da competitividade de proteínas concorrentes, como carne suína e de frango”, afirma a analista.

O mercado externo segue como um dos principais pilares de sustentação. As parciais de março indicam crescimento tanto no volume exportado quanto na valorização da tonelada embarcada. “O mercado externo tem sido extremamente importante para essa sustentação, com avanço no volume exportado e na valorização da tonelada”, conclui Beatriz Bianchi.

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Outono inicia com calor intenso no Sul e Centro-Oeste


O Instituto Nacional de Meteorologia informou que, a partir de sexta-feira (20), as temperaturas máximas devem subir no oeste de Mato Grosso do Sul e nos estados do Sul do Brasil, com persistência ao longo do fim de semana.

Segundo a análise, as áreas mais afetadas serão Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. “As áreas mais afetadas pelo calor deverão ser o Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, com valores de temperaturas máximas que devem chegar aos 38°C na sexta-feira (20) e no sábado (21), ultrapassando a média climatológica para o período nos locais citados”, aponta o instituto. Ainda de acordo com o órgão, “pontualmente, algumas cidades podem registrar temperaturas máximas de 5°C acima da média para o período, especialmente, no noroeste e oeste do Rio Grande do Sul”.

O Inmet destaca que, entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve provocar alívio temporário. “Entre sábado (21) e domingo (22), a atuação de instabilidades deve amenizar temporariamente o calor nessas regiões. No entanto, a partir de segunda-feira (23), as temperaturas voltam a subir, com retorno das condições de calor ainda mais intenso”, informa.

Conforme o instituto, a previsão para segunda-feira (23) indica temperaturas elevadas em áreas do oeste do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. “Áreas em tons de vermelho mais intenso indicam onde as temperaturas máximas deverão ficar entre 36°C e 38°C no oeste do Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul”, registra o relatório.

A condição meteorológica é associada à atuação de um sistema de alta pressão. “A formação e permanência de um sistema de alta pressão nos médios e altos níveis da atmosfera, centrada entre o Mato Grosso do Sul e sul do Brasil ao longo dos próximos dias (especialmente entre os dias 20 e 23 de março), inibe a formação de nuvens nestas regiões. Com a maior incidência de radiação solar, a tendência é de intensificação do aquecimento nestas áreas”, aponta o Inmet.

Apesar da elevação das temperaturas, o instituto não caracteriza o fenômeno como onda de calor. “Como a posição do centro deste sistema oscila ao longo dos dias e a disponibilidade de umidade fica restrita às regiões de sua borda, esta condição não irá configurar uma onda de calor, pois pancadas isoladas de chuva podem ocorrer eventualmente, amenizando a sensação de calor momentaneamente”, conclui.





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Ex-secretário-geral da ABCZ, Luiz Roberto Fortes Furtado morre aos 91 anos


Luiz Roberto Fortes
Foto: divulgação/ABCZ

Luiz Roberto Fortes Furtado morreu nesta quinta-feira (19), aos 91 anos. Associado à Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) desde 1962, ele foi secretário-geral da entidade na gestão de Edilson Lamartine Mendes, entre 1966 e 1968.

Além de sua atuação na pecuária, Luiz Roberto construiu uma sólida carreira na área da engenharia, com décadas de experiência profissional. De acordo com a revista O Empreiteiro, foi pioneiro na execução de edificações com o uso de pré-moldados de concretos.

Luiz Roberto Fortes Furtado integrava uma família com atuação relevante em iniciativas voltadas ao desenvolvimento de Uberaba, em Minas Gerais.

Entre os marcos está a criação da antiga Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro (FMTM), atual Universidade Federal do Triângulo Mineiro. O pai dele, Dr. Mozart Furtado Nunes, e o tio, Allyrio Furtado Nunes, estiveram entre os fundadores da instituição.

Outro nome de destaque foi Durval Furtado Nunes, que, à frente da Associação Comercial e Industrial de Uberaba (ACIU), teve papel decisivo na articulação para a criação da faculdade, inclusive em reuniões com o então governador de Minas Gerais, Juscelino Kubitschek.

Despedida

O velório será realizado nesta sexta-feira (20), a partir das 9h30, no Cemitério São João Batista, na cidade de Rio Claro, em São Paulo. A cremação ocorrerá às 10h30, no Crematório Memorial Cidade Jardim, na mesma cidade.

Luiz Roberto deixa a esposa, Gislaine, os filhos Mozart, Ana Luiza e Regina Helena, além de três netos.

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Boi gordo sobe com oferta restrita e indústrias elevam preços no país


Boi gordo no pasto
Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da média nacional nesta quinta-feira, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e sete dias úteis, o que tem levado as indústrias a aumentarem os preços pagos pela arroba em diversas regiões do país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de curto prazo ainda exige atenção. Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, seguem no radar, assim como a evolução da demanda chinesa, principal destino da carne bovina brasileira, o que pode influenciar o fluxo de exportações ao longo do ano.

Preços no Brasil

  • São Paulo (SP): R$ 351,08 por arroba
  • Goiás (GO): R$ 338,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 340,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 338,41 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 343,38 por arroba

Atacado

No mercado atacadista, os preços apresentaram comportamento misto. A segunda quinzena do mês costuma ter consumo mais fraco, o que reduz o ritmo de reposição. Além disso, a carne bovina enfrenta maior concorrência de proteínas mais baratas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,60 por quilo, com alta de R$ 0,10. O quarto traseiro permaneceu em R$ 27,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha recuou para R$ 18,90 por quilo, com queda de R$ 0,10.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo da sessão.

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Soja tem dia travado no Brasil com volatilidade externa e poucos negócios


soja
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira (19) de poucos negócios, com movimentações pontuais nos portos, mas sem volumes relevantes. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por volatilidade tanto no câmbio quanto na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios apresentaram pouca variação.

De modo geral, houve pequenos ajustes nas cotações, ao redor de R$ 1 por saca na maior parte das praças, mas sem uma direção definida. O mercado segue com baixa liquidez, já que produtores e tradings permanecem afastados das negociações. O cenário ao longo da semana foi de pouca movimentação, refletindo a cautela dos agentes diante das incertezas externas.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 107,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela expectativa de maior demanda por matéria-prima para biodiesel, impulsionada pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Ataques a instalações de energia aumentaram as preocupações com o fornecimento global, elevando o preço do petróleo Brent acima de US$ 119 por barril.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 298,2 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março para a temporada 2025/26, abaixo das expectativas do mercado. A China liderou as compras, com 79,9 mil toneladas. Para 2026/27, foram registradas mais 6,6 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato maio subiu 0,58%, fechando a US$ 11,68 1/2 por bushel, enquanto o julho avançou 0,57%, a US$ 11,83 1/4. Entre os subprodutos, o farelo teve forte alta de 3,35%, enquanto o óleo recuou levemente.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo do dia.

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Com apoio da IA, nutrição animal ganha precisão e reduz custos de produção


nutrição animal; bovinos
Foto: Embrapa

A inteligência artificial começa a ganhar espaço no agronegócio brasileiro e já auxilia produtores e técnicos na tomada de decisões mais precisas na nutrição de aves, suínos e bovinos. A tecnologia, que já faz parte de setores como medicina e logística, agora também contribui para aumentar a eficiência dentro das granjas.

Na prática, sistemas digitais analisam dados coletados diariamente nas propriedades, como consumo de ração, ganho de peso dos animais, ingestão de água, condições climáticas e qualidade dos ingredientes utilizados.

“Ela já está mudando a nutrição animal, mas é importante saber que a inteligência artificial não substitui um nutricionista, ela não faz uma ração sozinha. O principal papel dela hoje é ajudar na tomada de decisão”, aponta o zootecnista e membro da Diretoria Técnica do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), Flavio Longo.

Com base em informações como consumo de ração, ganho de peso, clima e qualidade dos ingredientes, a tecnologia identifica padrões e aponta possíveis ajustes na dieta. Com isso, produtores conseguem agir de forma mais rápida e assertiva.

Ajustes na dieta, correções de problemas de ambiência e decisões estratégicas passam a ser feitos com maior segurança, reduzindo riscos na produção.

“Em alguns casos, a inteligência artificial pode até antecipar algumas ações, como promover combinações de ingredientes de uma ração para aquela determinada região, buscando opções de formulação que consegue entregar o melhor resultado com menor custo”, destaca Flavio Longo.

Benefícios

De acordo com o zootecnista, dentre os principais benefícios estão o aumento da eficiência produtiva, a redução de desperdícios e maior previsibilidade dos resultados. Com uma nutrição mais precisa, há melhor aproveitamento dos nutrientes pelos animais, o que também contribui para diminuir o impacto ambiental da atividade.

A tendência é que o uso da inteligência artificial se amplie nos próximos anos, consolidando-se como uma aliada importante na produção.

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AgroNewsPolítica & Agro

CNA debate cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis


O preço e disponibilidade de diesel e o cenário atual e perspectivas do mercado de combustíveis foram discutidos, na quarta (18), durante reunião extraordinária da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O presidente Alexandre Schenkel conduziu os debates e demonstrou preocupação com o aumento dos custos de produção da cadeia de grãos, diante dos recentes conflitos geopolíticos, que têm impactado o mercado de combustíveis.

“A reunião foi convocada para alinharmos com as Federações Estaduais a situação do diesel que se tornou prioridade nas últimas semanas. A indefinição do conflito no Oriente Médio gera grande instabilidade no mercado e pode afetar nossos custos de produção por um bom tempo, disse”.

Durante a reunião, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, fez uma apresentação sobre a disponibilidade de diesel e as ações do setor privado e do governo para conter as altas nos preços. Ele citou os ofícios que a entidade encaminhou ao Ministério da Fazenda e ao Confaz solicitando redução imediata e temporária de tributos sobre o óleo diesel, como PIS/Pasep, Cofins e ICMS.

“O governo atendeu o nosso pleito por meio da MP 1340/2026, que reduz em cerca de 32 centavos o preço por litro e ainda estabelece multas de R$ 50 mil a R$ 500 milhões para elevação abusiva de preços. Já em relação ao Confaz, que trata do ICMS, ainda não tivemos sinalização positiva”, disse Bruno.

O diretor técnico pontuou que, em reunião da Frente parlamentar da Agropecuária (FPA), foram discutidas ações para mitigar os preços do diesel e dos fertilizantes, como o aumento da mistura de biodiesel no diesel de 15% para 17%; a adequação tributária para o tratamento diferenciado para biodiesel e a redução das alíquotas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para zero.

“A situação do diesel é preocupante, pois vivemos um momento de intenso uso do combustível nas atividades agrícolas, inclusive no escoamento da produção. O produtor já está endividado, não consegue tomar crédito, enfrenta uma rentabilidade ruim, tudo isso em um cenário de Selic a 15%. Por isso, precisamos estar atentos e trabalhar para reduzir esses impactos no bolso do produtor”, concluiu Lucchi.

Em seguida, o analista da StoneX Thiago Vetter apresentou o cenário atual e as perspectivas do mercado de combustíveis, destacando os efeitos das tensões geopolíticas. Segundo ele, os preços do petróleo Brent estão acima de US$ 100 por barril, assim como em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia 

Thiago explicou que os conflitos no Oriente Médio têm impactado regiões estratégicas para o escoamento do petróleo, como o estreito de Ormuz, considerada a principal passagem do Golfo Pérsico, por onde passa cerca de 20% do petróleo da região.

Entre os combustíveis, o diesel foi o que registrou uma das maiores altas, chegando a US$ 4,40 por galão. De acordo com o analista, a dependência brasileira de importações do produto intensifica esse cenário, ampliando a defasagem entre os preços nacionais e internacionais. “Em uma semana, os valores do diesel subiram de R$ 6,15 para R$ 6,89, e a tendência é que continue subindo”.

Em relação ao abastecimento, Thiago Vetter informou não há risco imediato para o mês de março, uma vez que o volume estimado de diesel no país está em 1,1 bilhão de m³, suficiente para atender toda à demanda. Entretanto, abril pode ser preocupante.  “É difícil ter uma visão clara da evolução de preços. Podemos estar olhando para um evento similar ao de 2022 e o efeito dos preços seja mais prolongado”, concluiu.

Outro tema tratado na reunião foi o modelo atual de uso e acesso à biotecnologia na soja e seus impactos distintos entre as regiões produtoras.





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Soja avança na colheita no RS, mas quebra de 9,7% reduz potencial produtivo


lavoura de soja
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A colheita da soja no Rio Grande do Sul começa a ganhar ritmo e já alcança 5% da área cultivada, segundo relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (19). A cultura se aproxima do final do ciclo, com predominância das fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (37%).

Apesar do avanço nas lavouras, as condições climáticas seguem impactando o desempenho da safra. A irregularidade das chuvas, combinada com temperaturas elevadas, tem provocado grande variabilidade entre áreas, inclusive dentro de uma mesma região.

De acordo com a Emater, as lavouras semeadas no início da janela já estão em fase de maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas plantadas mais tardiamente ainda dependem de melhores condições hídricas para garantir o enchimento adequado dos grãos e a definição da produtividade.

O estresse térmico e hídrico ao longo do período reprodutivo também acelerou o ciclo das plantas, com antecipação da senescência foliar, o que resultou em perda de potencial produtivo em parte das áreas. A heterogeneidade entre lavouras permanece elevada, refletindo diferenças de manejo, regime de chuvas e época de plantio.

No campo fitossanitário, produtores intensificam o controle de doenças e pragas, com destaque para a ferrugem-asiática, especialmente nas áreas ainda em fase de enchimento de grãos.

A estimativa atual aponta produtividade média de 2.871 quilos por hectare, uma queda de 9,7% em relação à projeção inicial da safra. A área cultivada no estado está estimada em 6,62 milhões de hectares.

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