sábado, abril 11, 2026

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Guerra sem freio: a fatura está chegando para os países do planeta


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Foto: Reprodução/Redes Sociais

O mundo voltou os olhos para o Oriente Médio, mas o foco agora transcende a política: o problema é econômico. Falamos de infraestrutura atingida, rotas de transporte sob ameaça e um risco real sobre o fluxo de petróleo. A regra é clara: se o barril oscila, o impacto global é imediato.

O que alterou o ritmo do jogo foi a entrada ativa de Pequim e Moscou no apoio a Teerã. Isso dá fôlego ao embate, sustenta a tensão e, consequentemente, mantém os preços da energia no topo por muito mais tempo do que o previsto. Nesse cenário de guerra energética, o primeiro boleto chega para quem produz.

Não se trata “apenas” do diesel. É o efeito cascata em todo o pacote tecnológico: fertilizantes, defensivos, peças e maquinários. O frete sobe, a logística pesa e a margem do produtor, já castigada pelo crédito caro e pelas incertezas climáticas, é espremida ainda mais.

Enquanto isso, os Estados Unidos tentam reafirmar sua hegemonia, mas a conta começa a ser cobrada internamente. Energia cara gera inflação, e inflação gera desgaste político. No fim das contas, demonstração de força sem estratégia resulta em crise.

O sinal de que este cenário é estrutural aparece nas estratégias de longo prazo. A intenção de Donald Trump de direcionar cerca de US$ 1,5 trilhão para gastos militares a partir de 2027 é alarmante. Falamos de aproximadamente 70% de todo o PIB brasileiro. Isso prova que não vivemos um “soluço” passageiro, mas uma mudança de patamar.

Para o agro brasileiro, o recado é inequívoco: a fatura da vaidade global já está sendo cobrada. Não é mais uma ameaça distante; o custo de produção saltou, a logística encareceu e a incerteza trava investimentos. Produzir hoje exige muito mais do que competência técnica no campo; exige uma leitura de guerra.

Nesse ambiente hostil, tecnologia e gestão deixaram de ser diferenciais para virar sobrevivência. Quem não ganhar eficiência e não tiver o controle rigoroso dos custos ficará pelo caminho. O fôlego será de quem souber se proteger.

O grande problema não é o conflito em si, mas as decisões políticas que o alimentam. Quando o ego de líderes mundiais se sobrepõe à economia, o prejuízo não fica restrito aos gabinetes.

Essa crise atravessou o oceano e avança com força total no Brasil. Ela já bateu à nossa porteira, e o impacto no setor agropecuário será profundo.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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EUA e Irã podem fechar acordo de cessar-fogo ainda nesta segunda-feira, diz agência


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Irã e Estados Unidos avaliam um plano de cessar-fogo que pode entrar em vigor ainda nesta segunda-feira (6), em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. As informações são da agência Reuters, que aponta a possibilidade de um acordo imediato seguido de negociações mais amplas para encerrar o conflito.

Segundo a Reuters, a proposta foi elaborada pelo Paquistão e compartilhada com os dois países durante a noite. O plano prevê duas etapas: um cessar-fogo imediato, que poderia abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o mercado global de petróleo e, em seguida, um prazo de 15 a 20 dias para a construção de um acordo definitivo.

O Estreito de Ormuz está fechado há mais de um mês por decisão de Teerã, o que tem gerado preocupação internacional devido ao impacto potencial sobre o fluxo de petróleo e os preços da energia.

Uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que “todos os elementos precisam ser acordados hoje” e que o entendimento inicial pode ser formalizado por meio de um memorando eletrônico, com mediação paquistanesa. O plano, chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, também pode incluir reuniões presenciais na capital do Paquistão para definição dos termos finais.

Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que o país já preparou uma resposta diplomática, que será anunciada “no momento oportuno”. Apesar disso, uma autoridade iraniana indicou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz em troca de um cessar-fogo apenas temporário.

Até o momento, os Estados Unidos não divulgaram uma posição oficial sobre a proposta. Ainda assim, o presidente Donald Trump afirmou que há expectativa de avanço nas negociações.

Em entrevista por telefone à emissora Fox News no domingo (5), Trump disse que acredita na possibilidade de um acordo já nesta segunda-feira e declarou que o Irã “está negociando”. O republicano também mencionou que, caso não haja entendimento, os EUA consideram medidas mais duras, incluindo ataques à infraestrutura iraniana e ações voltadas ao controle de recursos energéticos.

O eventual acordo, segundo a Reuters, pode incluir compromissos do Irã relacionados ao seu programa nuclear em troca de alívio de sanções econômicas e liberação de ativos congelados.

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Semana começa com chuva forte e alerta de temporais em várias regiões do Brasil


trovoadas - pixabay - trovões - temporais
Foto: Pixabay

A semana começa com mudanças no tempo em boa parte do país. A combinação entre um sistema de baixa pressão sobre o Paraguai, cavados em níveis médios da atmosfera e a influência marítima favorece o aumento das chuvas, especialmente no Sul e em áreas do Sudeste.

Sul

A instabilidade se intensifica ao longo do dia. A manhã ainda começa com tempo mais firme em grande parte dos estados, mas áreas de chuva avançam pelo sul e litoral do Rio Grande do Sul.

Com o passar das horas, a chuva ganha força no território gaúcho, com pancadas de moderada a forte intensidade atingindo regiões como o sul, sudeste, sudoeste, centro e litoral sul do estado. Há risco de temporais isolados. No norte gaúcho, a chuva é mais fraca.

Em Santa Catarina e no Paraná, a influência marítima mantém chuva fraca a moderada no litoral e no leste, com pontos de maior intensidade no sul catarinense. No interior, a chuva ocorre de forma mais isolada.

As temperaturas sobem mais na metade oeste da região e no norte do Paraná, enquanto o tempo fica mais ameno no sul gaúcho. O mar segue agitado em toda a costa sul.

Sudeste

O dia começa com tempo firme na maior parte do Sudeste, mas há previsão de chuva fraca em pontos isolados do leste e nordeste de Minas Gerais, além do Espírito Santo, litoral norte do Rio de Janeiro e áreas do sul e oeste de São Paulo.

Ao longo do dia, a influência marítima mantém as pancadas no Rio de Janeiro, sul do Espírito Santo e no litoral e leste paulista. Já no interior, incluindo o Triângulo Mineiro e o centro-sul de Minas, além de áreas do interior de São Paulo, a combinação de calor e umidade favorece chuvas de moderada a forte intensidade.

Por outro lado, o tempo segue mais firme no norte e leste de Minas Gerais e em partes do Espírito Santo. As temperaturas continuam elevadas na maior parte da região, com alívio no litoral e áreas do sul de Minas. O mar também fica mais agitado no litoral paulista e fluminense.

Região Centro-Oeste

A chuva aparece desde cedo no norte de Goiás e em áreas do leste e nordeste de Mato Grosso, com intensidade moderada a forte.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham, principalmente em Mato Grosso e na metade sul de Goiás, impulsionadas pelo calor e pela umidade. Em Mato Grosso do Sul, a influência da baixa pressão aumenta as instabilidades no norte e leste do estado.

Já no oeste sul-mato-grossense e no interior de Goiás, a chuva é mais fraca. Em partes do norte de Mato Grosso, o tempo permanece mais firme. As temperaturas seguem em elevação em toda a região.

Nordeste

A influência marítima mantém a chuva no litoral leste, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) reforça as instabilidades no litoral norte.

Ao longo do dia, a chuva se intensifica na faixa norte da região, atingindo áreas do Maranhão, Piauí e Ceará. Também há previsão de chuva entre o Rio Grande do Norte e o litoral da Bahia.

No interior da Bahia e em áreas do leste do estado, as pancadas podem ser mais intensas. Já em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, a chuva ocorre de forma mais fraca. As temperaturas seguem elevadas, com sensação de calor.

Norte

A alta umidade mantém o tempo instável. Há previsão de chuva desde cedo em estados como Tocantins, Roraima, Amazonas e Pará.

A ZCIT reforça as pancadas no Amapá e no norte do Pará. Ao longo do dia, as instabilidades ganham força em grande parte da região, com chuvas de moderada a forte intensidade e risco de temporais isolados, especialmente no Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e no norte do Pará.

No sudoeste do Tocantins, a chuva pode ser mais intensa. Já em áreas do oeste do Pará e partes do Tocantins, o tempo segue mais firme, com pancadas isoladas.

As temperaturas continuam elevadas, com sensação de abafamento em toda a região.

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Escala na guerra no Oriente Médio pressiona petróleo e eleva riscos


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta segunda-feira (6), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a reprecificação do risco geopolítico com a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou o petróleo e elevou os prêmios de risco. Dados nos EUA indicaram desaceleração gradual, com consumo resiliente e acomodação no mercado de trabalho.

No Brasil, o Ibovespa subiu 3,58% na semana, o dólar caiu 1,56% a R$ 5,16 e a produção industrial de fevereiro avançou 0,9%. A semana traz balança comercial, IPCA e inflação nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações decepcionam e soja recua no exterior



Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul


Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul
Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul – Foto: Alabama Extension

O mercado da soja apresentou leve recuo nas negociações internacionais, refletindo um cenário de menor dinamismo nas exportações e cautela dos agentes diante de sinais mistos de demanda. Dados analisados pela TF Agroeconômica indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em baixa, enquanto o óleo de soja destoou e registrou valorização.

No Brasil, o avanço da colheita e as condições regionais seguem influenciando diretamente a formação de preços e o ritmo dos negócios. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 23% da área, com produtividade bastante irregular devido aos efeitos da estiagem, especialmente em regiões do Norte. Mesmo com perdas, a média estadual de preços apresentou alta na semana, sustentada pela retenção dos produtores e pela oferta mais restrita.

Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul, impulsionado pela demanda consistente da agroindústria de proteína animal, o que garantiu maior liquidez em comparação a outras regiões do Sul. Já no Paraná, o mercado permaneceu travado pelo segundo dia consecutivo, sem variações relevantes nas principais praças, refletindo um ambiente de espera por sinais mais claros do cenário externo.

No Mato Grosso do Sul, a colheita se aproxima do fim, atingindo 86,6% da área, enquanto o plantio do milho safrinha avança dentro da janela ideal. Apesar disso, os preços de balcão mostram recuo em parte das regiões, pressionados pela logística e pelo escoamento acelerado. Em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, o foco se volta ao gargalo de armazenagem, que limita a capacidade de retenção e pressiona a comercialização, mesmo com altas pontuais nas cotações.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Sindiveg define nova diretoria e reforça uso responsável de defensivos agrícolas


O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) oficializou a formação de sua nova diretoria para o triênio 2026-2029. Segundo informações divulgadas pela entidade, a nova composição terá como uma de suas prioridades consolidar a representação institucional do setor e ampliar a defesa de práticas seguras e responsáveis no uso de defensivos agrícolas.

No Conselho de Administração, a presidência ficará com Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa. A vice-presidência será exercida por Júlio Borges Garcia, da Ihara. Também passam a integrar o grupo Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química, como 4ª conselheira.

A estrutura contará ainda com Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo, na condição de suplentes.

Além das funções no conselho, a diretoria executiva da entidade será composta em conjunto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agrícolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

Na área de fiscalização, o Sindiveg terá Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, como integrantes do Conselho Fiscal. Na suplência, ficam Sergio Watanabe, da Ihara, e Carlos Henrique Zago, da Adama.

A entidade também definiu seus representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). João Sereno Lammel, da Ihara, será o delegado titular, enquanto Imero Padula, da Oxiquímica, atuará como suplente.

De acordo com o Sindiveg, a gestão que inicia agora pretende sustentar sua atuação em informações estatísticas e respaldo científico, ao mesmo tempo em que busca estimular boas práticas relacionadas à aplicação e ao manejo de defensivos agrícolas. A sinalização da entidade é de reforço técnico e institucional em temas considerados estratégicos para a indústria de produtos para defesa vegetal.





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AgroNewsPolítica & Agro

O que Ozempic tem a ver com a soja?



No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO


No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO
No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO – Foto: Divulgação

O Ozempic, medicamento conhecido no tratamento de diabetes e obesidade, tornou-se um símbolo de um debate que ultrapassa a saúde e alcança diretamente o agronegócio. A expiração da patente da semaglutida, seu princípio ativo, trouxe à tona a discussão sobre o equilíbrio entre inovação e acesso a tecnologias, tema que hoje também mobiliza o setor de soja no Brasil.

Com o fim da exclusividade, outras empresas passam a produzir versões concorrentes, o que tende a reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento. O caso envolveu tentativas de prorrogação judicial e ganhou novo capítulo com o Projeto de Lei 5810/2025, que propõe estender prazos de patentes devido à demora na análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO, presente em cerca de 80% das lavouras de soja. Produtores pagam royalties pelo uso da biotecnologia, mas questionam a continuidade dessas cobranças após a expiração de parte das patentes associadas.

Levantamentos indicam que os valores pagos chegam a R$ 280 por hectare, enquanto a rentabilidade média gira em torno de R$ 85,50, sendo que parcela relevante estaria ligada a patentes já vencidas. Decisões judiciais em Mato Grosso reconheceram a cobrança indevida e determinaram devoluções bilionárias, enquanto disputas seguem em outros estados e no Superior Tribunal de Justiça.

Entidades alertam que mudanças na legislação podem prolongar a vigência de patentes, manter cobranças e adiar a entrada de tecnologias em domínio público, com impacto direto sobre os custos de produção.

 





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Demanda para a China fortaleceu preços da arroba do boi em março; o que esperar de abril?


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Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo no Brasil registrou um cenário de ambientes distintos ao longo de março.

Conforme o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a primeira quinzena do mês foi marcada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, o que estabeleceu dificuldades logísticas e levou a indústria frigorífica a pressionar o mercado, derrubando os preços da arroba.

Já na segunda quinzena, em meio ao quadro de oferta limitado, por conta das boas condições das pastagens no Centro-Norte do Brasil, o mercado passou a trabalhar com um foco maior na China, de modo a buscar preencher a cota de embarques destinada ao Brasil neste ano, de 1,1 milhão de toneladas.

“Assim, houve uma aceleração nos embarques de carne bovina, o que permitiu com que as negociações de compra da arroba acontecessem em patamares mais altos, estabelecendo novos pontos de máxima em quase todo o país”.

O que esperar de abril?

Apesar do cenário de retomada nos preços da arroba, Iglesias ressalva que se esse ritmo de embarques acelerado for mantido, a tendência é de que a cota destinada ao Brasil possa se esgotar entre os meses de maio e julho.

“Isso pode vir a esvaziar as exportações no terceiro trimestre, causando uma forte derrubada nos preços da arroba, justamente em um período importante de entrada de animais provenientes dos confinamentos”, alerta.

Porém, o analista ressalta que o foco de aftosa no gigante asiático, divulgado na quinta-feira (2), é um ponto de atenção. “Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. No entanto, a China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejudicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso”, destacou.

Variação de preços da arroba

Diante das baixas iniciais e das altas na segunda metade do mês, os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 31 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 360, estável em relação aos valores praticados no final de fevereiro;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, inalterado frente ao encerramento de fevereiro;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, avanço de 1,47% ante os R$ 340 registrados no fechamento de fevereiro;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, avanço de 2,94% ante os R$ 340 praticados no final do mês retrasado;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355, aumento de 4,41% frente aos R$ 340 praticados no fechamento de fevereiro;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 320, alta de 3,13% perante os R$ 310 registrados no final de fevereiro.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, conforme Iglesias, o destaque ficou com a forte resiliência de preços ao longo de março, explicada pelo quadro de oferta restrita de carne bovina no cenário doméstico devido à forte demanda voltada a exportação para a China.

Como ponto de atenção, Iglesias alerta que a demanda para a carne de frango segue aquecida, cenário que deve se repetir ao longo de todo o ano, favorecendo o consumo de proteínas mais acessíveis por grande parte da população, como ovos e embutidos.

  • Quarto do dianteiro: foi precificado a R$ 21,80 por quilo em março, aumento de 3,81% frente aos R$ 21,00 por quilo praticados no final de fevereiro;
  • Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 27,50 por quilo, avanço de 1,85% ante os R$ 27,00 por quilo registrados no encerramento de fevereiro.

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Exportação de bovinos vivos cai em fevereiro, mas cenário ainda é otimista, diz Scot


Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados
Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados

A exportação de bovinos vivos registrou queda em fevereiro de 2026, mas o cenário geral ainda é positivo para o pecuarista brasileiro. Segundo dados da Scot Consultoria, o volume embarcado no mês foi de 50,7 mil cabeças, recuo de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da retração mensal, o primeiro bimestre mostra força no mercado. Entre janeiro e fevereiro, foram exportadas 220,3 mil cabeças de bovinos vivos, alta de 44,9% na comparação anual. Esse desempenho foi puxado principalmente por janeiro, que registrou 169,5 mil cabeças embarcadas, o maior volume já registrado em um único mês.

Desempenho e principais estados exportadores

O forte ritmo de embarques no início do ano sustenta o crescimento acumulado e reforça o interesse internacional pelo gado brasileiro. O resultado também vem na esteira de um ano histórico: em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças, o maior volume já registrado, superando o desempenho de 2024.

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Entre os estados exportadores, o Pará liderou os embarques de bovinos vivos em fevereiro, com 49,2% do total, o equivalente a 27,1 mil cabeças. Na sequência, aparecem outros estados, mas cerca de 4,7 mil cabeças tiveram origem não declarada, segundo dados da Secex.

Demanda e desafios logísticos

A demanda internacional segue concentrada no Oriente Médio e Norte da África. Em fevereiro, os principais compradores de bovinos vivos foram da região. A expectativa é de que a exportação de bovinos vivos permaneça firme ao longo de 2026, sustentada pela demanda externa.

No entanto, o pecuarista precisa ficar atento a fatores logísticos, avalia Scot. O custo do frete e possíveis mudanças nas rotas de exportação podem impactar o mercado, especialmente devido aos conflitos no Oriente Médio, região que concentra os principais compradores.

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‘Sem precedentes’: produtores de ostras relatam perdas de até 90%


Ostras e mexilhões Paraná
Foto Everson Bressan/AEN

Produtores de ostras de Florianópolis, em Santa Catarina, relatam perdas de até 90% na safra. O estado é responsável por quase a totalidade da produção dos moluscos do país.

A mortalidade em massa vem sendo causada pelo aumento da temperatura da água do mar, que passou de uma média de 28°C para 34°C neste último verão.

Assim, o ambiente de cultivo, as chamadas fazendas marítimas, foi fortemente afetado. De acordo com os maricultores do principal estado produtor, o prejuízo é sem precedentes.

Segundo o presidente da Federação das Empresas de Aquicultura catarinense, Vinicius Marcus Ramos, o aquecimento marítimo que causa prejuízos na produção tem se repetido a cada ano, mas a atual temporada foi a pior de todas.

“Foi extremamente fora da curva. Com uma mortalidade de 90%, não existe nenhuma produção que resista a isso”, lamenta. Segundo ele, as perdas devem se refletir em encarecimento direto aos compradores. “Imagina o consumidor ter que pagar 90% a mais por uma ostra? Fica inviável para todo mundo”, diz.

De acordo com Ramos, há meses a entidade tem recebido relatos de perdas de produtores em reuniões e em grupos de conversa. “Há relatos de maricultores que, hoje, não têm nada para vender. Normalmente, nesta época, eles teriam cerca de 30 mil dúzias”, conta.

Em entrevista ao portal ND+, Paulo Constantino, empresário que produz ostras, também relata que sua produção foi totalmente impactada. “Estou há 30 anos neste ramo e nunca passei por uma situação como esta”, conta.

De acordo com o ecólogo marinho e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paulo Horta, utilizar algas no ambiente de cultivo das ostras pode ser uma das soluções.

Segundo ele, introduzir as algas no ambiente tende a aumentar a produção e retenção de oxigênio no ecossistema, melhorando o habitat dos moluscos.

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