O Brasil, principal produtor e exportador de açúcar do mundo, deve fechar o ano de 2025 com redução de 10% nas vendas internacionais. A diminuição se deve a fatores climáticos que prejudicaram a produção de cana ao longo do ano.
Com isso, o país interrompe o ciclo de alta observado entre 2023 e 2024, quando saltou de 31,28 milhões de toneladas embarcadas para 38,23 milhões de toneladas, acréscimo de 22%.
Ainda assim, o diretor de Conteúdo do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, destaca que no ano passado o Brasil foi beneficiado pela menor produção de seu principal concorrente global, a Índia, o que favoreceu a remessa do excedente de açúcar, fazendo o país quebrar o recorde de exportação, com um ano “fora da curva” para o setor.
“A expectativa para este ano é que o Brasil feche entre 33,5 e 34 milhões de toneladas exportadas, o que nos faz retomar um crescimento orgânico que estávamos tendo desde 2023”, salienta.
De acordo com ele, o tarifaço de 50% nas exportações brasileiras aos Estados Unidos imposto por Donald Trump também afetou o desempenho dos embarques do açúcar nacional.
“No ano passado, os norte-americanos importaram do Brasil quase 1,2 milhão de toneladas de açúcar. Este ano, não enviaremos para eles nem 400 mil toneladas, ou seja, três vezes menos”, conclui.
Os preços dos alimentos apresentaram movimentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram forte alta de 21,2% no preço médio nacional, com aumento em todas as regiões do País, itens essenciais como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) tiveram as quedas mais significativas no mês. Os dados são do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.
O levantamento considera os produtos mais presentes no carrinho de compras do brasileiro e mostra que, além dos queijos, outras categorias também pressionaram o orçamento das famílias em novembro. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre as maiores altas no período – este último encareceu em todas as regiões.
Por outro lado, outros itens também registraram redução nos preços médios, como o café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a conter a inflação dos alimentos no mês.
No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, indicando um ambiente de inflação controlada no encerramento do ano. Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, alguns produtos seguem pressionados por fatores como custos de produção, dinâmica de oferta e recomposição de estoques.“Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, aponta.
Maiores altas acumuladas em 2025
No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior incremento, avançando 42,1% no preço médio nacional. Na sequência aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).
O mercado de carnes premium segue em expansão no Brasil, impulsionado por consumidores mais exigentes e por avanços na pecuária. Em 2025, o segmento operou em um ambiente mais favorável, inclusive nas exportações. Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, mesmo com desafios ligados à oferta.
Em entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, do Canal Rural, a empresária Ana Doralina Menezes, especializada no setor, explicou que o resultado ocorre porque o consumidor busca cada vez mais informação, origem e garantia de qualidade. “Ele quer saber de onde veio, como foi produzido e o que pode esperar daquele produto”, disse.
Evolução do rebanho sustenta oferta de qualidade
Segundo ela, o avanço da carne premium está diretamente ligado à profissionalização da cadeia produtiva. Programas de certificação e melhoramento genético permitiram maior padronização dos animais e dos cortes.
“A base está no melhoramento genético, associado a sistemas mais intensivos e integrados. Isso permite produzir animais jovens, com carcaças bem acabadas e constância de oferta ao longo do ano”, explicou Ana Doralina.
A empresária também ressalta que atualmente a carne premium representa entre 2% e 4% do total da carne bovina consumida no país. Apesar da fatia ainda pequena, o segmento cresce tanto no mercado interno quanto nas exportações para destinos tradicionais da carne brasileira.
Outro movimento observado é a valorização de cortes do dianteiro, que passaram a integrar o portfólio premium. Esses cortes chegam ao consumidor mais porcionados, limpos e com novas apresentações.
“São porções menores, mas que entregam uma experiência gastronômica diferente. Isso ampliou o aproveitamento de todo o animal e diversificou o mix além dos cortes tradicionais do churrasco”, destacou a empresária.
Essa diversificação também contribui para a valorização do produto pela indústria frigorífica e amplia o acesso do consumidor ao mercado gourmet.
Eventos podem impulsionar consumo em 2026
Para 2026, a expectativa é de um cenário ainda mais positivo. Eventos como a Copa do Mundo tendem a estimular confraternizações e o consumo de carnes de maior valor agregado.
“A carne premium está muito associada a momentos especiais. Com mais eventos e um consumidor mais consciente, o mercado segue aquecido”, avaliou Ana Doralina.
O plantio da safra 2025/26 de algodão no Brasil alcançou 25,1% da área prevista nos sete principais estados produtores, que concentram cerca de 98% da produção nacional. Os dados constam no mais recente levantamento semanal divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com informações coletadas até o dia 27 de dezembro.
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Segundo a Safras & Mercado, o percentual representa avanço significativo em relação à semana anterior, quando a semeadura estava em 16,9%, indicando aceleração dos trabalhos no campo nas últimas semanas. O ritmo atual reflete o andamento das atividades nas principais regiões produtoras, acompanhando o calendário agrícola da cultura.
Comparação do plantio de algodão
Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 25,2% da área já havia sido semeada, o plantio apresenta estabilidade, com leve diferença de 0,1 ponto porcentual. Segundo a Conab, o acompanhamento segue atento às condições climáticas, que continuam sendo determinantes para o progresso da semeadura e para o estabelecimento inicial das lavouras.
As contas públicas brasileiras fecharam novembro de 2025 no vermelho. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 14,4 bilhões, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado mostra piora em relação a novembro de 2024, quando o déficit foi de R$ 6,6 bilhões.
O levantamento considera União, estados, municípios e empresas estatais. De acordo com a entidade monetária, o desempenho reflete comportamentos distintos entre os entes públicos, além do impacto das despesas financeiras no período.
No detalhamento dos dados, o Governo Central concentrou a maior parte do desequilíbrio fiscal em novembro. O déficit primário nessa esfera somou R$ 16,9 bilhões.
As empresas estatais também contribuíram negativamente para o resultado, com saldo deficitário de R$ 2,9 bilhões no mês. Já os governos regionais apresentaram comportamento oposto.
Estados e municípios registraram superávit primário de R$ 5,3 bilhões, o que ajudou a atenuar parcialmente o resultado consolidado do setor público.
Acumulado em 12 meses e relação com o PIB
No acumulado de 12 meses até novembro, o déficit primário do setor público consolidado alcançou R$ 45,5 bilhões. Esse valor equivale a 0,36% do Produto Interno Bruto.
No período imediatamente anterior, encerrado em outubro, o déficit acumulado era menor, de R$ 37,7 bilhões, correspondente a 0,30% do PIB. O dado indica deterioração recente das contas fiscais.
O Banco Central utiliza o conceito de resultado primário, que desconsidera o pagamento de juros da dívida pública.
Peso dos juros e resultado nominal
Os juros nominais do setor público totalizaram R$ 87,2 bilhões em novembro. Em igual mês de 2024, esse valor havia sido maior, somando R$ 92,5 bilhões.
No acumulado de doze meses, os juros chegaram a R$ 981,9 bilhões, o equivalente a 7,77% do PIB. Um ano antes, o percentual era de 7,83%.
Com a inclusão dos juros, o resultado nominal do setor público consolidado ficou negativo em R$ 101,6 bilhões em novembro.
No acumulado em 12 meses, o déficit nominal atingiu R$ 1,027 trilhão, o que representa 8,13% do PIB, segundo o Banco Central.
Diferenças metodológicas
O Tesouro Nacional divulgou, na véspera, um déficit maior para o Governo Central em novembro, de R$ 20,2 bilhões. A divergência ocorre porque Tesouro e Banco Central utilizam metodologias e escopos distintos no cálculo das contas públicas.
Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento
São Paulo soma 12 Indicações Geográficas (IGs), sendo nove ligadas ao agro, e se destaca nacionalmente com o reconhecimento da IG do palmito pupunha do Vale do Ribeira, que valoriza a identidade territorial de 22 municípios e o trabalho de cerca de 1.800 famílias produtoras e 70 agroindústrias.
O registro posiciona São Paulo entre os principais polos do país, reconhecendo o trabalho da Associação dos Produtores de Pupunha do Vale do Ribeira (Apuvale).
Para o ex-presidente e atual diretor de marketing da Apuvale, Claudio de Andrade e Silva, a certificação representa um marco para o desenvolvimento regional.
“É a única indicação de procedência para palmito no mundo e a ratificação de um trabalho de longo prazo para uma cultura que transformou a produção local. Antes, predominava o extrativismo predatório da palmeira juçara; hoje, há manejo agrícola de uma espécie promissora, a pupunheira”, afirmou.
A certificação contempla o palmito in natura e processado. Com o registro, o produto poderá ser comercializado em diferentes formatos, como: tolete, rodelas, estirpe, picado, bandas, espaguete, entre outros, desde que atendam aos critérios estabelecidos em legislação específica.
“A IG trará mais credibilidade e confiança ao produtor, expandindo nossas possibilidades comerciais. É um avanço para toda a cadeia produtiva”, destacou o produtor, Jefferson Souza.
Cenário estadual
Extraído do interior da haste de palmeiras como pupunha, juçara e palmeira-real, o palmito é o miolo macio e comestível que tornou São Paulo referência nacional na cadeia produtiva. O Vale do Ribeira concentra cerca de 80% do cultivo estadual, o que representa aproximadamente 7 mil hectares.
O engenheiro agrônomo, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (Cati), Rogério Sakai, destaca as condições ideais que fizeram da região um polo produtivo.
“O cultivo do palmito pupunha é feito em sua maioria por pequenos e médios produtores. Os plantios são em sua maioria em terras altas, com terreno levemente ondulado e sem a necessidade de irrigação, devido as chuvas bem distribuídas durante o ano, favorecendo o desenvolvimento da planta”, esclareceu o engenheiro agrônomo, Rogério Sakai.
Exploração e ameaça
A exploração ilegal da juçara palmeira nativa da Mata Atlântica ainda representa uma ameaça ambiental e econômica, especialmente em unidades de conservação.
“No passado, a região explorava o palmito juçara. Com a proibição, as fábricas migraram para a pupunha, porque já tinham expertise no processamento. Como a pupunheira perfilha, os produtores aderiram ao cultivo”, acrescentou Sakai.
Faltam apenas 30 dias para o evento que dá abertura aos trabalhos de abertura da colheita da soja safra 2025/26. E você, já sabia que as inscrições já estão abertas para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26? O encontro será realizado no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h,na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). Para se inscrever, basta acessar o link.
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Para a presidente da Aprosoja do estado anfitrião, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o Tocantins e para o setor produtivo. ”O estado do Tocantins se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade. Receber a abertura nacional reconhece o trabalho dos produtores rurais que impulsionam o desenvolvimento econômico e social do país”, destaca a presidente.
O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Segundo ele, a cada safra o estado avança e se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo, contribuindo de forma estratégica para o crescimento do agronegócio nacional.
Não fique de fora do evento!
A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.
Entre os convidados, está o economista e biólogo Richard Rasmussen, que participará de um dos painéis, além de autoridades políticas que irão debater as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do estado.
Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.
A semeadura de soja no Brasil atingiu 97,9% da área prevista para a safra 2025/26, de acordo com o mais recente boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 0,3 ponto porcentual em relação à semana anterior, quando o plantio estava em 97,6%.
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Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 98,2% da área já havia sido semeada, os trabalhos apresentam um leve atraso de 0,3 ponto porcentual. Ainda assim, o desempenho atual segue acima da média dos últimos cinco anos, estimada em 96,7%, indicando bom ritmo dos trabalhos no campo.
Plantio de soja por região do Brasil
Regionalmente, a semeadura já foi concluída em oito estados. O plantio alcançou 100% da área prevista em Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Paraná, refletindo condições favoráveis e avanço consistente das operações nessas regiões.
Entre os demais estados produtores, o Piauí registra 98% da área semeada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 96%, e por Santa Catarina, com 94%. O Maranhão apresenta o menor percentual até o momento, com 60% do plantio concluído.
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Parece notícia repetida, mas não é. O valor do leite pago ao produtor caiu pelo oitavo mês seguido, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em novembro, o preço fechou com média de R$ 2,1122/litro, um recuo de 8,31% frente à outubro. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 23,3%.
A pesquisa do Cepea, que considera os valores deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em novembro de 2025, mostra também que os preços acumulam queda real de 21,2% na parcial deste ano. O que explica o cenário, de acordo com o centro de estudos, é o elevado abastecimento do mercado.
A projeção do Cepea indica que o ano deve terminar com aumento médio de 7% na captação industrial, atingindo recorde de 27,14 bilhões de litros. Entre os motivos estão os investimentos realizados em 2024 e o clima mais favorável ao longo deste ano, favorecendo a produção de leite cru. Enquanto o movimento estimulou a produção nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a queda típica no Sul nesta época do ano foi limitada.
De outubro para novembro, o índice de captação de leite subiu 1,61% na Média Brasil, acumulando alta de 15,9% na parcial do ano. Mas a oferta de lácteos não ocorre somente por causa da produção elevada no campo.
Importações seguem aquecidas
Conforme a análise do Cepea, a disponibilidade de lácteos no mercado interno também vem sendo reforçada pelas importações, que apesar da queda de 14,8% em novembro, seguem em níveis elevados. Na parcial de 2025, foram internalizados quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), 4,8% a menos que o comprado no mesmo período de 2024. Porém, a pesquisa lembra as importações bateram recorde no ano passado.
Outro ponto de destaque é que as exportações caíram 33% na comparação anual, somando 62,4 milhões de litros Eql na parcial deste ano.
A partir desse cenário, agentes de mercado relatam alta considerável de estoques de lácteos, tanto na indústria quanto nos canais de distribuição. O resultado se traduz em pressão nas negociações de derivados, o que acaba comprimindo as margens da indústria. Produtos como queijo muçarela (-3,7%), leite UHT (11,1%) e leite em pó (-2,9%) negociados no atacado paulista registraram desvalorização em novembro.
Preço cai, custos sobem
Com o repasse das quedas dos lácteos ao valor do leite cru, a receita do produtor segue pressionada. Ao mesmo tempo, os custos de produção mantêm trajetória de alta, segundo o Cepea. Apesar da leve queda de 0,63% no preço da ração em novembro, o custo operacional efetivo (COE) avançou 0,22%, puxado pela valorização de outros insumos da atividade. O movimento limita qualquer alívio no caixa do produtor.
O aumento do preço do milho também reduziu o poder de compra. Em outubro, foram necessários 28,4 litros de leite para adquirir uma saca de 60 quilos do grão, alta de 7,1% frente a setembro e de 2,3% em relação à média dos últimos 12 meses, de 27,8 litros.
Para o Cepea, os números reforçam um cenário de perda de rentabilidade no campo e de maior cautela nos investimentos. A tendência é de desaceleração gradual da produção ao longo dos próximos meses.
Os preços dos alimentos apresentaram comportamentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram alta no preço médio nacional, itens como leite UHT e arroz apresentaram recuo.
Os dados constam do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.
De acordo com o levantamento, o preço médio dos queijos subiu 21,2% no país em novembro, com aumento em todas as regiões. No mesmo período, o leite UHT teve queda de 4,9% e o arroz recuou 3,0%, configurando as maiores reduções entre os itens analisados.
Além dos queijos, outras categorias apresentaram elevação nos preços médios em novembro. Os legumes tiveram alta de 3,1%, assim como o sal, enquanto o óleo avançou 2,5%. Segundo o estudo, o óleo apresentou aumento em todas as regiões brasileiras.
Por outro lado, alguns produtos contribuíram para conter a inflação dos alimentos no mês. O café em pó e em grãos registrou queda de 1,5%, o açúcar recuou 1,4% e os ovos apresentaram redução de 1,2% no preço médio nacional.
Para a líder de Dados Estratégicos da Neogrid, Anna Carolina Fercher, parte das altas está relacionada a fatores estruturais da cadeia produtiva. “Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, afirma.
No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior aumento no preço médio nacional, com alta de 42,1%. Na sequência aparecem os queijos, com elevação de 12,3%, margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).
Sudeste registra maior pressão dos queijos
Na região Sudeste, os queijos lideraram as altas em novembro, com aumento de 24,3%. Em seguida aparecem legumes (5,5%), bovinos (3,3%), sal (3,1%) e óleo (2,8%).
Entre as principais quedas na região estão o leite UHT, com recuo de 6,5%, sabão para roupas (-3,5%), arroz (-2,8%), leite em pó (-2,1%) e açúcar (-1,1%).