Exportações de açúcar caem 10%, mas Brasil mantém trajetória de alta; entenda

O Brasil, principal produtor e exportador de açúcar do mundo, deve fechar o ano de 2025 com redução de 10% nas vendas internacionais. A diminuição se deve a fatores climáticos que prejudicaram a produção de cana ao longo do ano.
Com isso, o país interrompe o ciclo de alta observado entre 2023 e 2024, quando saltou de 31,28 milhões de toneladas embarcadas para 38,23 milhões de toneladas, acréscimo de 22%.
Ainda assim, o diretor de Conteúdo do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, destaca que no ano passado o Brasil foi beneficiado pela menor produção de seu principal concorrente global, a Índia, o que favoreceu a remessa do excedente de açúcar, fazendo o país quebrar o recorde de exportação, com um ano “fora da curva” para o setor.
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“A expectativa para este ano é que o Brasil feche entre 33,5 e 34 milhões de toneladas exportadas, o que nos faz retomar um crescimento orgânico que estávamos tendo desde 2023”, salienta.
De acordo com ele, o tarifaço de 50% nas exportações brasileiras aos Estados Unidos imposto por Donald Trump também afetou o desempenho dos embarques do açúcar nacional.
“No ano passado, os norte-americanos importaram do Brasil quase 1,2 milhão de toneladas de açúcar. Este ano, não enviaremos para eles nem 400 mil toneladas, ou seja, três vezes menos”, conclui.
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