quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Exportações de carne de frango batem recorde em abril e se aproximam de US$ 1 bilhão


Carne de frango
Foto: Ari Dias/AEN

As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram ritmo positivo em abril e registraram o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 486,5 mil toneladas da proteína, considerando produtos in natura e processados.

O resultado representa alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando os embarques somaram 475,9 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações alcançou US$ 940,5 milhões em abril, avanço de 3,8% na comparação anual. No mesmo mês do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 906,1 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, os embarques brasileiros de carne de frango chegaram a 1,943 milhão de toneladas, crescimento de 4,3% frente ao mesmo período do ano passado.

Em receita, o setor acumulou US$ 3,704 bilhões entre janeiro e abril, alta de 6,1% na comparação com os primeiros quatro meses de 2025.

China lidera compras; México e União Europeia ampliam demanda

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas exportadas, alta de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas (+5,2%); e União Europeia, com 33 mil toneladas, avanço de 23,1%.

O México chamou atenção pelo forte crescimento das compras, com aumento de 50,2% nos embarques, totalizando 27,1 mil toneladas no mês.

Já alguns mercados registraram retração, como Emirados Árabes Unidos (-52,7%), Filipinas (-10,7%) e Coreia do Sul (-10,2%).

Setor cita cenário internacional dinâmico

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho das exportações reflete a expansão da presença brasileira em mercados estratégicos da Ásia, Europa e América Latina.

De acordo com Santin, apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o setor conseguiu manter o abastecimento aos países da região e preservar o fluxo internacional das exportações brasileiras.

O executivo destacou ainda que os resultados do primeiro quadrimestre reforçam a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pela eficiência produtiva, capacidade de abastecimento e segurança sanitária.

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Safra 2026/27 de laranja deve cair quase 13% no cinturão citrícola de SP e MG


Laranja
Foto: Jaelson Lucas/AEN

A safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais deve somar 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos.

A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e aponta queda de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando a produção alcançou 292,94 milhões de caixas. O volume também fica 14,7% abaixo da média registrada nos últimos dez anos na principal região produtora de laranja para suco do mundo.

Segundo o levantamento, a redução da safra está ligada à bienalidade dos pomares, ao menor número de frutos por árvore e ao aumento da queda prematura de laranjas. Esses fatores acabaram superando os ganhos obtidos com o maior peso médio dos frutos e com a ampliação do número de árvores produtivas.

Clima definiu perfil da safra

De acordo com a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), o clima teve impacto direto sobre as floradas e o desenvolvimento dos frutos ao longo do ciclo.

A estiagem registrada em maio de 2025 provocou estresse hídrico nas plantas. Nas regiões com maior presença de irrigação, o manejo ajudou a estimular a primeira florada, embora as temperaturas acima da média em setembro tenham prejudicado parte do pegamento dos frutos.

Já nas áreas menos irrigadas, a combinação entre calor e baixo volume de chuvas entre julho e setembro limitou a primeira florada. Com a volta das chuvas a partir de outubro, a segunda florada ganhou força e passou a predominar na safra.

Mesmo assim, as temperaturas elevadas em dezembro também afetaram parte desses frutos. As chuvas mais regulares entre dezembro e março ajudaram a reduzir as perdas e sustentaram o desenvolvimento das laranjas.

“O cenário afetou não apenas o potencial produtivo, mas também a uniformidade e a qualidade da safra, exigindo maior atenção no manejo”, afirmou o gestor da PES, Guilherme Rodriguez.

Greening segue como desafio

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, afirmou que a nova estimativa reforça o cenário de maior pressão sobre a citricultura.

“Esta é uma safra impactada pela variabilidade climática e pela maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos”, disse.

Segundo o último levantamento do Fundecitrus, realizado em setembro de 2025, o greening atingiu 47,6% das laranjeiras do parque citrícola.

Além da doença, o setor também enfrenta pressão da leprose, previsão de El Niño no segundo semestre de 2026 e tendência de colheita mais tardia.

Frutos maiores e menor produtividade

Com menos frutos por árvore, a tendência é de laranjas maiores nesta safra. A projeção indica peso médio de 160 gramas por fruto no momento da colheita, acima do registrado no ciclo anterior.

Mesmo assim, a produtividade média deve cair para 697 caixas por hectare, retração de 13,8% frente à safra passada.

O levantamento também estima taxa de queda prematura de frutos em 23,7% e perda total de frutos em 31,3%. Segundo o Fundecitrus, os números também refletem mudanças na metodologia de medição, que passou a considerar dados de derriça durante a colheita.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Preços dos alimentos sobem 1,6% em abril, diz FAO


Índice de preços dos alimentos da FAO sobe 1,6% em abril

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo terceiro mês consecutivo em abril. O indicador alcançou 130,7 pontos, com alta de 1,6% em relação ao nível revisado de março e avanço de 2,0% na comparação anual, informou a entidade nesta sexta-feira (8).

O movimento foi sustentado principalmente pela valorização dos óleos vegetais e dos cereais.

No grupo dos cereais, o subíndice avançou 0,8% sobre março. Segundo a FAO, o trigo subiu 0,8%, diante de preocupações com a seca em partes dos Estados Unidos e da Austrália, além da expectativa de menor plantio em 2026 por causa dos custos elevados de fertilizantes. O milho teve alta de 0,7%, apoiado por oferta sazonal mais ajustada, clima adverso no Brasil e demanda firme para etanol. O arroz avançou 1,9%, enquanto o sorgo recuou 4,0%.

Nos óleos vegetais, a alta foi de 5,9% no mês, com o índice atingindo o maior nível desde julho de 2022. De acordo com o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, o encarecimento do petróleo elevou a demanda por biocombustíveis e pressionou as cotações de palma, soja, girassol e colza. No óleo de palma, os preços subiram pelo quinto mês seguido, com perspectiva de menor produção no Sudeste Asiático.

O subíndice de carnes aumentou 1,2% em abril e renovou recorde histórico, com ganho de 6,4% em 12 meses. A carne bovina foi influenciada por preços mais altos no Brasil, em meio à oferta limitada de animais prontos para abate e ao processo de recomposição do rebanho.

A carne suína também subiu, com apoio da demanda sazonal na União Europeia. Em sentido oposto, os laticínios caíram 1,1%, refletindo oferta abundante de leite na Europa e na Oceania. O açúcar recuou 4,7% no mês e 21,2% em um ano, com perspectiva de maior oferta global, melhora de safra na China e na Tailândia e início da colheita no Brasil.

Para o quadro global de oferta, a FAO elevou sua projeção para a produção mundial de cereais em 2025 para 3,04 bilhões de toneladas, alta de 6,0% sobre o ano anterior. Para 2026, porém, a estimativa da safra mundial de trigo foi reduzida para 817 milhões de toneladas, cerca de 2% abaixo do ano passado, em um cenário de incerteza com insumos e energia.

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AgroNewsPolítica & Agro

Rio Grande do Sul é escolhido para lançamento mundial de tecnologia eólica com participação do governo do Estado


Porto Alegre sediou nesta quarta-feira o lançamento mundial do aerogerador Nordex Delta 4000 – N175/7.0MW, um dos modelos mais avançados da tecnologia eólica onshore disponíveis atualmente no mercado global. O evento foi promovido pelo Sindienergia-RS, em parceria com a Nordex Energy Brasil, com apoio da Invest RS e do Governo do Rio Grande do Sul.

A agenda reuniu lideranças institucionais, executivos e especialistas do setor energético, além de representantes do governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também participaram representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), entre eles o diretor de Energia, Rodrigo Rende, além de integrantes da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict).

A escolha do Rio Grande do Sul para sediar o lançamento reforça o posicionamento estratégico do Estado no cenário nacional da energia renovável e evidencia o potencial gaúcho para atração de investimentos ligados à inovação, infraestrutura e geração de energia limpa.

Com capacidade de 7.0 MW, o novo aerogerador foi desenvolvido para ampliar a eficiência e a competitividade de projetos eólicos, contribuindo para a expansão de uma matriz energética mais sustentável e diversificada.

A presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, destacou que o lançamento aproxima o setor produtivo gaúcho das tecnologias mais avançadas do mercado internacional. “Temos trabalhado para fortalecer o debate sobre diversificação da matriz energética e descarbonização. Receber o lançamento do Nordex Delta 4000 no Rio Grande do Sul conecta o nosso ambiente de negócios às principais tendências globais do setor”, afirmou.

O vice-presidente para a América Latina da Nordex, Federico Bianchi, explicou que a escolha pelo Rio Grande do Sul levou em consideração o potencial competitivo do Estado. “Os ventos do Rio Grande do Sul são extremamente competitivos em comparação aos padrões globais. Somado à capacidade de interconexão e às oportunidades de novos investimentos, o Estado se apresenta como um ambiente muito atrativo para expansão do setor”, avaliou.

Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o setor energético é atualmente um dos principais diferenciais competitivos do Estado. “O Rio Grande do Sul lidera a agenda nacional de transição energética e vem fortalecendo conexões com investidores para consolidar essa posição estratégica”, afirmou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, o lançamento simboliza o avanço do Estado na construção de um ambiente favorável a investimentos de longo prazo. “Estamos consolidando um ambiente seguro, competitivo e preparado para receber grandes investimentos. O avanço de tecnologias como esta transforma potencial natural em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados e fortalecimento da cadeia produtiva gaúcha”, destacou.

Além do novo aerogerador, o evento também apresentou soluções em torres híbridas de aço e concreto, ampliando possibilidades operacionais para projetos eólicos no Brasil.

Texto: Ascom Sedec e Ascom Sindienergia-RS Edição: Secom





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Preço dos ovos sobe até 10% no início de maio com reação da demanda


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.

O mercado brasileiro de ovos começou maio em recuperação, com aumento gradual das vendas e avanço nas cotações da proteína em diversas regiões do país. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do produto chegou a 10% nos últimos dias entre as praças acompanhadas pelo órgão.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, os descontos praticados no fim de abril ajudaram a reduzir os estoques, favorecendo a retomada dos preços neste começo de mês.

Além disso, a demanda apresentou melhora impulsionada pelo maior poder de compra da população no período de recebimento de salários, movimento considerado típico no início de cada mês.

Outro fator que tem sustentado a alta dos preços é a preparação das redes atacadistas e varejistas para o Dia das Mães, uma das datas de maior movimentação no comércio brasileiro.

Com a combinação entre estoques mais ajustados e aumento da procura, produtores passaram a ter maior margem para negociar os ovos a preços mais elevados, segundo o Cepea.

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Após três meses de queda, preço do frango volta a subir


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após três meses consecutivos de queda, o mercado avícola brasileiro registrou a primeira alta de preços em 2026. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), abril terminou com valorização nas cotações de todos os produtos da cadeia do frango.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete, pressionados pela alta dos combustíveis.

Na Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro congelado encerrou abril em R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da recuperação, o valor ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também inferior à média de janeiro deste ano, quando o produto atingiu R$ 7,47/kg em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026.

Segundo o Cepea, desde dezembro o frango congelado acumula desvalorização real de 8,9%.

O Centro de Pesquisas destaca que a alta dos preços ganhou força principalmente no fim da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo com o pagamento dos salários.

Além disso, os reajustes nos combustíveis elevaram os custos logísticos, encarecendo o transporte da proteína e contribuindo para a valorização do produto no mercado interno.

Já na segunda metade do mês, os feriados nacionais de Tiradentes, em 21 de abril, e do Dia do Trabalho, em 1º de maio, reduziram o ritmo da demanda e provocaram ajustes pontuais nos preços da carne de frango.

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Após três meses de queda, preço do frango volta a subir


carne de frango
Foto: divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

Após três meses consecutivos de queda, o mercado avícola brasileiro registrou a primeira alta de preços em 2026. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), abril terminou com valorização nas cotações de todos os produtos da cadeia do frango.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete, pressionados pela alta dos combustíveis.

Na Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro congelado encerrou abril em R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da recuperação, o valor ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e também inferior à média de janeiro deste ano, quando o produto atingiu R$ 7,47/kg em valores corrigidos pelo IPCA de março de 2026.

Segundo o Cepea, desde dezembro o frango congelado acumula desvalorização real de 8,9%.

O Centro de Pesquisas destaca que a alta dos preços ganhou força principalmente no fim da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo com o pagamento dos salários.

Além disso, os reajustes nos combustíveis elevaram os custos logísticos, encarecendo o transporte da proteína e contribuindo para a valorização do produto no mercado interno.

Já na segunda metade do mês, os feriados nacionais de Tiradentes, em 21 de abril, e do Dia do Trabalho, em 1º de maio, reduziram o ritmo da demanda e provocaram ajustes pontuais nos preços da carne de frango.

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Lula e Trump: o pragmatismo e a defesa da soberania no encontro em Washington


Trump e Lula postam foto sorrindo em encontro na Casa Branca
Foto: PR/ Ricardo Stuckert

O cenário político global acompanhou com atenção o encontro desta quinta-feira (7) entre o presidente Lula e o presidente Donald Trump, na Casa Branca. O que se viu foi uma reunião de peso, um encontro “Pedrão”, como se diz no bastidor político, realizada a portas fechadas, onde o protocolo deu lugar a uma conversa direta sobre os temas que realmente tensionam a relação entre as duas maiores economias das Américas.

O saldo principal não foi apenas um aperto de mãos, mas a vitória do pragmatismo e da defesa dos recursos naturais brasileiros.

O impasse das tarifas: Brasil e EUA definem prazo de 30 dias para evitar guerra comercial

O ponto mais sensível da pauta foi a questão comercial, especificamente a polêmica Seção 301. Para quem não está familiarizado com o termo, essa é uma legislação americana que permite investigar e aplicar tarifas pesadas contra países suspeitos de práticas comerciais desleais.

Havia um impasse nítido: Trump alega que o Brasil cobra taxas excessivas dos produtos americanos, enquanto o governo brasileiro sustenta que seus impostos estão dentro da média internacional.

Em vez de uma guerra tarifária imediata, o bom senso prevaleceu. Os presidentes estabeleceram um prazo de 30 dias para que seus ministros discutam os dados técnicos e cheguem a um consenso.

Na prática, o Brasil ganhou um tempo precioso para provar que joga limpo e evitar prejuízos bilionários às nossas exportações.

Mas o grande trunfo estratégico do Brasil na mesa de negociações foi o setor de minerais críticos e terras raras. Lula foi enfático ao apresentar o novo marco legal do setor, aprovado pelo Congresso na véspera da visita.

Ele deixou claro que o Brasil não aceitará ser um mero exportador de matéria-prima bruta. “Terras Raras: Brasil abre mercado para investimentos, mas exige industrialização em solo nacional.”

O mercado brasileiro está aberto para investimentos dos EUA

O Brasil quer parcerias para processar e industrializar esses minerais em solo nacional, e está disposto a negociar com americanos, chineses, europeus ou qualquer país que aceite o modelo de transferência de tecnologia e soberania. É o fim da era em que o Brasil apenas “mandava o ouro embora”.

Curiosamente, temas que geram barulho nas redes sociais, como o sistema PIX ou a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, ficaram em segundo plano.

Lula confirmou que esses assuntos não avançaram simplesmente porque não foram o foco do interesse mútuo naquele momento. O foco real foi o “chão de fábrica” da diplomacia: economia e estabilidade.

Soberania em pauta: Lula pede respeito ao processo eleitoral brasileiro

No campo político, Lula ainda reforçou um pedido de não interferência nas eleições brasileiras, reafirmando que a democracia do país deve ser decidida soberanamente pelo seu povo, sem influências externas.

Ao final, a reunião mostrou que a relação entre Brasil e Estados Unidos é maior que os ocupantes momentâneos do poder. Lula e Trump demonstraram que, mesmo com visões de mundo opostas, é possível sentar à mesa e negociar prazos que evitem crises.

O Brasil sai de Washington com o dever de casa de resolver o nó das tarifas em um mês, mas com a imagem de um país que conhece o valor de suas riquezas naturais e que não abre mão de ser o dono do seu próprio destino econômico.

Para finalizar: Um detalhe curioso dos bastidores foi o pedido bem-humorado de Lula para que Donald Trump “saísse rindo nas fotos”. O pedido parece ter surtido efeito: nos registros oficiais após a conversa, o semblante carregado do americano deu lugar a sorrisos ao lado do presidente brasileiro, selando o clima de “química” política que marcou o dia.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Exportações de carne bovina batem recorde em abril e receita supera US$ 1,5 bilhão


pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

As exportações brasileiras de carne bovina in natura registraram novo recorde para o mês de abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o levantamento, o Brasil embarcou 251,9 mil toneladas da proteína no mês passado. O volume supera o recorde anterior para abril, registrado em 2025, quando os embarques somaram 241,5 mil toneladas.

Outro destaque foi o avanço do preço médio da carne bovina exportada. O valor ultrapassou a marca de US$ 6 mil por tonelada, atingindo US$ 6.241,50 por tonelada, alta de 24,1% em relação a abril do ano passado.

Segundo o Cepea, esse patamar de preços havia sido registrado pela última vez em 2022, entre os meses de abril e agosto.

Com o avanço do volume exportado e dos preços internacionais, a receita obtida pelo Brasil com os embarques de carne bovina in natura alcançou US$ 1,57 bilhão em abril.

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Primeira onda de frio do ano provoca queda nas temperaturas e temporais no fim de semana


Imagem gerado por IA para o Canal Rural

O avanço de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical deve provocar um fim de semana de tempo severo em parte do Brasil, especialmente na região Sul. Além da chuva forte, há previsão de rajadas intensas de vento, mar agitado e queda acentuada das temperaturas com a chegada da primeira onda de frio de 2026.

Nesta sexta-feira (8), as instabilidades ganham força no Rio Grande do Sul desde as primeiras horas do dia. A combinação entre a frente fria, o ciclone no oceano e a atuação de um cavado meteorológico favorece temporais, trovoadas, eventual queda de granizo e altos volumes de chuva no estado. O alerta é maior para áreas do norte e noroeste gaúcho, além do oeste de Santa Catarina e do Paraná.

As rajadas de vento podem chegar a 90 km/h em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O mar também fica agitado no litoral gaúcho e catarinense. Com a entrada da massa de ar polar, as temperaturas despencam e o frio deve avançar por toda a região Sul até a próxima semana.

Sul terá chuva intensa e risco de geada

No sábado (9), a frente fria continua avançando pelo Sul do país. Paraná e Santa Catarina seguem com chuva moderada a forte, temporais e risco de acumulados elevados. Já no Rio Grande do Sul, o tempo começa a firmar em grande parte das áreas, mas o frio aumenta com o avanço da massa de ar polar.

No domingo (10), o ciclone segue atuando no oceano e mantém chuva forte principalmente no Paraná e no norte e leste catarinense. Enquanto isso, o Rio Grande do Sul terá predomínio de tempo firme, mas com frio intenso. Há possibilidade de geada nas áreas de serra e no sul gaúcho, além de chance de precipitação invernal nos pontos mais altos das serras gaúcha e catarinense entre a noite de sábado e a madrugada de domingo.

São Paulo terá virada no tempo durante o fim de semana

Em São Paulo, a sexta-feira ainda será marcada por calor e tempo firme na capital, com máxima de até 29°C. No entanto, a frente fria provoca aumento da chuva no oeste e sul paulista, com pancadas moderadas a fortes e trovoadas.

No sábado, as instabilidades avançam pelo interior, litoral sul e Baixada Santista. A chuva pode ganhar força ao longo da tarde e da noite. Na capital paulista, o tempo segue mais firme durante o dia, mas há possibilidade de chuva fraca à noite.

Já no domingo, a frente fria avança com mais intensidade e espalha chuva por grande parte do estado. Há risco de temporais na Grande São Paulo, interior e litoral, além de rajadas de vento. As temperaturas entram em declínio e o dia fica mais ameno, principalmente no centro-sul paulista. Existe ainda possibilidade de geada fraca em áreas de baixada próximas à divisa com o Paraná.

Sudeste terá chuva entre São Paulo, Rio e Espírito Santo

No restante do Sudeste, o fim de semana será marcado pela influência da frente fria e da circulação marítima. No sábado, áreas do Espírito Santo e do leste de Minas Gerais seguem com chuva fraca a moderada, enquanto o sul e interior paulista terão chuva mais intensa.

No domingo, as instabilidades avançam também sobre o Rio de Janeiro, Zona da Mata mineira e sul capixaba, com risco de temporais e acumulados elevados. O mar fica agitado no litoral paulista e fluminense.

Centro-Oeste terá temporais em Mato Grosso do Sul

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul concentra os maiores volumes de chuva do fim de semana. A frente fria provoca temporais, trovoadas e risco de acumulados elevados principalmente entre sábado e domingo, sobretudo nas regiões sul, oeste e sudoeste do estado.

Além da chuva, a massa de ar polar derruba as temperaturas no sul sul-mato-grossense. Já em Mato Grosso e Goiás, o tempo permanece mais firme na maior parte das áreas, com calor predominando.

Nordeste segue com chuva no litoral

No Nordeste, a circulação marítima e a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantêm chuva frequente no litoral entre o Rio Grande do Norte e a Bahia ao longo do fim de semana.

Há risco de temporais e acumulados elevados principalmente entre Maranhão, Piauí, Ceará e parte do litoral nordestino. Nas demais áreas do interior, o tempo segue firme e quente.

Norte continua com temporais e sensação de abafamento

Na região Norte, a alta umidade mantém pancadas de chuva frequentes no Amazonas, Pará, Amapá e Roraima. O risco de temporais segue elevado durante o fim de semana, especialmente no norte do Amazonas, sul de Roraima e Amapá.

No Acre e em Rondônia, a chegada da massa de ar polar reduz as temperaturas no domingo, enquanto o restante da região continua com sensação de abafamento.

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