quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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Noz-pecã: RS inicia colheita com expectativa de até 8 mil toneladas


Noz-pecã
Foto: Public Domain Pictures

A cadeia da noz-pecã no Rio Grande do Sul abriu oficialmente a colheita da safra 2026 nesta sexta-feira (8), em Nova Pádua, na Serra Gaúcha, com expectativa de produção de até 8 mil toneladas no estado. O ato simbólico foi realizado na propriedade do produtor Arlindo Marostica, após uma programação técnica voltada à produtividade, irrigação e mercado da cultura.

O evento reuniu produtores, pesquisadores, técnicos e autoridades ligadas à pecanicultura. Durante a programação, também foi lançado o livro Nogueira-pecã, da Embrapa, com participação de 82 autores. A versão digital já está disponível gratuitamente, enquanto a edição impressa será apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura (Enapecan), em novembro, em Bento Gonçalves (RS).

Irrigação ganha espaço nos pomares

Um dos principais temas debatidos foi o impacto da irrigação na estabilidade produtiva e na rentabilidade dos pomares. O professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Ezequiel Saretta, destacou que o manejo hídrico deve ser tratado como investimento e apresentou comparativos entre áreas irrigadas e não irrigadas.

O produtor Arlindo Marostica relatou os resultados obtidos em produtividade após a adoção da irrigação no pomar da família. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Jaceguay Bastos, reforçou que o uso da tecnologia precisa considerar características específicas de cada propriedade, como tipo de solo e condições climáticas.

Segundo Bastos, o planejamento adequado do sistema de irrigação influencia diretamente a qualidade da fruta e o desempenho produtivo em diferentes ciclos da cultura, sejam precoces, médios ou tardios.

Custos e rentabilidade

O ex-presidente do IBPecan, Eduardo Basso, apresentou números relacionados aos custos de produção, produtividade e preços da noz-pecã. De acordo com ele, o aumento da produtividade, impulsionado por tecnologias como a irrigação, tende a melhorar a margem financeira da atividade.

O presidente do IBPecan, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pela cultura demonstra um amadurecimento da cadeia produtiva no estado. Ele destacou ainda o papel da entidade na difusão de informações técnicas e no fortalecimento da pecanicultura no país.

RS concentra 90% da produção nacional

Durante o evento, o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, ressaltou que o estado responde por cerca de 90% da produção brasileira de noz-pecã e avaliou que a cultura tem potencial para ampliar espaço no mercado internacional.

Segundo ele, a inserção da noz-pecã em acordos comerciais pode fortalecer o setor nos próximos anos. O secretário também destacou o programa Irriga+RS, que oferece subvenção para implantação de sistemas de irrigação nas propriedades rurais.

Os produtores Arlindo e Vânia Marostica, que receberam o ato oficial da colheita, estão entre os beneficiados pelo programa estadual.

A Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi promovida pelo IBPecan, pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater e da Embrapa.

*Com informações da assessoria de imprensa

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtor precisará entregar mais soja para pagar insumos


Os impactos da geopolítica mundial, da desvalorização do dólar e da alta dos fertilizantes dominaram as discussões do ENSSOJA 2026. Durante palestra no evento, o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa, alertou para um cenário de pressão crescente sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, mesmo diante de mais uma safra recorde de soja.

Segundo ele, parte da sustentação atual dos preços da soja não está ligada diretamente aos fundamentos tradicionais de oferta e demanda, mas sim aos efeitos macroeconômicos provocados pelo cenário internacional.

“A desvalorização do dólar promove uma inflação de commodities. Parte do preço que a soja tem hoje não é porque mudou a oferta e a demanda, mas porque o dólar se desvalorizou contra qualquer moeda”, explicou durante a apresentação no ENSSOJA 2026.

De acordo com a análise apresentada, se o dólar tivesse hoje a mesma força frente às moedas globais observada há um ano, os preços da soja precisariam recuar quase 10% para representar o mesmo valor real.

Além do câmbio, os conflitos geopolíticos também têm sustentado volatilidade no mercado internacional. A insegurança sobre abastecimento global, energia e fertilizantes acabou adicionando um componente extra de incerteza às commodities agrícolas.

No campo, o Brasil registrou mais uma safra histórica. Segundo os dados apresentados por André Pessoa, o país cultivou cerca de 49 milhões de hectares de soja e deve colher quase 185 milhões de toneladas, com produtividade média próxima de 63 sacas por hectare.

Mesmo com uma produção recorde, os estoques finais permaneceram relativamente apertados nos últimos anos, variando entre 5 e 7 milhões de toneladas na virada das temporadas.

No entanto, o cenário para 2025/26 começa a mudar. Com os Estados Unidos novamente ativos no mercado internacional desde dezembro, a oferta global ganhou força. Ainda assim, o Brasil deverá exportar volumes recordes, estimados em pelo menos 112 milhões de toneladas, além de registrar processamento doméstico acima de 61 milhões de toneladas.

Apesar disso, a expectativa é que o país encerre o ciclo com estoques maiores pela primeira vez em três ou quatro anos.

“Chicago subiu, mas o câmbio e o prêmio tiraram o que Chicago nos deu”, resumiu André Pessoa ao comentar a dificuldade de reação dos preços internos.

Em regiões produtoras como Sorriso, no Mato Grosso, as cotações praticamente ficaram estáveis ao longo da safra, variando de cerca de R$ 101 para R$ 103 por saca.

Ao mesmo tempo, os custos de produção seguem pressionados. O esperado era que o dólar mais baixo reduzisse os preços de fertilizantes e defensivos em reais. Porém, a escalada dos conflitos no Oriente Médio elevou os custos internacionais dos insumos e anulou parte desse efeito cambial.

Segundo a análise apresentada no ENSSOJA 2026, apenas os impactos do conflito internacional já representam um aumento mínimo equivalente a 1,5 saca de soja por hectare no custo da próxima safra.

As relações de troca também pioraram. Dependendo da região do país, o produtor precisa comprometer entre 3 e 6 sacas adicionais para adquirir os mesmos insumos básicos da safra passada.

Entre os fertilizantes, André Pessoa destacou preocupação maior com o fósforo, considerado o problema mais estrutural no momento. Isso porque o produto depende diretamente do enxofre, cujo abastecimento global passa por regiões afetadas pelas tensões no Oriente Médio.

“O enxofre há dois ou três anos era menos de 100 dólares a tonelada. Hoje está em 1.000 dólares”, afirmou.

Outro alerta feito durante o painel no ENSSOJA 2026 envolve a mudança de estratégia das empresas de fertilizantes. Após prejuízos registrados durante a guerra da Ucrânia, muitas companhias passaram a importar apenas produtos já vendidos e contratados previamente pelos produtores.

Na prática, isso reduz a formação de estoques antecipados e aumenta os riscos logísticos caso haja agravamento dos conflitos internacionais ou atraso nas compras da próxima safra.





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Banco do Brasil renegocia mais de R$ 430 milhões nos dois primeiros dias do Novo Desenrola


BB, Banco do Brasil, crédito rural
Foto: Governo Federal

O Banco do Brasil (BB) renegociou mais de R$ 430 milhões nos dois primeiros dias de operação do Novo Desenrola, iniciado na quarta-feira (6). Segundo nota divulgada pela instituição, o volume inclui operações com empresas, pessoas físicas enquadradas nas regras do programa e clientes que renegociaram dívidas fora dos critérios da iniciativa federal.

Do total informado pelo BB, R$ 202,8 milhões correspondem à repactuação de dívidas de empresas, em 1.611 operações contratadas para 1,6 mil clientes. Nessa frente, o programa utiliza linhas como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa de Crédito para Microempresas (Procred).

Para pessoas físicas dentro das condições do Novo Desenrola, o banco registrou 12.614 renegociações, somando R$ 10,4 milhões. Esse grupo reúne clientes com renda de até cinco salários mínimos e dívida de até R$ 15 mil, com atraso entre 90 dias e dois anos.

O BB informou ainda ter realizado 22.258 operações renegociadas fora dos critérios do programa do governo, totalizando R$ 219,6 milhões. De acordo com a instituição, o processo tem sido feito pelos canais oficiais do banco, com descontos que podem chegar a 90%, conforme o perfil da dívida e da negociação.

Os números mostram que, neste início, a maior parte do valor renegociado ficou concentrada no segmento empresarial e nas operações fora do recorte oficial do programa. Isso indica que a demanda por repactuação alcança diferentes perfis de clientes, não apenas o público-alvo inicial da política pública.

Na prática, a renegociação pode reduzir pressão de curto prazo no caixa de empresas e famílias, especialmente em casos com parcelas em atraso. No caso das empresas, isso pode ajudar na reorganização financeira e na manutenção do acesso ao crédito. O banco, no entanto, não divulgou, até esta sexta-feira (8), estimativa oficial sobre o efeito dessas renegociações na inadimplência ou na qualidade de sua carteira.

O avanço do Novo Desenrola deve ser acompanhado nas próximas semanas para medir adesão, perfil das dívidas repactuadas e alcance entre pequenos negócios e consumidores. Sem esse detalhamento adicional, ainda não há base técnica suficiente para projetar o impacto total do programa sobre o sistema de crédito.

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Evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande debate clima extremo e estratégias de resiliência


Os impactos dos eventos meteorológicos extremos no Estado e as estratégias de enfrentamento nortearam o encontro promovido pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, realizado nesta quarta-feira (6/5), em Porto Alegre. O debate integrou a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida pelo governo do Estado, em alusão aos dois anos das enchentes de 2024. 

Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Dividida em dois painéis, a atividade intitulada “Tempo severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções” reuniu pesquisadores, gestores públicos, profissionais da área ambiental e o público geral no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). 

Ciência e gestão pública unem esforços por resiliência

Conforme o secretário-executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, gestão pública e sociedade para o enfrentamento dos desafios impostos pelos eventos meteorológicos extremos, com foco na construção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da resiliência no Estado.  

Goldenfum também ressaltou o papel da memória coletiva na construção de políticas mais eficazes de prevenção. “Eventos como este, inseridos na Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, nos ajudam a manter viva a reflexão sobre o que ocorreu e a transformar o aprendizado em ação”, defendeu. 

Governo do Estado inicia programação em alusão aos dois anos de reconstrução e recomeço pós-enchente de 2024

O secretário-adjunto em exercício da Secretariade Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Sandro Kirst, enalteceu o papel do Comitê, vinculado à Sict. “Tanto na integração entre inovação e ciência para o enfrentamento dos desafios climáticos quanto no fortalecimento da capacidade do Estado de antecipar riscos, qualificar a gestão pública e promover respostas mais eficazes diante dos eventos extremos”, pontuou. 

A solenidade de abertura contou, ainda, com manifestações da secretária-adjunta da pasta da Reconstrução Gaúcha, Ângela Oliveira; do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho; da coordenadora do Gabinete de Estudos Climáticos (GabClima) do Ministério Público do RS e procuradora de Justiça, Sílvia Cappelli; do representante do procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz; e do representante da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Vagner Anabor. 

Realidade climática estadual

O primeiro painel, realizado no turno da manhã, abordou os impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população. A programação contou com a participação de Anabor, que defendeu a formação qualificada de meteorologistas e a ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento.  

Governo do Estado destina R$ 14 bilhões na recuperação do RS, ampliando capacidade de resposta e prevenção a eventos climáticos

Também pela UFSM, o professor Maurício Ilha de Oliveira apresentou definições e registros de fenômenos como tornados, microexplosões e granizo no Estado. Encerrando o painel, o docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), Leonardo Calvetti, tratou dos sistemas de radares meteorológicos, suas aplicações e dos avanços tecnológicos recentes no Rio Grande do Sul. 

No período da tarde, o segundo painel discutiu avaliação de danos, capacitação e estratégias de mitigação. O meteorologista da UFSM, Murilo Machado Lopes, apresentou a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Avaliação de Danos, voltada a ampliar o conhecimento da sociedade sobre fenômenos meteorológicos severos por meio de capacitação e da definição de procedimentos para o registro desses eventos. 

A programação contou também com a participação do tenente-coronel Carvalho, que representou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Luciano Boeira. Ao falar sobre o passado, o presente e projetar o futuro da Defesa Civil, fez reflexões sobre a evolução das políticas públicas e os desafios na área. 

O evento, realizado pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática e pela Sict, contou com a parceria da UFSM e da Ufpel, além do apoio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha e da Defesa Civil. 

Texto: Ascom SictEdição: Secom





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Touro premiado no circuito de rodeios é apreendido em operação contra o PCC


Foto: Polícia Civil SP

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado e ao tráfico internacional de drogas supostamente comandado pelo PCC. A ação ocorreu em oito cidades paulistas e resultou na apreensão de veículos, dinheiro, cavalos, bois e no bloqueio de R$ 10 milhões em bens e contas bancárias dos investigados.

Entre os animais apreendidos está o touro “Império”, terceiro colocado no ranking da Confederação Nacional de Rodeio (CNAR) em julho de 2025. O animal chamou atenção por ser conhecido no circuito de rodeios do país.

Segundo as investigações conduzidas pelo Departamento de Polícia Judiciária de Campinas (Deinter-2) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), empresas dos setores de transporte e rodeio eram utilizadas para movimentar recursos de origem ilícita por meio de sócios “laranjas”, dando aparência de legalidade ao dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

Os investigadores identificaram ligações de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, com as empresas investigadas. Conforme a polícia, ele ostentava nas redes sociais um patrimônio milionário incompatível com a renda declarada.

O filho dele, Mateus Magrini, também é alvo da operação. De acordo com a investigação, ele teria movimentado dinheiro ilícito por meio de uma empresa do ramo musical. Mateus já havia sido alvo da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, ao lado do MC Ryan, apontado como ex-enteado de “Diabo Loiro”.

As investigações apontam movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pelos suspeitos. Um dos alvos da operação já havia sido preso preventivamente no ano passado em uma apuração do Gaeco de Campinas sobre um suposto plano de uma facção criminosa para assassinar um promotor de Justiça.

O nome “Operação Caronte” faz referência ao personagem da mitologia grega responsável por conduzir as almas ao submundo de Hades.

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Exportações de carne de frango batem recorde em abril e se aproximam de US$ 1 bilhão


Carne de frango
Foto: Ari Dias/AEN

As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram ritmo positivo em abril e registraram o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 486,5 mil toneladas da proteína, considerando produtos in natura e processados.

O resultado representa alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando os embarques somaram 475,9 mil toneladas.

A receita gerada pelas exportações alcançou US$ 940,5 milhões em abril, avanço de 3,8% na comparação anual. No mesmo mês do ano passado, o faturamento havia sido de US$ 906,1 milhões.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, os embarques brasileiros de carne de frango chegaram a 1,943 milhão de toneladas, crescimento de 4,3% frente ao mesmo período do ano passado.

Em receita, o setor acumulou US$ 3,704 bilhões entre janeiro e abril, alta de 6,1% na comparação com os primeiros quatro meses de 2025.

China lidera compras; México e União Europeia ampliam demanda

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em abril, com 52,2 mil toneladas embarcadas, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Na sequência aparecem Japão, com 42,3 mil toneladas exportadas, alta de 13,1%; Arábia Saudita, com 35,8 mil toneladas (+5,2%); e União Europeia, com 33 mil toneladas, avanço de 23,1%.

O México chamou atenção pelo forte crescimento das compras, com aumento de 50,2% nos embarques, totalizando 27,1 mil toneladas no mês.

Já alguns mercados registraram retração, como Emirados Árabes Unidos (-52,7%), Filipinas (-10,7%) e Coreia do Sul (-10,2%).

Setor cita cenário internacional dinâmico

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho das exportações reflete a expansão da presença brasileira em mercados estratégicos da Ásia, Europa e América Latina.

De acordo com Santin, apesar das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o setor conseguiu manter o abastecimento aos países da região e preservar o fluxo internacional das exportações brasileiras.

O executivo destacou ainda que os resultados do primeiro quadrimestre reforçam a competitividade da avicultura brasileira, sustentada pela eficiência produtiva, capacidade de abastecimento e segurança sanitária.

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Safra 2026/27 de laranja deve cair quase 13% no cinturão citrícola de SP e MG


Laranja
Foto: Jaelson Lucas/AEN

A safra de laranja 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro/Sudoeste de Minas Gerais deve somar 255,2 milhões de caixas de 40,8 quilos.

A estimativa foi divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e aponta queda de 12,9% em relação ao ciclo anterior, quando a produção alcançou 292,94 milhões de caixas. O volume também fica 14,7% abaixo da média registrada nos últimos dez anos na principal região produtora de laranja para suco do mundo.

Segundo o levantamento, a redução da safra está ligada à bienalidade dos pomares, ao menor número de frutos por árvore e ao aumento da queda prematura de laranjas. Esses fatores acabaram superando os ganhos obtidos com o maior peso médio dos frutos e com a ampliação do número de árvores produtivas.

Clima definiu perfil da safra

De acordo com a Pesquisa de Estimativa de Safra (PES), o clima teve impacto direto sobre as floradas e o desenvolvimento dos frutos ao longo do ciclo.

A estiagem registrada em maio de 2025 provocou estresse hídrico nas plantas. Nas regiões com maior presença de irrigação, o manejo ajudou a estimular a primeira florada, embora as temperaturas acima da média em setembro tenham prejudicado parte do pegamento dos frutos.

Já nas áreas menos irrigadas, a combinação entre calor e baixo volume de chuvas entre julho e setembro limitou a primeira florada. Com a volta das chuvas a partir de outubro, a segunda florada ganhou força e passou a predominar na safra.

Mesmo assim, as temperaturas elevadas em dezembro também afetaram parte desses frutos. As chuvas mais regulares entre dezembro e março ajudaram a reduzir as perdas e sustentaram o desenvolvimento das laranjas.

“O cenário afetou não apenas o potencial produtivo, mas também a uniformidade e a qualidade da safra, exigindo maior atenção no manejo”, afirmou o gestor da PES, Guilherme Rodriguez.

Greening segue como desafio

O diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, afirmou que a nova estimativa reforça o cenário de maior pressão sobre a citricultura.

“Esta é uma safra impactada pela variabilidade climática e pela maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos”, disse.

Segundo o último levantamento do Fundecitrus, realizado em setembro de 2025, o greening atingiu 47,6% das laranjeiras do parque citrícola.

Além da doença, o setor também enfrenta pressão da leprose, previsão de El Niño no segundo semestre de 2026 e tendência de colheita mais tardia.

Frutos maiores e menor produtividade

Com menos frutos por árvore, a tendência é de laranjas maiores nesta safra. A projeção indica peso médio de 160 gramas por fruto no momento da colheita, acima do registrado no ciclo anterior.

Mesmo assim, a produtividade média deve cair para 697 caixas por hectare, retração de 13,8% frente à safra passada.

O levantamento também estima taxa de queda prematura de frutos em 23,7% e perda total de frutos em 31,3%. Segundo o Fundecitrus, os números também refletem mudanças na metodologia de medição, que passou a considerar dados de derriça durante a colheita.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Preços dos alimentos sobem 1,6% em abril, diz FAO


Índice de preços dos alimentos da FAO sobe 1,6% em abril

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) subiu pelo terceiro mês consecutivo em abril. O indicador alcançou 130,7 pontos, com alta de 1,6% em relação ao nível revisado de março e avanço de 2,0% na comparação anual, informou a entidade nesta sexta-feira (8).

O movimento foi sustentado principalmente pela valorização dos óleos vegetais e dos cereais.

No grupo dos cereais, o subíndice avançou 0,8% sobre março. Segundo a FAO, o trigo subiu 0,8%, diante de preocupações com a seca em partes dos Estados Unidos e da Austrália, além da expectativa de menor plantio em 2026 por causa dos custos elevados de fertilizantes. O milho teve alta de 0,7%, apoiado por oferta sazonal mais ajustada, clima adverso no Brasil e demanda firme para etanol. O arroz avançou 1,9%, enquanto o sorgo recuou 4,0%.

Nos óleos vegetais, a alta foi de 5,9% no mês, com o índice atingindo o maior nível desde julho de 2022. De acordo com o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, o encarecimento do petróleo elevou a demanda por biocombustíveis e pressionou as cotações de palma, soja, girassol e colza. No óleo de palma, os preços subiram pelo quinto mês seguido, com perspectiva de menor produção no Sudeste Asiático.

O subíndice de carnes aumentou 1,2% em abril e renovou recorde histórico, com ganho de 6,4% em 12 meses. A carne bovina foi influenciada por preços mais altos no Brasil, em meio à oferta limitada de animais prontos para abate e ao processo de recomposição do rebanho.

A carne suína também subiu, com apoio da demanda sazonal na União Europeia. Em sentido oposto, os laticínios caíram 1,1%, refletindo oferta abundante de leite na Europa e na Oceania. O açúcar recuou 4,7% no mês e 21,2% em um ano, com perspectiva de maior oferta global, melhora de safra na China e na Tailândia e início da colheita no Brasil.

Para o quadro global de oferta, a FAO elevou sua projeção para a produção mundial de cereais em 2025 para 3,04 bilhões de toneladas, alta de 6,0% sobre o ano anterior. Para 2026, porém, a estimativa da safra mundial de trigo foi reduzida para 817 milhões de toneladas, cerca de 2% abaixo do ano passado, em um cenário de incerteza com insumos e energia.

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Rio Grande do Sul é escolhido para lançamento mundial de tecnologia eólica com participação do governo do Estado


Porto Alegre sediou nesta quarta-feira o lançamento mundial do aerogerador Nordex Delta 4000 – N175/7.0MW, um dos modelos mais avançados da tecnologia eólica onshore disponíveis atualmente no mercado global. O evento foi promovido pelo Sindienergia-RS, em parceria com a Nordex Energy Brasil, com apoio da Invest RS e do Governo do Rio Grande do Sul.

A agenda reuniu lideranças institucionais, executivos e especialistas do setor energético, além de representantes do governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Também participaram representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), entre eles o diretor de Energia, Rodrigo Rende, além de integrantes da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict).

A escolha do Rio Grande do Sul para sediar o lançamento reforça o posicionamento estratégico do Estado no cenário nacional da energia renovável e evidencia o potencial gaúcho para atração de investimentos ligados à inovação, infraestrutura e geração de energia limpa.

Com capacidade de 7.0 MW, o novo aerogerador foi desenvolvido para ampliar a eficiência e a competitividade de projetos eólicos, contribuindo para a expansão de uma matriz energética mais sustentável e diversificada.

A presidente do Sindienergia-RS, Daniela Cardeal, destacou que o lançamento aproxima o setor produtivo gaúcho das tecnologias mais avançadas do mercado internacional. “Temos trabalhado para fortalecer o debate sobre diversificação da matriz energética e descarbonização. Receber o lançamento do Nordex Delta 4000 no Rio Grande do Sul conecta o nosso ambiente de negócios às principais tendências globais do setor”, afirmou.

O vice-presidente para a América Latina da Nordex, Federico Bianchi, explicou que a escolha pelo Rio Grande do Sul levou em consideração o potencial competitivo do Estado. “Os ventos do Rio Grande do Sul são extremamente competitivos em comparação aos padrões globais. Somado à capacidade de interconexão e às oportunidades de novos investimentos, o Estado se apresenta como um ambiente muito atrativo para expansão do setor”, avaliou.

Para o presidente da Invest RS, Rafael Prikladnicki, o setor energético é atualmente um dos principais diferenciais competitivos do Estado. “O Rio Grande do Sul lidera a agenda nacional de transição energética e vem fortalecendo conexões com investidores para consolidar essa posição estratégica”, afirmou.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Leandro Evaldt, o lançamento simboliza o avanço do Estado na construção de um ambiente favorável a investimentos de longo prazo. “Estamos consolidando um ambiente seguro, competitivo e preparado para receber grandes investimentos. O avanço de tecnologias como esta transforma potencial natural em desenvolvimento econômico, geração de empregos qualificados e fortalecimento da cadeia produtiva gaúcha”, destacou.

Além do novo aerogerador, o evento também apresentou soluções em torres híbridas de aço e concreto, ampliando possibilidades operacionais para projetos eólicos no Brasil.

Texto: Ascom Sedec e Ascom Sindienergia-RS Edição: Secom





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Preço dos ovos sobe até 10% no início de maio com reação da demanda


Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.
Exportações de ovos crescem 39,7% em setembro e acumulam mais de 34 mil toneladas no ano, diz ABPA. Foto: Pixabay.

O mercado brasileiro de ovos começou maio em recuperação, com aumento gradual das vendas e avanço nas cotações da proteína em diversas regiões do país. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do produto chegou a 10% nos últimos dias entre as praças acompanhadas pelo órgão.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, os descontos praticados no fim de abril ajudaram a reduzir os estoques, favorecendo a retomada dos preços neste começo de mês.

Além disso, a demanda apresentou melhora impulsionada pelo maior poder de compra da população no período de recebimento de salários, movimento considerado típico no início de cada mês.

Outro fator que tem sustentado a alta dos preços é a preparação das redes atacadistas e varejistas para o Dia das Mães, uma das datas de maior movimentação no comércio brasileiro.

Com a combinação entre estoques mais ajustados e aumento da procura, produtores passaram a ter maior margem para negociar os ovos a preços mais elevados, segundo o Cepea.

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