quinta-feira, julho 2, 2026

Autor: Redação

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‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista


Seguro rural
Pedro Loyola, coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro

O seguro rural ainda não acompanha o tamanho do agronegócio brasileiro. O tema foi discutido no videocast Radar Rural, do Canal Rural, que recebeu o coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

Segundo ele, apesar de mais de duas décadas de operação, o instrumento segue com baixa cobertura e não se consolidou como principal ferramenta de gestão de risco no país.

Cobertura ainda limitada

Atualmente, apenas cerca de 3% a 4% da área agrícola está segurada. “É muito pouco para o tamanho do país e pela importância econômica que a agricultura tem”, afirmou Loyola durante o programa.

O especialista destacou que o crédito rural ainda lidera como principal política agrícola. “O crédito rural continua sendo o carro-chefe da política brasileira. O seguro ainda é um jovem, não amadureceu”, disse.

Em anos recentes, o alcance do seguro chegou a níveis mais altos, mas houve recuo. A avaliação é de que o país ainda não internalizou a importância do instrumento, mesmo com o aumento dos eventos climáticos extremos.

Falta de prioridade trava avanço

Para Loyola, a evolução do seguro rural depende diretamente de decisões de política pública. “Isso depende muito da gestão que está à frente do governo. É um tema de Estado, mas precisa de vontade política”, afirmou.

Ele avalia que a falta de previsibilidade orçamentária e a volatilidade na execução dos recursos dificultam o avanço do modelo no Brasil.

Além disso, o especialista aponta que, sem o seguro, o custo para o sistema acaba sendo maior. “A gente gasta bilhões em renegociação de dívida, sendo que o mecanismo de seguro funciona muito bem”, disse.

Seguro reduz impacto das perdas

O seguro rural atua como mitigador de risco, principalmente em momentos de quebra de safra. Nos últimos anos, as indenizações pagas ajudaram a reduzir a necessidade de renegociação de dívidas.

“Só para ter uma ideia, já foram mais de R$ 30 bilhões em indenizações pagas aos agricultores”, afirmou Loyola.

Segundo ele, o objetivo do seguro não é eliminar perdas, mas garantir condições para que o produtor continue na atividade. “Ele não resolve todos os problemas, mas ajuda o produtor a passar pela fase ruim”, explicou.

Comparação internacional

Loyola também citou exemplos de outros países, onde o seguro rural tem papel central na política agrícola. Na avaliação dele, o Brasil ainda está atrás nesse processo.

“Países que tiveram êxito focaram na política de seguro. Aqui, a gente ainda está muito alavancado no financiamento”, disse.

Ele destacou que, em mercados mais desenvolvidos, há maior previsibilidade de recursos e participação mais ativa do Estado, o que contribui para ampliar a cobertura.

Caminhos para avançar

Entre as propostas, o especialista defende maior integração entre crédito e seguro, além de incentivos para estimular a contratação.

“Sabendo que os problemas climáticos estão mais frequentes, o financiamento deveria vir acompanhado de seguro, ainda que com incentivo”, afirmou.

Outra frente é a criação de mecanismos para dar estabilidade ao sistema em momentos de perdas mais severas, o que pode atrair mais seguradoras e ampliar a oferta.

Para Loyola, sem mudanças estruturais, o país tende a manter o modelo atual. “Sem seguro, a gente continua no ciclo da renegociação de dívida”, concluiu.

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Onde o trabalho é a mais pura oração de mãe


Dia das Mães
Foto: Pixabay

“Mãos que não conheciam as letras, mas escreveram destinos com o suor do rosto.
Do balcão à lavoura, o amor se traduz no cansaço de quem não desiste do pão.
Homenagear uma mãe é honrar a luta sagrada pela vida e a nobreza de quem planta,
em cada filho, a semente da honestidade e o valor do chão.”

Neste Dia das Mães, minha memória não me leva a um jardim, mas sim para trás de um balcão de loja. Ali, vi minha mãe transformar o trabalho em um gesto sagrado de amor.

Vindos do Líbano, meus pais chegaram a esta terra sem saber ler nem escrever. Mas não se enganem: eles dominavam a linguagem mais difícil que existe, a do esforço e da dignidade.

Enquanto meu pai desbravava caminhos como mascate em sua bicicleta, minha mãe era âncora. Entre o balcão e o fogão, ela criou seis filhos sob o olhar atento de quem sabia que o exemplo educa mais que as palavras.

Hoje, peço permissão para homenagear minha mãe em nome de todas as mães do Brasil, especialmente as mulheres que lutam no campo.

Peço licença para falar dessas mulheres de mãos calejadas, seja pelo sol da lavoura ou pela lida incansável do comércio. Elas são feitas do mesmo barro: o da sobrevivência.

Não há diferença entre a mãe que planta a semente na terra e a que planta valores no balcão. Ambas buscam, no fundo da alma, a energia para garantir que nada falte aos seus filhos.

Mãe é esse ser que vive em estado de alerta, cuja maior preocupação é a subsistência honrada de sua família. É uma doação que não espera aplausos, apenas dignidade.

Dona Lamia Badi Daoud foi a prova de que a sabedoria mora no caráter, não nos diplomas. Ela não escreveu livros, mas gravou a ferro e fogo a honestidade em nossos corações.

Rendo minha homenagem a todas as mães em nome desta libanesa que nos deu o norte quando o horizonte parecia incerto. Sua vida nos ensinou que o amor é uma decisão diária de lutar por quem amamos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Visitação a unidades de conservação federais bate recorde em 2025, aponta ICMBio


Visitação a unidades de conservação federais bate recorde em 2025, aponta ICMBio

As 175 unidades de conservação federais abertas à visitação registraram 28,5 milhões de visitas em 2025, o maior volume da série histórica iniciada em 2000, os dados foram divulgados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O levantamento indica que a atividade turística nesses locais movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas, gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e sustentou 332,5 mil postos de trabalho.

Segundo o estudo do ICMBio, os parques nacionais concentraram a maior parte do fluxo, com 13,6 milhões de visitas, ante 12,5 milhões em 2024. O órgão atribui o avanço à melhora no monitoramento da visitação, aos investimentos em infraestrutura e serviços, à incorporação de novas áreas ao sistema e à maior procura por ambientes naturais no período pós-pandemia.

O levantamento utilizou o modelo internacional Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Banco Mundial.

De acordo com o estudo, cada R$ 1 investido no ICMBio gerou R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Ao todo, a visitação nas unidades de conservação resultou em quase R$ 3 bilhões em impostos.

Destinos mais visitados

Entre os destinos mais visitados, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, liderou com mais de 4,9 milhões de visitantes.

Na sequência aparecem o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 2,2 milhões, e o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, com 1,3 milhão.

Fora da categoria de parques nacionais, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, somou 9,05 milhões de visitas.

Potencial econômico

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os dados reforçam o potencial econômico das áreas protegidas. Já o presidente do ICMBio, Mauro Pires, disse que os números mostram o papel estratégico do turismo de natureza para o desenvolvimento regional.

O ICMBio informou que o aumento da visitação também amplia desafios de gestão, como equilibrar uso público e conservação ambiental, ampliar infraestrutura e reforçar o monitoramento dos impactos sobre os ecossistemas. Segundo o órgão, esse ponto tende a ganhar mais relevância à medida que o fluxo de visitantes continua em expansão.

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Exportações da China avançam 14,1% em abril e superam previsões do mercado


Exportações da China avançam 14,1% em abril e superam previsões do mercado

As exportações da China cresceram 14,1% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China neste sábado (9).

O resultado acelerou em relação à alta de 2,5% registrada em março e ficou acima da previsão de 8,0% de economistas consultados pelo Wall Street Journal. No mesmo período, as importações subiram 25,3%.

Além do avanço anual, as exportações chinesas cresceram 2,5% na comparação com março. O desempenho indica retomada do ritmo externo após a desaceleração observada no mês anterior.

Do lado das compras externas, as importações avançaram 25,3% em abril ante igual mês de 2025. Apesar de terem desacelerado frente à alta de 27,8% de março, também superaram a expectativa do mercado, que projetava crescimento de 16,0%.

Com isso, o superávit comercial da China somou US$ 84,82 bilhões em abril. O saldo ficou acima dos US$ 51,1 bilhões registrados em março, embora abaixo da projeção de US$ 92,3 bilhões.

Os números reforçam o peso do comércio exterior na sustentação da atividade econômica chinesa. Para mercados ligados a commodities agrícolas, minerais e energéticas, o dado é relevante porque a China é um dos principais compradores globais.

O avanço das importações, em especial, tende a ser acompanhado de perto por exportadores e analistas por sinalizar o ritmo da demanda do país.

Não há, nos dados divulgados até o momento, detalhamento setorial sobre quais produtos concentraram a alta das importações e exportações em abril. Sem esse recorte, não é possível medir com precisão o efeito imediato sobre cadeias específicas do agronegócio.

No curto prazo, os dados de abril devem servir como referência para a leitura da demanda chinesa e da evolução do comércio global. O detalhamento por produto e por parceiro comercial será importante para avaliar eventuais reflexos sobre fluxos de exportação do setor agropecuário.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produtividade da batata anima produtores gaúchos



Batata-doce ganha qualidade após chuvas no Estado



Foto: Pixabay

Os produtores de batata-doce na região de Uruguaiana estão satisfeitos com o desempenho das lavouras, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento aponta melhora na produtividade e na qualidade das raízes após a regularização das chuvas nas últimas semanas.

Na regional administrativa de Bagé, cerca de 25% dos 25 hectares cultivados já foram colhidos. A colheita começou em fevereiro nas áreas implantadas de forma escalonada, mas o início da safra foi marcado por produtividade reduzida e raízes menores em razão do forte estresse hídrico registrado anteriormente.

De acordo com o boletim, as chuvas abaixo da média em março também contribuíram para o atraso da colheita, que avançou em abril com melhores condições de umidade no solo. “As condições de umidade no solo estavam ideais, o que refletiu em produto de ótima qualidade no tamanho apreciado pelo mercado consumidor”, informa a Emater/RS-Ascar.

Os preços pagos pela batata-doce variam entre R$ 2,40 e R$ 3,00 por quilo, com abastecimento direcionado principalmente para supermercados e feiras locais. O relatório também aponta aumento na necessidade de capinas devido ao crescimento de plantas invasoras, favorecido pelas chuvas regulares e pelas temperaturas elevadas.

Já na cultura da batata, a regional de Passo Fundo destaca o desenvolvimento das lavouras em Ibiraiaras. Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura está em fase de floração e a expectativa de produtividade varia entre 25 e 30 toneladas por hectare. Os preços pagos aos produtores chegam a R$ 150,00 pela saca de 50 quilos da batata rosa e R$ 200,00 pela batata branca.





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Evento no RS busca impulsionar produtos com Indicação Geográfica em todo o país


Lançamento Connection 2026 - Evento produtos indicação geográfica
Foto: Anselmo Cunha/Rossi e Zorzanello

Com a proposta de valorizar produtos com Indicação Geográfica (IG), o Connection Terroirs do Brasil 2026 acontecerá entre 10 a 13 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Considerado a maior vitrine nacional dedicada aos produtos de origem, o evento busca valorizar territórios, impulsionar o turismo e conectar o Brasil por meio de sua diversidade cultural e produtiva.

Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae/RS, o evento, cujo tema desta edição é “feito com alma, a muitas mãos”, propõe uma imersão nos terroirs brasileiros, reunindo produtores, especialistas nacionais e internacionais, chefs e o público.

Os CEOs da Rossi & Zorzanello, Marta e Eduardo, abordaram em discursos durante o lançamento oficial do Connection o objetivo de deixar um legado, de ponta a ponta no país, no incentivo de boas práticas e de consumo de produtos de qualidade de origem brasileira.

“Nossa expectativa de público é de ultrapassarmos 120 mil pessoas. Estamos falando da cidade lotada. No mês e na semana dos namorados. Para celebrar o amor, a alma”, falou Zorzanello.

Ele também abordou as conexões internacionais que o Connection proporcionará aos participantes. Estarão presentes, por meio de painéis ao longo da programação do evento, personalidades do setor de produção da tequila do México e do artesanato peruano.

“Além da oportunidade de experiências internacionais, serão aproximadamente 50 compradores do Rio Grande do Sul e do Brasil em contato com os produtores de Indicação Geográfica. É o B2B mostrando que os negócios fazem parte do nosso evento”, ressaltou o CEO da Rossi & Zorzanello.

Representando o Sebrae/RS, o diretor técnico, Ariel Berti, também ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o fortalecimento dos pequenos negócios e das cadeias produtivas ligadas à origem. Além disso, reforçou o papel do evento na área da cultura e na preservação de tradições de origem e de identidade, não sendo só de um território.

“Nós temos, atualmente, 158 produtos com Indicação Geográfica, dos mais diferentes tipos no Brasil. Banana, cachaça, café, vinhos e espumantes da Serra gaúcha. Podemos achar que é bastante, mas eu digo para vocês, é muito pouco. No Rio Grande do Sul, são 16 e, nos próximos anos, queremos no mínimo duplicar, porque nós sabemos o potencial que o estado tem”, projetou Berti.

O Connection Terroirs do Brasil 2026 reunirá expositores de diversas regiões do país e contará com uma programação voltada à valorização de saberes, à promoção de produtos de origem e ao fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e cultural.

Serviço

O que: Connection Terroirs do Brasil 2026
Quando: 10 a 13 de junho de 2026
Onde: Gramado, Rio Grande do Sul
Mais informações e inscrições aqui

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AgroNewsPolítica & Agro

excesso de umidade preocupa produtores gaúchos



Silagem avança para reta final no Estado



Foto: Canva

A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul alcançou 89% da área cultivada e entra na fase final, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar. As áreas restantes correspondem principalmente a cultivos tardios de segunda safra, ainda em fases reprodutivas.

Segundo o levantamento, o avanço da colheita foi prejudicado pelas chuvas frequentes, que elevaram a umidade do solo e das plantas. Apesar disso, as lavouras remanescentes apresentam bom acúmulo de biomassa devido à disponibilidade hídrica ao longo do ciclo.

A Emater/RS-Ascar alerta, no entanto, que o excesso de umidade no momento da colheita pode afetar a qualidade do material ensilado. “O excesso de umidade no momento da colheita pode comprometer a compactação e a qualidade fermentativa do material ensilado”, informa o boletim.

As produtividades seguem próximas das estimativas iniciais, embora tenham sido registradas variações em algumas regiões em razão de déficits hídricos durante fases críticas do desenvolvimento e de casos pontuais de acamamento das plantas.

A estimativa atual indica área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.

Na regional administrativa de Ijuí, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas de segundo cultivo. O relatório aponta ocorrência localizada de acamamento provocado por chuvas acompanhadas de ventos fortes, o que afetou parcialmente o aproveitamento da massa para ensilagem.

Já na regional de Soledade, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. “As temperaturas elevadas para o período, associadas a bom teor de umidade do solo e a menor radiação solar, favoreceram o desenvolvimento das lavouras, promovendo acúmulo de biomassa, mas prolongando as fases fenológicas do ciclo”, destaca a Emater/RS-Ascar.





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AgroNewsPolítica & Agro

controle do falso-carvão exige planejamento


O falso-carvão do arroz, doença causada pelo fungo Ustilaginoidea virens, tem ampliado a preocupação entre produtores de arroz irrigado em regiões com histórico recorrente da doença. O problema afeta diretamente as espiguetas da planta durante as fases de florescimento e enchimento dos grãos, reduzindo a produtividade e comprometendo a qualidade industrial do cereal.

Segundo especialistas, a recorrência do falso-carvão está associada à permanência do fungo em restos culturais e no solo, favorecendo novas infecções entre as safras. Em áreas onde o manejo se repete ano após ano, a pressão de inóculo aumenta e eleva o risco de epidemias, especialmente em ambientes de alta umidade e com uso intenso de adubação nitrogenada.

A doença se caracteriza pela formação de massas esverdeadas, amareladas ou alaranjadas nos grãos, substituindo parcial ou totalmente o desenvolvimento normal da espigueta. Essas estruturas são resultado da colonização do fungo durante o florescimento da cultura.

“O falso-carvão deixou de ser uma curiosidade de lavoura para se tornar um problema real em diversas regiões produtororas de arroz irrigado”, aponta o material técnico. O documento destaca que práticas isoladas, como a aplicação exclusiva de fungicidas, tendem a apresentar eficiência limitada em áreas com histórico elevado da doença.

Entre os fatores que favorecem o avanço do problema estão o excesso de nitrogênio, principalmente em coberturas próximas ao florescimento, o uso contínuo de cultivares suscetíveis, lavouras muito adensadas e o manejo inadequado da irrigação, mantendo elevada umidade no ambiente das panículas.

O monitoramento constante das lavouras também é considerado fundamental. O período entre os estádios reprodutivos R2 e R4, correspondente à emissão das panículas e ao florescimento, é apontado como o mais crítico para observação dos primeiros sintomas e definição das estratégias de controle.

De acordo com o conteúdo técnico, o manejo integrado é a principal ferramenta para reduzir os impactos da doença. “Mudanças planejadas em cultivar, adubação, irrigação e manejo químico são fundamentais para reduzir a pressão da doença ao longo das safras”, ressalta o documento.

As recomendações incluem o uso de cultivares menos suscetíveis, manejo equilibrado da adubação nitrogenada, ajuste da irrigação para reduzir períodos prolongados de umidade nas panículas, manejo adequado da palha e rotação de culturas sempre que possível.

O uso racional de fungicidas também faz parte da estratégia de controle. A orientação é utilizar apenas produtos registrados para a cultura do arroz, respeitando rótulo, bula e receituário agronômico, além de alternar modos de ação para evitar o desenvolvimento de resistência do fungo.

O material alerta ainda para os impactos econômicos da doença. Além da redução no número de grãos cheios por panícula, o falso-carvão pode elevar a quantidade de impurezas nos lotes, causar desvalorização comercial e aumentar os custos de beneficiamento.

Em áreas com histórico, a soma de perdas pequenas, porém recorrentes, ao longo de várias safras, pode representar significativo prejuízo econômico.

A orientação final é que produtores mantenham registros das áreas afetadas e revisem anualmente as estratégias de manejo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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AgroNewsPolítica & Agro

como melhorar a uniformidade dos frutos na lavoura


O manejo do florescimento, da irrigação e da nutrição tem papel central na uniformidade da maturação do café, fator considerado decisivo para reduzir custos de colheita e melhorar a qualidade da bebida. A avaliação consta em análise técnica sobre o desenvolvimento do cafeeiro entre setembro de 2025 e junho de 2026, período considerado estratégico para a formação da próxima safra.

Segundo o material, a desuniformidade de maturação ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos cafeicultores. A presença de frutos verdes, cereja e passa ao mesmo tempo na mesma planta aumenta o número de passadas de colheita, dificulta a mecanização e compromete a padronização dos lotes comercializados.

O estudo aponta que o problema está ligado a diferentes fatores, como irregularidade das chuvas, estresse hídrico, desequilíbrio nutricional, falhas no controle fitossanitário e manejo inadequado da arquitetura das plantas. “Maturação uniforme começa meses antes, na forma como o produtor conduz o florescimento, o manejo de água, a adubação e a sanidade da lavoura. Não se corrige desuniformidade apenas na fase final de maturação”, destaca o texto.

A análise explica que o florescimento do cafeeiro depende principalmente da alternância entre um período de déficit hídrico moderado e a retomada da umidade no solo. Quando há alternância frequente entre seca e chuva, ocorre a emissão de várias floradas em momentos distintos, resultando em frutos em diferentes estágios de desenvolvimento.

Durante a fase de frutificação e enchimento dos grãos, o cafeeiro exige equilíbrio hídrico e nutricional para manter o desenvolvimento homogêneo. O documento ressalta que deficiência de nutrientes, falta de água ou ataques de pragas e doenças podem provocar queda de frutos, má formação e diferenças de maturação entre ramos e plantas.

Entre os nutrientes considerados fundamentais para uniformidade da lavoura estão nitrogênio, potássio, cálcio, magnésio, boro e zinco. O texto alerta, porém, que o excesso de nitrogênio em períodos próximos à indução floral pode estimular brotações desbalanceadas e ampliar a desuniformidade. “O objetivo é fornecer nutrientes na medida e no tempo certo, evitando picos de crescimento desbalanceado e carências em fases críticas”, informa a análise.

O manejo hídrico também aparece como um dos principais pontos de atenção. Em áreas irrigadas, a recomendação é utilizar o déficit hídrico controlado para sincronizar as floradas e, posteriormente, retomar a irrigação de forma contínua, evitando várias ondas de florescimento. “O objetivo é reduzir o número de grandes floradas e concentrar o volume principal em uma ou poucas emissões, facilitando a uniformidade de idade dos frutos”, aponta o documento.

Na fase de maturação, oscilações de água podem acelerar ou atrasar a mudança de cor dos frutos, afetando diretamente o teor de açúcares e a qualidade da bebida. O material destaca que a estabilidade hídrica é determinante para manter o desenvolvimento uniforme.

A sanidade da lavoura também influencia diretamente o processo. Doenças como ferrugem-do-cafeeiro e cercosporiose, além de pragas como bicho-mineiro e broca-do-café, reduzem a capacidade fotossintética da planta e prejudicam o enchimento dos frutos. Segundo o texto, áreas com ataques desuniformes tendem a apresentar diferenças significativas no ritmo de maturação.

Outro fator apontado é o excesso de carga produtiva. Plantas muito carregadas, sem equilíbrio nutricional e estrutural, costumam produzir frutos menores e com amadurecimento irregular. O documento recomenda podas de formação e renovação para melhorar a entrada de luz, ventilação e equilíbrio entre os ramos.

A análise orienta os produtores a registrar o comportamento das floradas, os problemas fitossanitários e os resultados da colheita para aperfeiçoar o manejo ao longo das safras. “Não existe uma receita única. A decisão depende da análise da lavoura em vários aspectos”, ressalta o texto.

O material também reforça que qualquer intervenção envolvendo fertilizantes, defensivos agrícolas ou reguladores vegetais deve seguir receituário agronômico, uso de equipamentos de proteção individual e legislação ambiental vigente. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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Agro + Verde recupera 3.300 hectares no oeste de Minas Gerais


Um total de 3.300 hectares foram recuperados pelo projeto Agro + Verde nas regiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A iniciativa é do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), em parceria com a Cargill, e incentiva as práticas de preservação ambiental. Os produtores assistidos recebem orientações técnicas e insumos para melhorar a qualidade das pastagens e restaurar áreas de APP’s e Reserva Legal em propriedades da pecuária de corte e de leite.

“O Agro + Verde consolida nossa visão estratégica de que a sustentabilidade e a produtividade são indissociáveis. Ao apoiarmos o produtor na resolução de passivos ambientais e na recuperação de pastagens, transformamos a realidade econômica da propriedade. Parcerias com empresas como a Cargill são fundamentais, pois o investimento na sustentabilidade do campo fortalece a potência do nosso agro e garante o alimento na mesa da sociedade”, ressaltou o gerente executivo do Inaes, Bruno Rocha.

O analista de projetos do Inaes, Alexandre Schroder, explica que 75 produtores da região foram contemplados nas duas fases do projeto, finalizado no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba no último mês. “Do total de 3.300 hectares recuperados, 2.200 são de pastagens que estavam degradadas e 1.100 de áreas de APP e Reserva Legal dentro das propriedades”, explicou.

O presidente do Sindicato Rural do Prata, Luiz Eduardo Brant de Carvalho Neto, destaca os impactos positivos do projeto no município. “Passamos por uma seca rigorosa que degradou nossas pastagens e muitos produtores não tinham condições de investir em suas áreas. Por isso, o projeto veio em ‘boa hora’ para melhorar a pastagem, dando mais lucratividade na atividade e preservando as áreas de APP e Reserva Legal”, afirmou.

O gerente regional do Sistema Faemg Senar, Ricardo Tuller, ressaltou que o projeto veio complementar várias ações, entre elas o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e as capacitações, como de produção de mudas e de recuperação de áreas e pastagens degradadas. “Esta parceria ofereceu suporte ao produtor rural na implementação das recomendações repassadas durante a nossa assistência técnica”, completou.

Benefícios aos produtores O Agro + Verde promoveu uma revolução na propriedade do pecuarista de corte Roni Caetano de Almeida, em Uberlândia. “Aqui não tinha pastagem e eu só tinha 15 animais”, relembra. Com o apoio do projeto, ele recuperou 6,5 hectares da área total de 7,13 ha, fez cercamento da mina d’água e realizou o plantio de 400 mudas na propriedade. “Recebi calcário, sementes e adubo, o projeto me ajudou muito e consegui dobrar o número de animais. Hoje está sobrando pasto aqui”, comemora.

No município de Monte Alegre de Minas, o projeto também trouxe melhorias para o pecuarista Jacques Geandro Benedetti. “O Agro + Verde proporcionou uma injeção de ânimo para reformarmos 100% da pastagem da propriedade, deixando com uma qualidade excepcional. Isso proporcionou um aumento na capacidade de lotação. Hoje estamos trabalhando com seis Unidades Animais (UA) por hectare e pretendemos chegar a 10 UA/ha, índice bem acima da média brasileira”, destacou.  





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