excesso de umidade preocupa produtores gaúchos
Silagem avança para reta final no Estado
Agrolink
– Seane Lennon

Foto: Canva
A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul alcançou 89% da área cultivada e entra na fase final, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar. As áreas restantes correspondem principalmente a cultivos tardios de segunda safra, ainda em fases reprodutivas.
Segundo o levantamento, o avanço da colheita foi prejudicado pelas chuvas frequentes, que elevaram a umidade do solo e das plantas. Apesar disso, as lavouras remanescentes apresentam bom acúmulo de biomassa devido à disponibilidade hídrica ao longo do ciclo.
A Emater/RS-Ascar alerta, no entanto, que o excesso de umidade no momento da colheita pode afetar a qualidade do material ensilado. “O excesso de umidade no momento da colheita pode comprometer a compactação e a qualidade fermentativa do material ensilado”, informa o boletim.
As produtividades seguem próximas das estimativas iniciais, embora tenham sido registradas variações em algumas regiões em razão de déficits hídricos durante fases críticas do desenvolvimento e de casos pontuais de acamamento das plantas.
A estimativa atual indica área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.
Na regional administrativa de Ijuí, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas de segundo cultivo. O relatório aponta ocorrência localizada de acamamento provocado por chuvas acompanhadas de ventos fortes, o que afetou parcialmente o aproveitamento da massa para ensilagem.
Já na regional de Soledade, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. “As temperaturas elevadas para o período, associadas a bom teor de umidade do solo e a menor radiação solar, favoreceram o desenvolvimento das lavouras, promovendo acúmulo de biomassa, mas prolongando as fases fenológicas do ciclo”, destaca a Emater/RS-Ascar.

