Óleos vegetais oscilam com recuo do petróleo
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira
Agrolink
– Leonardo Gottems

Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira – Foto: Abiove
O mercado de óleos vegetais atravessou a semana encerrada em 26 de junho sob influência direta das oscilações do petróleo e de fatores ligados à demanda por biocombustíveis. Segundo a StoneX, as perdas acumuladas pelo petróleo refletiram os avanços nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de julho do óleo de soja terminou a sexta-feira, dia 26, cotado a 71,30 centavos de dólar por libra-peso. O valor representou recuperação de cerca de 2,31% em relação à perda observada na semana anterior, quando o mercado reagiu à assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã.
O contrato com vencimento em dezembro também avançou e chegou a 67,09 centavos de dólar por libra-peso. Com esse movimento, a diferença entre as posições de julho e dezembro aumentou para mais de 4,20 centavos de dólar por libra-peso, indicando maior valorização do contrato mais próximo.
No mercado de óleo de palma, o desempenho semanal foi negativo. O contrato de setembro negociado na bolsa da Malásia acumulou queda de 0,5% e encerrou a sexta-feira a US$ 1.118,25 por tonelada. Já na sessão de segunda-feira, dia 29, o mesmo vencimento apresentava alta de 0,46%, cotado a US$ 1.128,91 por tonelada.
A recuperação foi sustentada pelos dados de exportação da Malásia em junho e pela proximidade da implementação do B50 na Indonésia, prevista para 1º de julho. Apesar da pressão provocada pelo recuo do petróleo, esses fatores mantiveram perspectivas favoráveis para a demanda por óleos vegetais, ao lado do suporte associado aos RINs.

