quinta-feira, julho 2, 2026
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Frente fria coloca região do país em alerta para chuva forte e derruba temperaturas


tempestade chuva forte
Foto: Pixabay

A atuação de uma frente fria semiestacionária, associada a um cavado em médios níveis da atmosfera e aos jatos de baixos níveis, mantém o tempo instável no Sul do Brasil nesta quinta-feira (2).

A previsão indica chuva forte, temporais, ventos intensos e queda acentuada das temperaturas, enquanto grande parte do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste segue sob influência do tempo seco e da baixa umidade do ar.

Sul

O maior volume de chuva deve se concentrar sobre a metade norte do Rio Grande do Sul, o litoral norte gaúcho, os Vales, a Costa Doce, a Região Metropolitana de Porto Alegre e grande parte de Santa Catarina. Nessas áreas, a chuva ocorre desde a manhã, podendo ser moderada a forte, acompanhada por trovoadas e temporais.

Ao longo da tarde, as instabilidades continuam sobre o norte gaúcho, praticamente todo o estado catarinense e avançam para o extremo sul e sudoeste do Paraná. A faixa norte do Rio Grande do Sul permanece em situação de perigo para elevados acumulados de chuva, enquanto na região central do estado, incluindo Santa Maria, a precipitação tende a ocorrer de forma mais moderada.

Na retaguarda da frente fria, uma nova massa de ar polar avança sobre o Rio Grande do Sul e provoca queda significativa das temperaturas, com as mínimas podendo ser registradas durante a noite em algumas localidades.

Os ventos também ganham força, com rajadas entre 40 e 50 km/h em grande parte da Região Sul e picos de até 70 km/h entre o litoral gaúcho e o sul de Santa Catarina.

Além disso, a formação de um ciclone extratropical em alto-mar deixa o mar mais agitado no litoral do Rio Grande do Sul e do sul catarinense, aumentando o risco de ressaca entre a tarde e a noite.

Sudeste

O predomínio continua sendo de tempo firme, com sol entre poucas nuvens e pouca chuva.

Apenas o litoral do Espírito Santo e áreas do leste e nordeste de Minas Gerais podem registrar chuva fraca e passageira devido à circulação de umidade marítima. No fim da tarde e durante a noite, o avanço da frente fria aumenta a nebulosidade no sul e litoral sul de São Paulo, onde não está descartada chuva fraca e isolada.

As madrugadas permanecem amenas, especialmente nas áreas serranas, enquanto as tardes seguem mais quentes.

A baixa umidade do ar continua preocupando o Triângulo Mineiro e o norte paulista, onde os índices podem ficar abaixo de 30%.

Centro-Oeste mantém tempo seco

O tempo firme continua predominando em praticamente todo o Centro-Oeste. A combinação entre poucas nuvens e temperaturas elevadas favorece uma queda acentuada da umidade relativa do ar, principalmente na metade leste de Mato Grosso, em Goiás e no norte e leste de Mato Grosso do Sul. Entre o oeste goiano e o leste mato-grossense, a umidade pode ficar abaixo de 20%.

No sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, a chegada da massa de ar polar reduz as temperaturas e aumenta a nebulosidade. Há possibilidade de chuva fraca e isolada nessas áreas ao longo do dia.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no oeste e sul de Mato Grosso do Sul, sudoeste de Mato Grosso, Distrito Federal e em áreas do norte e leste de Goiás.

Nordeste

A circulação marítima mantém a umidade elevada na faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e o sul da Bahia.

A chuva pode ocorrer de forma moderada entre o litoral norte baiano e a região de Ilhéus. Já entre o litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, além de Sergipe e do extremo norte da costa baiana, há previsão de chuva forte.

No litoral do Maranhão também há possibilidade de chuva, enquanto o noroeste do estado pode registrar precipitações mais intensas.

No interior nordestino, o cenário continua sendo de tempo seco, sol e baixa umidade do ar. Os menores índices devem ser registrados no centro-oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí, Ceará e oeste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, com valores inferiores a 20% no noroeste baiano e extremo sul do Maranhão e do Piauí.

Os ventos sopram entre 40 e 50 km/h em grande parte da região, podendo atingir até 70 km/h no litoral leste do Rio Grande do Norte. O mar permanece agitado em boa parte da costa leste.

Norte

O calor, a elevada umidade e a atuação da Zona de Convergência Intertropical continuam favorecendo pancadas de chuva em grande parte da Região Norte.

Os maiores volumes são esperados para o Amazonas, Roraima, Amapá, oeste do Acre e áreas do norte e litoral do Pará, onde as chuvas podem ser fortes e acompanhadas por trovoadas. Há risco de temporais no extremo oeste do Amazonas e do Acre, oeste de Roraima e litoral e norte do Amapá.

Nas demais áreas do Acre e no sudeste amazonense, a chuva ocorre de forma mais fraca.

Já Rondônia, Tocantins e boa parte do Pará seguem com predomínio de tempo seco. A baixa umidade do ar preocupa principalmente o Tocantins e o sul paraense, onde os índices podem ficar abaixo de 20%, especialmente no interior tocantinense e nas áreas próximas às divisas com Maranhão, Piauí e Bahia.

As rajadas de vento variam entre 40 e 50 km/h no Tocantins, Amapá e litoral do Pará.

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