quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Embrapa participa da São Paulo Innovation Week com programação técnica e vitrine de tecnologias


Embrapa participa da São Paulo Innovation Week com programação técnica e vitrine de tecnologias

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participará da primeira edição da São Paulo Innovation Week, entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), no Mercado Livre Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. A estatal será parceira institucional do evento, integrará a programação técnica da trilha de agronegócios e manterá um estande para apresentar tecnologias voltadas à inovação no campo.

Segundo a Embrapa, a trilha de agronegócios abordará temas como agricultura digital, bioenergia, cooperativismo, sustentabilidade, segurança alimentar, comunicação do agro e inovação. No primeiro dia, a presidente da empresa, Silvia Massruhá, participará do painel “O ecossistema que está reinventando o agro tropical”. O debate também contará com Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, e Alexandre Stephan, da SP Ventures.

Ainda na terça-feira (13), o pesquisador e chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Embrapa, Daniel Trento, será palestrante no painel “Do solo ao token: Como o digital está impactando o agro”. A proposta é detalhar como a empresa vem atuando com startups e iniciativas de inovação aberta.

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No estande, a Embrapa apresentará soluções ligadas à agricultura digital e à gestão de risco. Entre elas estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o portal AgroAPI, o sistema de monitoramento agrometeorológico Agritempo e a plataforma de rastreabilidade Embrapa Trace, que está em fase final de validação. Também serão exibidos bioinsumos, como o Hydratus, indicado como mitigador de estresse hídrico.

Outro destaque será o Radar Agtech Brasil, levantamento anual sobre o ecossistema de inovação do agro. De acordo com a empresa, a edição para América Latina e Caribe será lançada em junho. A Rede de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), parceria público-privada da qual a Embrapa faz parte, também estará no espaço com demonstrações em realidade virtual.

Fonte: embrapa.br

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Focus mantém projeção de déficit primário do setor público em 0,50% do PIB para 2026


Focus mantém projeção de déficit primário do setor público em 0,50% do PIB para 2026

A mediana das estimativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central (BC), divulgado nesta segunda-feira (11), manteve em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) a projeção para o déficit primário do setor público consolidado em 2026. O percentual está nesse nível há 12 semanas consecutivas. Para 2027, a estimativa seguiu em déficit de 0,40% do PIB pela sétima semana seguida.

Os números do Focus tratam do setor público consolidado, que reúne Governo Central, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras. Já a meta fiscal do governo vale apenas para o Governo Central. Em 2026, a meta oficial é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos. Para 2027, o objetivo é superávit de 0,50% do PIB, com a mesma margem.

Essa diferença de abrangência ajuda a explicar por que as projeções de mercado costumam apontar resultado mais fraco do que o alvo oficial. Além disso, há despesas que não entram no cálculo da meta, como pagamento de precatórios e alguns gastos da área de defesa.

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No resultado nominal, que inclui o pagamento de juros da dívida, a mediana para 2026 permaneceu em déficit de 8,50% do PIB pela oitava semana consecutiva. Para 2027, a projeção seguiu em 8,00% do PIB. Já a dívida líquida do setor público (DLSP) foi mantida em 69,90% do PIB para 2026 e passou de 73,43% para 73,48% do PIB em 2027.

No setor externo, o Focus reduziu a estimativa de déficit em transações correntes de 2026 de US$ 61,20 bilhões para US$ 60,50 bilhões. Para 2027, a projeção continuou em US$ 62,00 bilhões. A mediana para os Investimentos Diretos no País (IDP) ficou em US$ 75,00 bilhões em 2026 e subiu de US$ 77,58 bilhões para US$ 77,80 bilhões em 2027. O superávit comercial foi mantido em US$ 75,00 bilhões nos dois anos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Palestra sobre Reforma Tributária é destaque na Parecis SuperAgro


A reforma tributária e seus impactos diretos na atividade rural foram tema de palestra promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), conduzida pelo analista tributário da entidade, José Cristovão Martins. A apresentação integrou a programação da 17ª Parecis SuperAgro, realizada nesta quinta-feira (16), em Campo Novo do Parecis, e abordou a carga tributária prevista no novo modelo de tributação sobre o consumo, além dos regimes diferenciados aplicáveis ao agronegócio.

José Cristovão vão orientou os produtores rurais sobre as mudanças já em andamento e destacou medidas práticas que precisam ser adotadas para evitar prejuízos financeiros durante o período de transição. Isso porque, o novo modelo exigirá adaptação imediata em processos fiscais, negociais e administrativos.

O analista destacou que a reforma deverá alterar a carga tributária, aumentar obrigações acessórias e mudar a forma como o produtor precisará conduzir suas negociações. Entre os pontos citados estão os impactos sobre contratos de arrendamento, custos de aquisição de bens de capital e a necessidade de reavaliar o fluxo de caixa diante do novo sistema.

“O custo do arrendamento vai sofrer impacto e ter mudança com a reforma tributária. A despesa de caixa do produtor rural vai ser afetado também”, alertou.

O analista da Famato ressaltou ainda que o produtor terá de se adaptar ao modelo de não cumulatividade, baseado no sistema de débitos e créditos. Nesse formato, o imposto pago na compra de insumos poderá gerar crédito para abatimento na venda, o que exigirá maior controle e formalização das operações.

“Tudo aquilo que o produtor comprar com carga tributária, o tributo pago na compra se torna um crédito para ele utilizar na redução dos tributos na venda. É um sistema diferente do que acontecia antes”, pontuou.

Outro alerta feito pelo analista foi sobre o fim do modelo de diferimento atualmente conhecido pelo produtor rural, em que a responsabilidade tributária recai sobre o elo seguinte da cadeia produtiva, o que pode afetar diretamente o planejamento financeiro das propriedades.

Além das mudanças previstas para os próximos anos, José Cristóvão destacou que parte das exigências já começou a valer em 2026, especialmente na emissão de documentos fiscais. Ele explicou que produtores já precisam preencher notas fiscais destacando os novos tributos Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), ainda que em alíquotas reduzidas.

A penalidade pode representar pagamento direto de tributo que poderia ser evitado, caso a emissão da nota seja feita corretamente. José Cristóvão informou que atualmente existe um ato normativo suspendendo essa cobrança como forma de teste, mas que a medida deve ser revogada após a regulamentação definitiva.

A formalização será determinante para que o produtor consiga utilizar créditos tributários no novo sistema. “Todas as compras vão ter que ser feitas com nota. Senão, você não tem crédito para abater as saídas. E se não tem crédito, há o risco de prejuízo financeiro”, aponta José.

O analista também explicou que produtores rurais podem buscar orientação técnica sobre as novas regras tributárias por meio dos sindicatos rurais, que atuam como ponte entre o produtor e o Sistema Famato. “O Sindicato Rural do município é o conector com a Famato. Ele leva a necessidade ao sindicato que e já conecta ele conosco”, afirmou.

17ª Parecis SuperAgro

A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio do Sistema Famato/Senar MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul, Sicredi e da Aprosoja MT, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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Desembolso do Plano Safra 2025/26 soma R$ 281,6 bilhões até abril


Desembolso do Plano Safra 2025/26 soma R$ 281,6 bilhões até abril

O Plano Safra 2025/26 desembolsou R$ 281,616 bilhões em financiamentos de 1º de julho até o fim de abril, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), do Banco Central. O valor corresponde a 69,4% dos R$ 405,9 bilhões ofertados no crédito oficial, sem considerar as Cédulas de Produto Rural (CPRs). Na comparação com igual período da safra 2024/25, houve recuo de 10%.

Apesar da queda no valor liberado, o número de operações cresceu. Foram firmados 1,966 milhão de contratos até abril, alta de 5% sobre os 1,872 milhão registrados um ano antes. Com isso, o valor médio por contrato ficou em R$ 143,228 mil, redução de 14,3% na mesma base de comparação.

Por modalidade, o custeio somou R$ 151,979 bilhões, baixa de 11,7%, em 631.977 contratos. As linhas de investimento alcançaram R$ 70,813 bilhões, queda de 17%, em 1,323 milhão de operações. Na comercialização, o volume caiu 22%, para R$ 28,661 bilhões. Já a industrialização atingiu R$ 30,163 bilhões, alta de 63%.

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Nos programas oficiais, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) respondeu por 1,649 milhão de contratos e R$ 56,135 bilhões, avanço de 3,5%. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) somou R$ 52,185 bilhões em 169.532 operações, alta de 3%. Entre grandes produtores, os desembolsos recuaram 16,6%, para R$ 173,297 bilhões.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o desempenho reflete juros elevados, maior exigência de garantias, endividamento mais alto no setor e aumento de exigências operacionais para contratação. Nesse ambiente, cresce o uso de fontes privadas, como as CPRs. Levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostra que, na agricultura empresarial, os desembolsos com CPRs direcionadas somaram R$ 183,137 bilhões de julho a março.

Fonte: Estadão Conteúdo

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SP inicia atualização obrigatória de rebanhos; veja riscos do descumprimento


Foto: Governo de São Paulo/Divulgação.
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação.

O Estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (11) a campanha de atualização de rebanhos do primeiro semestre. Além da declaração obrigatória, a partir deste ano, produtores de bovinos e bubalinos passam a contribuir para o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), com cobrança de R$ 1,076 por animal declarado.

A atualização deve ser feita até 14 de junho no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) ou presencialmente em unidades da Defesa Agropecuária.

Declaração obrigatória

A obrigatoriedade da atualização cadastral começou após a retirada da vacinação contra a febre aftosa em 2023. Os produtores devem informar os dados dos rebanhos existentes nas propriedades rurais.

Além de bovinos e bubalinos, a declaração inclui equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, animais aquáticos, colmeias de abelhas e bichos-da-seda.

A ausência da declaração pode provocar bloqueio da movimentação animal, impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e gerar sanções administrativas.

“A declaração é uma das ferramentas que o Estado tem de acompanhar e de se manter atualizado sobre os animais de peculiar interesse, além de fornecer à Defesa informações como a evolução geral dos rebanhos, incluindo os grupos de animais que nasceram ou morreram no intervalo de uma campanha a outra”, afirma Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e diretor da Defesa Agropecuária.

Fundo para indenização sanitária

O Fundesa-PEC passa a funcionar como mecanismo de indenização em casos de febre aftosa no Estado. Segundo a Defesa Agropecuária, o fundo será abastecido pelas contribuições feitas pelos produtores durante as campanhas semestrais de atualização cadastral.

“Hoje, somos um estado livre de Febre Aftosa sem vacinação. Fazemos todo um trabalho para manter esse status, mas estamos sujeitos a uma eventual reintrodução da doença. Sabemos que a Febre Aftosa pode levar à eliminação do rebanho, e o fundo foi criado justamente para garantir que o produtor não fique no prejuízo”, diz Barrochelo.

Em caso de confirmação da doença, a Defesa Agropecuária poderá realizar abate sanitário para conter a disseminação do vírus. Nessa situação, o fundo será utilizado para indenizar os produtores.

“Antes da eliminação do rebanho, é feita uma avaliação do valor dos animais. Como o fundo já possui recursos destinados exclusivamente para essa finalidade, o produtor é ressarcido pelo valor avaliado do rebanho”, explica o diretor.

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Exportações de carne suína somam 140 mil toneladas em abril, informa ABPA


Exportações de carne suína somam 140 mil toneladas em abril, informa ABPA

As exportações brasileiras de carne suína in natura e processada totalizaram 140 mil toneladas em abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 8,3% em relação às 129,2 mil toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025. Em receita, os embarques somaram US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% sobre os US$ 301,5 milhões de um ano antes.

Entre os principais destinos no mês, as Filipinas permaneceram na liderança, com 35,9 mil toneladas, aumento de 20,6% na comparação anual. Na sequência, aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas e crescimento de 131,9%; China, com 11,8 mil toneladas, queda de 21,6%; Chile, com 11,1 mil toneladas, alta de 22,8%; e Hong Kong, com 8 mil toneladas, recuo de 34,3%.

Também figuram entre os principais compradores Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+44,6%), Argentina, com 5,3 mil toneladas (-8,7%), Cingapura, com 5,1 mil toneladas (-24,3%), Uruguai, com 4,6 mil toneladas (+12,7%) e México, com 4,4 mil toneladas (-40,3%).

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Os dados indicam avanço concentrado em parte relevante dos mercados asiáticos, com ampliação de volume em destinos de maior valor agregado. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, “o fluxo internacional da proteína brasileira segue aquecido, especialmente nos mercados asiáticos”. Em nota, ele destacou ainda “um avanço importante em destinos de maior valor agregado, como o Japão, além da ampliação das Filipinas como principal mercado para o setor brasileiro”.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações alcançaram 532,2 mil toneladas, crescimento de 14,2% frente às 466 mil toneladas registradas entre janeiro e abril de 2025. A receita no período chegou a US$ 1,244 bilhão, alta de 14,1% sobre US$ 1,090 bilhão no mesmo intervalo do ano passado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Lula sanciona lei que fixa porcentuais mínimos de cacau em chocolates


Lula sanciona lei que fixa porcentuais mínimos de cacau em chocolates

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a lei 15.404/2026, que estabelece porcentuais mínimos obrigatórios de cacau em produtos comercializados como chocolate no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (11) e entrará em vigor 360 dias após a publicação. O texto também obriga a informação do porcentual total de cacau nos rótulos de produtos nacionais e importados.

A norma havia sido aprovada pelo Senado Federal em terça-feira (15 de abril). Pela nova regra, a legislação passa a diferenciar tecnicamente massa, pasta ou licor de cacau, manteiga de cacau e sólidos totais de cacau, que incluem manteiga de cacau, massa de cacau e cacau em pó.

Entre os parâmetros definidos, o chocolate em pó deverá ter no mínimo 32% de sólidos totais de cacau. No chocolate ao leite, o mínimo será de 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados. Para o chocolate branco, a exigência será de 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite.

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No caso da categoria “chocolate”, o mínimo será de 35% de sólidos totais de cacau, sendo ao menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos isentos de gordura, com limite de 5% para outras gorduras vegetais autorizadas. Para “chocolate doce”, o porcentual mínimo será de 25% de sólidos totais de cacau. A lei não cria distinção específica entre chocolate amargo e meio amargo.

Os critérios técnicos para indicação do porcentual de cacau ainda serão detalhados em ato do Poder Executivo, dentro dos limites definidos na lei. A ausência dessa regulamentação complementar pode influenciar a forma de adaptação da indústria e da rotulagem no período de transição.

Fonte: Estadão Conteúdo

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IIF registra entrada de US$ 58,3 bilhões para emergentes em abril


IIF registra entrada de US$ 58,3 bilhões para emergentes em abril

Os fluxos de capital para mercados emergentes voltaram ao campo positivo em abril, segundo relatório divulgado pelo Instituto de Finanças Internacional (IIF, na sigla em inglês) nesta segunda-feira (11). As entradas líquidas de portfólio somaram US$ 58,3 bilhões no mês, após uma saída de US$ 66,2 bilhões em março. O movimento foi puxado principalmente pela renda fixa, em um ambiente de menor aversão inicial ao risco.

De acordo com o IIF, os mercados de dívida concentraram US$ 51,9 bilhões das entradas de abril. Já os fluxos para ações ficaram positivos em US$ 6,4 bilhões, depois da liquidação observada no mês anterior. Para o instituto, esse comportamento indica que o choque de março não evoluiu para uma interrupção generalizada do financiamento aos emergentes.

O relatório atribui a recuperação à redução do pânico geopolítico inicial e à reabertura do mercado primário. Também destaca que o interesse dos investidores seguiu mais concentrado em renda fixa, sustentado pelo diferencial de juros, pela retomada das janelas de emissão e pela avaliação de fundamentos externos mais sólidos em parte das economias emergentes.

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Na América Latina, as entradas chegaram a US$ 17,5 bilhões em abril. Desse total, US$ 13,3 bilhões foram direcionados para dívida e US$ 4,3 bilhões para ações. No acumulado de 2026, a região recebeu US$ 60,7 bilhões, acima dos US$ 17,5 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O IIF também apontou retomada das emissões. As operações soberanas subiram de US$ 3,1 bilhões em março para US$ 24,7 bilhões em abril. As emissões corporativas avançaram para US$ 37 bilhões. O instituto citou operações relevantes de países como Brasil, Polônia e Sérvia.

Esse quadro tende a aliviar, no curto prazo, as condições de captação para governos e empresas de países emergentes. Ainda assim, o IIF ressalta que o cenário permanece sensível a inflação, preços de energia, liquidez global e à política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).

Segundo o instituto, a melhora de abril deve ser tratada como uma fase inicial de alívio, e não como sinal definitivo de normalização. A continuidade dos fluxos dependerá da manutenção das emissões e da resposta dos mercados ao ambiente internacional de juros e liquidez.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Associação de pescadores de Mocajuba faz primeira entrega ao PAA no Pará


Associação de pescadores de Mocajuba faz primeira entrega ao PAA no Pará

A Associação dos Pescadores São José do Icatu Quilombolas (APSJIQ), de Mocajuba, no Pará, realizou nesta sexta-feira (8) a primeira entrega de alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A ação é coordenada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e prevê a destinação de quase 15 toneladas de produtos hortifrutigranjeiros in natura a famílias em situação de extrema pobreza atendidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.

Nesta etapa inicial, foram entregues 1,5 tonelada de alimentos, entre limão, banana, mamão, abóbora, raiz de mandioca e pimenta. Segundo a Conab, a proposta tem aporte de cerca de R$ 100 mil e deve beneficiar aproximadamente 860 pessoas com algum grau de insegurança alimentar.

A APSJIQ reúne 10 agricultores familiares enquadrados como Povos e Comunidades Tradicionais. A entidade é formada por agricultores familiares, pescadores e quilombolas. De acordo com a Conab, esta é a primeira participação da associação no PAA, o que amplia o acesso de grupos tradicionais a uma política pública voltada à compra direta de alimentos da agricultura familiar, com dispensa de licitação.

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A superintendente regional da Conab no Pará, Rosanna Vallinoto, acompanhou a entrega. Segundo ela, o trabalho de mobilização começou antes da formalização da proposta. “Estivemos há pouco mais de um ano neste município para divulgar e incentivar as organizações a participarem do PAA. Em 2025, tivemos êxito com a apresentação da proposta da APSJIQ e estamos muito felizes em participar desta primeira entrega de produtos”, afirmou.

Pelo desenho da operação, a Conab compra os alimentos da produção local e articula a distribuição com a gestão municipal e a rede socioassistencial. Na prática, isso conecta a produção de pequena escala à demanda local por abastecimento, com geração de renda para os produtores e atendimento a famílias cadastradas pelo CRAS.

Fonte: gov.br

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Banco Central detalha novo modelo de crédito imobiliário lançado no fim de 2025


Banco Central detalha novo modelo de crédito imobiliário lançado no fim de 2025

O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central (BC), Gilneu Vivan, afirmou nesta segunda-feira (11) que o novo modelo de financiamento do crédito imobiliário, lançado no fim de 2025, deve ampliar e estabilizar a oferta dessa modalidade. A declaração foi feita em live da autoridade monetária. Segundo ele, a mudança torna mais claro o volume de recursos disponível para o setor e reduz oscilações observadas no passado recente.

O modelo foi lançado pelo governo em outubro de 2025 e prevê aumento gradual do porcentual do saldo da poupança destinado ao crédito imobiliário. Atualmente, esse patamar é de 65%. Pela nova estrutura, o valor passa a corresponder a 100% do saldo, embora a captação dos recursos ocorra a mercado.

Pelas novas regras, as instituições financeiras passam a operar com um “excedente de financiamento”. Na prática, a cada R$ 1 concedido em crédito imobiliário, poderão aplicar R$ 1 da poupança no mercado. Como os juros de mercado são superiores à remuneração da poupança, a diferença entre esses custos pode ser usada para reduzir o custo final das operações.

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De acordo com Vivan, as simulações realizadas pelo Banco Central indicam que o modelo tende a produzir juros estáveis ou menores do que os observados atualmente. Ele também afirmou que as taxas devem se tornar mais previsíveis, acompanhando a trajetória dos juros básicos sem movimentos abruptos.

“As taxas vão acompanhar o mercado: se a Selic subir muito, a taxa sobe; se a Selic cair, a taxa vai cair também”, disse o diretor. Segundo ele, a expectativa é evitar “saltos” na precificação do crédito e dar maior previsibilidade ao volume ofertado.

Vivan afirmou ainda que os juros devem variar de forma inversa à renda, com diferença de até 0,4 ponto porcentual ao mês entre perfis de tomadores. O objetivo, segundo o diretor, é permitir taxas relativamente menores para famílias com menor renda.

O Banco Central informou que as simulações apontam maior estabilidade na oferta e nas taxas do crédito imobiliário sob o novo modelo. Não foram divulgados, até o momento, números consolidados sobre volume adicional de recursos ou data de implementação plena da transição.

Fonte: Estadão Conteúdo

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