Banco Central detalha novo modelo de crédito imobiliário lançado no fim de 2025

O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central (BC), Gilneu Vivan, afirmou nesta segunda-feira (11) que o novo modelo de financiamento do crédito imobiliário, lançado no fim de 2025, deve ampliar e estabilizar a oferta dessa modalidade. A declaração foi feita em live da autoridade monetária. Segundo ele, a mudança torna mais claro o volume de recursos disponível para o setor e reduz oscilações observadas no passado recente.
O modelo foi lançado pelo governo em outubro de 2025 e prevê aumento gradual do porcentual do saldo da poupança destinado ao crédito imobiliário. Atualmente, esse patamar é de 65%. Pela nova estrutura, o valor passa a corresponder a 100% do saldo, embora a captação dos recursos ocorra a mercado.
Pelas novas regras, as instituições financeiras passam a operar com um “excedente de financiamento”. Na prática, a cada R$ 1 concedido em crédito imobiliário, poderão aplicar R$ 1 da poupança no mercado. Como os juros de mercado são superiores à remuneração da poupança, a diferença entre esses custos pode ser usada para reduzir o custo final das operações.
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De acordo com Vivan, as simulações realizadas pelo Banco Central indicam que o modelo tende a produzir juros estáveis ou menores do que os observados atualmente. Ele também afirmou que as taxas devem se tornar mais previsíveis, acompanhando a trajetória dos juros básicos sem movimentos abruptos.
“As taxas vão acompanhar o mercado: se a Selic subir muito, a taxa sobe; se a Selic cair, a taxa vai cair também”, disse o diretor. Segundo ele, a expectativa é evitar “saltos” na precificação do crédito e dar maior previsibilidade ao volume ofertado.
Vivan afirmou ainda que os juros devem variar de forma inversa à renda, com diferença de até 0,4 ponto porcentual ao mês entre perfis de tomadores. O objetivo, segundo o diretor, é permitir taxas relativamente menores para famílias com menor renda.
O Banco Central informou que as simulações apontam maior estabilidade na oferta e nas taxas do crédito imobiliário sob o novo modelo. Não foram divulgados, até o momento, números consolidados sobre volume adicional de recursos ou data de implementação plena da transição.
Fonte: Estadão Conteúdo
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