quarta-feira, julho 1, 2026

Autor: Redação

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Brasil sofre com juros enquanto Wall Street renova recordes


juros e dólar
Foto: Pixabay

No morning call desta terça-feira (12), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo acima de US$ 104 por barril pressiona juros globais e reacende temores inflacionários após deterioração das negociações entre EUA e Irã.

Wall Street renovou máximas, mas o Ibovespa caiu mais de 1% com abertura da curva doméstica. O real segue resiliente abaixo de R$ 4,90.

Hoje, atenção ao CPI dos EUA e ao IPCA de abril no Brasil.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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AgroNewsPolítica & Agro

El Niño pode impactar a soja no Brasil?


O possível retorno do El Niño começa a ganhar peso no mercado da soja em maio, segundo informações da Grão Direto. O fenômeno pode aumentar as chuvas no Sul do Brasil e manter irregularidade hídrica no Centro-Oeste, em um momento em que produtores ainda finalizam a colheita e já planejam os próximos ciclos.

El Niño entra no radar da soja

O clima voltou ao centro das atenções no mercado da soja. De acordo com informações da Grão Direto, sinais de retorno do El Niño começam a aparecer neste mês de maio, exigindo atenção redobrada de produtores, tradings e investidores.

No Sul do Brasil, a tendência é de aumento das chuvas nas próximas semanas. O cenário pode afetar produtores que ainda estão finalizando a colheita ou organizando a safra de inverno, especialmente em áreas mais sensíveis ao excesso de umidade.

Chuvas no Sul podem atrasar operações no campo

A intensificação das chuvas no Sul tende a impactar diretamente o ritmo das atividades agrícolas. Produtores que ainda não concluíram a colheita precisam monitorar janelas de tempo firme para evitar perdas operacionais e dificuldades logísticas. Além da colheita, o planejamento da safra de inverno também pode ser afetado. Solos encharcados dificultam a entrada de máquinas, atrasam o plantio e podem comprometer o calendário agrícola em algumas regiões.

Centro-Oeste segue sob atenção por calor e chuva irregular

Enquanto o Sul deve enfrentar maior volume de chuva, o Centro-Oeste continua no radar por causa da irregularidade das precipitações e do calor acima da média. Esse cenário pode afetar a umidade do solo para os ciclos seguintes. A condição é relevante porque o Centro-Oeste concentra parte expressiva da produção nacional de soja e depende de regularidade climática para manter o potencial produtivo das próximas safras.

Apesar do foco crescente no El Niño, outros fatores seguem influenciando os preços. O contrato de soja spot em Chicago, com vencimento em maio de 2026, encerrou a semana cotado a US$ 11,94 por bushel, com leve alta de 0,59%. O contrato março de 2027 também avançou, com valorização de 0,42%. No Brasil, o índice FOB Santos, indicador exclusivo da Grainsights, teve alta de 0,10% na semana, encerrando cotado a R$ 132,82 por saca.

A Grão Direto aponta que o movimento foi sustentado inicialmente pela força do complexo energético, especialmente o petróleo, e pela alta demanda das indústrias de esmagamento nos Estados Unidos. No Brasil, os prêmios de exportação seguiram firmes diante da demanda externa, ajudando a compensar a pressão da ampla oferta sul-americana.

Nos Estados Unidos, o clima também influencia as cotações. O avanço acelerado do plantio e as previsões de tempo favorável no Corn Belt passaram a funcionar como um teto para novas altas. Com esse cenário, o mercado começou a precificar uma oferta global confortável. Sinais vindos da China sobre uma possível redução gradual nas importações de soja também trouxeram cautela aos investidores e limitaram ganhos mais expressivos no encerramento da semana.

A expectativa agora se volta ao relatório mensal de oferta e demanda do USDA, o WASDE, previsto para terça-feira, 12 de maio. De acordo com a Grão Direto, o mercado projeta que o órgão norte-americano possa elevar as estimativas de produção para o Brasil e apresentar projeções mais robustas para a safra 2026/27 dos Estados Unidos.

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China, prevista para começar na quinta-feira, 14 de maio, também deve ser acompanhada de perto. A Grão Direto informa que há expectativa de novos acordos de compra de soja norte-americana pelos chineses, o que poderia alterar o fluxo global da commodity e dar novo suporte aos preços na CBOT.

Impacto para o produtor

Para o produtor brasileiro, o retorno do El Niño reforça a necessidade de atenção ao planejamento operacional. No Sul, o excesso de chuva pode interferir na colheita e na implantação da safra de inverno. No Centro-Oeste, calor e precipitações irregulares mantêm a preocupação com a umidade do solo. Com clima, geopolítica e oferta global no radar, o mercado da soja deve seguir volátil. A sustentação dos preços ainda depende do comportamento da demanda externa, do avanço das lavouras nos Estados Unidos e da intensidade dos efeitos climáticos nas principais regiões produtoras.





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News

Novo guia da Embrapa traz práticas de manejo para melhorar a saúde de caprinos


caprinos na Paraíba
Foto: Maíra Vergne

Facilitar o manejo e controlar enfermidades que podem colocar em risco a saúde de caprinos leiteiros, a produtividade de rebanhos e a qualidade dos produtos. Esse é o objetivo do novo “Guia para elaboração de plano de biosseguridade no controle e prevenção de doenças infecciosas de caprinos leiteiros no Nordeste”, da Embrapa.

A elaboração do documento é resultado de uma trajetória de anos de pesquisa em doenças infecciosas na Embrapa e também uma demanda de criadores de caprinos leiteiros que foi enfatizada durante atividades de campo do Projeto Dom Hélder Câmara (PDHC), entre 2019 e 2023, na região da divisa entre os estados da Paraíba e Pernambuco.

Segundo o pesquisador da área de Sanidade Animal da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) Selmo Alves, a interação com os produtores mostrou alguns aspectos que podem ser melhorados com orientações específicas de manejo e implementadas por meio de planos, em conjunto entre criadores, extensionistas e agentes públicos.

“Nós verificamos a necessidade de uma orientação para biosseguridade, envolvendo questões como quarentena e outros cuidados na entrada e trocas de animais nos rebanhos, para que tudo seja feito com melhor critério sanitário”, ressalta Alves, um dos autores do Guia.

“Vimos uma ânsia de informações muito grande, por parte de técnicos e de produtores, sobre como ter um rebanho mais saudável, aumentando produção e qualidade”, acrescenta Rizaldo Pinheiro, também pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos e outro autor da publicação.

De vacina a resíduos da produção

No Guia, estão recomendações de protocolos para quarentena e monitoramento de animais, vacinação, higienização de instalações, fornecimento de alimentação e o manejo adequado de animais enfermos e de resíduos da produção.

A publicação traz também um anexo com um check-list que permite aos usuários verificar como está o cumprimento de orientações de manejo sanitário nas propriedades, ajudando a verificar aspectos para melhoria que podem prevenir enfermidades como a Agalaxia Contagiosa, Artrite Encefalite Caprina, Clamidiose, Paratuberculose e Toxoplasmose.

A ideia da publicação com informações acessíveis ao público entusiasma produtores rurais como Geneci Lemos, de Coxixola, na região do Cariri Paraibano. “É excelente, algo essencial para fazermos um controle e acompanhar o rebanho”, ressalta.

O criador, que há anos é parceiro da Embrapa em projetos de pesquisa e transferência de tecnologia, destaca que a troca de informações sobre biosseguridade para seu rebanho já trouxe autonomia e melhorias na rotina da atividade.

“Com o aprendizado dos cursos, dos dias de campo, hoje eu sei coletar fezes de uma cabra para fazer OPG (exame de contagem de ovos de larvas em fezes de animais que permite mensurar grau de infecção por verminose), dou remédios se for preciso, essas atividades mais básicas. Com essas informações, já consigo evitar vários prejuízo”, frisa Geneci.

Para o médico-veterinário Flávio Mergulhão, que integrou as ações da Embrapa no Cariri Paraibano como bolsista do PDHC e hoje atua na região pelo projeto InovaCapri, o Guia traz a vantagem de ser referência para um roteiro de procedimentos sanitários que podem ser monitorados por técnicos, consultores e produtores rurais.

“Um monitoramento analítico identificaria pontos estruturais da propriedade e falhas no manejo que auxiliam na disseminação das adversidades sanitárias. Dessa forma, é possível direcionar ações preventivas e de tratamento das enfermidades”, diz Mergulhão.

Evitar prejuízos

Além do potencial de promover bem-estar aos rebanhos, a elaboração do Guia também tem como objetivo evitar que caprinocultores tenham prejuízos com impactos de doenças na qualidade do leite e, consequentemente, perdas de mercados consumidores.

Alves ressalta que a contaminação de doenças infecciosas pode tornar o leite inadequado para o processamento e para que seja comercializado para mercados do Brasil e do exterior.

“Se houver oportunidade de um mercado aberto para o leite caprino brasileiro, a primeira providência que outro país adota é analisar, em concordância com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que tipos de doenças podem contaminar os rebanhos locais. Essa questão de mercado é muito delicada”, frisa o pesquisador.

Saúde Única e prevenção de zoonoses

caprinos se alimentando no cocho
Foto: Adilson Nóbrega

A preocupação em disseminar boas práticas de manejo para controle e prevenção de doenças na caprinocultura leiteira também contempla uma apreensão mais abrangente, relacionada à estratégia de Saúde Única. Algumas enfermidades que acometem os animais são zoonoses, capazes, portanto, de infectar pessoas e trazer riscos à saúde humana.

“Não podemos estudar uma doença de forma estanque, só em uma espécie. No período das pesquisas no PDHC, vimos relatos de que vários produtores rurais tiveram problema com a toxoplasmose, com problemas neurológicos, oculares e até relacionados a abortos. É uma doença problemática e hoje disseminada em todo o Nordeste”, alerta Pinheiro.

Um exemplo dessa abordagem integrada voltada para a saúde única aconteceu durante a execução das ações do PDHC, quando a prevalência elevada de toxoplasmose em rebanhos da região chamou a atenção da equipe do projeto, que convidou secretários de saúde dos municípios para uma reunião, em 2021, que discutiu os riscos do contágio para a saúde humana.

“Dessa forma, os secretários puderam correlacionar a doença com alguns casos clínicos em humanos, como problemas de visão e crianças infectadas por agentes teratogênicos (que atuam durante a gravidez e podem ocasionar problemas como malformações ou até mesmo mortes de bebês). A toxoplasmose pode ser transmitida via caprinos leiteiros, por meio do consumo de leite cru ou da carne sem tratamento satisfatório”, detalha Mergulhão.

Para Pinheiro, essa estratégia de foco em saúde única também é uma vantagem do caráter participativo que faz parte das orientações para a construção dos planos de biosseguridade. Ao reunir produtores, técnicos e profissionais de forma multidisciplinar em sua elaboração, essas ações podem identificar problemas e soluções de forma mais abrangente e completa.

“Muitas vezes um médico vai para o campo, fica centrado na ocorrência de doenças humanas e algumas zoonoses podem ser negligenciadas. A partir de um alerta sobre a prevalência do problema, isso pode facilitar diagnóstico, tratamento e tempo de resposta”, diz.

Aplicação e rotinas de manejo

Animais jovens separados
Foto: Rizaldo Pinheiro

Ao disponibilizar orientações a respeito do manejo sanitário, a ideia do Guia é trazer a agricultores, extensionistas e gestores públicos informações que sirvam como referência para a saúde animal e a saúde pública.

Uma das ferramentas presentes na publicação é um formulário de diagnóstico para que as propriedades rurais possam monitorar o cumprimento de normas sanitárias.

Segundo Alves, o formulário atende a um contexto da caprinocultura leiteira, atividade predominantemente composta por agricultores familiares, que necessita de informação sobre cuidados com aspectos como movimentação de animais que podem exigir medidas de isolamento e quarentena.

“Na propriedade pode acontecer compras de animais, trocas, participações em feiras e exposições em que é preciso prevenir as possibilidades de disseminação de doenças. E é importante que o técnico ou o produtor tenha um olhar para qualquer mudança de comportamento no rebanho: um animal que não chega na instalação, que fica isolado, já é possibilidade de estar com algum sintoma”, exemplifica Alves.

O questionário presente no formulário permite que o usuário possa observar:

  • Questões relacionadas às instalações e equipamentos;
  • Condições de alimentos e água;
  • Protocolos para entrada de pessoas e veículos na propriedade; e
  • Descarte de resíduos de produção.

“Acredito que esse Guia vai auxiliar muito técnicos e produtores na obtenção de produtos melhores, além de maior produção e satisfação, impactando diretamente o bem-estar do animal e das famílias”, observa Pinheiro.

Além de Alves e Pinheiro, o Guia também conta com a coautoria de Alice Andrioli (pesquisadora da Embrapa Caprinos e Ovinos) e das zootecnistas Zenaide Olímpio e Ana Milena Lima, que atuaram como bolsistas no PDHC.

Faça o download do Guia aqui.

Principais recomendações para biosseguridade

A atenção para controle e prevenção de doenças infecciosas requer atenção para as frentes da biosseguridade externa (controle prévio para evitar introdução de agentes causadores de doenças na propriedade) e interna (controle dos fatores dentro da propriedade rural). As principais medidas recomendadas no Guia são:

1) Biosseguridade externa

  • Quarentena e monitoramento: período de isolamento para animais recém-adquiridos, com monitoramento da saúde para detecção precoce de enfermidades;
  • Controle de entrada de animais e de materiais genéticos: exames clínicos, diagnósticos de enfermidades e desinfecção;
  • Cercas externas: para limitar o acesso de animais domésticos de vizinhos e animais selvagens, que podem ser portadores de doenças;
  • Controle de visitantes: medidas rigorosas para visitantes e técnicos, como o
    uso de vestimentas e calçados adequados;
  • Limpeza de veículos e equipamentos: devem ser devidamente limpos e desinfetados antes de entrar na propriedade, para evitar a disseminação de patógenos;
  • Pedilúvios (recipientes que contêm solução para desinfetar os cascos dos
    animais): Instalação de pedilúvios na entrada da propriedade para a desinfecção de calçados e pneus.

2) Biosseguridade Interna

  • Separação por categoria: manter animais separados por faixa etária ou categoria produtiva para reduzir o risco de transmissão de doenças entre grupos;
  • Isolamento de animais doentes: isolar rapidamente animais com sintomas, tratando-os em áreas separadas para evitar que a doença se espalhe pelo restante do rebanho;
  • Manejo sanitário: cumprir rigorosamente os planos de vacinação e de vermifugação, orientados por médicos-veterinários;
  • Higiene de alimentos: fornecer água potável limpa e alimentação balanceada, armazenando rações em bombonas plásticas fechadas para evitar contaminação por roedores e insetos;
  • Controle de pragas: implementar o controle integrado de roedores, insetos e outras pragas dentro das instalações;
  • Destino adequado de resíduos: descartar restos de placenta, fetos abortados e animais mortos, utilizando locais apropriados como composteiras ou áreas de descarte que sigam normas sanitárias;
  • Uso de esterqueiras: armazenar o esterco em local isolado e adequado para garantir sua decomposição controlada e evitar a contaminação ambiental;
  • Limpeza das instalações: manter um cronograma de limpeza e desinfecção de comedouros, bebedouros e equipamentos de ordenha.

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AgroNewsPolítica & Agro

Lei define percentual mínimo de cacau e rotulagem dos chocolates


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.404, que estabelece definições e regras para produtos derivados de cacau e chocolates comercializados no Brasil. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11) e determina critérios para composição, rotulagem e identificação de produtos nacionais e importados.

A nova legislação define as características técnicas de itens derivados do cacau, como nibs, massa, pasta ou liquor de cacau, manteiga de cacau, cacau em pó, cacau solúvel, chocolate em pó e chocolate.

Pela norma, os nibs de cacau passam a ser definidos como os cotilédones limpos da amêndoa de cacau. Já a massa, pasta ou liquor de cacau corresponde ao produto obtido a partir da transformação das amêndoas limpas e descascadas. A manteiga de cacau é caracterizada como a fração lipídica extraída da massa de cacau.

A legislação também estabelece critérios para o cacau em pó, que deverá ser produzido a partir da pulverização da massa sólida resultante da prensagem da massa de cacau, contendo pelo menos 10% de manteiga de cacau em relação à matéria seca e no máximo 9% de umidade.

O texto ainda define que o cacau solúvel será o produto obtido a partir do cacau em pó acrescido de ingredientes que favoreçam sua dissolução em líquidos. Já o chocolate em pó deverá conter no mínimo 32% de sólidos totais de cacau.

Para que um produto seja classificado como chocolate, a lei determina a presença mínima de 35% de sólidos totais de cacau, sendo ao menos 18% de manteiga de cacau e 14% de sólidos isentos de gordura. O uso de outras gorduras vegetais autorizadas ficará limitado a 5% do total do produto.

A norma também estabelece definições específicas para chocolate ao leite, chocolate branco, achocolatado, bombom de chocolate, chocolate recheado e chocolate doce.

Outro ponto previsto pela legislação é a obrigatoriedade da informação sobre o percentual total de cacau nos rótulos dos produtos contemplados pela norma.

Os produtos que não atenderem às definições estabelecidas deverão utilizar denominação específica de venda e não poderão apresentar imagens, expressões, cores ou elementos gráficos que possam induzir o consumidor ao erro quanto à natureza do produto, especialmente em relação à identificação como chocolate. A nova lei entrará em vigor em 360 dias após a publicação oficial.





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AgroNewsPolítica & Agro

preços do leite e algodão sobem; banana e suínos caem



Leite e algodão sobem em abril em SP; banana e suínos têm quedas de preço



Foto: Pixabay

Relatório do Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, elaborado com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, aponta valorização nos preços do leite e do algodão pagos ao produtor paulista, enquanto banana e suínos registraram retração no mercado.

No setor de lácteos, a menor oferta de leite em função da sazonalidade e a disputa entre laticínios pela compra de matéria-prima contribuíram para a alta superior a 10% nos preços em março. Apesar da recuperação, os valores ainda permanecem 13,3% abaixo da média registrada no mesmo período de 2025.

O algodão em pluma também apresentou valorização. Segundo o levantamento, o preço médio do produto alcançou o maior nível dos últimos nove meses, com avanço de 9,3% em abril. O movimento foi sustentado pelas cotações internacionais e pelo ritmo mais lento de comercialização durante a entressafra.

Em sentido oposto, a banana nanica teve queda de 21,7% em abril. O recuo foi influenciado pelo avanço da safra, que ampliou a oferta da fruta, além de dificuldades logísticas no escoamento da produção.

O mercado de suínos vivos em São Paulo também registrou desvalorização. As cotações caíram 15,1% em relação a março, pressionadas pela redução do consumo doméstico. Embora a demanda externa siga aquecida, o excesso de oferta no mercado interno provocou novas quedas nos preços, acumulando retração próxima de 30% nos últimos 12 meses.

O relatório reúne informações sobre os principais produtos agropecuários e indicadores do agronegócio paulista e brasileiro.

Fonte: ¹ CONAB; ² CEPEA-ESALQ/USP. Elaboração: FAESP/Departamento Econômico.

*Valor referente ao mês de captação do leite cru (mar/26)





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Máquinas agrícolas: nova regra de emissões pode elevar preço em até 25%


máquina, colheitadeira
Foto: Pixabay

A AliançaBiodiesel manifestou preocupação com os termos em discussão para a implementação do Proconve MAR II, novo padrão de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a entidade, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a proposta concentra esforços na redução de poluentes locais emitidos por máquinas fora-de-estrada, mas deixa em segundo plano o debate sobre descarbonização e mudanças climáticas.

Para a associação, o novo marco regulatório deveria seguir a tendência internacional de incentivo aos biocombustíveis, como biodiesel e etanol, considerados alternativas aos combustíveis fósseis.

De acordo com a AliançaBiodiesel, o modelo em discussão pode desviar investimentos da indústria destinados à descarbonização para adaptações no parque de motores ciclo diesel. A entidade argumenta ainda que a proposta entra em contradição com a Lei do Combustível do Futuro, ao priorizar o controle de emissões locais em regiões de baixa concentração populacional, como áreas agrícolas.

A associação também aponta fragilidades na fiscalização das futuras regras. Segundo o setor, o Brasil não possui um sistema estruturado de controle pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia estimular adaptações irregulares nos equipamentos e comprometer a efetividade das exigências.

Outro ponto levantado pela entidade é o impacto econômico da medida. A estimativa é de que o preço das máquinas agrícolas suba entre 15% e 25%, podendo ultrapassar esse percentual em equipamentos menores utilizados pela agricultura familiar.

Além disso, o custo operacional das máquinas poderia aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade do uso do diesel S10 e do Arla-32. A AliançaBiodiesel afirma ainda que empresas nacionais sem fabricação própria de motores teriam custos adicionais em relação às multinacionais, o que poderia ampliar a concentração de mercado.

Na avaliação da entidade, o aumento de custos tende a ser repassado para cadeias como alimentos, obras e serviços, gerando impactos diretos para consumidores e produtores rurais.

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DOE autoriza acesso a 53,3 milhões de barris das reservas estratégicas nos EUA


DOE autoriza acesso a 53,3 milhões de barris das reservas estratégicas nos EUA

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (11) a liberação de aproximadamente 53,3 milhões de barris de petróleo bruto da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR, na sigla em inglês). Segundo o órgão, o volume será destinado a empresas selecionadas em nova rodada de acesso às reservas federais. As entregas começarão imediatamente.

De acordo com o DOE, a medida faz parte da contribuição dos Estados Unidos ao acordo de liberação de 172 milhões de barris dentro da ação coletiva da Agência Internacional de Energia (AIE). Com isso, o lote agora autorizado corresponde a cerca de 31% do volume total previsto na participação norte-americana dentro dessa coordenação internacional.

O departamento informou que a iniciativa busca responder a interrupções de curto prazo no fornecimento e sustentar a segurança energética do país. Em nota oficial, o secretário adjunto do Departamento de Energia para o Escritório de Hidrocarbonetos e Energia Geotérmica, Kyle Haustveit, afirmou que a adjudicação dos contratos dá sequência ao compromisso do governo de executar uma troca emergencial de petróleo.

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Entre as empresas contempladas, a Trafigura Trading recebeu autorização para acessar 12,98 milhões de barris. A ExxonMobil foi contemplada com 11,4 milhões de barris, enquanto a Marathon Petroleum poderá retirar 12,4 milhões de barris. O DOE não detalhou, no conteúdo informado, a lista completa das companhias participantes nem o cronograma individual de retirada por instalação.

Do ponto de vista de mercado, a liberação amplia a oferta disponível no curto prazo e se soma a uma estratégia de coordenação internacional para reduzir pressões de abastecimento. O efeito sobre preços e fluxos comerciais dependerá da continuidade das entregas, do nível de demanda e de novas decisões dos países envolvidos.

A execução imediata das entregas indica foco na recomposição de oferta no curto prazo. Novos desdobramentos devem depender da evolução do fornecimento global e de eventuais atualizações do DOE e da AIE sobre volumes adicionais e prazos operacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Conab realiza leilão de Pepro para 177 mil toneladas de arroz nesta quarta-feira (13)


Conab realiza leilão de Pepro para 177 mil toneladas de arroz nesta quarta-feira (13)

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta quarta-feira (13) novos leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) para o setor de arroz. Segundo nota da estatal, o volume ofertado será de 177 mil toneladas da safra 2025/26, com origem no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A primeira operação terá foco nos agricultores familiares.

De acordo com a Conab, o primeiro leilão será destinado ao apoio ao escoamento de 53,1 mil toneladas. Desse total, cerca de 42,14 mil toneladas correspondem ao Rio Grande do Sul, enquanto outras 10,96 mil toneladas serão de produtores catarinenses.

Na sequência, a estatal dará início a um segundo pregão de Pepro voltado a todos os produtores e cooperativas, incluindo também os agricultores familiares. A Conab, no entanto, não detalhou na nota disponível qual será a divisão exata do volume restante entre os estados nem os valores dos prêmios a serem ofertados em cada operação.

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O Pepro é um instrumento de política agrícola usado para apoiar a comercialização quando os preços de mercado ficam abaixo do valor de referência definido pelo governo. Na prática, o mecanismo busca garantir o escoamento da produção e reduzir a diferença entre o preço recebido pelo produtor e o parâmetro oficial.

No caso do arroz, o leilão ocorre em um momento de entrada da safra 2025/26 no mercado do Sul do país, principal região produtora nacional. Como Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram parte relevante da oferta, a medida tende a organizar a comercialização de parte desse volume por meio de subvenção pública, especialmente para agentes com menor capacidade de negociação.

O resultado dos leilões deve indicar o nível de interesse do mercado pela subvenção e o potencial de apoio ao escoamento do arroz nos dois estados. Até o momento, a Conab não informou, na nota consultada, cronograma adicional nem detalhamento completo das condições do segundo pregão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,6 bilhões no 1º trimestre de 2026


Petrobras registra lucro líquido de R$ 32,6 bilhões no 1º trimestre de 2026

A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 32,663 bilhões, informou a companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (11). O resultado ficou 7,2% abaixo do apurado no mesmo período de 2025, mas superou em 109,9% o do quarto trimestre do ano passado. Segundo a empresa, o desempenho foi influenciado pelo ganho com variação cambial e pela reversão de impairment.

No conceito sem eventos exclusivos, o lucro líquido somou R$ 23,811 bilhões. Nesse recorte, houve alta de 0,9% na comparação anual e queda de 7,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

A receita de vendas atingiu R$ 123,6 bilhões no período. O valor representa avanço de 0,4% sobre o primeiro trimestre de 2025 e recuo de 2,9% em relação ao quarto trimestre de 2025. A companhia informou que a alta recente do petróleo e o recorde de produção ainda não se refletiram integralmente nas receitas, devido à defasagem entre o embarque e o reconhecimento contábil da venda, que ocorre na transferência de titularidade da carga no destino.

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O Ebitda ajustado ficou em R$ 59,643 bilhões, com queda de 2,4% na comparação anual e de 0,5% no confronto trimestral. Sem eventos exclusivos, o indicador somou R$ 61,670 bilhões, baixa de 1,0% em um ano e alta de 4,5% ante o trimestre anterior.

A Petrobras também informou que, apesar da maior produção, as menores exportações de petróleo atenuaram parcialmente os resultados. A dívida líquida chegou a US$ 62,093 bilhões, alta de 10,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já os investimentos somaram US$ 5,107 bilhões, avanço de 25,6% na mesma base de comparação.

Os dados indicam que o desempenho operacional da companhia no início de 2026 foi sustentado por fatores contábeis e cambiais, enquanto receita e exportações ainda mostraram limitação de repasse do aumento da produção. O comportamento dos próximos balanços dependerá, entre outros fatores, do reconhecimento das cargas embarcadas, do nível de exportações e da trajetória do câmbio e do petróleo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Crédito de carbono ainda desafia produtores


O crédito de carbono ainda avança de forma gradual entre produtores rurais brasileiros. Segundo dados divulgados pela 9ª Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural, 34% dos entrevistados afirmam conhecer o tema, enquanto 24% desse grupo participam de iniciativas relacionadas à agenda, principalmente por meio da conservação de áreas naturais.

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), um terço dos produtores rurais brasileiros afirma conhecer o crédito de carbono. A fatia representa 34% dos entrevistados e indica que o assunto ainda está em processo de evolução no campo.

Dentro desse grupo, 33% declaram possuir algum nível de conhecimento sobre o tema. Já a participação em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono alcança 24% dos produtores que conhecem a pauta.

Para o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, os dados mostram uma oportunidade para ampliar a comunicação sobre sustentabilidade no agro. “Há uma oportunidade clara para as marcas ampliarem a comunicação e levarem conhecimento para o produtor sobre o que já é feito e como essas práticas se conectam a novas agendas, como o crédito de carbono. Tornar essa relação mais visível pode contribuir para acelerar o entendimento e a adoção no campo”, afirma.

Entre os produtores rurais inseridos em iniciativas relacionadas ao crédito de carbono, a principal frente é a conservação de áreas naturais, mencionada por 66%, segundo dados divulgados. Outras práticas também aparecem no levantamento. A adoção de técnicas agrícolas sustentáveis foi citada por 42% dos produtores que participam dessas iniciativas, enquanto ações de reflorestamento foram mencionadas por 34%.

Nesse contexto, Nicodemos avalia que a comunicação pode ajudar a valorizar práticas que já fazem parte da realidade de parte do setor. “A conservação de áreas naturais aparece como principal iniciativa entre os produtores que já estão inseridos nesse contexto. Comunicar esse dado de forma mais consistente é fundamental para dar visibilidade à atuação do produtor rural e qualificar a percepção sobre o setor”, destaca.

Mudanças climáticas preocupam 86% dos produtores

O levantamento também aponta que 86% dos produtores rurais dizem acreditar que as mudanças climáticas irão interferir na produção agrícola. Ao mesmo tempo, de acordo com a pesquisa, apenas 31% classificam como altas ou muito altas as barreiras para adoção de técnicas sustentáveis. Entre as dificuldades mencionadas estão a falta de informação clara e de apoio técnico, o acesso limitado a recursos e o receio de que a adoção de novas práticas não traga benefícios suficientes.

O resultado indica um cenário em que a percepção sobre os impactos climáticos convive com desafios práticos para avançar na implementação de soluções sustentáveis no campo.

A Pesquisa ABMRA Hábitos do Produtor Rural é considerada o maior levantamento sobre o perfil do produtor rural brasileiro. Nesta edição, foram realizadas 3.100 entrevistas presenciais em 16 estados. O estudo abrangeu 14 culturas agrícolas, quatro tipos de rebanhos e um questionário com 280 perguntas.

 





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