sábado, julho 25, 2026

Autor: Redação

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CNA participa de reunião da Farm no Paraguai com foco sanitário e acordo Mercosul-UE


CNA participa de reunião da Farm no Paraguai com foco sanitário e acordo Mercosul-UE

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na segunda-feira (20), da reunião do Conselho Diretivo da Federação das Associações Rurais do Mercosul (Farm), em Assunção, no Paraguai. Entre os principais temas debatidos estiveram a harmonização de procedimentos sanitários entre os países do bloco e o acordo entre Mercosul e União Europeia.

A CNA foi representada pelo coordenador de Inteligência Comercial e Defesa de Interesses, Felipe Spaniol. Segundo ele, as entidades do setor privado discutiram formas de atuação conjunta com os governos para facilitar o trânsito de animais nas fronteiras, simplificar protocolos e avançar na digitalização de processos e documentos.

A agenda também incluiu debate sobre o acordo Mercosul-União Europeia. O encontro teve a participação do embaixador paraguaio Didier Cesar Olmedo Adorno, que esteve à frente das negociações do acordo pelo Paraguai. Na reunião, ele destacou disciplinas consideradas importantes no texto, entre elas o mecanismo de reequilíbrio de concessões, além de tratar das vantagens da entrada em vigor do acordo.

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Para Spaniol, a aliança entre União Europeia e Mercosul fortalece as relações comerciais e estratégicas entre mercados relevantes. Ele afirmou que, para assegurar efetivo acesso ao mercado, os procedimentos operacionais do acordo precisam de melhor organização, com concessões de todas as partes envolvidas.

Spaniol também defendeu o reconhecimento das boas práticas produtivas dos países sul-americanos como referência para outras negociações em andamento.

Ainda na segunda-feira (20), Felipe Spaniol e a assessora de Relações Internacionais da CNA, Elena Castellani, participaram da abertura da Expo Paraguai, em Mariano Roque Alonso. A feira segue até domingo (26).

Fonte: cnabrasil.org.br

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Plano Safra: crédito sai ainda em julho e juros estão ‘muito baratos’, diz secretário do Mapa


Secretário de Política Agrícola do Mapa Guilherme Campos
Foto: Reprodução

Os recursos do Plano Safra 2026/27 com juros equalizados devem estar disponíveis para contratação dos produtores ainda em julho, disse o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos.

Segundo ele, não há demora no oferecimento do crédito e o processo segue o rito costumeiro. “Temos o anúncio e, posteriormente, a adequação das instituições financeiras ao que foi definido pelo programa. Está no final da fase de ajustes e logo estará disponível para todos. […] Este mês estará tudo resolvido”, garantiu.

Para ele, os juros de custeio, principalmente para os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), está muito acessível. “Nove por cento [de juros] nesse mercado [com taxa Selic a 14,25%] é muito barato”, afirmou.

Setor critica redução da linha de custeio

O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 610,3 bilhões, com R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial e R$ 85,2 bilhões para a familiar.

Mesmo com alta nominal ante os R$ 594,4 bilhões da temporada anterior, representantes do setor avaliam que os recursos e as condições de financiamento seguem insuficientes diante do cenário no campo.

Entre os pontos centrais criticados pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está a redução dos recursos para custeio, que somam R$ 384,9 bilhões nesta temporada, queda de 7,18% ante o programa do ciclo 2025/26. Essa linha financia despesas diretamente ligadas ao plantio, como sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e risco à navegação


Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e risco à navegação

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (21), em meio ao avanço das tensões no Oriente Médio e às ameaças ao fluxo de navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb. O movimento elevou os prêmios de risco da commodity e sustentou a valorização tanto do WTI quanto do Brent ao longo do pregão.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro encerrou o dia em alta de 2,25%, com ganho de US$ 1,86, a US$ 84,34 por barril. Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para setembro subiu 2,00%, ou US$ 1,79, e fechou a US$ 91,01 por barril.

O mercado reagiu às sinalizações de que o grupo iemenita Houthi pode interromper o fluxo no Estreito de Bab-el-Mandeb. Segundo informações da Reuters, o grupo enviou um e-mail a empresas de navegação afirmando que embarcações não devem carregar ou descarregar em portos sauditas e que essa atividade pode torná-las alvo “em qualquer local”. Na segunda-feira (20), os Houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.

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O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que a escalada das hostilidades que afetam o Estreito de Ormuz e a infraestrutura energética do Golfo ampliam as preocupações com a segurança do abastecimento global de energia. Segundo ele, as ameaças ao Estreito de Bab-el-Mandeb, apontado como rota alternativa relevante a Ormuz, agravam esse quadro.

O Goldman Sachs alertou que o barril poderá retomar o nível de US$ 120. Ao mesmo tempo, sinais de mediação não trouxeram alívio consistente ao mercado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã quer se reunir para negociar, mas afirmou que os EUA não têm interesse até que o país esteja “pronto”.

Na avaliação da analista sênior do Swissquote, Ipek Ozkardeskaya, relatos sobre a proposta de um cessar-fogo de 10 dias para reativar um acordo provisório chegaram a provocar leve recuo nos preços, mas os riscos para o petróleo seguem voltados para cima.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Etanol de milho amplia demanda pelo cereal e muda dinâmica do mercado no Brasil


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Foto: Freepik

O avanço da produção de etanol de milho deve transformar ainda mais o mercado brasileiro do cereal na safra 2026/27. Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o consumo de milho destinado à fabricação do biocombustível deve atingir 37,7 milhões de toneladas, um crescimento de 36% em relação às 27,7 milhões de toneladas estimadas para a temporada 2025/26.

Com esse avanço, o etanol passará a representar cerca de 34% de todo o consumo doméstico de milho, acima dos aproximadamente 28% registrados no ciclo anterior, consolidando-se como um dos principais motores da demanda interna pelo grão.

O crescimento é impulsionado principalmente pela expansão da capacidade industrial no Centro-Oeste. Levantamento do Itaú BBA identifica mais de 28 projetos entre novas usinas e ampliações de capacidade previstos até 2030. Parte desses empreendimentos também considera o uso de matérias-primas alternativas, como o sorgo.

Na avaliação de Francisco Queiroz, especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA, a maior participação das usinas de etanol na compra de milho altera o equilíbrio do mercado brasileiro.

“A maior presença das usinas de etanol na demanda por milho altera a dinâmica de comercialização do grão no Brasil, ampliando a disputa pelo produto entre diferentes consumidores, como produtores de biocombustível, indústria de proteína animal e tradings exportadoras”, afirma.

Segundo o especialista, esse movimento tende a reduzir o volume disponível para exportação e aumenta a sensibilidade dos preços domésticos em períodos de menor oferta, fortalecendo a competição pelo cereal entre os diferentes segmentos consumidores.

Transição energética impulsiona investimentos

Além da expansão das plantas industriais, o crescimento do etanol de milho é sustentado por fatores estruturais ligados à transição energética. A maior demanda por biocombustíveis e o desenvolvimento de combustíveis renováveis, como o diesel verde (HVO) e o combustível sustentável de aviação (SAF), ampliam as perspectivas para o setor.

Na avaliação da Consultoria Agro do Itaú BBA, esse cenário fortalece a integração entre os mercados agrícola e energético e aumenta a importância da gestão de riscos para produtores, indústrias e demais agentes da cadeia do milho.

Com novos investimentos previstos ao longo dos próximos anos, a tendência é que o etanol de milho continue ampliando sua participação no consumo nacional, tornando-se um dos principais fatores de influência sobre a formação dos preços e a destinação da produção brasileira do cereal.

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Tarifaço dos EUA: setor de máquinas pede saída diplomática ao governo


máquinas agrícolas para o Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação Mapa

O governo federal iniciou nesta terça-feira (21) uma rodada de reuniões com representantes dos setores afetados pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Entre os primeiros encontros esteve o da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que levou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, um pacote de medidas para reduzir os impactos da decisão americana.

Segundo o presidente-executivo da entidade, José Velloso, o setor de máquinas e equipamentos está entre os mais expostos ao mercado norte-americano. Antes da elevação das tarifas, as exportações para os Estados Unidos somavam cerca de US$ 4 bilhões.

“O setor de máquinas e equipamentos é um dos que mais exportam para os Estados Unidos. Com essa nova tarifa de 25%, será altamente afetado”, afirmou.

Pacote de propostas

A Abimaq dividiu as sugestões apresentadas ao governo em dois eixos: medidas para preservar a competitividade das exportações e aperfeiçoamentos no programa Brasil Soberano.

Na área tributária, a entidade defende a retomada do Reintegra e a criação de mecanismos de compensação de tributos indiretos acumulados ao longo da cadeia produtiva. Segundo Velloso, essas medidas ajudariam a reduzir, na prática, o impacto da tarifa adicional sobre os produtos brasileiros.

Outra proposta é o diferimento temporário de tributos federais, como Imposto de Renda, CSLL, PIS, Cofins e contribuição previdenciária patronal.

De acordo com a Abimaq, a medida daria fôlego ao capital de giro das empresas, repetindo soluções já adotadas durante a pandemia de Covid-19 e após as enchentes no Rio Grande do Sul. A entidade também pediu reforço ao trabalho da ApexBrasil para ampliar a abertura de novos mercados.

Apesar da perda de competitividade nos Estados Unidos após o primeiro tarifaço, Velloso afirmou que as exportações do setor cresceram cerca de 13% graças à diversificação dos destinos.

“Estamos batendo recorde de exportações. Devemos exportar mais de US$ 14,5 bilhões neste ano. O objetivo é buscar novos mercados, sem deixar de trabalhar o mercado norte-americano”, disse.

Outro pedido foi a prorrogação dos atos concessórios do drawback, regime que suspende tributos sobre insumos importados destinados à produção de bens para exportação. Segundo a entidade, muitos compradores americanos passaram a adiar entregas, o que pode comprometer empresas que utilizam esse mecanismo.

Mudanças no Brasil Soberano

No eixo de crédito, a Abimaq propôs ajustes no programa Brasil Soberano para ampliar o acesso das empresas.

Entre as sugestões estão a flexibilização dos critérios de elegibilidade, ampliação do número de beneficiários, mudança do período de referência utilizado para enquadramento das empresas e redução das taxas de juros.

Segundo Velloso, os financiamentos atualmente oferecidos, entre 15% e 17% ao ano, ainda são caros para empresas que enfrentam perda de mercado externo.

A entidade também defendeu a isenção do IOF nas operações de crédito ligadas ao programa, a retirada da exigência de manutenção de empregos como condição para acesso aos recursos e o fortalecimento dos mecanismos de garantia e seguro de crédito.

Solução diplomática

Após a reunião, Velloso afirmou que a prioridade da indústria continua sendo uma solução negociada entre Brasil e Estados Unidos. Segundo ele, a adoção de medidas de retaliação não seria o melhor caminho diante da atual crise comercial.

O executivo também disse que o governo demonstrou preocupação com os impactos das tarifas e informou que novas reuniões estão previstas com outras entidades representativas da indústria. A expectativa é que, após ouvir os setores afetados, a equipe econômica defina o alcance das medidas de apoio.

A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos entra em vigor nesta quarta-feira (22). Entre os produtos atingidos estão máquinas agrícolas, etanol, roupas e calçados. Já itens do agronegócio, como café, carne bovina, mel, laranja e suco de laranja, ficaram fora da cobrança adicional.

*Com informações do repórter Bruno Amorim, de Brasília

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Exportações de soja do Brasil devem alcançar 13,8 milhões de t em julho, projeta Anec


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Fonte: Appa

As exportações brasileiras de soja em grão devem totalizar 13,757 milhões de toneladas em julho, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Se confirmada, a projeção ficará acima das 11,943 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, embora ligeiramente abaixo das 13,843 milhões de toneladas registradas em junho deste ano.

Na semana encerrada em 18 de julho, o Brasil embarcou 2,724 milhões de toneladas de soja. Para o período entre 19 e 25 de julho, a Anec estima novos embarques de 3,237 milhões de toneladas.

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O farelo de soja também mantém ritmo forte nas exportações. A previsão para julho é de 2,572 milhões de toneladas, acima das 2,143 milhões embarcadas em julho do ano passado e das 2,318 milhões de toneladas exportadas em junho.

Na semana passada, os embarques de farelo somaram 582,576 mil toneladas. Para a semana entre 19 e 25 de julho, a expectativa da Anec é de exportações de 628,963 mil toneladas.

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EUA e Jordânia firmam acordo comercial com ampliação para bens agrícolas


Coca-Cola, eBay e Tesla pedem recuo de tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

Os Estados Unidos e a Jordânia fecharam nesta terça-feira (21) um acordo comercial de reciprocidade que amplia o acesso de exportadores americanos ao mercado jordaniano. Anunciado pelo presidente Donald Trump, o pacto complementa o acordo de livre comércio firmado em 2000 entre Washington e Amã e entrará em vigor 60 dias após a conclusão dos trâmites internos dos dois países.

Segundo a Casa Branca, a Jordânia manterá acesso livre de tarifas para quase todos os produtos dos Estados Unidos e eliminará barreiras não tarifárias. A medida amplia o acesso para bens agrícolas e veículos americanos no mercado jordaniano.

O entendimento também prevê compromissos regulatórios. O governo jordaniano reforçará a proteção à propriedade intelectual, fortalecerá a fiscalização ambiental e trabalhista, proibirá a importação de produtos fabricados com trabalho forçado e modernizará procedimentos alfandegários.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Na área de segurança econômica, a Jordânia passará a coordenar com os Estados Unidos medidas relacionadas a controles de exportação, segurança de investimentos, combate à evasão de tarifas e práticas comerciais classificadas por Washington como desleais. O texto inclui ainda maior alinhamento em sanções, restrições a tecnologias sensíveis e mecanismos para evitar o transbordo de mercadorias destinadas a contornar tarifas americanas.

O acordo também reúne compromissos de investimento. A Royal Jordanian Airlines comprará seis aeronaves Boeing 787-9 em um negócio avaliado em US$ 1,4 bilhão, além de contratos de leasing de cerca de US$ 500 milhões. A Hikma Pharmaceuticals investirá US$ 1 bilhão nos Estados Unidos. Empresas jordanianas também concordaram em adquirir mais de US$ 300 milhões por ano em matérias-primas americanas.

Para o setor produtivo dos Estados Unidos, o pacto amplia as condições de acesso comercial e inclui, de forma direta, os exportadores de produtos agrícolas entre os segmentos atendidos pelo novo entendimento.

A Casa Branca afirmou que o acordo fortalece a parceria estratégica entre os dois países e beneficia fabricantes, agricultores e produtores dos Estados Unidos, com vigência prevista para 60 dias após a conclusão dos procedimentos internos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Seca e calor pressionam lavouras no hemisfério norte



O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C


O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C
O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C – Foto: Pixabay

A combinação de seca prolongada e ondas de calor vem elevando o estresse sobre lavouras e rebanhos na Europa Ocidental, sobretudo em áreas sem irrigação. O quadro é mais crítico para culturas de primavera e verão, enquanto parte das lavouras de inverno escapou dos maiores danos por já estar em estágio avançado quando as temperaturas subiram.

Desde meados de março, as chuvas ficaram muito abaixo da média em áreas da França, do sul do Reino Unido, do oeste da Alemanha e da Bélgica. Na França, abril, maio e junho tiveram menos da metade da precipitação normal, e parte da região central recebeu até 25% do volume habitual nos 90 dias encerrados em 13 de julho.

O déficit hídrico foi agravado por temperaturas entre 36°C e 44°C no fim de junho, com efeitos sobre produtividade e qualidade. Trigo de inverno, colza e outras culturas já haviam concluído fases importantes de reprodução e enchimento de grãos, o que conteve perdas maiores. Ainda assim, o amadurecimento acelerado reduziu parte do potencial produtivo.

A maior preocupação agora recai sobre milho, girassol, sorgo, soja e beterraba sacarina. A beterraba não irrigada aparece entre as mais afetadas, enquanto milho, soja e girassol apresentam estresse e crescimento reduzido. A recuperação depende de chuvas regulares, mas o padrão quente e seco não mostra sinais claros de mudança no curto prazo.

Em outras áreas do Hemisfério Norte, as condições seguem mais equilibradas. China, antiga União Soviética e grande parte da América do Norte tiveram clima favorável, apesar de excesso de chuva em partes do Canadá e calor nas planícies do norte dos Estados Unidos. Esse cenário pode limitar os efeitos das perdas europeias sobre o abastecimento global e os mercados futuros de grãos, embora culturas tropicais sigam expostas ao El Niño.





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Governo federal se reúne com setores afetados pelo tarifaço dos EUA


O governo federal iniciou uma série de reuniões com representantes dos setores afetados pelo novo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O vice-presidente Geraldo Alckmin e outros ministros se reuniram com o presidente executivo da ABMAC, José Veloso, e diretores da entidade para discutir estratégias de mitigação.

Objetivos das reuniões

  • Desenhar um plano de contingência para o setor.
  • Identificar as principais demandas do segmento.
  • Definir medidas de apoio aos setores afetados.

Setores impactados

A sobretaxa norte-americana atinge diretamente setores como:

  • Máquinas e equipamentos
  • Aço
  • Alumínio
  • Calçados
  • Automóveis

Impacto nas exportações

Estima-se que o tarifaço cause um impacto real de 18 a 25% no total das exportações brasileiras enviadas aos Estados Unidos. O governo também busca novos mercados para os produtos afetados.

Lei de reciprocidade

O Brasil ainda não decidiu se aplicará a lei de reciprocidade aprovada no ano passado, que permite contramedidas contra ações unilaterais de outros países que prejudiquem a competitividade brasileira. O presidente da ABMAC expressou a contrariedade do setor à aplicação dessa lei, sugerindo que o governo priorize a atuação diplomática e o diálogo com empresários.

Recalibragem do Plano Brasil Soberano

O Ministério da Fazenda está preparando uma recalibragem do Plano Brasil Soberano, que foi uma resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Uma nova edição do plano está sendo planejada para atender os setores prejudicados pelo tarifaço.

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Tarifa dos EUA pode afetar 70% das exportações do Rio Grande do Sul


A nova sobretaxa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entra em vigor amanhã, pode prejudicar até 70% das exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul. A medida representa um impacto significativo na balança comercial do estado, com perdas estimadas em mais de 540 milhões de dólares.

Impacto nas exportações

Enquanto a média nacional de impacto sobre o agronegócio é de 32%, no Rio Grande do Sul, o efeito é mais severo. Os setores mais afetados incluem:

  • Tabaco
  • Madeira cerrada
  • Calçados de couro
  • Sebo bovino

Esses produtos representam cerca de 64% das exportações gaúchas para os Estados Unidos.

Histórico de quedas

O cenário atual é preocupante, especialmente considerando que, após a primeira fase do tarifaço, os Estados Unidos deixaram de ser um dos principais clientes do agronegócio gaúcho, caindo para fora do top 10 em alguns meses. A lista de produtos afetados pela nova tarifa é extensa e pode levar a uma deterioração ainda maior nas relações comerciais.

Preocupações do setor

O Sindicato das Indústrias de Tabaco, Sim Tabaco, expressou preocupação com a situação. Caso a sobretaxa persista, pode haver:

  • Renegociação de contratos
  • Impactos na indústria
  • Redução da renda dos produtores

As exportações de tabaco, que representam 22,5% das vendas externas do setor, estão em risco, e a única saída viável para manter a competitividade no mercado americano seria uma solução diplomática que elimine as taxas.

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