domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar à vista subiu 1,63% nesta sexta-feira (15) e encerrou o pregão a R$ 5,0678, maior fechamento desde terça-feira (8 de abril), segundo os dados informados no mercado. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 3,55%, em um ambiente de fortalecimento global do dólar, alta do petróleo e elevação das taxas dos títulos públicos dos Estados Unidos.

Durante a sessão, a divisa chegou à máxima de R$ 5,0818 no início da tarde. Em maio, o dólar já avança 2,32%, após ter recuado 4,36% em abril. No acumulado de 2026, as perdas da moeda frente ao real diminuíram para 7,67%, depois de terem superado 10% anteriormente.

O movimento desta sexta-feira foi influenciado pelo aumento da aversão ao risco no exterior. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os temores de pressão inflacionária por causa do petróleo. O contrato do Brent para julho subiu 3,35%, para US$ 109,26 por barril, e acumulou alta de 7,87% na semana. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou 99,000 pontos e avançou mais de 1,40% na semana.

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As taxas dos Treasuries de 10 anos também subiram para 4,59%, o que aumentou a pressão sobre moedas emergentes. Segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o cenário externo combina juros mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor expectativa de retomada do corte de juros pelo Federal Reserve. No mercado doméstico, agentes também monitoraram o efeito político sobre posições em real.

Para o agronegócio, o câmbio mais alto altera a formação de preços em cadeias exportadoras e pode melhorar a conversão em reais de produtos negociados em dólar. Por outro lado, também encarece insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas, além de elevar a volatilidade nas negociações. O efeito final depende da exposição de cada segmento ao mercado externo e ao custo dolarizado.

A trajetória do câmbio no curto prazo segue condicionada ao comportamento dos juros nos Estados Unidos, ao conflito no Oriente Médio e ao ambiente político doméstico. Sem novos dados oficiais sobre fluxo cambial setorial nesta sexta-feira (15), a extensão dos efeitos sobre o agro deverá ser acompanhada principalmente pela evolução dos preços internacionais, do petróleo e das próximas sinalizações do Federal Reserve.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boas práticas avançam no uso de defensivos



“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação”


“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação"
“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação” – Foto: Canva

A segurança na aplicação de defensivos agrícolas tem avançado como parte das estratégias de sustentabilidade no campo, com foco na proteção dos trabalhadores, no uso correto das tecnologias e na redução de impactos ambientais. Nesse cenário, programas de capacitação buscam aproximar orientação técnica e boas práticas agrícolas.

A Syngenta reconheceu Representantes Técnicos de Vendas (RTVs) e gestores que se destacaram em 2025 na disseminação de protocolos de segurança e sustentabilidade. A iniciativa integra o PROS, programa conduzido pela área de Boas Práticas Agrícolas, voltado à conscientização sobre uso seguro e correto de defensivos, utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e armazenagem adequada de embalagens.

Segundo a companhia, o programa reforça o papel dos RTVs como agentes de orientação no campo, levando aos agricultores recomendações técnicas associadas à segurança do trabalho e à responsabilidade ambiental. A ação também está ligada à prioridade de ampliar a produtividade com menor impacto.

“Os clientes se sentem mais seguros quando recebem instruções sobre aplicação correta dos produtos. A Syngenta é uma empresa de defensivos agrícolas, e quando levamos o tema da segurança da aplicação, eles deixam de ver a gente só como uma empresa que vende o insumo, mas também como um parceiro que dá todo o respaldo, seja ele técnico, seja ele relacionado à integridade do trabalhador e proteção do meio ambiente”, afirma Karla Winny, RTV da Syngenta.

Os participantes destacam que os treinamentos fortalecem a relação com os produtores, ao ampliar o suporte no pós-venda e orientar sobre a aplicação correta das soluções. Além do PROS, a empresa mantém o Aplica Certo, com cursos e certificados sobre segurança na aplicação, tratamento de sementes e cuidados com o solo. Em 2025, as plataformas de Boas Práticas Agrícolas da divisão de Proteção de Cultivos da Syngenta capacitaram 81.893 pessoas em uso seguro no Brasil, avanço de 35% em relação a 2024.

 





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Produção de cana deve crescer no novo ciclo


A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 deve avançar em produção e área colhida, em um ciclo marcado pela recuperação parcial dos canaviais e pela necessidade de maior eficiência no campo. Segundo a Conab, a produção nacional está estimada em 709,1 milhões de toneladas, alta de 5,3% sobre a safra anterior, o que representa a segunda maior produção da série histórica. A área destinada à colheita deve crescer 1,9%, para 9,1 milhões de hectares.

No Sudeste, principal região produtora, a expectativa é de 459,1 milhões de toneladas, aumento de 6,8% frente ao ciclo 2025/26. A produtividade média regional é estimada em 80,852 toneladas por hectare, avanço de 4,6%.

Apesar da maior disponibilidade de matéria-prima, a produção de açúcar deve alcançar 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol tende a concentrar o crescimento do setor, com projeção de 40,69 bilhões de litros, alta de 8,5%. O movimento reflete mudanças no mix das usinas, influenciadas pela competitividade do biocombustível e pela busca por eficiência agrícola e industrial.

“Esse cenário tende a resultar em um ciclo mais robusto, ainda em fase inicial, mas que exigirá atenção constante aos desafios agronômicos e estratégicos ao longo do desenvolvimento da cultura”, ressalta o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela.

A recuperação produtiva ocorre após impactos climáticos nas últimas safras, mas o setor ainda enfrenta irregularidade de chuvas, ondas de calor e estresses localizados. Esse cenário aumenta a importância do planejamento, do monitoramento das lavouras e do manejo integrado de pragas, plantas daninhas e doenças.

Entre os desafios estão a cigarrinha-das-raízes, o bicudo-da-cana-de-açúcar e a matocompetição em fases iniciais da cultura. A maturação também ganha relevância, especialmente pela influência do teor de sacarose na qualidade da matéria-prima e no ATR. No Centro-Sul, a variabilidade climática tem dificultado a uniformidade desse processo, reforçando a adoção de estratégias para proteger produtividade, qualidade industrial e rentabilidade.

 





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Biológicos reduzem pressão de custos no campo



Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa


Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa
Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa – Foto: Divulgação

A instabilidade internacional tem aumentado os riscos para a produção de alimentos e pressionado os custos no campo, sobretudo em cadeias dependentes de insumos importados. A avaliação é de Antonio Carlos da Silva Gonçalves, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da Biotrop, que aponta guerras, sanções econômicas e problemas logísticos como fatores de impacto direto sobre a agricultura brasileira.

Segundo o especialista, o país importa cerca de 90% dos fertilizantes usados nas lavouras, o que amplia a exposição do produtor a choques externos. Conflitos recentes e tensões geopolíticas, como os da Ucrânia e do Oriente Médio, chegaram a provocar altas de até 120% em determinadas matérias-primas. Em algumas culturas, os fertilizantes representam mais de 50% do custo operacional, tornando o impacto rápido nas margens.

Nesse contexto, os insumos biológicos aparecem como alternativa para reduzir a dependência de agroquímicos, manter a eficiência produtiva e dar mais previsibilidade à gestão de custos. O Brasil conta com estrutura consolidada de fabricação de biológicos, além de empresas, instituições e profissionais voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de soluções baseadas no solo, na microbiologia e na planta.

Biofertilizantes ajudam a ativar a biologia do solo, liberar nutrientes retidos e aumentar o aproveitamento do adubo aplicado. Microrganismos também podem produzir fitohormônios e favorecer a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de insumos influenciados pelo preço do gás e do petróleo.

“Nosso papel é estar ao lado do agricultor e oferecer soluções eficazes, que respeitam o meio ambiente e as pessoas. Em momentos de instabilidade global, como o atual, somam-se a esses fatores os desafios de custos. Os biológicos são produzidos localmente, utilizam insumos naturais e possibilitam manter a operação com previsibilidade econômica”, conclui.

 





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Arroz segue pressionado com safra cheia e avanço da colheita


Arroz Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A consolidação de uma safra volumosa no Mercosul e o avanço praticamente final da colheita no Brasil seguem pressionando o mercado de arroz. Com oferta elevada, o espaço para uma recuperação mais consistente nos preços ainda é limitado.

Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, parte dos agentes já começa a acompanhar com mais atenção fatores externos que podem mudar o equilíbrio global do mercado no segundo semestre.

No Brasil, a colheita já supera 94% da área estimada. No Rio Grande do Sul, os trabalhos se aproximam do fim, consolidando uma produção próxima de 7,9 milhões de toneladas, base casca. A safra brasileira deve ficar ao redor de 11 milhões de toneladas.

De acordo com Oliveira, a produtividade elevada em importantes regiões produtoras do estado, acima de 8,8 toneladas por hectare, somada ao bom rendimento de engenho e à alta incidência de grãos inteiros, reforça a percepção de ampla oferta no mercado interno.

Nesse cenário, os preços seguem pressionados, embora ainda encontrem alguma sustentação na postura mais cautelosa de produtores capitalizados. Na Fronteira Oeste, as referências variam entre R$ 57 e R$ 59 por saca de 50 quilos. Na Campanha e na Depressão Central, os negócios giram entre R$ 56 e R$ 58.

Já nas regiões com maior qualidade industrial, como Zona Sul e Planícies Costeiras, as negociações permanecem entre R$ 62 e R$ 65 por saca.

O início da temporada também já registra déficit na balança comercial do arroz, com importações acima das exportações. O cenário reforça a necessidade de retomada do fluxo exportador para equilibrar o mercado doméstico.

Apesar disso, o ambiente internacional começa a apresentar fatores de sustentação. Segundo o consultor, Chicago já trabalha perto de US$ 13 por quintal curto, refletindo fundamentos globais mais firmes.

O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta redução de área e de produção mundial para a temporada 2025/26, além de estoques finais ligeiramente menores na comparação anual.

Além disso, riscos climáticos voltam ao radar do mercado. O retorno das discussões sobre El Niño, as ondas de calor na Índia, o excesso de chuvas em Bangladesh e os custos mais elevados de fertilizantes, combustíveis e crédito agrícola ampliam a preocupação com a capacidade produtiva global nas próximas temporadas.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (14) cotada a R$ 60,24. O valor representa queda de 2,29% frente à semana anterior. Em relação ao mês passado, o recuo é de 4,40%. Na comparação com o início de 2025, a desvalorização chega a 21,16%.

*Com informações da Agência Safras News

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Drones e inteligência artificial ajudam confinamentos a identificar ponto ideal de abate


Foto: Divulgação/Embrapa.
Foto: Divulgação/Embrapa.

Pesquisadores da Embrapa Agricultura Digital desenvolveram um sistema que utiliza drones e inteligência artificial para monitorar o crescimento de bovinos em confinamento e indicar o momento de venda ou abate dos animais. O estudo foi publicado na revista científica Computers and Electronics in Agriculture.

A pesquisa integra o projeto Semear Digital, um dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sediado em Campinas (SP).

Segundo Everton Tetila, pesquisador de pós-doutorado do Semear Digital e professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a proposta busca reduzir o manejo ligado à pesagem convencional dos animais.

“Métodos tradicionais de pesagem exigem manejo intensivo e podem causar estresse aos animais, afetando negativamente seu bem-estar e ganho de peso”, afirmou.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Jayme Barbedo, também destacou limitações do sistema tradicional. “Além disso, a pesagem com balanças, pode incorrer em avarias frequentes”, disse.

Monitoramento por imagens

O sistema foi testado em um confinamento de Mato Grosso do Sul. Durante 112 dias, pesquisadores realizaram voos com drones a cerca de 15 metros de altura para captar imagens do lote.

Com os registros, equipes da Embrapa Agricultura Digital, Universidade de São Paulo (USP) e UFGD desenvolveram modelos de inteligência artificial capazes de identificar os animais e extrair medidas corporais, como comprimento e largura.

“Fizemos voos periódicos desde a entrada do gado no confinamento até a fase final. A ideia foi modelar a relação entre medidas corporais e o ganho de peso, considerando variações não lineares ao longo do ciclo produtivo”, explicou Tetila.

Ponto de inflexão indica melhor momento de venda

Os pesquisadores identificaram um padrão de crescimento dos bovinos durante o confinamento. “O animal ganha pouco peso no início em sua fase de adaptação, depois entra em uma fase de ganho de peso acelerado e, no final, ocorre uma desaceleração”, disse Tetila.

O estudo aponta que o chamado “ponto de inflexão” representa o momento de maior taxa de ganho de peso do animal. A partir desse estágio, a eficiência da conversão alimentar começa a cair.

De acordo com o pesquisador, identificar esse ponto pode reduzir custos no confinamento. “Em um lote numeroso, a diferença de apenas um dia pode ter impacto significativo nos custos de manejo, principalmente com alimentação, além de influenciar diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do sistema”, afirmou.

Novas aplicações em estudo

A base de dados também vem sendo usada em pesquisas voltadas ao comportamento animal. Os modelos podem identificar padrões alimentares e detectar situações como monta entre animais e sinais ligados ao estresse no confinamento.

Os pesquisadores trabalham agora na adaptação da tecnologia para outras raças. “Nós pretendemos adaptar o modelo para outras raças além de nelore, como angus e brahman, e avançar na validação para uso direto no confinamento”, afirmou Tetila.

Segundo o pesquisador, o uso da tecnologia pode contribuir para reduzir custos de produção. “Se você consegue identificar o momento ideal de abate, é possível diminuir os custos de produção e até contribuir para a redução do preço da carne”, disse.

Barbedo afirmou que o projeto ainda está em fase de desenvolvimento. “Estamos próximos de um protótipo funcional, mas ainda é necessário um parceiro para transformar isso em um produto comercial”, finalizou.

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Demora amplia risco nas dívidas rurais



O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial


O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial
O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial – Foto: Pixabay

A demora em buscar orientação diante de dívidas rurais tem ampliado o risco financeiro e patrimonial de produtores em diferentes regiões do país. Segundo Leandro Amaral, advogado especialista em crédito rural e direito do agronegócio, a espera até sinais avançados de crise reduz as alternativas de negociação e defesa disponíveis ao produtor.

A avaliação aponta que muitos produtores deixam de agir no primeiro momento de aperto por vergonha, negação ou expectativa de melhora na safra seguinte. O problema é que a próxima safra depende de fatores fora do controle do produtor, como clima, preços, câmbio, juros e condições de comercialização. Enquanto isso, documentos assinados para ganhar prazo, como confissões de dívida, hipotecas e alienações fiduciárias, podem limitar estratégias futuras.

O cenário ficou mais sensível com o aumento dos pedidos de recuperação judicial no agronegócio. Conforme os dados citados, foram 1.990 pedidos em 2025, ante 1.272 em 2024 e 534 em 2023. Goiás apareceu como o segundo estado com mais casos, com 296 registros, atrás de Mato Grosso, com 332.

Também pesam o juro elevado, a queda das margens e a mudança na postura dos credores. A alienação fiduciária, que avançou nas operações de custeio, altera o grau de risco para quem oferece máquinas, terras ou outros bens em garantia. Além disso, mudanças no provisionamento bancário tornaram as instituições mais cautelosas para renegociar e mais rápidas para executar.

“Procure quem entende do assunto. Alguém que conheça o sistema do credor, o calendário do tribunal, o contrato que você assinou e o que está disponível para você nesta fase específica em que você está. A vergonha que te impede de pedir ajuda hoje vai parecer pequena perto do peso que vai chegar amanhã se você continuar empurrando. Quem alimenta o país tem direito a saber das ferramentas que existem para defender o que construiu. Eu sigo falando para que você decida cedo. O resto, só depende de você”, conclui.

 





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Missão à China busca ampliar mercado para o agro brasileiro


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Foto: Agência Brasil

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera uma missão oficial à China entre os dias 17 e 21 de maio. A agenda inclui compromissos em Xangai e Pequim com foco na ampliação do comércio agropecuário e no fortalecimento da cooperação sanitária entre os dois países.

Entre os compromissos previstos estão reuniões com representantes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio chinês. O ministro também participa da SIAL 2026, considerada uma das maiores feiras de alimentos e bebidas da Ásia.

A missão busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado chinês, além de abrir espaço para novos negócios e avançar em temas sanitários e fitossanitários.

A China segue como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático comprou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de tudo o que o setor exportou no período.

De 2019 a 2025, o Brasil conquistou 25 aberturas de mercado na China para produtos como complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos e DDG de milho.

SIAL 2026

A agenda começa em Xangai, onde André de Paula participa da SIAL 2026. Durante a feira, o ministro visita o Estande Brasil, organizado pela ApexBrasil, além dos espaços da Abiec e da ABPA.

Nesta edição, o Brasil terá participação recorde, com 82 empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões nacionais. No ano passado, foram 54 empresas participantes. A expectativa é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.

A programação também prevê participação no encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e encontros com representantes de cooperativas.

Agenda em Pequim

Na capital chinesa, a delegação brasileira participa de reuniões voltadas à ampliação do comércio agropecuário e ao fortalecimento das relações institucionais entre os países.

Também estão previstos encontros ligados ao “Diálogo Brasil–China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável” e participação em seminário organizado pela ABPA.

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Pastejo diferido reduz custos e ajuda pecuária na seca


Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe
Bovinos em área de pastagem. Foto: Divulgação/Agropecuária Maragogipe

Com a aproximação do período seco, cresce a preocupação dos pecuaristas com a oferta de alimento para o rebanho sem aumento expressivo dos custos de produção. Nesse cenário, o pastejo diferido vem ganhando espaço como alternativa para garantir forragem durante a estiagem e reduzir a necessidade de volumosos.

A estratégia consiste em vedar áreas de pastagem ainda no período das águas para acumular massa de forragem que será utilizada ao longo da seca. A prática tem sido adotada principalmente em regiões onde a queda das chuvas afeta diretamente a disponibilidade e a qualidade do pasto.

Segundo o técnico em agricultura e vendedor externo da Nossa Lavoura, Robson Luiz Slivinski Dantas, o manejo permite atravessar o período crítico com mais segurança nutricional.

“Com o pastejo diferido, o pecuarista consegue garantir alimento mesmo quando o pasto perde qualidade e quantidade de biomassa, evitando queda no ganho de peso e reduzindo custos com volumosos”, afirma.

Planejamento é decisivo

Para que o sistema funcione, o planejamento deve começar ainda antes da pré-seca. A definição das áreas, a escolha das espécies forrageiras e a avaliação das condições do solo são fatores considerados fundamentais para o sucesso da estratégia.

De acordo com Dantas, o ideal é iniciar a preparação entre dois e três meses antes da seca, priorizando piquetes com boa drenagem, fertilidade adequada e histórico de manejo eficiente.

“O planejamento antecipado ajuda a reduzir riscos com pragas, excesso de material fibroso e baixa produtividade”, explica.

Além de garantir alimento ao rebanho, o pastejo diferido também pode trazer ganhos econômicos. Conforme o técnico, enquanto o custo de volumosos na seca varia entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por quilo de matéria seca, a forragem produzida na própria fazenda reduz significativamente as despesas com alimentação.

Segundo ele, a economia pode chegar entre 40% e 60%, dependendo do manejo adotado.

Escolha do capim influencia resultado

A seleção da área destinada ao pastejo diferido deve considerar fatores como fertilidade do solo, facilidade de acesso, histórico de pastejo e drenagem. Em geral, a recomendação é reservar entre 10% e 20% da área total utilizada pelo rebanho.

Entre as espécies mais indicadas estão gramíneas com boa capacidade de acúmulo de biomassa, como:

  • Brachiaria brizantha cv. Marandu;
  • Brachiaria humidicola;
  • capim-tifton 85;
  • Brachiaria decumbens.

Segundo Dantas, o momento da vedação também interfere diretamente na produção de forragem. A recomendação é realizar o fechamento do pasto com altura entre 40 e 60 centímetros e reforçar a adubação nitrogenada após a vedação.

O manejo preventivo contra pragas, principalmente lagartas, também entra na lista de cuidados necessários.

Suplementação continua necessária

Mesmo com maior oferta de forragem, o especialista ressalta que a qualidade nutricional do pasto tende a cair durante a seca. Por isso, a suplementação proteica continua sendo importante para manter o desempenho do rebanho.

Entre os erros mais comuns no uso do pastejo diferido estão a vedação fora do período ideal, ausência de adubação, falta de controle de pragas e sobrepastejo na entrada dos animais.

“Quando bem planejado, o pastejo diferido ajuda a manter o ganho de peso durante a seca, reduz custos e ainda favorece a recuperação mais rápida das pastagens no retorno das chuvas”, conclui.

A Nossa Lavoura participará da Rondônia Rural Show 2026, entre os dias 25 e 30 de maio, em Ji-Paraná (RO), onde apresentará soluções voltadas para pastagem, nutrição e saúde animal.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Projeto amplia uso de etanol nos Estados Unidos



Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação


Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação
Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação – Foto: Divulgação (IA)

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma proposta que permite a venda do combustível E15 durante todo o ano no país. A medida amplia o uso de uma mistura com até 15% de etanol na gasolina e agora segue para análise do Senado norte-americano. O tema mobiliza entidades ligadas ao agronegócio e aos biocombustíveis, que defendem impactos positivos para produtores rurais, consumidores e para a segurança energética do país.

A chamada Lei Nacional de Escolha do Consumidor e do Varejista de Combustíveis foi retirada do projeto da lei agrícola aprovado pela Câmara no fim de abril. Segundo entidades do setor, a ampliação da comercialização do E15 pode aumentar a demanda por milho, principal matéria-prima do etanol nos Estados Unidos, além de reduzir custos para motoristas.

A American Coalition for Ethanol afirmou que a medida pode ajudar consumidores diante da alta dos preços dos combustíveis e contribuir para reduzir impactos de possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo. A entidade também destacou o cenário econômico enfrentado pelos agricultores americanos, que convivem com queda de renda e aumento dos custos de produção.

Dados da Renewable Fuels Association indicam que o E15 já está disponível em mais de 4,8 mil postos de combustíveis nos Estados Unidos. A associação afirma que a mistura oferece economia de até 40 centavos de dólar por galão em relação à gasolina convencional. Nos últimos dias, o desconto médio em comparação ao E10, mistura padrão no país, superou 10%.

Representantes dos produtores de milho também defenderam a aprovação da proposta. A Associação Nacional de Produtores de Milho afirmou que a medida pode fortalecer economias rurais e ampliar o mercado interno para o cereal em um momento de sucessivos prejuízos no campo.

Por outro lado, a Associação Americana de Soja demonstrou preocupação com impactos negativos para produtores da oleaginosa. A entidade informou que análises recentes apontam possível redução da renda líquida agrícola devido às isenções previstas para pequenas refinarias no projeto. A associação afirmou que continuará buscando alternativas que permitam o uso do E15 sem prejuízos ao mercado da soja.

 





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