domingo, maio 17, 2026
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Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana


Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana

O dólar à vista subiu 1,63% nesta sexta-feira (15) e encerrou o pregão a R$ 5,0678, maior fechamento desde terça-feira (8 de abril), segundo os dados informados no mercado. Na semana, a moeda norte-americana acumulou valorização de 3,55%, em um ambiente de fortalecimento global do dólar, alta do petróleo e elevação das taxas dos títulos públicos dos Estados Unidos.

Durante a sessão, a divisa chegou à máxima de R$ 5,0818 no início da tarde. Em maio, o dólar já avança 2,32%, após ter recuado 4,36% em abril. No acumulado de 2026, as perdas da moeda frente ao real diminuíram para 7,67%, depois de terem superado 10% anteriormente.

O movimento desta sexta-feira foi influenciado pelo aumento da aversão ao risco no exterior. A escalada do conflito no Oriente Médio elevou os temores de pressão inflacionária por causa do petróleo. O contrato do Brent para julho subiu 3,35%, para US$ 109,26 por barril, e acumulou alta de 7,87% na semana. Ao mesmo tempo, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, superou 99,000 pontos e avançou mais de 1,40% na semana.

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As taxas dos Treasuries de 10 anos também subiram para 4,59%, o que aumentou a pressão sobre moedas emergentes. Segundo Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, o cenário externo combina juros mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor expectativa de retomada do corte de juros pelo Federal Reserve. No mercado doméstico, agentes também monitoraram o efeito político sobre posições em real.

Para o agronegócio, o câmbio mais alto altera a formação de preços em cadeias exportadoras e pode melhorar a conversão em reais de produtos negociados em dólar. Por outro lado, também encarece insumos importados, como fertilizantes, defensivos e máquinas, além de elevar a volatilidade nas negociações. O efeito final depende da exposição de cada segmento ao mercado externo e ao custo dolarizado.

A trajetória do câmbio no curto prazo segue condicionada ao comportamento dos juros nos Estados Unidos, ao conflito no Oriente Médio e ao ambiente político doméstico. Sem novos dados oficiais sobre fluxo cambial setorial nesta sexta-feira (15), a extensão dos efeitos sobre o agro deverá ser acompanhada principalmente pela evolução dos preços internacionais, do petróleo e das próximas sinalizações do Federal Reserve.

Fonte: Estadão Conteúdo

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