sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Juros disparam e dólar volta ao patamar de R$ 5


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta quarta-feira (20), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o rendimento do Treasury de 30 anos atingiu o maior nível em 19 anos, sinalizando que o mercado exige mais prêmio para financiar a dívida americana. Petróleo acima de US$ 100 e tensões no Oriente Médio ampliam a aversão a risco global.

No Brasil, dólar rompeu R$ 5,00, juros longos abriram e Ibovespa caiu abaixo dos 175 mil pontos. Hoje, atenção ao IGP-M, fluxo cambial e ata do FOMC.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

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Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Inflação da zona do euro acelera para 3% em abril


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

A inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3% em abril na comparação anual, ante 2,6% em março, segundo leitura final divulgada nesta quarta-feira (20) pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado confirmou a estimativa preliminar e veio em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet. Na comparação mensal, o índice de preços ao consumidor subiu 1%.

O dado mantém a inflação do bloco acima da meta oficial de 2% do Banco Central Europeu (BCE). A leitura reforça que a trajetória de desaceleração dos preços no bloco não ocorreu de forma contínua em abril, ainda que o núcleo do índice tenha mostrado arrefecimento.

Segundo a Eurostat, o núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui energia e alimentos, avançou 2,2% em abril na comparação anual. Em março, essa variação havia sido de 2,3%. O número também confirmou a prévia divulgada anteriormente.

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A combinação de inflação cheia em 3% e núcleo em 2,2% é acompanhada pelo mercado por seu potencial efeito sobre a política monetária do BCE. Embora o dado divulgado não traga nova orientação da autoridade monetária, a distância entre a inflação cheia e a meta segue no centro das avaliações sobre juros, crédito e atividade econômica no bloco.

Para o público ligado ao agronegócio, o indicador tem relevância por sinalizar condições macroeconômicas em um mercado relevante para o comércio internacional. Mudanças no ritmo da inflação europeia podem influenciar expectativas para juros, câmbio e consumo, variáveis que afetam fluxos de importação e exportação. No entanto, o dado divulgado nesta quarta-feira (20) não detalha efeitos imediatos sobre alimentos, commodities agrícolas ou compras externas do bloco.

O comportamento da inflação nos próximos meses deve seguir como referência para as decisões do Banco Central Europeu. Sem novos dados sobre consumo, comércio ou política monetária no comunicado da Eurostat, ainda não há base suficiente para estimar desdobramentos setoriais específicos no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Bolsas da Europa sobem com tecnologia, enquanto petróleo e juros seguem no radar


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

As bolsas europeias operavam majoritariamente em alta na manhã desta quarta-feira (20), sustentadas por ações de tecnologia, mas com ganhos contidos pelo cenário geopolítico no Oriente Médio e pelo nível ainda elevado dos juros globais. Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, aos 612,89 pontos. O mercado acompanhava a tensão entre Estados Unidos e Irã, a inflação na zona do euro e o comportamento do petróleo e dos títulos públicos americanos.

Entre os setores do Stoxx 600, tecnologia subia 1,3% e liderava os ganhos. Nas principais praças da Europa, Paris avançava 0,48%, Frankfurt ganhava 0,37%, Milão subia 0,43%, Madri tinha alta de 0,42% e Lisboa avançava 0,58% às 6h58. Londres operava próxima da estabilidade.

No cenário externo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (19) que chegou a avaliar um ataque ao Irã, mas decidiu adiar a decisão por alguns dias. A possibilidade de nova escalada militar mantém o mercado atento ao efeito sobre energia e inflação.

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Mesmo com recuo pelo segundo dia consecutivo, o petróleo Brent permanecia acima de US$ 109 por barril, patamar ainda elevado. Esse movimento segue sendo acompanhado por agentes econômicos porque o petróleo influencia custos de combustíveis, transporte e insumos, além das expectativas inflacionárias globais.

No mercado de renda fixa, o rendimento do T-bond de 30 anos recuava para 5,167%, depois de tocar 5,201% mais cedo, maior nível desde julho de 2007. Juros mais altos por mais tempo ampliam o custo de financiamento e mantêm pressão sobre ativos sensíveis ao crédito.

Na Europa, a Eurostat confirmou inflação anual de 3% na zona do euro em abril, acima dos 2,6% de março. No Reino Unido, a taxa desacelerou de 3,3% para 2,8% no mesmo período. Para o setor agropecuário, petróleo, inflação e juros seguem como variáveis relevantes para frete, insumos e custo financeiro, embora o conteúdo disponível não detalhe efeitos setoriais imediatos.

O mercado deve continuar reagindo aos desdobramentos entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e à trajetória dos juros de longo prazo. Sem novos dados setoriais específicos, o monitoramento técnico permanece concentrado no efeito dessas variáveis sobre custos e condições financeiras globais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas afetam cana-de-açúcar e batata no Centro-Sul


Segundo informações do Meteored, a chegada de chuvas intensas ao Centro-Sul do Brasil nesta semana acendeu o alerta entre produtores de cana-de-açúcar e batata em áreas de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. A previsão indica acumulados elevados entre domingo e segunda-feira, principalmente em regiões do sul e oeste sul-mato-grossense, noroeste e centro-oeste paranaense e sudoeste paulista. O cenário aumenta o risco de temporais, alagamentos e interrupções nas operações rurais.

De acordo com a análise, as chuvas chegam em um momento considerado sensível para as atividades no campo. A colheita da cana-de-açúcar está no início da safra e depende de períodos de tempo firme para garantir o corte, o carregamento e o transporte da matéria-prima até as usinas. Já nas áreas de batata da segunda safra, parte das lavouras ainda se encontra em fase de frutificação e maturação, etapas em que o excesso de umidade pode comprometer a qualidade dos tubérculos e dificultar a colheita.

Na cana-de-açúcar, o principal impacto esperado é operacional. Conforme o Meteored, “a colheita mecanizada precisa de solo com boa sustentação, e a chuva volumosa pode deixar carreadores, estradas rurais e áreas de corte com barro”. A análise aponta que isso tende a atrasar a entrada das máquinas nas lavouras, reduzir o ritmo de carregamento e afetar a entrega de matéria-prima às usinas, principalmente em áreas atingidas por temporais consecutivos em um intervalo de 48 horas.

O levantamento também destaca a dimensão da atual safra brasileira de cana-de-açúcar. A estimativa para o ciclo 2026/27 é de 9,1 milhões de hectares colhidos, sendo 5,7 milhões localizados na região Sudeste e 2 milhões no Centro-Oeste. Entre os municípios monitorados com maior atenção estão Rio Brilhante, Nova Alvorada do Sul, Dourados e Ivinhema. No Paraná, o alerta inclui Maringá, Loanda, Goioerê e Paranavaí. Em São Paulo, as áreas observadas incluem Ourinhos, Santa Cruz do Rio Pardo e Palmital.

No caso da batata, o relatório ressalta que a cultura apresenta maior sensibilidade ao excesso de chuva. No Paraná, a segunda safra já alcançou 99% da área plantada, enquanto 40% das lavouras foram colhidas. Ainda segundo a análise, 56% das áreas estão em fase de frutificação e 26% em maturação. O texto destaca que “ainda tem bastante batata no campo, que precisa ser colhida com cuidado para evitar encantamento e doenças”.

As áreas de maior atenção para a cultura da batata incluem os municípios de Guarapuava, Pinhão, Palmas, Castro, Lapa e Ponta Grossa. Em São Paulo, o monitoramento se concentra em Itapeva, Capão Bonito, Itapetininga, Buri, Taquarivaí e São Miguel Arcanjo.

Após a passagem das chuvas mais intensas, a recomendação será observar as condições de tráfego e sustentação do solo antes da retomada das atividades. Segundo o Meteored, nos canaviais a prioridade será evitar compactação do terreno durante o retorno das máquinas. Já nas lavouras de batata, a atenção deve se voltar às áreas mais baixas, aos talhões com drenagem lenta e às lavouras próximas da colheita, onde poucos dias de excesso de umidade podem afetar a qualidade do produto.

A previsão indica que a próxima semana será marcada primeiro pela ocorrência das chuvas fortes e, na sequência, pela reorganização das operações no campo. Conforme a análise meteorológica, onde o tempo voltar a firmar rapidamente os impactos devem ficar restritos a atrasos pontuais. Já nas regiões onde a instabilidade persistir, produtores de cana e batata poderão enfrentar mais dificuldades no manejo das lavouras, no transporte da produção e no planejamento operacional das equipes.





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AgroNewsPolítica & Agro

Polos de irrigação mudam a economia no campo


O Brasil possui atualmente cerca de 16 polos de agricultura irrigada reconhecidos pelo Governo Federal e busca ampliar esse modelo para outras regiões do país. A estruturação dos polos ajuda a organizar a gestão da água e impulsiona o crescimento da produção agrícola nas regiões onde são implantados.

Os polos de irrigação funcionam dentro da lógica de gestão das bacias hidrográficas e têm como objetivo auxiliar na governança das demandas regionais para a produção sustentável de alimentos, que inclui o uso da água. Reúnem produtores, técnicos, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e representantes da sociedade em torno do planejamento da irrigação, considerando as características produtivas e hídricas de cada região.

Mais do que áreas de produção, os polos surgem da própria dinâmica das regiões agrícolas e da necessidade de organizar o uso da água, a infraestrutura e o desenvolvimento regional. Ao contrário de programas criados “de cima para baixo”, eles nascem da realidade dos produtores, das bacias hidrográficas e das características de cada território.

“A irrigação não se desenvolve no improviso. Ela cresce onde existe organização do uso da água”, afirma Everardo Mantovani, Professor Titular Sênior da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e conselheiro da Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID).

Segundo ele, os polos ajudam justamente a estruturar esse crescimento. “Onde a irrigação se organiza, a região cresce junto. A produção aumenta, mas também avançam logística, infraestrutura, armazenagem, tecnologia e geração de oportunidades”, destaca.

Pesquisa da Abimaq em parceria com a ESALQ/USP, realizada em quatro polos de agricultura irrigada, identificou impactos econômicos e sociais relevantes nas regiões analisadas. Em alguns casos, o PIB per capita chega a ser até 256% maior em comparação com outros municípios rurais.

O levantamento também aponta maior circulação econômica e menor dependência de programas de transferência de renda em áreas ligadas à agricultura irrigada.

“A água entra na lavoura e o dinheiro circula na cidade”, resume Mantovani.

Hoje, os polos estão presentes em regiões estratégicas da agricultura irrigada brasileira, como Oeste da Bahia, Petrolina/Juazeiro, Alto Paranapanema, Alto Teles Pires, Ibiapaba (CE), Camaquã (RS) e Planalto Central de Goiás, entre outras áreas reconhecidas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Criado em 2019, o Polo de Irrigação do Planalto Central de Goiás é um dos exemplos desse processo. Inicialmente formado por 14 municípios, ele foi reorganizado e atualmente concentra ações em sete cidades: Cristalina, Luziânia, Silvânia, Vianópolis, Ipameri, Campo Alegre de Goiás e Catalão — regiões com forte presença da agricultura irrigada e alta demanda por gestão do uso da água.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 10 milhões de hectares irrigados, mas estimativas técnicas apontam potencial para chegar a até 60 milhões de hectares. Para especialistas do setor, esse crescimento depende cada vez mais de planejamento, governança hídrica e uso eficiente da água.

“A expansão da agricultura irrigada no Brasil atual ocorre principalmente em regiões com gestão estruturada da água, onde o uso é organizado, monitorado e planejado”, explica Mantovani.

Dados do setor mostram que cerca de 45% dos pivôs centrais do país estão na Bacia do Rio Paraná e quase 30% na Bacia do São Francisco — regiões onde a gestão dos recursos hídricos é mais consolidada.

A Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem (ABID) acompanha e participa ativamente desses processos, contribuindo tecnicamente com informações, experiências e apoio à construção de políticas públicas voltadas à agricultura irrigada e à gestão da água há 50 anos.

“Existe um entendimento cada vez maior de que irrigação não significa desperdício. Pelo contrário: a irrigação moderna depende de planejamento, monitoramento e uso eficiente da água”, conclui Mantovani.


 





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Pesagem inteligente ganha protagonismo


O avanço da produção agrícola no Distrito Federal e região tem favorecido a demanda por soluções de pesagem e controle operacional voltadas ao campo. Em 2025, a comercialização de equipamentos como balanças rodoviárias, balanças de fluxo para grãos e sistemas de enchimento de bags e sacos valvulados foi muito positiva, especialmente para o segmento de sementes de soja e milho. Por essas razões, a Toledo do Brasil marca sua presença na AgroBrasília 2026 com expectativas otimistas.

A soja lidera a produção agrícola do DF. Segundo relatório da Emater-DF, em 2025 foram 92 mil hectares plantados e quase 398 mil toneladas produzidas considerando soja grão e sementes. Neste cenário, as culturas de soja, milho e feijão seguem entre as principais atendidas pelas tecnologias de pesagem da Toledo do Brasil no DF, cenário que deve permanecer no primeiro semestre de 2026, acompanhando a expansão das atividades agrícolas da região.

Durante a AgroBrasília 2026, a Toledo do Brasil levará ao Pavilhão de Negócios, na Av. Buriti, Quadra 08, soluções voltadas à pesagem de precisão e análise de grãos. Entre os equipamentos expostos estarão balanças de piso e bancada, balanças analíticas, soluções para pesagem de animais vivos e o lançamento do Medidor de Umidade de Grãos: MUG. O equipamento chega ao mercado com foco em operações agrícolas que buscam mais controle na colheita, armazenamento e comercialização de grãos. “A solução permite medir a umidade de diferentes tipos de grãos de forma rápida, apoiando decisões sobre momento ideal de colheita, armazenamento e processos industriais”, ressalta Paulo Faber, especialista em pesagem e gerente de negócios regionais no DF.

Ele complementa que, no campo, o monitoramento da umidade é utilizado para reduzir perdas operacionais e auxiliar na entrega de grãos dentro dos padrões exigidos pelo mercado. Já em armazenadoras e indústrias, o controle contribui para processos ligados à conservação e qualidade do produto final. “Além do segmento de grãos, a empresa também apresentará soluções para pecuária, com sistemas de pesagem de animais vivos voltados à gestão zootécnica e acompanhamento de desempenho no rebanho”, ele ressalta. Esta presença atende um cenário positivo na pecuária: de acordo com dados da Emater-DF, o rebanho bovino do Distrito Federal alcançou 74.375 cabeças em 2025, com produção de 4,8 milhões de quilos de carne bovina e produção de 32,3 milhões de litros de leite, dados de 2025. 

A expectativa da empresa para a AgroBrasília 2026 é de aumento no fluxo de visitantes e geração de negócios, impulsionados pela busca dos produtores por soluções ligadas à automação, controle e gestão de dados dentro das propriedades rurais. O setor agropecuário no DF, a região reúne desde pequenas propriedades familiares até grandes áreas voltadas à produção de grãos, cenário que amplia a demanda por tecnologias aplicadas à eficiência operacional no campo.





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Embrapa realiza workshop sobre cadeia produtiva do camu-camu em Roraima


Embrapa realiza workshop sobre cadeia produtiva do camu-camu em Roraima

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vista (RR). O encontro será realizado no auditório da Embrapa Roraima, no Distrito Industrial, com foco em agricultores, pequenos e médios produtores, extrativistas, comunidades tradicionais, assistência técnica, estudantes, pesquisadores e empreendedores rurais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta quarta-feira (20), pelo site da unidade.

Segundo a Embrapa, o objetivo do workshop é ampliar o intercâmbio técnico-científico e institucional para fortalecer a cadeia produtiva do camu-camu na Amazônia. A programação aborda manejo, tecnologias de produção, pós-colheita, beneficiamento e inclusão socioprodutiva, com enfoque na economia circular.

De acordo com Edvan Chagas, pesquisador da Embrapa responsável pelo evento, a proposta é integrar conhecimentos sobre cultivo e uso da fruta. O camu-camu é apresentado pela organização como uma espécie silvestre amazônica de interesse econômico e nutricional, com destaque para a alta concentração de vitamina C.

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No primeiro dia, a agenda começa às 7h30, com credenciamento dos participantes. Em seguida, haverá o lançamento do livro “Sabores da Amazônia, receitas de camu-camu, pitadas de vitamina C e antioxidantes”, de Maria Luiza Grigio, pesquisadora do Serviço de Fiscalização da Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Roraima. A programação inclui ainda exposições sobre cultivo e manejo da fruta, com pesquisadores do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, além de experiências socioprodutivas apresentadas pela Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima.

À tarde, uma mesa-redonda reunirá representantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), de empresas privadas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No segundo dia, os participantes farão visita técnica ao Banco Ativo de Germoplasma de Camu-camu, no campo experimental Serra da Prata, em Mucajaí, e acompanharão atividades práticas sobre pós-colheita e beneficiamento.

A programação indica foco em pesquisa, transferência de tecnologia e articulação entre instituições e setor produtivo. Mais informações e a agenda completa estão disponíveis no site da Embrapa Roraima, no menu “Cursos e eventos”.

Fonte: embrapa.br

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Produtores debatem uso do cajueiro em sistemas agroflorestais no Ceará


Produtores debatem uso do cajueiro em sistemas agroflorestais no Ceará

Agricultores familiares de diversos municípios do Ceará participaram, no dia 14 de maio, de uma oficina sobre sistemas agroflorestais (SAFs) com uso do cajueiro como eixo central do modelo produtivo. O encontro reuniu também pesquisadores, técnicos da extensão rural, empreendedores e gestores públicos. A iniciativa foi realizada pela Sítio Zen Agropecuária, em parceria com a Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, com foco na construção de alternativas para uma cajucultura mais sustentável no Semiárido brasileiro.

Durante a oficina, os participantes discutiram avanços e desafios da adoção de SAFs com cajueiro, modelo que combina diferentes espécies vegetais no mesmo sistema de produção. Segundo as instituições envolvidas, a proposta é ampliar a diversificação produtiva e reduzir a dependência de sistemas baseados em monocultivo, em uma região marcada por restrições climáticas e elevada variabilidade hídrica.

Os resultados do encontro serão organizados em um documento técnico. A expectativa é que esse material sirva de base para a concessão de crédito rural por órgãos financiadores voltado à implantação de sistemas agroflorestais com cajueiro. O conteúdo também deverá reunir informações práticas e técnicas para apoiar decisões de produtores e agentes públicos. O texto original não informa valores de investimento, área potencial de adoção nem prazos para disponibilização do documento.

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De acordo com a Embrapa Agroindústria Tropical, o diálogo entre agricultores, pesquisadores e instituições busca formar uma rede de articulação para conectar produtores que hoje atuam de forma dispersa. O projeto também utiliza métodos da sociologia rural para transformar experiências de campo em registros técnicos e científicos acessíveis.

Na prática, esse tipo de sistematização pode apoiar a formulação de políticas públicas, a estruturação de indicadores financeiros e de sustentabilidade e a avaliação da viabilidade econômica e ecológica dos SAFs com cajueiro. Para a agricultura familiar do Semiárido, a discussão envolve manejo, diversificação de renda e organização produtiva.

O próximo passo é consolidar as contribuições da oficina em um documento técnico que permita avaliar, com base metodológica, a adoção dos sistemas agroflorestais com cajueiro. Até a conclusão desse material, ainda não há detalhamento público sobre critérios de financiamento, escala de implantação ou indicadores consolidados de desempenho produtivo.

Fonte: embrapa.br

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Audiência na Câmara destaca queda do desmatamento na Mata Atlântica e debate mudanças legais


Audiência na Câmara destaca queda do desmatamento na Mata Atlântica e debate projetos de lei

Ambientalistas apresentaram nesta terça-feira (19), na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, dados de redução do desmatamento na Mata Atlântica e alertaram para mudanças legislativas que, segundo os participantes da audiência, podem alterar a proteção do bioma. O debate ocorreu durante a chamada “Semana do Agro”, em que o Plenário analisa projetos com reflexos sobre regras ambientais e uso do território.

Segundo estudos da Fundação SOS Mata Atlântica e do MapBiomas citados na audiência, o desmatamento no bioma caiu 28% entre 2024 e 2025, de 53,3 mil hectares para 38,3 mil hectares. No acumulado de dois anos, a redução informada foi de 47%. Já o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou queda de 40% na supressão de vegetação nativa em áreas florestais.

De acordo com Luiz Fernando Pinto, diretor da SOS Mata Atlântica, a restrição de crédito a desmatadores ilegais, a fiscalização e a aplicação de políticas públicas ajudaram a sustentar o recuo. Ele também atribuiu parte do resultado à Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/06), que completa 20 anos em dezembro.

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Durante a audiência, representantes de organizações ambientais afirmaram que propostas em tramitação podem flexibilizar regras de proteção, com destaque para o Projeto de Lei 364/19, aprovado pela Câmara. Segundo Malu Ribeiro, diretora de políticas públicas da SOS Mata Atlântica, a medida afeta áreas de campos de altitude e outras formações não florestais. O conteúdo disponível não traz posicionamento detalhado dos autores dos projetos citados.

Os debatedores também destacaram a pressão urbana sobre o bioma. Restam 24% da vegetação nativa e 12% das florestas, segundo os dados apresentados. O MapBiomas informou ainda que 25% da expansão urbana do país ocorreu em áreas classificadas como de segurança hídrica, alcançando 1.325 municípios.

Para o setor agropecuário, o tema envolve segurança jurídica, exigências ambientais, disponibilidade de água e regras de invasão e recuperação de áreas em uma região que concentra parte relevante da população, da infraestrutura e do mercado consumidor do país.

A audiência indicou que a discussão deve avançar no Congresso entre a manutenção de instrumentos de proteção e propostas de revisão legal. Sem texto consolidado de todas as medidas citadas no debate, a extensão dos efeitos regulatórios sobre produtores e cadeias instaladas no bioma dependerá da tramitação legislativa e da regulamentação posterior.

Fonte: camara.leg.br

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Câmara aprova projeto que autoriza cooperativas a acessar fundos constitucionais


Câmara aprova acesso de cooperativas a fundos regionais de desenvolvimento

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, que permite às cooperativas acessar recursos de fundos constitucionais e regionais de desenvolvimento. A proposta teve 442 votos favoráveis e 2 contrários. Segundo o texto, a medida foi tratada no âmbito da regulamentação da reforma tributária e agora segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, cooperativas poderão acessar recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). A aprovação amplia o alcance desses instrumentos para esse modelo societário, sem criação de nova despesa obrigatória nem renúncia fiscal direta, de acordo com as informações disponíveis no texto aprovado.

Os três fundos têm atuação regional e são voltados ao financiamento de investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico. No caso do agronegócio, a mudança pode alcançar cooperativas agropecuárias, agroindustriais e de crédito instaladas nessas regiões, onde a organização cooperativista tem participação relevante na comercialização, armazenagem, industrialização e acesso a serviços financeiros.

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O texto aprovado pela Câmara não detalha, no conteúdo informado até aqui, critérios operacionais, limites de enquadramento, exigências de contratação ou a lista completa de atividades elegíveis. Esses pontos tendem a ganhar definição na etapa de sanção e, posteriormente, em eventual regulamentação infralegal, conforme o órgão gestor de cada fundo.

Do ponto de vista setorial, o acesso a funding de longo prazo é acompanhado de perto por cooperativas porque pode influenciar projetos de ampliação de capacidade, logística, industrialização e estrutura de atendimento ao produtor. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, isso pode ter relação com cadeias como grãos, proteína animal, leite, fibras e bioenergia, a depender das regras finais de enquadramento.

A tramitação legislativa foi concluída na Câmara com placar de 442 a 2, e a proposta aguarda sanção presidencial. Até a publicação da versão final e das regras de operacionalização, ainda não há base suficiente para mensurar o volume de recursos que poderá ser efetivamente acessado pelas cooperativas nem o alcance prático da medida em cada cadeia produtiva.

Fonte: Estadão Conteúdo

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