Bolsas da Europa sobem com tecnologia, enquanto petróleo e juros seguem no radar

As bolsas europeias operavam majoritariamente em alta na manhã desta quarta-feira (20), sustentadas por ações de tecnologia, mas com ganhos contidos pelo cenário geopolítico no Oriente Médio e pelo nível ainda elevado dos juros globais. Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, aos 612,89 pontos. O mercado acompanhava a tensão entre Estados Unidos e Irã, a inflação na zona do euro e o comportamento do petróleo e dos títulos públicos americanos.
Entre os setores do Stoxx 600, tecnologia subia 1,3% e liderava os ganhos. Nas principais praças da Europa, Paris avançava 0,48%, Frankfurt ganhava 0,37%, Milão subia 0,43%, Madri tinha alta de 0,42% e Lisboa avançava 0,58% às 6h58. Londres operava próxima da estabilidade.
No cenário externo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (19) que chegou a avaliar um ataque ao Irã, mas decidiu adiar a decisão por alguns dias. A possibilidade de nova escalada militar mantém o mercado atento ao efeito sobre energia e inflação.
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Mesmo com recuo pelo segundo dia consecutivo, o petróleo Brent permanecia acima de US$ 109 por barril, patamar ainda elevado. Esse movimento segue sendo acompanhado por agentes econômicos porque o petróleo influencia custos de combustíveis, transporte e insumos, além das expectativas inflacionárias globais.
No mercado de renda fixa, o rendimento do T-bond de 30 anos recuava para 5,167%, depois de tocar 5,201% mais cedo, maior nível desde julho de 2007. Juros mais altos por mais tempo ampliam o custo de financiamento e mantêm pressão sobre ativos sensíveis ao crédito.
Na Europa, a Eurostat confirmou inflação anual de 3% na zona do euro em abril, acima dos 2,6% de março. No Reino Unido, a taxa desacelerou de 3,3% para 2,8% no mesmo período. Para o setor agropecuário, petróleo, inflação e juros seguem como variáveis relevantes para frete, insumos e custo financeiro, embora o conteúdo disponível não detalhe efeitos setoriais imediatos.
O mercado deve continuar reagindo aos desdobramentos entre Estados Unidos e Irã, ao comportamento do petróleo e à trajetória dos juros de longo prazo. Sem novos dados setoriais específicos, o monitoramento técnico permanece concentrado no efeito dessas variáveis sobre custos e condições financeiras globais.
Fonte: Estadão Conteúdo
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