sábado, junho 27, 2026

Autor: Redação

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Assembleia do Paraná homenageia os 70 anos do IDR-Paraná


MDA e Ceará anunciam R$ 19,4 milhões para habitação rural em assentamentos

A Assembleia Legislativa do Paraná homenageou, nesta terça-feira (19), os 70 anos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em sessão solene no plenário da Casa. Na cerimônia, o instituto recebeu Certificado de Menção Honrosa com Voto de Congratulações, por proposição dos deputados Professor Lemos, Alexandre Curi e Hussein Bakri. O reconhecimento foi direcionado à trajetória da instituição no apoio ao meio rural paranaense.

Durante a sessão, parlamentares e representantes do setor público destacaram a participação do IDR-Paraná em ações de pesquisa, inovação, assistência técnica e extensão rural. O deputado Professor Lemos afirmou que a instituição integra o arranjo que contribuiu para consolidar o Paraná como referência na agricultura nacional, com presença em áreas como produção, comercialização, agroindústria, cooperativismo e associações de produtores.

Representando o diretor-presidente do instituto, Natalino Avance de Souza, o diretor de Gestão de Negócios, Richard Golba, afirmou que a extensão rural teve papel histórico no desenvolvimento do estado e destacou novas frentes de atuação. Segundo ele, o Paraná tem cerca de 250 mil estabelecimentos de agricultura familiar, dos quais aproximadamente 160 mil possuem menos de 10 hectares. De acordo com Golba, desde 2019 o instituto ampliou a atuação voltada a esse público.

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Entre os desafios apontados pelo dirigente estão a política de segurança hídrica, o fortalecimento das organizações da agricultura familiar, além de iniciativas já desenvolvidas ao longo das últimas décadas, como apoio ao cooperativismo, organização rural, Click Rural e adequação de estradas rurais.

O deputado Marcio Nunes citou ações de valorização de servidores do IDR-Paraná e da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Já o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Alexandre Leal dos Santos, relacionou a atuação da extensão rural ao avanço da agricultura em pequenas e médias propriedades. O secretário da Fazenda do Paraná, Norberto Ortigara, também associou a trajetória da extensão rural à transformação da agropecuária paranaense.

A homenagem ocorreu em um momento em que a assistência técnica, a pesquisa aplicada e a organização produtiva seguem no centro das políticas voltadas ao campo. Com base nas informações apresentadas na sessão, o foco do IDR-Paraná permanece direcionado ao atendimento da agricultura familiar, à segurança hídrica e ao suporte técnico às cadeias produtivas do estado.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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CNA realiza ação comercial com compradores na China durante missão em Xangai


CNA realiza ação comercial com compradores na China durante missão em Xangai

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta terça-feira (19), em Xangai, na China, uma degustação guiada de produtos brasileiros com potenciais compradores internacionais. A ação integra uma missão comercial iniciada no domingo (17) durante a Sial China e segue até sexta-feira (22), com rodadas de negócios e visitas técnicas a empresas e mercados da região. Segundo a entidade, a iniciativa busca aproximar exportadores brasileiros de importadores e mapear preferências de consumo no mercado asiático.

De acordo com a CNA, a ação foi organizada por meio do projeto agroBR, parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Participam da agenda dez empresários rurais dos segmentos de bebidas, mel, nozes e castanhas, erva-mate, cacau e derivados.

A degustação reuniu importadores e formadores de opinião chineses. Segundo Rita Padilla, assessora de Relações Internacionais da CNA, o encontro permitiu obter devolutivas sobre apresentação de produtos, preferências de paladar e hábitos de consumo no mercado chinês. A proposta, segundo a entidade, é testar a receptividade comercial com foco em origem, qualidade e valor agregado.

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Durante a missão, a comitiva também visita empresas e mercados da região para observar modelos de comercialização, tendências de consumo e práticas adotadas no varejo e na distribuição local. Esse tipo de informação é relevante para exportadores que buscam adaptar portfólio, embalagem, comunicação e estratégia de acesso ao mercado chinês.

Entre os participantes da ação, compradores relataram interesse em conhecer melhor a diversidade dos produtos brasileiros e sua aplicação na culinária. A CNA não informou volumes negociados, valores envolvidos ou contratos fechados até o momento. Sem esses dados, ainda não é possível dimensionar resultado comercial direto da missão.

No comércio exterior agropecuário, ações de promoção como essa costumam funcionar como etapa inicial de abertura ou consolidação de mercado, especialmente em segmentos de maior valor agregado e menor escala do que as commodities tradicionais.

O avanço da missão poderá ser medido pela continuidade das negociações e pela conversão dos contatos em negócios efetivos, o que depende de fatores como demanda, exigências de importação, competitividade e adaptação dos produtos ao mercado local. Até agora, a agenda tem caráter de prospecção comercial e posicionamento de produtos brasileiros na China.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Embrapa anuncia lançamentos técnicos na Megaleite 2026 em Belo Horizonte


Embrapa anuncia lançamentos técnicos na Megaleite 2026 em Belo Horizonte

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Leite participará da Megaleite 2026, entre os dias 1º e 6 de junho, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a instituição lançará o Anuário do Leite 2026 e os novos sumários de touros e vacas das raças Girolando e Gir Leiteiro. A feira é promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando) e tem expectativa de movimentar mais de R$ 300 milhões em negócios, segundo a organização.

Os sumários genéticos serão apresentados em parceria com a Girolando e a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL). De acordo com a Embrapa, os documentos reúnem avaliações genéticas e genômicas de fêmeas e touros, com informações usadas na seleção de animais com maior potencial de transmissão de características como produtividade, longevidade, persistência de lactação e saúde do úbere.

Entre as novidades desta edição estão o Índice de Performance do Girolando (IPG) e o Índice de Produção do Gir Leiteiro (IPGL). As ferramentas incorporam dados como produção de leite, gordura, proteína, idade ao primeiro parto e parentesco médio da população. Na prática, esses indicadores servem de base técnica para decisões de melhoramento dos rebanhos e para a escolha de animais mais adaptados a condições de calor, tema recorrente na pecuária leiteira.

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No primeiro dia do evento, na segunda-feira (1º), a Embrapa também lançará o Anuário do Leite 2026. A publicação será apresentada pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini Leite. Segundo a instituição, o material analisa o mercado de leite em 2025, período marcado por aumento da produção interna e das importações, cenário que resultou em maior oferta de lácteos e redução no preço médio pago ao produtor.

A programação inclui ainda o Curso de Melhoramento Genético de Bovinos Leiteiros, das 8h às 16h, no Auditório do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), ministrado pelo pesquisador Marcos Vinícius Barbosa da Silva. Às 16h30, está previsto o lançamento do anuário. A Embrapa também manterá estande de atendimento ao público ao longo da feira.

A participação da Embrapa concentra informações técnicas sobre genética e mercado em um momento de ajuste da cadeia leiteira. Para produtores e criadores, os lançamentos podem apoiar decisões sobre seleção de rebanho, produtividade e posicionamento diante das condições de oferta e preços no setor.

Fonte: embrapa.br

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Câmara pode votar projetos sobre fertilizantes e seguro rural nesta quarta-feira


CNSeg vê avanço de projeto que muda marco legal do seguro rural

A Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (20), a partir das 13h55, uma pauta que inclui projetos com relação direta ao setor agropecuário. Entre os destaques estão o Projeto de Lei 699/23, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), e o Projeto de Lei 2951/24, que altera normas sobre seguro rural. A sessão também prevê a análise de outras matérias, como a Medida Provisória 1334/26, sobre o piso do magistério.

Na pauta legislativa, o projeto sobre fertilizantes tem origem no Senado e está sob relatoria do deputado Júnior Ferrari (PSD-PA). Pelo conteúdo divulgado, a proposta cria o Profert, voltado ao desenvolvimento da indústria de fertilizantes. O texto analisado pela Câmara não detalha, no material disponível, os instrumentos previstos, eventuais incentivos ou prazos de implementação.

Outro item de interesse para o agro é o Projeto de Lei 2951/24, também do Senado, com relatoria do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR). A proposta altera normas sobre seguro rural, mecanismo usado para mitigar perdas provocadas por eventos climáticos e outros riscos de produção. O resumo disponível da pauta não informa quais dispositivos serão modificados nem os efeitos operacionais imediatos para produtores, seguradoras ou programas públicos.

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A sessão pode analisar ainda a Medida Provisória 1334/26, que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica em 5,4% em 2026, elevando o valor de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para jornada de 40 horas semanais. Embora o tema principal da medida não seja setorial, os projetos sobre fertilizantes e seguro rural concentram o interesse direto do público agropecuário.

Também constam da pauta propostas sobre preços de bens de utilidade pública, medidas ambientais e acesso à informação. Como se trata de pauta de votação, a deliberação final depende da ordem de apreciação e do andamento da sessão plenária.

Para o setor agropecuário, a tramitação dos projetos sobre fertilizantes e seguro rural deve ser acompanhada porque ambos tratam de temas ligados a custo de produção e gestão de risco. Até o momento, o material disponível informa a inclusão das propostas na pauta, mas não detalha o conteúdo final que será levado ao voto no Plenário.

Fonte: camara.leg.br

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Abiec assina memorando com estatal chinesa para logística da carne bovina


ABIEC e ApexBrasil levam Brazilian Beef Connect ao México

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) assinou nesta quarta-feira (20) um memorando de entendimento com a Chongqing Investment Consulting Co. Ltd (CQIC), em Xangai, na China, para modernizar a logística de exportação de carne bovina brasileira. A iniciativa busca ampliar a eficiência no armazenamento e no transporte das cargas. Segundo as entidades, o foco está na estrutura de cadeia fria, considerada um gargalo para parte do setor frigorífico.

Pelo acordo, Abiec e CQIC deverão avaliar locais no Brasil para a eventual implantação de armazéns frigoríficos de grande escala, centros de processamento e distribuição e estruturas de rotatividade com temperatura constante. A proposta também inclui apoio à armazenagem de plantas menores, que hoje enfrentam mais limitações logísticas.

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que a entidade fará a interlocução com as empresas para a escolha das áreas com potencial para receber os empreendimentos. Já a CQIC, estatal ligada ao governo chinês, ficaria responsável pelo investimento e pela execução do projeto, com modelo voltado à construção e ao arrendamento das estruturas.

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Segundo Perosa, a expansão da armazenagem pode dar mais regularidade ao fluxo de embarques e oferecer maior segurança operacional em situações que afetem o escoamento ou a produção. O dirigente citou que estoques refrigerados podem reduzir interrupções em momentos de restrição sanitária ou logística.

O presidente da CQIC, Zhou Wei Zhi, disse que a cadeia logística de frios do Brasil ainda apresenta limitações de infraestrutura e transporte. Entre os pontos mencionados estão a oferta insuficiente de armazéns frigorificados e a dependência do transporte rodoviário. A empresa informou ter experiência em cadeia fria, hubs logísticos, transporte multimodal e planejamento industrial.

A assinatura ocorreu durante a Sial China. Valores de investimento, cronograma de execução e locais prioritários para implantação das estruturas não foram informados até o momento.

Do ponto de vista técnico, o memorando abre uma frente para reduzir ineficiências na exportação de carne bovina ao principal mercado comprador do produto brasileiro. No entanto, os efeitos operacionais e econômicos da parceria ainda dependem da definição dos projetos, das áreas de instalação e do cronograma de execução, que não foram detalhados pelas entidades.

Fonte: abiec.com.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha misto com atenção ao clima


O mercado brasileiro de milho encerrou a segunda-feira com comportamento misto, em um ambiente marcado por baixa liquidez, compradores cautelosos e atenção às condições das lavouras nos principais estados produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a recuperação do dólar deu algum suporte às cotações na B3, enquanto o relatório da Conab acendeu alerta para a safrinha em áreas afetadas por clima adverso.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros tiveram leves oscilações. O vencimento julho de 2026 fechou a R$ 67,20, com alta diária de R$ 0,14 e queda semanal de R$ 1,38. Setembro de 2026 encerrou a R$ 69,73, com baixa de R$ 0,09 no dia e de R$ 1,16 na semana. Novembro de 2026 terminou a R$ 72,64, também com recuo diário de R$ 0,09 e perda semanal de R$ 0,25.

No campo, o cenário segue desigual. Mato Grosso e Paraná mantêm condições favoráveis em parte das áreas, apesar de geadas isoladas e chuvas fortes em algumas regiões paranaenses. Em Goiás, porém, há perdas severas associadas ao estresse hídrico em lavouras plantadas fora da janela ideal.

No Rio Grande do Sul, a colheita chegou a 96% da área, com negócios pontuais e média estadual de R$ 58,08 por saca. Em Santa Catarina, as indicações seguem próximas de R$ 70,00, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00, mantendo o mercado travado pela diferença entre pedidas e ofertas.

No Paraná, a pressão sobre os preços continua, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF e produtores mais flexíveis diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns. Em Mato Grosso do Sul, a oferta elevada mantém o mercado pressionado, com preços entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, apesar da melhora pontual no clima.

 





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Embrapa lança guia sobre controle de parasitoses em aves, suínos e equinos


Embrapa lança guia sobre controle de parasitoses em aves, suínos e equinos

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio-Norte lançou, nesta terça-feira (20), a publicação “Algumas doenças parasitárias de importância veterinária na criação de aves, de suínos e de equinos”. O material apresenta informações sobre prevenção e controle de parasitoses em animais monogástricos e busca ampliar o acesso ao manejo sanitário entre produtores, estudantes e profissionais do setor.

Segundo a Embrapa, a publicação foi elaborada para desmistificar o controle sanitário de aves, suínos e equinos, especialmente em sistemas em que essas criações ganham espaço como atividade secundária nas propriedades. O documento destaca que o desconhecimento sobre agentes infecciosos pode limitar o desenvolvimento produtivo e comprometer o desempenho dos animais.

Um dos diferenciais do material é o “Jogo dos Parasitos – Monogástricos”, composto por 76 cartas para recortar. A proposta é associar, em sequências lógicas, o parasito, a doença provocada, o hospedeiro e os sinais clínicos observados. De acordo com a instituição, o recurso didático foi desenvolvido para facilitar a fixação de conceitos técnicos e reforçar práticas de manejo e higiene que ajudam a reduzir perdas produtivas.

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O guia também detalha parasitos de importância veterinária, como Ascaris suum, em suínos, Strongylus vulgaris, em equinos, e a mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans). Além dos efeitos sobre o desempenho animal, a publicação chama atenção para zoonoses, a exemplo da ascaridíase e das sarnas, que podem ser transmitidas aos seres humanos.

A Embrapa informa ainda que o diagnóstico clínico e laboratorial deve ser feito por médico-veterinário, procedimento considerado necessário para definição do tratamento e para a adoção de medidas sanitárias adequadas. O material está disponível para download gratuito no portal da instituição.

A publicação amplia o acesso a informações técnicas sobre sanidade em criações de monogástricos e pode servir como apoio à capacitação no campo. A Embrapa não informou, no conteúdo disponibilizado, estimativas de alcance da iniciativa ou metas de adoção do material entre produtores.

Fonte: embrapa.br

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Brasil produz 67 mil toneladas de mel, exporta 56% e tem EUA como principal destino


Mel
Foto: Divulgação Sebrae/SP

A produção brasileira de mel alcançou 67 mil toneladas, em 2024. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil ocupa a 7ª colocação no ranking mundial, representando 3% da produção mundial, praticamente empatado com a Argentina (69 mil toneladas).

Os países sul-americanos ficam atrás apenas dos asiáticos, que têm a China como maior produtora (445 mil toneladas). A saber, a produção mundial de mel gira anualmente na casa de 2.300 mil toneladas.

“Em valor, o mercado totalizou 1 bilhão de reais em 2024. O país conta com mais de 100.000 estabelecimentos apícolas e 2,16 milhões de colmeias”, destacou o secretário executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)
Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas) Fonte: FAO. Elaboração: CropLife Brasil.

Do montante em 2024, o Brasil exportou 56% de sua produção de mel. Ao analisar os últimos 20 anos, observa-se que o mercado externo tem sido a principal demanda deste item. Os Estados Unidos são o maior destino das exportações brasileiras, atingindo 80% do total, segundo dados da Comex (MDIC).

O mercado norte-americano é deficitário do produto apícola, utilizado para indústria alimentícia e food service, tornando o país importador líquido deste produto. Os dados exibem a dinâmica da atividade produtiva apícola e seu mercado total, que totalizou R$ 1 bilhão em 2024.

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Fonte: Comex. Elaboração: CropLife Brasil

Produção nacional

Metade da produção em território nacional está concentrada em quatro estados: Paraná (9,8 mil toneladas), Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,1 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas)

Com relação aos valores de mercado, a predominância ocorre nas regiões Sul (R$ 358 milhões) e Nordeste (R$ 342 milhões).

No Sul, a produção de mel é impulsionada pelas extensas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, aliadas à profissionalização dos apicultores e à organização cooperativa. No Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, as condições favoráveis do semiárido e a expansão da agricultura familiar fortalecem a atividade.

O Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos com apicultura, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017.

A região Sul concentra quase 70% dos estabelecimentos brasileiros, puxada pelo estado do Rio Grande do Sul com 37%. Em número de colmeias, o país soma 2,16 milhões, com cerca de 50% (1,04 milhões) estabelecidas na região Sul, sendo 23% só no Rio Grande do Sul.

Os indicadores do atlas da apicultura brasileira integram o Painel de Polinizadores, nova
funcionalidade incorporada à plataforma CropData, que reunirá dados de estabelecimentos com apicultura no país, quantidade de colmeias, produção de mel e comércio do produto.

“Na agricultura moderna, preservar polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental: hoje é sinônimo de excelência produtiva, boas práticas agrícolas, segurança alimentar, rastreabilidade e acesso aos mercados globais”, ressalta Gomides.

Comércio exterior

No primeiro quadrimestre de 2026, a importação brasileira de produtos químicos totalizou US$ 3,26 bilhões, retração de US$ 243 milhões (-6,9%), comparado ao mesmo período de ano anterior.

A queda no valor importado foi observada nos três grupos de produtos monitorados pela CropLife Brasil: defensivos químicos formulados (US$ -168 milhões) e, também, em
composição técnica (US$ -49 milhões) e matéria-prima importada (US$ -26 milhões), estes dois últimos utilizados pela indústria de defensivos químicos para formulação local.

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Fonte: Comexstat. Elaboração: CropLife Brasil

Em volume a retração da importação de defensivos químicos totalizou -7,2% no comparativo de janeiro a abril de 2026 versos 2025. No ano passado, o Brasil importou 420 mil toneladas de defensivos químicos e, neste ano, 390 mil toneladas.

A redução foi de 10 mil toneladas em cada um dos segmentos: matéria prima (-10 mil toneladas), produto técnico (-12 mil toneladas) e produto formulado (-8 mil toneladas).

A China é a principal origem das importações brasileiras de produto técnico e produto formulado. Apesar da retração no volume total importado pelo Brasil no 1º quadrimestre de 2026, houve crescimento da participação do país asiático em ambos os segmentos (+4pp nos produtos formulados e +6pp nos produtos técnicos), reforçando-o como importante parceiro comercial do Brasil.

Do lado das exportações, é observado o consistente crescimento da participação das sementes brasileiras no mercado internacional, desde o início do ano de 2026.

No 1º quadrimestre, houve manutenção do patamar elevado, com as exportações totalizando US$ 83,9 milhões (+US$ 13,6 milhões), avanço de 19,3% comparado ao mesmo período de 2025. O destaque fica para sementes de milho que cresceram US$ 15,7 milhões no período, sendo a Venezuela responsável por 60% desse incremento (+US$ 9,3 milhões).

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IGP-M cai 0,86% na segunda prévia de maio, informa FGV


IGP-M cai 0,86% na segunda prévia de maio, informa FGV

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) recuou 0,86% na segunda prévia de maio, após alta de 2,64% na mesma leitura de abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (20). Na primeira prévia de maio, o indicador ainda havia mostrado avanço de 0,27%. O resultado reflete desaceleração dos três componentes do índice, com destaque para o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M).

Segundo a FGV, o IPA-M passou de alta de 3,41% na segunda prévia de abril para avanço de 0,98% na mesma leitura de maio. O movimento indica perda de ritmo nos preços no atacado, componente de maior peso dentro do IGP-M.

Também houve arrefecimento no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que saiu de 0,82% em abril para 0,52% em maio, e no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que desacelerou de 1,01% para 0,73% no período.

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A leitura mostra mudança relevante em relação ao comportamento observado no mês anterior. Em abril, a segunda prévia havia registrado aceleração disseminada entre os componentes. Em maio, o recuo do IGP-M foi concentrado principalmente na perda de força do IPA-M, indicador acompanhado pelo mercado por refletir preços no atacado e movimentos de custos ao longo das cadeias produtivas.

Para o setor agropecuário, o dado é observado porque o IPA-M capta variações em preços ao produtor e no atacado, o que pode sinalizar mudanças no ambiente de custos e na formação de preços de insumos e produtos. No entanto, a FGV não detalhou, no material apresentado, quais grupos específicos responderam pela desaceleração desta segunda prévia.

O IGP-M também é usado como referência em contratos de aluguel, serviços e outros reajustes, o que mantém o indicador no radar de produtores, cooperativas, empresas e agentes de mercado que acompanham inflação e custos operacionais.

A segunda prévia de maio indica perda de ritmo inflacionário em relação a abril, mas a composição detalhada dos itens responsáveis pelo movimento não foi informada no conteúdo disponível. Novas leituras do indicador devem mostrar se a desaceleração terá continuidade ao longo do mês.

Fonte: Estadão Conteúdo

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O ‘lado bom’ da história ruim: como a alta do petróleo irriga as contas de Brasília 


Dólar sobe no Brasil com avanço do petróleo e alta dos rendimentos dos Treasuries

Quem acompanha o preço dos combustíveis sabe o peso que a crise internacional está trazendo ao bolso do cidadão .

Os conflitos no Oriente Médio empurraram o barril de petróleo para a casa dos US$ 100, encarecendo a energia no mundo todo .

Mas, para o Brasil, essa moeda tem duas faces. Se de um lado a população sofre com a inflação nas bombas, do outro, o cofre de Brasília transborda com uma receita que não estava prevista.

É a história do petróleo gerando um superávit extraordinário de arrecadação para o governo.
Para entender a lógica, o mecanismo é simples: o Brasil hoje exporta muito mais petróleo do que importa.

Quando o preço internacional dispara, o faturamento do país cresce significativamente no saldo final da balança comercial.

Custa US$ 40 para produzir e o mercado global paga US$ 100, sobram US$ 60 de lucro puro por barril.

A eficiência do Pré-Sal e a conta do barril

O grande segredo dessa bonança está na eficiência de produção nacional. Extrair o óleo profundo na camada do Pré-sal é um feito tecnológico que se tornou extremamente vantajoso ao longo dos anos.

O custo puro para tirar o óleo do fundo do mar é muito baixo, cerca de US$ 6. Quando somamos absolutamente tudo, os investimentos em plataformas, o transporte, os impostos e os royalties devidos, o custo total para colocar esse barril prontinho no navio de exportação fica em uma média de US$ 40.

Agora faça a conta: se o custo total é de US$ 40 para produzir e o mercado global paga US$ 100, sobram US$ 60 de lucro puro por barril. É uma margem impressionante que pouquíssimos setores na economia global conseguem entregar hoje em dia.

Para onde vai esse dinheiro todo?

Esse lucro expressivo não fica guardado apenas no caixa das petroleiras; ele irriga os cofres públicos por três caminhos principais:

  • Royalties e Participações Especiais: São as compensações financeiras obrigatórias que as empresas pagam aos estados, municípios e à União pelo direito de explorar o recurso natural.
  • Impostos sobre o Lucro: O Imposto de Renda (IRPJ) e a Contribuição Social (CSLL) incidentes sobre o resultado financeiro gigante das companhias.
  • Dividendos da Petrobras: Como o governo federal é o maior acionista da companhia, uma fatia bilionária desse lucro é depositada diretamente na conta do Tesouro Nacional .

Estudos econômicos recentes mostram que, se o petróleo se mantiver nesse patamar de US$ 100, o governo arrecada mais de R$ 44 bilhões adicionais apenas em impostos e royalties, além de receber perto de R$ 9,5 bilhões extras em dividendos.

Ao todo, a Secretaria de Política Econômica calcula que a alta injete R$ 8,5 bilhões extras por mês nos cofres da União .

Anualmente, esse faturamento extra pode passar dos R$ 100 bilhões . A Secretaria de Política Econômica calcula que a alta do petróleo injete R$ 8,5 bilhões extras por mês nos cofres da União.

O perigo da tentação em ano eleitoral

Esse dinheiro que entra no caixa tem o poder técnico de zerar o déficit das contas públicas do Brasil neste ano. Ou seja, ajudaria a pagar a dívida do país, equilibrar a macroeconomia, segurar a inflação de longo prazo e dar estabilidade para que os juros básicos caiam com segurança.

Seria o uso responsável e técnico de uma receita temporária. No entanto, estamos em um ano eleitoral. E dinheiro sobrando no caixa do governo perto de eleições acende um sinal de alerta vermelho para qualquer analista econômico sério.

A grande tentação de Brasília é capturar esse dinheirama extra e transformá-la em bondades imediatas, subsídios artificiais e expansão de gastos públicos para colher dividendos políticos de curto prazo.

O governo já sinaliza a criação de programas e subsídios bilionários mensais para segurar o preço final do diesel e da gasolina, queimando parte dessa receita extra antes mesmo de ela se consolidar e equilibrar a saúde financeira do país.

Qualquer gestão financeira responsável, seja em uma empresa ou no orçamento doméstico, sabe o que fazer quando recebe uma receita excepcional e inesperada: paga-se as dívidas acumuladas e guarda-se uma reserva para os tempos de escassez.

O petróleo a US$ 100 é um fôlego de emergência excelente para as contas do Brasil, mas é um recurso passageiro e altamente volátil. O lucro extraordinário de hoje deve servir para garantir a segurança econômica do amanhã, e não para financiar o populismo de véspera de eleição.

Se o governo torrar essa montanha de dinheiro em benesses políticas e gastos permanentes para atrair votos agora, quando o preço do barril cair no mercado internacional, a conta vai sobrar novamente para o contribuinte pagar através de mais impostos.

O lucro extraordinário de hoje deve servir para garantir a segurança econômica do amanhã, e não para financiar o populismo de véspera de eleição.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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