quarta-feira, maio 20, 2026
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Brasil produz 67 mil toneladas de mel, exporta 56% e tem EUA como principal destino


Mel
Foto: Divulgação Sebrae/SP

A produção brasileira de mel alcançou 67 mil toneladas, em 2024. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil ocupa a 7ª colocação no ranking mundial, representando 3% da produção mundial, praticamente empatado com a Argentina (69 mil toneladas).

Os países sul-americanos ficam atrás apenas dos asiáticos, que têm a China como maior produtora (445 mil toneladas). A saber, a produção mundial de mel gira anualmente na casa de 2.300 mil toneladas.

“Em valor, o mercado totalizou 1 bilhão de reais em 2024. O país conta com mais de 100.000 estabelecimentos apícolas e 2,16 milhões de colmeias”, destacou o secretário executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)

Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas)
Produção mundial de mel, em 2024 (mil toneladas) Fonte: FAO. Elaboração: CropLife Brasil.

Do montante em 2024, o Brasil exportou 56% de sua produção de mel. Ao analisar os últimos 20 anos, observa-se que o mercado externo tem sido a principal demanda deste item. Os Estados Unidos são o maior destino das exportações brasileiras, atingindo 80% do total, segundo dados da Comex (MDIC).

O mercado norte-americano é deficitário do produto apícola, utilizado para indústria alimentícia e food service, tornando o país importador líquido deste produto. Os dados exibem a dinâmica da atividade produtiva apícola e seu mercado total, que totalizou R$ 1 bilhão em 2024.

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)

Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Exportação brasileira de mel por país de destino (mil toneladas)
Fonte: Comex. Elaboração: CropLife Brasil

Produção nacional

Metade da produção em território nacional está concentrada em quatro estados: Paraná (9,8 mil toneladas), Piauí (8,6 mil toneladas), Rio Grande do Sul (8,1 mil toneladas) e Minas Gerais (7,3 mil toneladas)

Com relação aos valores de mercado, a predominância ocorre nas regiões Sul (R$ 358 milhões) e Nordeste (R$ 342 milhões).

No Sul, a produção de mel é impulsionada pelas extensas áreas de reflorestamento com pinus e eucalipto, aliadas à profissionalização dos apicultores e à organização cooperativa. No Nordeste, a riqueza da flora da Caatinga, as condições favoráveis do semiárido e a expansão da agricultura familiar fortalecem a atividade.

O Brasil possui mais de 100 mil estabelecimentos com apicultura, segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017.

A região Sul concentra quase 70% dos estabelecimentos brasileiros, puxada pelo estado do Rio Grande do Sul com 37%. Em número de colmeias, o país soma 2,16 milhões, com cerca de 50% (1,04 milhões) estabelecidas na região Sul, sendo 23% só no Rio Grande do Sul.

Os indicadores do atlas da apicultura brasileira integram o Painel de Polinizadores, nova
funcionalidade incorporada à plataforma CropData, que reunirá dados de estabelecimentos com apicultura no país, quantidade de colmeias, produção de mel e comércio do produto.

“Na agricultura moderna, preservar polinizadores deixou de ser apenas uma pauta ambiental: hoje é sinônimo de excelência produtiva, boas práticas agrícolas, segurança alimentar, rastreabilidade e acesso aos mercados globais”, ressalta Gomides.

Comércio exterior

No primeiro quadrimestre de 2026, a importação brasileira de produtos químicos totalizou US$ 3,26 bilhões, retração de US$ 243 milhões (-6,9%), comparado ao mesmo período de ano anterior.

A queda no valor importado foi observada nos três grupos de produtos monitorados pela CropLife Brasil: defensivos químicos formulados (US$ -168 milhões) e, também, em
composição técnica (US$ -49 milhões) e matéria-prima importada (US$ -26 milhões), estes dois últimos utilizados pela indústria de defensivos químicos para formulação local.

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)

Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Importação indústria de defensivos químicos no 1º quadrimestre, por segmento (US$ milhões CIF)
Fonte: Comexstat. Elaboração: CropLife Brasil

Em volume a retração da importação de defensivos químicos totalizou -7,2% no comparativo de janeiro a abril de 2026 versos 2025. No ano passado, o Brasil importou 420 mil toneladas de defensivos químicos e, neste ano, 390 mil toneladas.

A redução foi de 10 mil toneladas em cada um dos segmentos: matéria prima (-10 mil toneladas), produto técnico (-12 mil toneladas) e produto formulado (-8 mil toneladas).

A China é a principal origem das importações brasileiras de produto técnico e produto formulado. Apesar da retração no volume total importado pelo Brasil no 1º quadrimestre de 2026, houve crescimento da participação do país asiático em ambos os segmentos (+4pp nos produtos formulados e +6pp nos produtos técnicos), reforçando-o como importante parceiro comercial do Brasil.

Do lado das exportações, é observado o consistente crescimento da participação das sementes brasileiras no mercado internacional, desde o início do ano de 2026.

No 1º quadrimestre, houve manutenção do patamar elevado, com as exportações totalizando US$ 83,9 milhões (+US$ 13,6 milhões), avanço de 19,3% comparado ao mesmo período de 2025. O destaque fica para sementes de milho que cresceram US$ 15,7 milhões no período, sendo a Venezuela responsável por 60% desse incremento (+US$ 9,3 milhões).

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