sexta-feira, junho 26, 2026

Autor: Redação

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Preços do boi gordo reagem no fechamento da semana; veja as cotações


boi gordo preço em alta
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com maior firmeza dos preços e até mesmo com negociações acima da referência média em determinados estados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a capacidade de retenção dos pecuaristas em estados como Pará, Rondônia e Mato Grosso ainda oferece a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios.

“Em São Paulo também se evidencia encurtamento das escalas de abate levando à retomada das negociações ao nível de R$ 350,00 por arroba”, relata.

De acordo com Iglesias, a demanda doméstica ganha apelo no decorrer de junho em função do início da Copa do Mundo, evento que costuma trazer retorno positivo nas vendas do varejo para a carne bovina.

Preços do mercado atacadista

  • São Paulo: R$ 347,42 — ontem: R$ 345,75
  • Goiás: R$ 325,54 — ontem: R$ 323,57
  • Minas Gerais: R$ 325,88 — ontem: R$ 326,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,98 — ontem: R$ 348,18
  • Mato Grosso: R$ 351,62 — ontem: R$ 352,57

Mercado atacadista

O mercado atacadista fechou a semana apresentando manutenção dos preços. Segundo o analista, a última semana do mês tende a ser pautada por uma reposição mais lenta entre atacado e varejo, algo compreensível em um período de demanda menos aquecida.

  • Traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo
  • Dianteiro: R$ 21,50 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 20,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,0283 para venda e a R$ 5,0263 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9971 e a máxima de R$ 5,0311. Na semana, a moeda recuou 0,75%.

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Ibovespa cai 0,81% e fecha a semana no vermelho com foco em juros, dólar e eleição


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

O Ibovespa fechou esta sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209,61 pontos, após oscilar entre 174.893,37 e 177.648,58 pontos ao longo da sessão. Com o resultado, o principal índice da B3 acumulou baixa de 0,61% na semana, a sexta consecutiva no campo negativo. O movimento ocorreu em meio à posse de Kevin Warsh no Federal Reserve, à sinalização de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos e à repercussão de pesquisa eleitoral no Brasil.

O giro financeiro da sessão somou R$ 21,0 bilhões. Em maio, o Ibovespa recua 5,93%, reduzindo o ganho acumulado no ano para 9,36%. No mercado de câmbio, o dólar avançou 0,54% e encerrou o dia na faixa de R$ 5,02.

No exterior, declarações do diretor do Federal Reserve Christopher Waller reforçaram a leitura de que os juros norte-americanos podem permanecer elevados por mais tempo. Ao mesmo tempo, dados da Universidade de Michigan mostraram piora da confiança do consumidor e alta nas expectativas de inflação. Esse quadro sustentou a alta dos juros futuros e ampliou a cautela com ativos de risco em mercados emergentes.

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Em Nova York, os principais índices acionários fecharam em alta: Dow Jones, 0,58%; S&P 500, 0,37%; e Nasdaq, 0,19%. Na B3, o desempenho foi misto. Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram CSN, com 6,15%, e Usiminas, com 5,61%. Do lado das quedas, Minerva recuou 6,20% e BRF, 4,05%.

Segundo Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o mercado operou entre dois vetores principais: o cenário externo volátil e a reconfiguração do ambiente político doméstico. Já Jucelia Lisboa, economista e sócia da Siegen, avaliou que a combinação de incerteza geopolítica, inflação global e juros mais altos tende a reduzir a atratividade relativa de mercados emergentes como o Brasil.

Para o setor agropecuário, o recuo da Bolsa não traz efeito direto sobre a produção, mas o avanço do dólar e a perspectiva de juros elevados são variáveis acompanhadas por exportadores, cooperativas e tomadores de crédito. Câmbio e custo financeiro influenciam a formação de preços, a rolagem de dívidas e o ambiente de comercialização, embora o conteúdo disponível não detalhe impactos setoriais imediatos.

No curto prazo, a direção dos mercados deve seguir condicionada ao comportamento dos juros nos Estados Unidos, ao câmbio e à evolução do quadro político interno. Sem novos dados específicos para o agronegócio nesta sexta-feira (22), a referência técnica mais imediata para o setor permanece na trajetória do dólar e das condições financeiras.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Medida provisória abre R$ 75,3 milhões para famílias atingidas por enchentes em Minas Gerais


Medida provisória abre R$ 75,3 milhões para famílias atingidas por enchentes em Minas Gerais

O Congresso Nacional analisa a Medida Provisória 1.361/26, que abre crédito extraordinário de R$ 75,3 milhões para atender mais de 10 mil famílias atingidas por desastres climáticos na Zona da Mata mineira. A proposta foi informada nesta sexta-feira (22) e será examinada pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para os plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. Segundo a justificativa oficial, as enchentes comprometeram estruturas essenciais em municípios da região.

De acordo com a mensagem do governo federal encaminhada ao Congresso, a estimativa inicial previa atendimento a 5 mil famílias, com repasse de R$ 7.300 por núcleo familiar. Esse valor, no entanto, foi considerado insuficiente diante da ampliação do número de atingidos e da extensão dos danos registrados na Zona da Mata de Minas Gerais.

A justificativa da medida cita inundações bruscas que afetaram unidades de saúde, escolas e vias de escoamento logístico. Esse ponto tem relevância para o setor produtivo regional, porque estradas e acessos comprometidos podem dificultar o transporte de insumos, alimentos e demais mercadorias. O texto, porém, não detalha quais municípios foram atendidos, nem apresenta estimativa específica de perdas na produção agropecuária ou no fluxo de cargas.

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Pelo conteúdo da proposta, o crédito extraordinário terá impacto no endividamento público, mas não altera a meta de superávit primário de 2026, fixada em R$ 34,3 bilhões. Isso ocorre porque a despesa foi classificada como extraordinária, mecanismo previsto para situações urgentes e imprevisíveis, como calamidades e eventos climáticos.

Após a análise na Comissão Mista de Orçamento, a medida provisória ainda precisará ser votada pela Câmara e pelo Senado para concluir sua tramitação. Até o momento, o material divulgado não informa cronograma de liberação dos recursos aos beneficiários nem critérios operacionais adicionais para o atendimento das famílias.

A tramitação da medida definirá a liberação formal dos recursos e o alcance do atendimento emergencial na região. Como o texto disponível não apresenta recorte sobre impactos diretos na atividade agropecuária local, esse efeito dependerá de informações complementares dos órgãos responsáveis e das prefeituras atingidas.

Fonte: camara.leg.br

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Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos


Ministro cita R$ 240 bilhões contratados em obras rodoviárias em três anos

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta quinta-feira (22), no Guarujá (SP), que foram contratados R$ 240 bilhões em investimentos em obras rodoviárias nos últimos três anos. Segundo ele, os contratos firmados no período já estão em execução ou em fase de maturação, com prazo de até três anos. A declaração foi dada durante participação em fórum promovido pela Esfera.

Santoro disse que o volume contratado reflete a estruturação de projetos e um ambiente regulatório voltado à atração de investidores privados. Como exemplo, citou o leilão da Rota dos Sertões, marcado para quinta-feira, descrito por ele como a 24ª licitação da atual gestão.

De acordo com o ministro, a combinação entre projetos considerados viáveis e regulação adequada tende a manter o interesse do mercado em concessões e obras de infraestrutura. O detalhamento por trecho, cronograma físico-financeiro e distribuição regional dos R$ 240 bilhões não foi apresentado no painel.

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No mesmo debate, o senador Marcos Rogério afirmou que os gargalos logísticos não impedem a produção nacional, mas elevam o custo de escoamento. A observação tem relação direta com cadeias que dependem de transporte rodoviário, como grãos, carnes, insumos e produtos industrializados de origem agropecuária.

No Brasil, a malha rodoviária tem peso central no transporte de cargas. Nesse contexto, concessões, duplicações, manutenção e recuperação de estradas influenciam o tempo de viagem, o custo do frete e o acesso a portos, armazéns e polos consumidores.

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o órgão atua na cobrança de planejamento e execução para reduzir o risco de paralisação de obras. Segundo ele, a continuidade dos projetos é parte da agenda de infraestrutura de longo prazo do país.

Para o setor agropecuário, os efeitos práticos desses contratos dependerão da execução dos empreendimentos, da localização dos trechos atendidos e da integração com corredores logísticos de exportação. Sem a relação detalhada das obras e dos prazos individuais, ainda não é possível medir de forma precisa o alcance de cada investimento sobre as cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Brasil embarca primeira carga de uvas com tarifa zero para a União Europeia


Caravana Agro Exportador destaca mercado externo para fruticultura em Petrolina

A primeira carga de uvas frescas brasileiras com tarifa zero para a União Europeia foi embarcada nesta sexta-feira (22), em Petrolina (PE), no Vale do São Francisco. A informação foi divulgada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O embarque ocorre após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, no dia 1º deste mês, que eliminou a tarifa de 12% aplicada ao produto.

O ato simbólico ocorreu no packing house da Fazenda Argofruta, no Vale do São Francisco. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a carga segue por carreta até o Porto de Suape, em Pernambuco, levando os primeiros contêineres de uvas da região já enquadrados na nova condição tarifária.

De acordo com a ApexBrasil, a mudança amplia o acesso da fruticultura brasileira ao mercado europeu. O presidente da agência, Laudemir Müller, afirmou que a União Europeia importa US$ 7 trilhões por ano, sendo US$ 3 trilhões de fora do bloco. Já o Mercosul importa US$ 342 bilhões. Na avaliação dele, a uva está entre os produtos com benefício imediato, enquanto outros itens terão redução tarifária ao longo do cronograma do acordo.

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André de Paula destacou que cerca de 5 mil itens devem ser beneficiados pelo acordo e que a maior parte deles está ligada ao agronegócio. No caso das uvas do Vale do São Francisco, o ministro afirmou que 75% das exportações da região têm como destino a Europa. Com a retirada da tarifa, o produto brasileiro chega ao bloco em condição comercial mais favorável.

O avanço tem efeito direto sobre uma das principais regiões produtoras de frutas irrigadas do país. A redução do custo de entrada no mercado europeu tende a melhorar a competitividade da fruta brasileira frente a outros fornecedores, com reflexos sobre receita de exportação, planejamento de embarques e posicionamento comercial da cadeia.

O texto divulgado não informa o volume embarcado, o número de contêineres nem o valor da carga.

A abertura tarifária para a uva sinaliza uma nova etapa para a fruticultura exportadora brasileira, especialmente no Nordeste. O alcance econômico dessa mudança dependerá do volume efetivamente embarcado, da manutenção da demanda europeia e da capacidade de o setor ampliar oferta, padronização e logística para atender o mercado externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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AgroNewsPolítica & Agro

Bactérias encontradas na macadâmia podem gerar bioinsumos contra doenças da cultura


Pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual Paulista, em parceria com a QueenNut e a Embrapa Meio Ambiente, identificaram que duas bactérias naturalmente associadas à macadâmia — Serratia ureilytica e Bacillus subtilis — apresentam potencial para o controle de doenças que atingem a parte aérea da planta. Problemas nas flores e no caule comprometem a produtividade, reduzem a vida útil dos pomares e afetam a rentabilidade da cultura, que vem ampliando espaço no mercado brasileiro. Os estudos avançam agora para o desenvolvimento de bioinsumos à base desses microrganismos.

A identificação e o isolamento dessas bactérias representam um avanço nas pesquisas voltadas ao controle biológico de dois dos principais problemas sanitários da macadâmia no Brasil: a queima dos racemos, estruturas que agrupam as flores em forma de cacho, e a podridão do tronco.

Os resultados integram a tese de doutorado de Marcos Abreu, desenvolvida na Universidade Estadual Paulista, sob orientação do pesquisador Bernardo Halfeld, da Embrapa Meio Ambiente. As pesquisas surgiram a partir de um levantamento iniciado em 2018 e divulgado pela Embrapa em 2024, que mapeou as principais doenças presentes em plantios comerciais de macadâmia na principal região produtora do país.

De acordo com Abreu, o diagnóstico foi considerado um marco para a cadeia produtiva por reunir, pela primeira vez, informações organizadas sobre os principais patógenos da cultura no Brasil. A partir desse cenário, os pesquisadores passaram a buscar alternativas de manejo mais sustentáveis e alinhadas às exigências de mercados consumidores atentos à redução do uso de agroquímicos.

Segundo Halfeld, o controle de doenças da parte aérea é um dos principais desafios do manejo sanitário da macadâmia. “Os resultados mostram que microrganismos naturalmente associados à cultura são capazes de reduzir os danos causados por doenças importantes e contribuir para um sistema de produção mais profícuo, resiliente e sustentável”, afirma.

Um dos estudos teve foco na queima dos racemos, causada pelo fungo Cladosporium xanthochromaticum. A doença afeta diretamente as estruturas florais da macadâmia e compromete a formação dos frutos. Em condições favoráveis ao fungo, as perdas podem ser significativas.

Os pesquisadores buscaram alternativas biológicas utilizando bactérias naturalmente presentes no ambiente da cultura. A proposta foi utilizar a própria microbiota da macadâmia como aliada no combate ao patógeno.

Foram obtidos 104 isolados bacterianos das flores, sem direcionamento para gêneros específicos, avaliados quanto à capacidade de inibir o desenvolvimento do fungo. Entre os materiais mais promissores, destacaram-se Serratia ureilytica e Bacillus subtilis pelo potencial de reduzir a incidência da doença nas flores e a esporulação do patógeno.

A redução da produção de esporos é considerada estratégica porque interfere diretamente na disseminação da doença dentro do pomar. Na prática, isso significa diminuir os sintomas nas flores e limitar a capacidade do fungo de provocar novas infecções.

Os cientistas também observaram que o efeito benéfico promovido pelos microrganismos ocorre por diferentes mecanismos simultaneamente. Entre eles estão a produção de compostos antifúngicos voláteis e não voláteis e a competição por nutrientes, fatores que interferem diretamente no desenvolvimento do fungo causador da doença. Segundo os pesquisadores, essa combinação de mecanismos amplia o potencial de controle.

Outro aspecto considerado estratégico é o fato de as bactérias serem nativas da própria cultura. Como já estão adaptadas aos órgãos da macadâmia, apresentam maior capacidade de sobrevivência e atuação em condições reais de campo. “Trata-se de uma abordagem bastante promissora porque utiliza microrganismos naturalmente presentes na planta como ferramenta de proteção da própria cultura”, ressalta Abreu.

Os testes também indicaram que a maioria das bactérias apresentou compatibilidade com defensivos agrícolas utilizados na cultura, demonstrando potencial para aplicação em programas de manejo integrado de doenças. A única restrição observada foi em relação ao uso de cobre, ao qual Serratia ureilytica apresentou sensibilidade.

O segundo estudo concentrou-se na podridão do tronco, causada pelo fungo Lasiodiplodia pseudotheobromae. Considerada uma das doenças mais severas da macadâmia, ela provoca lesões em tecidos lenhosos, morte de ramos e, em situações mais graves, perda completa da planta.

Nesse trabalho, os pesquisadores avaliaram o potencial de diversas bactérias, com destaque para espécies do gênero Bacillus, já conhecidas pela atuação no controle biológico de doenças.

Os experimentos foram conduzidos em mudas enxertadas, considerando diferentes combinações entre copa e porta-enxerto. O objetivo foi compreender o efeito das bactérias e sua interação com materiais vegetais de diferentes níveis de resistência genética.

Os resultados mostraram que espécies como Bacillus velezensis e Bacillus subtilis reduziram de forma significativa a severidade das lesões provocadas pelo fungo. As bactérias atuaram inibindo o desenvolvimento do patógeno por meio da produção de metabólitos antifúngicos.

Os pesquisadores também observaram que a combinação entre cultivar e porta-enxerto influencia diretamente os níveis de suscetibilidade à doença e o sucesso do controle biológico. Algumas combinações apresentaram menor severidade da podridão do tronco, indicando potencial para seleção de materiais mais resistentes e para ampliar a eficiência do biocontrole.

Para Luana Vieira, da Universidade Estadual Paulista, os resultados reforçam a importância de estratégias integradas de manejo, associando controle biológico, escolha adequada de materiais genéticos e boas práticas agronômicas.

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores foi a confirmação do potencial de controle biológico diretamente em plantas, e não apenas em testes laboratoriais. Os ensaios realizados em casa de vegetação com mudas enxertadas aproximam os resultados das condições reais de produção, especialmente porque a doença pode causar a morte de plantas jovens com caule de pequeno diâmetro.

Segundo Halfeld, os resultados demonstram que o controle biológico pode atuar em diferentes órgãos da planta, como flores e caule, ampliando as possibilidades de uso de bioinsumos para o controle de doenças da parte aérea.

A análise conjunta dos estudos aponta um avanço para a macadamicultura brasileira. Pela primeira vez, os pesquisadores demonstraram de forma consistente o potencial do controle biológico contra doenças que atingem diferentes fases e estruturas da planta.

Enquanto a queima dos racemos afeta diretamente as flores e compromete a produção de frutos, a podridão do tronco reduz o estabelecimento de mudas em campo e diminui a longevidade dos pomares. A existência de microrganismos capazes de controlar doenças em diferentes órgãos da planta amplia as perspectivas de adoção em programas de manejo integrado.

Os trabalhos também reforçam a importância do uso de microrganismos nativos ou adaptados à cultura. Além de aumentar as chances de sucesso no campo, essa estratégia pode favorecer o desenvolvimento de bioinsumos mais específicos e eficientes para a macadâmia.

Outro ponto destacado é a possibilidade de integração entre controle biológico, manejo químico e resistência genética. Os estudos indicam que o manejo sanitário da cultura tende a evoluir para sistemas combinados, capazes de reduzir perdas com maior estabilidade e menor impacto ambiental.

Apesar dos resultados considerados promissores, os pesquisadores ressaltam que ainda existem etapas importantes antes da adoção comercial em larga escala. Entre os próximos desafios estão o desenvolvimento de formulações dos bioinsumos e a avaliação da viabilidade econômica da tecnologia.

Ainda assim, os cientistas avaliam que os estudos representam um passo importante para a construção de sistemas produtivos mais sustentáveis para a macadâmia. “A tendência é que o manejo de doenças evolua para abordagens integradas, combinando biologia, genética e práticas agronômicas. O controle biológico tem potencial para ocupar papel central nesse processo”, conclui Halfeld.

Com isso, a cadeia produtiva da macadâmia passa a contar com novas perspectivas para ampliar a produtividade, reduzir impactos ambientais e fortalecer a competitividade da cultura no Brasil.

Os resultados estão publicados em dois artigos:

– Efficacy of indigenous bacterial antagonists from the anthosphere of Macadamia integrifolia in controlling Cladosporium raceme blight – autores: Marcos Giovane Pedroza de Abreu, Luana Laurindo de Melo, Vanessa Rafaela de Carvalho (Universidade Estadual Paulista – Unesp), Leonardo Massaharu Moriya (QueenNut Macadâmia), Sonia Claudia do Nascimento de Queiroz e Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira (Embrapa Meio Ambiente).

– Biocontrol potential of stem blight in macadamia by Bacillus spp. in plantlets with different scion-rootstock combinations – autores: Marcos Giovane Pedroza de Abreu, Luana Laurindo de Melo, Vanessa Rafaela de Carvalho (Universidade Estadual Paulista – Unesp), Leonardo Massaharu Moriya (QueenNut Macadâmia) e Bernardo de Almeida Halfeld-Vieira (Embrapa Meio Ambiente)





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Paraná autoriza ponte sobre o Rio Corumbataí entre Godoy Moreira e Barbosa Ferraz


Paraná autoriza ponte sobre o Rio Ivaí entre Jardim Alegre e Grandes Rios

O governo do Paraná autorizou, nesta sexta-feira (22), a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Corumbataí entre Godoy Moreira e Barbosa Ferraz, no Vale do Ivaí. A estrutura terá cerca de 135 metros de extensão e investimento de R$ 29,9 milhões. Segundo o anúncio oficial, a obra substituirá a travessia por balsa usada há mais de 20 anos e encurtará o trajeto entre os municípios.

De acordo com informações divulgadas pelo governo estadual, o convênio foi firmado entre a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) e a Prefeitura de Godoy Moreira. A licitação está em fase final para o início da execução.

Atualmente, a ligação direta entre os dois municípios depende de balsa. Quando a travessia é interrompida ou o nível do rio compromete o acesso, moradores e transportadores precisam utilizar uma rota alternativa de aproximadamente 70 quilômetros. A estimativa oficial é de redução de cerca de 75% no tempo de deslocamento com a nova ponte.

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Para o setor agropecuário, a mudança está ligada à logística regional. A obra tende a facilitar o transporte de produção agrícola, trabalhadores e serviços entre propriedades rurais e centros urbanos do entorno, além de reduzir a dependência de uma estrutura com manutenção frequente.

No mesmo anúncio, o Estado informou outros R$ 17,9 milhões em investimentos para Godoy Moreira. Entre eles, R$ 7,2 milhões para a pavimentação de 6,5 quilômetros da Estrada Ferradura, via rural usada no escoamento da produção. Também foram anunciados equipamentos para apoio a serviços no campo. Godoy Moreira recebeu pá carregadeira, retroescavadeira, rolo compactador, escavadeira e motoniveladora, em aporte superior a R$ 4,1 milhões. Barbosa Ferraz foi contemplada com caminhão, pá carregadeira, retroescavadeira, escavadeira e motoniveladora, somando R$ 4 milhões.

Com a ponte e a pavimentação rural anunciadas, a região pode ganhar maior previsibilidade de tráfego e melhor condição de escoamento. O cronograma detalhado de execução da obra, porém, não foi informado no material divulgado pelo governo estadual.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Relatório eleva gasto previdenciário e revisa Selic, câmbio e inflação para 2026


Relatório eleva gasto previdenciário e revisa Selic, câmbio e inflação para 2026

O segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas de 2026, divulgado nesta sexta-feira (22) pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, revisou para cima a previsão de gastos com benefícios previdenciários e alterou estimativas de indicadores macroeconômicos. O documento elevou em R$ 11,8 bilhões a despesa previdenciária prevista para o ano e atualizou projeções para Selic, câmbio, inflação e preço do petróleo, variáveis acompanhadas por agentes do setor produtivo.

Segundo o relatório, a estimativa de gastos com benefícios previdenciários passou de R$ 1,124 trilhão, prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA), para R$ 1,136 trilhão. Já a projeção para pessoal e encargos sociais foi reduzida de R$ 457,6 bilhões para R$ 454,1 bilhões. Os valores para precatórios e sentenças judiciais foram mantidos em R$ 45,3 bilhões.

Pelo lado das receitas, a previsão com royalties caiu R$ 4,6 bilhões, de R$ 177,1 bilhões para R$ 172,5 bilhões. As receitas com dividendos de estatais subiram de R$ 54,6 bilhões para R$ 55,4 bilhões. As concessões tiveram ajuste de R$ 6,5 bilhões para R$ 6,6 bilhões.

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No cenário macroeconômico, a projeção para a taxa Selic acumulada em 2026 subiu de 13,53% para 13,96%. O câmbio médio estimado para o ano recuou de R$ 5,32 para R$ 5,16 por dólar. O preço médio do barril de petróleo no mercado internacional avançou de US$ 73,09 para US$ 91,25.

As estimativas de inflação também foram elevadas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 3,74% para 4,49%, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu de 3,76% para 4,57%. A projeção para a massa salarial nominal foi de 10,32% para 10,38%.

Para o agronegócio, esses parâmetros servem de referência para custo de capital, financiamento, formação de preços e despesas com energia, fertilizantes, combustíveis e frete. A alta do petróleo e dos índices de inflação, por exemplo, tende a ser acompanhada de perto por produtores, cooperativas e agroindústrias.

O relatório não detalha, neste recorte, impactos setoriais específicos sobre o agro. Ainda assim, a combinação de juros projetados em nível elevado, inflação mais alta e petróleo revisado para cima reforça a necessidade de monitoramento das condições de crédito, dos custos operacionais e das margens das cadeias produtivas ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Campo Futuro aponta margens apertadas e negativas em hortaliças, camarão e cana


Campo Futuro aponta margens apertadas e negativas em hortaliças, camarão e cana

O Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizou entre segunda-feira (19) e quinta-feira (22) painéis de levantamento de custos de produção para batata, camarão e cana-de-açúcar. As análises abrangeram propriedades modais em Perdizes (MG), Guarapuava (PR), Itabaiana (PB) e Nova Alvorada do Sul (MS). Os resultados indicaram margens apertadas ou negativas em parte das atividades avaliadas.

Na aquicultura, o painel em Itabaiana (PB), realizado na segunda-feira (19), considerou uma propriedade modal com 20 hectares de área total, 2,3 hectares de área produtiva em viveiro escavado e produção de 6 toneladas por ciclo, com duração média de 90 dias. Segundo o levantamento, ração representa 40% dos custos, forma jovem 36% e energia elétrica 8%, concentrando mais de 80% do gasto total. A taxa de mortalidade de 50% foi apontada como um dos principais gargalos, com efeito direto sobre produtividade e rentabilidade.

Na cana-de-açúcar, o painel em Nova Alvorada do Sul (MS), também na segunda-feira (19), analisou uma propriedade modal de 1.000 hectares, com 80% da produção em áreas arrendadas. A expectativa para a safra 2026/2027 é de 80 toneladas por hectare, com seis cortes por ciclo produtivo e cerca de 130 quilos de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana. De acordo com a CNA, o cenário econômico regional indica margens negativas, com piora na análise de longo prazo.

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Em hortaliças, o painel de batata indústria em Perdizes (MG) avaliou uma propriedade modal com 200 hectares cultivados e produtividade média de 42 toneladas por hectare. Desse volume, 85% seguem para a indústria e 15% para o mercado in natura. A análise de custos e preços no momento da comercialização indicou margens apertadas.

Em Guarapuava (PR), na quarta-feira (21), o levantamento considerou 50 hectares no ciclo das águas e outros 50 hectares no plantio da seca, com produtividades médias de 40 toneladas por hectare e 30 toneladas por hectare, respectivamente. Segundo os produtores, o ciclo das águas tem maior produtividade, mas registra preços mais baixos e maior pressão de pragas e doenças, o que eleva o custo de manejo. O painel apontou margens negativas para a cultura.

O material divulgado informa, no cabeçalho, a realização de painéis em Sergipe, mas o detalhamento do evento de camarão cita Itabaiana, na Paraíba. A CNA não esclareceu essa divergência no conteúdo disponibilizado.

Os levantamentos do Campo Futuro mostram que custo operacional, produtividade, sanidade e preço de comercialização seguem como variáveis centrais para a viabilidade dessas atividades. Sem detalhamento adicional sobre preços, receitas por unidade ou séries históricas, não é possível projetar mudança de margem no curto prazo além do diagnóstico apresentado nos painéis.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Paraná autoriza ponte sobre o Rio Ivaí entre Jardim Alegre e Grandes Rios


Paraná autoriza ponte sobre o Rio Ivaí entre Jardim Alegre e Grandes Rios

O governo do Paraná autorizou nesta sexta-feira (22) a construção de uma ponte sobre o Rio Ivaí para ligação terrestre entre Jardim Alegre e Grandes Rios, no Vale do Ivaí. Segundo as informações divulgadas no evento, a obra terá investimento de R$ 27,8 milhões e deve substituir a dependência atual da travessia por balsa. Com a nova estrutura, o trajeto entre os municípios passará de 75 quilômetros para 29 quilômetros.

De acordo com o anúncio oficial, o percurso que hoje leva cerca de 1 hora e 10 minutos, com passagem por municípios como Lidianópolis e Cruzmaltina, poderá ser feito entre 20 e 30 minutos após a conclusão da ponte. O projeto foi elaborado pela Prefeitura de Grandes Rios e o convênio foi firmado com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seil), com apoio da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi).

No contexto regional, a obra tem relação direta com a circulação de insumos, máquinas e produção agropecuária. O material divulgado pelo Estado informa que agricultores e caminhoneiros devem ter redução de custos logísticos no escoamento da safra, embora não tenham sido apresentados cálculos detalhados de economia por tonelada, frete ou produto.

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No mesmo evento, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) informou investimentos de R$ 3,5 milhões em maquinário para Jardim Alegre e de R$ 3,7 milhões para Grandes Rios. Entre os equipamentos entregues estão caminhão caçamba, escavadeira, motoniveladora, pá carregadeira e rolo compactador. Segundo o governo estadual, os equipamentos integram o programa Estrada Boa, voltado à melhoria da trafegabilidade rural.

Para o setor agropecuário, a combinação entre nova ligação viária e reforço em maquinário municipal pode ampliar a capacidade de manutenção de estradas rurais e reduzir o tempo de deslocamento entre propriedades, centros urbanos e polos de atendimento regional. O cronograma de início e conclusão da ponte, no entanto, não foi informado no conteúdo disponibilizado.

A autorização formaliza uma intervenção de infraestrutura com potencial de alterar a logística local, especialmente para transporte rural e circulação de serviços. A dimensão efetiva desse efeito dependerá da execução da obra, das condições de acesso viário complementar e da manutenção das estradas rurais da região.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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