quarta-feira, junho 17, 2026

Autor: Redação

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Pesquisador da Embrapa entra no Hall da Fama da Citricultura Brasileira


Pesquisador da Embrapa entra no Hall da Fama da Citricultura Brasileira

O engenheiro-agrônomo Walter dos Santos Soares Filho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura e líder do Programa de Melhoramento Genético de Citros da estatal, recebe nesta terça-feira (26), às 9h45, em Cordeirópolis (SP), o Prêmio GConci 2026 – Hall da Fama da Citricultura Brasileira. A homenagem é concedida pelo Grupo de Consultores em Citros (GConci) a profissionais com contribuição de longo prazo ao setor citrícola.

A premiação ocorre na abertura da 51ª Semana da Citricultura, realizada entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis. Segundo o GConci, associação técnica sem fins lucrativos sediada no município, seus integrantes prestam consultoria direta a mais de 40 milhões de plantas cítricas, volume que representa quase 20% da citricultura brasileira.

Walter Soares atua na Embrapa Mandioca e Fruticultura, na Bahia, desde 1976. Doutor em Agronomia, com concentração em Genética e Melhoramento de Plantas, o pesquisador tem trabalho voltado ao desenvolvimento de variedades porta-enxerto com maior eficiência no uso da água, tolerância à seca e à salinidade e resistência ou tolerância a doenças da cultura.

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Esse tipo de pesquisa tem aplicação direta na produção, porque o porta-enxerto interfere no vigor da planta, na adaptação a diferentes ambientes e na resposta do pomar a estresses hídricos e sanitários. Em um cenário de maior pressão climática e fitossanitária, materiais genéticos mais adaptados podem contribuir para reduzir perdas e ampliar a estabilidade produtiva em diferentes regiões citrícolas.

Soares é o quarto pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a receber o prêmio desde 1997. Antes dele, foram homenageados Eduardo Sanches Stuchi, em 2021, Orlando Sampaio Passos, em 2023, e Eduardo Girardi, em 2024, todos ligados à Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Na programação técnica do evento, Walter Soares e Eduardo Girardi participam na quarta-feira (27), às 10h30, da mesa-redonda “Variedades de citros no Brasil”, dentro da sessão sobre tecnologias para implantação de pomares.

A homenagem reforça a centralidade do melhoramento genético para a citricultura, sobretudo em temas como adaptação climática, manejo de doenças e formação de pomares. O conteúdo técnico apresentado durante a Semana da Citricultura deve ampliar o debate sobre materiais mais adequados às condições de produção no país.

Fonte: embrapa.br

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Chuva deve ultrapassar os 200 mm em algumas regiões do país nesta semana, alerta Inmet


Imagem gerada para IA para o Canal Rural

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período entre 25 de maio e 1º de junho indica contraste climático entre as regiões do país. Enquanto áreas do Norte podem registrar volumes superiores a 200 milímetros de chuva, grande parte do Centro-Oeste, interior do Nordeste e regiões de Minas Gerais devem enfrentar tempo seco e baixa umidade do ar.

Segundo o modelo numérico do Inmet, os maiores acumulados de chuva da semana devem se concentrar entre o Amapá, Roraima, norte do Amazonas e do Pará. Já no Sul e em parte do Sudeste, as pancadas serão mais localizadas e concentradas nos primeiros dias da semana.

Norte terá temporais e acumulados acima de 200 mm

Os estados do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima devem concentrar os maiores volumes de precipitação do país nos próximos dias. Em áreas de Roraima, norte do Amazonas e centro-norte do Pará, especialmente nas regiões do Baixo Amazonas e Marajó, os acumulados podem ultrapassar os 200 mm ao longo da semana.

Nas demais áreas do Amazonas e Pará, a chuva ocorre de forma mais irregular, com volumes de até 80 mm. Já no Acre e no norte de Rondônia, as precipitações tendem a ser mais isoladas.

Por outro lado, a metade sul de Rondônia, o Tocantins e o sudeste paraense devem enfrentar tempo firme e umidade relativa do ar próxima dos 30%.

Nordeste

A chuva continua concentrada na faixa litorânea. O destaque fica para o noroeste do Maranhão, onde os acumulados podem chegar a 80 mm durante a semana.

Também há previsão de chuva isolada em todo o litoral nordestino, incluindo a Bahia, onde os volumes podem alcançar até 40 mm. Pancadas isoladas também atingem áreas do norte do Piauí e do Ceará.

Enquanto isso, o interior da região, especialmente áreas do Agreste e Sertão, segue sob influência da estiagem típica desta época do ano. No Piauí, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%.

Centro-Oeste

A previsão aponta baixos volumes de chuva ao longo da semana. Mato Grosso do Sul pode registrar pancadas fortes de forma isolada devido à passagem de sistemas frontais pelo Sul do país.

No sul de Goiás, as chuvas ocorrem com menor intensidade. Já em Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, o tempo firme deve predominar durante toda a semana.

Sudeste

A metade sul da região deve enfrentar pancadas fortes e localmente intensas, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.

A partir de quarta-feira (27), o tempo firme volta a predominar nessas áreas, acompanhado de queda na umidade relativa do ar, que pode atingir os 30%.

Com isso, as pancadas passam a se concentrar no Espírito Santo, Zona da Mata mineira e Vale do Rio Doce. Já o centro-norte de Minas Gerais deve permanecer sem previsão de chuva ao longo de toda a semana.

Sul

Há previsão de chuva para os três estados, mas os maiores acumulados, de até 50 mm, devem ocorrer entre o norte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sul do Paraná.

As instabilidades se concentram nos primeiros dias da semana. Depois disso, um bloqueio atmosférico deve favorecer o retorno do tempo firme na região. Novas áreas de instabilidade voltam a atingir o oeste gaúcho no sábado (30).

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TV Brasil exibe programa sobre combustíveis renováveis nesta segunda-feira


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

A TV Brasil exibe nesta segunda-feira (25), às 23h, o episódio O futuro dos combustíveis, do programa Caminhos da Reportagem. A edição apresenta iniciativas com biometano, e-metanol, hidrogênio verde e substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis em diferentes regiões do país. O tema envolve cadeias de energia e biocombustíveis com interface direta com investimentos, indústria e oferta energética.

Segundo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a reportagem mostra projetos em operação ou em implantação voltados à descarbonização. Um dos destaques é o Porto de Suape, em Pernambuco, onde, de acordo com o diretor de Sustentabilidade e Inovação do complexo, Sóstenes Alcoforado, 39% da energia consumida atualmente já é renovável. A meta informada pela administração é alcançar 50% até agosto ou setembro e 100% no próximo ano.

O programa também apresenta a produção de e-metanol por uma empresa dinamarquesa instalada no complexo portuário. Conforme o representante da European Energy no Brasil, Thiago Arruda, o produto tem a mesma molécula do metanol de origem fóssil, mas é feito a partir de fontes renováveis. A aplicação prevista é no abastecimento marítimo.

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Outro ponto abordado é uma parceria para substituir óleo diesel de usinas térmicas por etanol. A medida amplia o espaço de combustíveis renováveis na matriz energética e dialoga com cadeias já consolidadas no país, como a sucroenergética. A reportagem também cita o biometano, distribuído em Pernambuco e no Ceará, e o avanço do hidrogênio verde, com projetos concentrados no Nordeste, região que reúne ventos persistentes e cerca de 300 dias de sol por ano, segundo informações apresentadas pela produção.

Para o público do agro, o tema é acompanhado de perto porque combustíveis renováveis podem ampliar demanda por biomassa, resíduos, etanol e soluções energéticas ligadas à produção rural. O material divulgado, no entanto, não apresenta estimativas de volume de investimento, capacidade instalada ou impacto econômico detalhado para cada projeto.

A edição vai ao ar às 23h e terá reprise na madrugada de terça-feira (26), às 2h30. O conteúdo também será disponibilizado nas plataformas da emissora. Sem dados adicionais sobre escala produtiva e cronograma dos projetos, a reportagem funciona como panorama inicial sobre tecnologias que avançam na transição energética brasileira.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Durigan defende investimento externo em minerais críticos com regras no Brasil


Durigan defende investimento externo em minerais críticos com regras no Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (25), em São Paulo, que o Brasil está aberto ao investimento estrangeiro em terras raras e minerais críticos, desde que os aportes respeitem a soberania nacional sobre esses recursos. A declaração foi dada após o lançamento do 5º leilão do Eco Invest, programa do Tesouro voltado à atração de capital privado e externo para projetos de sustentabilidade. Segundo o ministro, a estratégia busca ampliar o processamento local e agregar valor às cadeias produtivas no país.

Durigan disse que o governo pretende evitar a exportação de minerais em estado bruto e estimular investimentos em etapas de beneficiamento e desenvolvimento tecnológico dentro do território nacional. De acordo com o ministro, o objetivo é criar condições para que a exploração desses recursos resulte em maior conteúdo industrial e avanço de cadeias associadas.

Nesta etapa do Eco Invest, os setores citados pelo Ministério da Fazenda incluem beneficiamento de minerais críticos, fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, sistemas de baterias, veículos elétricos, química verde, biomateriais, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, além de circularidade de resíduos minerais e industriais.

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Segundo Durigan, o Brasil também trabalha na construção de um arcabouço normativo específico para minerais críticos, além das regras já previstas no Código de Mineração. A proposta, conforme a declaração do ministro, é oferecer segurança jurídica aos investidores e, ao mesmo tempo, preservar o controle nacional sobre os recursos minerais.

Para o setor agropecuário, a menção a fertilizantes verdes e combustíveis verdes coloca o tema no campo da oferta futura de insumos e energia para cadeias produtivas que dependem de custo logístico, mecanização e abastecimento industrial. No entanto, o ministro não detalhou nesta segunda-feira (25) valores por projeto, cronograma regulatório nem metas objetivas de produção ou investimento para cada segmento.

A fala também reforça uma diretriz de política industrial voltada ao processamento interno de matérias-primas, com possível efeito sobre fornecedores, agroindústrias e cadeias ligadas à transição energética.

O avanço dessa estratégia dependerá da regulamentação específica para minerais críticos e da capacidade de converter o Eco Invest em projetos efetivos. Até o momento, as declarações do Ministério da Fazenda indicam a direção da política, mas ainda sem detalhamento completo sobre prazos, volume de recursos e alcance operacional das medidas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Qual é o maior desafio da soja para a próxima safra? Vote na enquete!


Foto: Freepik

O Soja Brasil promove uma enquete para ouvir a opinião do público sobre os principais desafios da soja para a próxima safra. A pergunta é: “Qual é o maior desafio da soja para a próxima safra?”

Os participantes podem escolher entre as opções:

  • Clima irregular
  • Doenças e pragas
  • Entraves internacionais

A votação está disponível no canal do YouTube, onde o público pode participar e contribuir com o debate sobre o cenário da próxima safra.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O resultado da enquete será acompanhado aqui, no site do Soja Brasil, nesta sexta-feira (29).

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Moagem de trigo no Brasil sobe 0,6% em 2025, aponta Abitrigo


Moagem de trigo no Brasil sobe 0,6% em 2025, aponta Abitrigo

A moagem total de trigo no Brasil atingiu 13,275 milhões de toneladas em 2025, volume 0,6% superior ao de 2024, segundo a Pesquisa de Moagem 2025, divulgada nesta segunda-feira (25) pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O avanço corresponde a 76.254 toneladas adicionais no período. O levantamento também apontou taxa média de utilização de 76,6% da capacidade instalada das indústrias.

De acordo com a pesquisa, realizada em parceria com a consultoria Demanda, a extração de farinhas ficou em 76,8%. Em nota, o presidente executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, afirmou que o resultado indica consumo sustentado pela oferta da indústria ao varejo e ao setor de alimentos.

O Paraná manteve a liderança no processamento nacional, com 3,922 milhões de toneladas, o equivalente a 30% da moagem total da amostra. Apesar disso, o estado registrou recuo de 1,1% em relação a 2024. Na sequência, as regiões Norte e Nordeste processaram 3,503 milhões de toneladas, ou 26% do total, com crescimento de 4,7%.

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O Rio Grande do Sul moeu 2,002 milhões de toneladas, com participação de 15% e alta de 3,1%. São Paulo respondeu por 1,725 milhão de toneladas, ou 13% do total, mas teve queda de 7,6%. O grupo formado por Centro-Oeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somou 1,542 milhão de toneladas, com variação de 0,1%. Santa Catarina processou 577,6 mil toneladas, avanço de 7,8%.

A pesquisa também mostra diferença regional no uso de trigo importado. Nas regiões Norte e Nordeste, 95% da matéria-prima moída tem origem externa. Em São Paulo, a participação é de 72%, e no agrupamento Centro-Oeste, MG, RJ e ES, de 64%. A dependência é menor no Rio Grande do Sul, com 18%, no Paraná, com 17%, e em Santa Catarina, com 8%.

No mix de produtos, panificação e pré-misturas respondem por 30% da destinação das farinhas. Massas representam 18%, biscoitos 12%, embalagens de 1 quilo 10%, e pães industriais e embalagens de 5 quilos, 9% cada. A amostra reuniu 105 empresas e 140 plantas moageiras.

Os dados indicam estabilidade no processamento nacional, com diferenças regionais na origem do trigo e no ritmo de moagem. A pesquisa não detalha, porém, os efeitos sobre preços, margens industriais ou demanda futura, o que limita projeções mais amplas sobre o comportamento do setor no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Eco Invest Brasil lança 5º leilão com proteção de IPCA mais 1% ao investidor


Eco Invest Brasil abre leilão com foco em fertilizantes verdes e inovação industrial

O Eco Invest Brasil lançou nesta segunda-feira (25) seu 5º leilão com um mecanismo de proteção para o investidor, segundo detalhou Dario Durigan, do Ministério da Fazenda. De acordo com o governo federal, a estrutura prevê um “colchão de proteção” para assegurar retorno equivalente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 1%. A nova rodada inclui fundos de inovação, linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis para pesquisa aplicada.

Segundo Durigan, o objetivo do mecanismo é reduzir o risco de investimentos em inovação, principalmente em projetos de base tecnológica com maior incerteza de retorno. A modelagem apresentada prevê proteção mínima de rentabilidade ao investidor, ao mesmo tempo em que mantém a possibilidade de ganhos maiores em projetos bem-sucedidos.

Conforme divulgado pelo Tesouro Nacional, o 5º leilão do programa terá seis Fundos de Inovação, além de uma linha de crédito corporativo e recursos não reembolsáveis voltados a pesquisa aplicada e empreendedorismo de base tecnológica. O material disponível não informa, até o momento, o volume financeiro total desta etapa nem os prazos operacionais de cada instrumento.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Entre as cadeias elegíveis estão fertilizantes verdes, combustíveis verdes avançados, automação e inteligência artificial aplicada à indústria, beneficiamento de minerais críticos, sistemas de baterias e veículos elétricos, química verde, biomateriais e circularidade de resíduos minerais e industriais.

Para o setor agropecuário, a relevância técnica está principalmente nas frentes de fertilizantes e energia. Projetos voltados a fertilizantes verdes podem afetar, no médio e longo prazo, a oferta de insumos e a diversificação tecnológica da cadeia. Já os combustíveis verdes avançados se conectam ao debate sobre transição energética, logística e custos operacionais em atividades ligadas ao campo e à agroindústria.

Durigan afirmou que a proposta busca ampliar a participação privada em projetos inovadores com apoio público parcial ao risco. A estrutura, segundo ele, foi desenhada para estimular capital em iniciativas que podem ter retorno elevado, mas que também carregam possibilidade de insucesso.

O avanço prático do leilão para cadeias de interesse do agronegócio dependerá da publicação de detalhes operacionais, do volume efetivamente contratado e da adesão dos investidores. Sem essas informações, ainda não é possível medir com precisão o alcance econômico da nova rodada sobre insumos, energia e competitividade setorial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Eco Invest Brasil homologa R$ 13,2 bilhões para bioeconomia e infraestrutura


Eco Invest Brasil homologa R$ 13,2 bilhões para bioeconomia e infraestrutura

Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima divulgaram nesta segunda-feira (25) o resultado do 4º leilão do Eco Invest Brasil. Foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, com potencial para viabilizar R$ 13,2 bilhões em investimentos em bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura. Desse total, cerca de R$ 9 bilhões devem ser direcionados à Amazônia Legal.

Segundo os dados oficiais, oito instituições financeiras apresentaram propostas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander. Saíram vencedores Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil. Na linha adicional de recursos públicos, o total homologado foi de R$ 2,5 bilhões.

O mecanismo do programa usa blended finance. O Tesouro Nacional empresta recursos às instituições financeiras a 1% ao ano e exige, como contrapartida, pelo menos R$ 3 de capital privado para cada R$ 1 de capital público. De acordo com o governo, essa estrutura resulta em alavancagem de quatro vezes sobre o valor público aportado.

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Dos R$ 13,2 bilhões previstos, R$ 7,2 bilhões devem vir do mercado externo e R$ 2,9 bilhões do mercado interno. Na Amazônia Legal, aproximadamente 90% dos R$ 9 bilhões previstos, ou R$ 7,9 bilhões, devem ser destinados ao eixo de infraestrutura, com projetos de energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono.

Para a bioeconomia, a distribuição informada aponta R$ 1,9 bilhão para sociobioeconomia, com foco em povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, além de R$ 2 bilhões para bioindustrialização. A recuperação produtiva e o manejo florestal somam R$ 527,6 milhões. O turismo sustentável reúne cerca de R$ 900 milhões.

A rodada também passou a incorporar pilares do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia. Para o setor agropecuário e as cadeias da sociobioeconomia, a medida amplia a oferta de financiamento para atividades de base florestal, biomassa, manejo e estrutura logística em uma região onde custo operacional e acesso a crédito ainda limitam a expansão de projetos.

A aplicação efetiva dos recursos ainda dependerá da contratação dos projetos e de validação por auditoria financeira independente e por provedor de segunda opinião, com dados previstos para o primeiro semestre de 2028. Até lá, o monitoramento deverá ser feito pela plataforma pública Monitor Eco Invest, segundo as informações oficiais.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Cotações do feijão preto seguem em alta



Mercado de feijão registrou novas e expressivas valorizações na semana passada


Foto: Canva

O mercado de feijão registrou novas e expressivas valorizações na semana passada, reforçando o movimento de alta que vem sendo observado ao longo de maio, especialmente para o feijão preto.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a demanda por lotes recém-colhidos sustentou o avanço das cotações do feijão preto, em um cenário marcado pelos impactos climáticos no Sul do País e pela menor área cultivada nesta temporada.

Quanto ao feijão carioca, segundo o Cepea, as negociações permaneceram mais limitadas devido à postura cautelosa dos compradores. Ainda assim, a restrição à oferta de grãos de melhor qualidade continua sustentando os preços, que a cada semana alcançam novos recordes da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.





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Ministro admite prorrogação de subsídio ao diesel em meio à guerra no Oriente Médio


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta segunda-feira (25) que o governo federal pode prorrogar a subvenção ao diesel diante da instabilidade provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. A declaração foi dada durante seminário da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Rio de Janeiro. Segundo o ministro, o conflito ainda pode gerar efeitos negativos adicionais sobre os preços de combustíveis.

Ao comentar o pacote adotado para conter a alta do diesel no Brasil, Márcio Elias Rosa disse que as medidas reduziram o risco de repasse mais forte ao setor privado, mas ressaltou que o cenário externo segue em aberto. “É possível que nós tenhamos que reeditar essas medidas ao longo do período”, afirmou.

Entre as ações já anunciadas pelo governo federal, foi zerado o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o óleo diesel. Também foi criada uma subvenção para o diesel importado, apresentada em R$ 1,20 por litro, com divisão de custos entre a União, com R$ 0,60 por litro, e os estados, com os outros R$ 0,60 por litro. Em paralelo, houve subvenção ao diesel produzido no país.

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Questionado sobre eventual mudança nos valores da ajuda, o ministro afirmou que nenhuma alternativa está descartada. Segundo ele, o governo mantém disposição para reagir caso o conflito volte a pressionar o mercado internacional de petróleo.

Para o setor agropecuário, o diesel tem peso direto no transporte da produção, no escoamento para portos e centros consumidores e na operação de máquinas no campo. Por isso, alterações no custo do combustível tendem a afetar despesas logísticas e operacionais em diferentes cadeias produtivas. O material disponível, no entanto, não informa prazo para uma eventual prorrogação nem detalha critérios adicionais para a continuidade da subvenção.

A continuidade das medidas dependerá da evolução do conflito no Oriente Médio e de seus efeitos sobre o petróleo. Até o momento, o governo sinalizou disposição para estender a subvenção, mas ainda não apresentou data, formato final ou custo fiscal atualizado da possível prorrogação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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