Eco Invest Brasil homologa R$ 13,2 bilhões para bioeconomia e infraestrutura

Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima divulgaram nesta segunda-feira (25) o resultado do 4º leilão do Eco Invest Brasil. Foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico na linha principal, com potencial para viabilizar R$ 13,2 bilhões em investimentos em bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura. Desse total, cerca de R$ 9 bilhões devem ser direcionados à Amazônia Legal.
Segundo os dados oficiais, oito instituições financeiras apresentaram propostas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander. Saíram vencedores Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil. Na linha adicional de recursos públicos, o total homologado foi de R$ 2,5 bilhões.
O mecanismo do programa usa blended finance. O Tesouro Nacional empresta recursos às instituições financeiras a 1% ao ano e exige, como contrapartida, pelo menos R$ 3 de capital privado para cada R$ 1 de capital público. De acordo com o governo, essa estrutura resulta em alavancagem de quatro vezes sobre o valor público aportado.
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Dos R$ 13,2 bilhões previstos, R$ 7,2 bilhões devem vir do mercado externo e R$ 2,9 bilhões do mercado interno. Na Amazônia Legal, aproximadamente 90% dos R$ 9 bilhões previstos, ou R$ 7,9 bilhões, devem ser destinados ao eixo de infraestrutura, com projetos de energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono.
Para a bioeconomia, a distribuição informada aponta R$ 1,9 bilhão para sociobioeconomia, com foco em povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, além de R$ 2 bilhões para bioindustrialização. A recuperação produtiva e o manejo florestal somam R$ 527,6 milhões. O turismo sustentável reúne cerca de R$ 900 milhões.
A rodada também passou a incorporar pilares do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia. Para o setor agropecuário e as cadeias da sociobioeconomia, a medida amplia a oferta de financiamento para atividades de base florestal, biomassa, manejo e estrutura logística em uma região onde custo operacional e acesso a crédito ainda limitam a expansão de projetos.
A aplicação efetiva dos recursos ainda dependerá da contratação dos projetos e de validação por auditoria financeira independente e por provedor de segunda opinião, com dados previstos para o primeiro semestre de 2028. Até lá, o monitoramento deverá ser feito pela plataforma pública Monitor Eco Invest, segundo as informações oficiais.
Fonte: gov.br
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