Moagem de trigo no Brasil sobe 0,6% em 2025, aponta Abitrigo

A moagem total de trigo no Brasil atingiu 13,275 milhões de toneladas em 2025, volume 0,6% superior ao de 2024, segundo a Pesquisa de Moagem 2025, divulgada nesta segunda-feira (25) pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo). O avanço corresponde a 76.254 toneladas adicionais no período. O levantamento também apontou taxa média de utilização de 76,6% da capacidade instalada das indústrias.
De acordo com a pesquisa, realizada em parceria com a consultoria Demanda, a extração de farinhas ficou em 76,8%. Em nota, o presidente executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa, afirmou que o resultado indica consumo sustentado pela oferta da indústria ao varejo e ao setor de alimentos.
O Paraná manteve a liderança no processamento nacional, com 3,922 milhões de toneladas, o equivalente a 30% da moagem total da amostra. Apesar disso, o estado registrou recuo de 1,1% em relação a 2024. Na sequência, as regiões Norte e Nordeste processaram 3,503 milhões de toneladas, ou 26% do total, com crescimento de 4,7%.
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O Rio Grande do Sul moeu 2,002 milhões de toneladas, com participação de 15% e alta de 3,1%. São Paulo respondeu por 1,725 milhão de toneladas, ou 13% do total, mas teve queda de 7,6%. O grupo formado por Centro-Oeste, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somou 1,542 milhão de toneladas, com variação de 0,1%. Santa Catarina processou 577,6 mil toneladas, avanço de 7,8%.
A pesquisa também mostra diferença regional no uso de trigo importado. Nas regiões Norte e Nordeste, 95% da matéria-prima moída tem origem externa. Em São Paulo, a participação é de 72%, e no agrupamento Centro-Oeste, MG, RJ e ES, de 64%. A dependência é menor no Rio Grande do Sul, com 18%, no Paraná, com 17%, e em Santa Catarina, com 8%.
No mix de produtos, panificação e pré-misturas respondem por 30% da destinação das farinhas. Massas representam 18%, biscoitos 12%, embalagens de 1 quilo 10%, e pães industriais e embalagens de 5 quilos, 9% cada. A amostra reuniu 105 empresas e 140 plantas moageiras.
Os dados indicam estabilidade no processamento nacional, com diferenças regionais na origem do trigo e no ritmo de moagem. A pesquisa não detalha, porém, os efeitos sobre preços, margens industriais ou demanda futura, o que limita projeções mais amplas sobre o comportamento do setor no curto prazo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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