terça-feira, junho 16, 2026

Autor: Redação

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Estiagem é momento ideal para fazer manutenção da fazenda, diz especialista


Foto; Reprodução/Giro do Boi.
Foto; Reprodução/Giro do Boi.

A estiagem é um período crucial para a manutenção das propriedades rurais, segundo o engenheiro agrônomo Wagner Pires, consultor do Circuito da Pecuária. Ele afirma que a seca oferece uma janela de oportunidades para garantir que a infraestrutura da fazenda esteja pronta para quando as chuvas retornarem.

Pires, que é pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e autor do livro “Pastagem Sustentável de A a Z”, destaca que a entressafra é o melhor momento para realizar reformas nas cercas. “As cercas construídas ou reformadas na seca duram muito mais”, observa. Ele explica que, com o solo seco e compactado, a madeira assenta melhor, conferindo maior firmeza às estruturas.

Confira:

Cuidados com a infraestrutura

O engenheiro agrônomo ressalta que o entorno dos cochos deve receber atenção especial durante a seca. A falta de manutenção pode resultar em sérios problemas quando o período chuvoso chegar. Pires recomenda a realização do “piçarramento”, que consiste na colocação de cascalho ou brita ao redor dos cochos de alimentação do gado. “Essa ação evita que a área vire um lamaçal nas águas, reduzindo problemas de casco no rebanho”, informa.

Além disso, o especialista sugere que sejam realizadas revisões e consertos nos telhados dos cochos cobertos e ajustes nas linhas de trato. A logística interna também deve ser otimizada, com a manutenção das estradas e corredores. “Passar a lâmina nas estradas internas evita atoleiros no final do ano”, afirma Pires.

Combate a plantas invasoras

A seca é também um período propício para o combate a plantas invasoras. Pires recomenda o corte rente ao solo e a aplicação localizada de herbicida diretamente no toco, o que garante eficiência no controle. “O pasto brota com força total nas primeiras chuvas”, diz.

O agrônomo conclui que o planejamento e investimento em infraestrutura são essenciais durante a seca. O pecuarista que utiliza essa fase para manter as cercas, reformar estradas e organizar as praças de alimentação estará mais preparado para o próximo ciclo de chuvas, fortalecendo sua posição no mercado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Dólar cai 0,18% e encerra acima de R$ 5,00 com alívio no exterior


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O dólar à vista fechou esta segunda-feira (25) em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,0190, após oscilar entre a mínima de R$ 4,9943 e a máxima de R$ 5,0210. O movimento acompanhou o comportamento da moeda norte-americana no exterior, em um dia de menor liquidez por causa do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. Ainda assim, a divisa permaneceu acima de R$ 5,00 pelo quinto pregão seguido.

Segundo operadores, divisas emergentes ganharam terreno com a redução da aversão ao risco no mercado internacional, diante de sinais de progresso nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Pela manhã, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que as tratativas com Teerã estavam avançando, enquanto agentes financeiros também reagiram à possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz.

O alívio geopolítico pressionou o petróleo. O contrato do Brent para agosto caiu 6,78% e fechou a US$ 93,42 por barril. Ao longo da tarde, a queda das cotações da commodity e o ajuste de posições reduziram o ritmo de baixa do dólar no mercado doméstico.

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Em maio, a moeda norte-americana acumula alta de 1,34% frente ao real, após recuo de 4,36% em abril. No acumulado de 2026, as perdas do dólar ante a moeda brasileira estão em 8,56%.

A economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, afirmou que a expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã elevou o apetite ao risco e ajudou moedas emergentes, como o real. Já Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, projeta dólar em R$ 5,03 no fim do ano. Em cenário benigno, a taxa poderia recuar para R$ 4,84; em cenário adverso, subir para R$ 5,24.

Para o agronegócio, o câmbio segue como variável central. Um dólar acima de R$ 5,00 tende a sustentar a competitividade das exportações de commodities, mas também mantém pressão sobre custos de insumos importados, como fertilizantes e defensivos. O texto de referência não apresenta estimativas setoriais específicas por cadeia produtiva.

A dinâmica do câmbio nos próximos meses deve continuar sensível ao risco geopolítico, ao comportamento do petróleo e a fatores domésticos, como cenário fiscal e eleições, segundo relatórios de mercado. Sem mudança mais clara nesses vetores, não há base técnica, por ora, para indicar trajetória única para a moeda.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sicoob alcança 10 milhões de cooperados no Brasil


Sicoob alcança 10 milhões de cooperados no Brasil

O Sicoob informou nesta terça-feira (25) que atingiu a marca de 10 milhões de cooperados no Brasil. Segundo a instituição, o total representa avanço de 44% em relação a dezembro de 2025. A base reúne mais de 8 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas, incluindo cerca de 600 mil produtores rurais.

De acordo com os dados divulgados pela cooperativa, o Sicoob encerrou 2025 com R$ 430,1 bilhões em ativos totais, alta de 19,6% ante 2024. O resultado financeiro somou R$ 11,3 bilhões, enquanto o benefício econômico repassado aos cooperados alcançou R$ 49,8 bilhões.

A instituição mantém mais de 4,7 mil pontos de atendimento físico no país e, ao mesmo tempo, ampliou a operação digital. No ano passado, o Super App Sicoob registrou 18 bilhões de transações, segundo a própria cooperativa.

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O modelo de negócio oferece produtos como crédito, investimentos, consórcios, seguros e meios de pagamento. No sistema cooperativo, porém, os associados participam como donos da instituição e têm direito a voto nas decisões, independentemente da quantidade de cotas.

Para o público do agro, o dado mais direto é a presença de cerca de 600 mil produtores rurais na base de cooperados. Esse alcance indica a participação da instituição no financiamento e na prestação de serviços financeiros ao setor, em um ambiente em que crédito, capital de giro, seguros e meios de pagamento têm peso operacional para propriedades, cooperativas e empresas ligadas à cadeia produtiva.

Em nota divulgada pela instituição, o diretor-presidente do Sicoob, Marco Aurélio Almada, afirmou que o cooperativismo financeiro deixou de ser uma opção de nicho e passou a ser uma escolha estratégica para um número maior de brasileiros. A cooperativa não detalhou, no material informado, a divisão por linhas de crédito ou o volume específico destinado ao setor rural.

Os números indicam expansão da base de cooperados e da estrutura financeira do Sicoob. Sem detalhamento adicional sobre carteira rural, inadimplência ou desembolsos por segmento, a dimensão prática sobre o crédito ao agro depende de dados complementares da instituição e do acompanhamento do desempenho do sistema cooperativo ao longo de 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Chuvas elevam preço do etanol hidratado em São Paulo, aponta Cepea


Moagem de cana cai 2,1% no Norte e Nordeste até março

O mercado paulista de etanol registrou recuperação nos preços do hidratado na terceira semana de maio, segundo relatório divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Entre domingo (18) e quinta-feira (22), o indicador do produto subiu 1,27%, após oito semanas seguidas de baixa. O movimento ocorreu em meio a chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar de São Paulo, que reduziram temporariamente o ritmo de moagem e a oferta disponível no mercado spot.

De acordo com o Cepea, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou a semana com média de R$ 2,2492 por litro, valor líquido de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e de Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins). No mesmo intervalo, o etanol anidro teve média de R$ 2,5493 por litro, sem PIS/Cofins, com recuo de 0,73%, mantendo a trajetória de queda.

Segundo o centro de pesquisas, as precipitações provocaram paralisações pontuais em unidades produtoras. Parte das usinas se afastou temporariamente das negociações, enquanto outras passaram a sustentar ofertas em patamares mais altos. No mercado físico, o Indicador diário Esalq/B3 em Paulínia (SP) teve média semanal de R$ 2.351,80 por metro cúbico, alta de 0,91% frente ao período anterior.

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Pelo lado da demanda, o Cepea informou que distribuidoras seguiram concentradas na retirada de volumes já comprados, com número limitado de novos negócios. Os estoques formados nas semanas anteriores atenderam à necessidade imediata de abastecimento, o que reduziu a recomposição no início da safra. O relatório também apontou menor presença de etanol de outros estados nas negociações em São Paulo.

Nas relações de preços do setor sucroenergético, o açúcar cristal foi negociado com prêmio de 24% sobre o etanol hidratado e de 14,2% frente ao anidro. Entre os biocombustíveis, o anidro teve preço 8,57% superior ao hidratado no mercado paulista.

Apesar das interrupções na moagem, o Cepea avalia que as perspectivas para a safra 2026/27 seguem positivas. O volume de chuvas acumulado entre abril e maio favoreceu o desenvolvimento dos canaviais em parte do Centro-Sul, com melhora nas expectativas de produtividade. O centro também destaca expectativa de aumento da produção nacional de etanol ao longo da temporada, com avanço do etanol de milho e recuperação gradual da produtividade da cana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Produtores de soja em Mato Grosso enfrentam alta de custos e baixa rentabilidade


Produtores de soja em Mato Grosso enfrentam um cenário desafiador devido ao aumento dos custos no campo e à perda de rentabilidade nas últimas safras. A situação tem pressionado os agricultores, especialmente na região de Querência, onde muitos tentam repassar áreas arrendadas para reduzir prejuízos e manter compromissos financeiros.

Impactos da alta de custos

O aumento dos custos de arrendamento e a baixa rentabilidade têm gerado preocupações no setor produtivo. De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária, a média estimada de produção para a safra 2026/2027 é de 15,58 sacas por hectare, representando uma alta de 8,55% em relação às últimas três safras.

Quebra de produtividade

A expectativa de colheita de 450.000 hectares de soja e 300.000 de milho nesta temporada não se concretizou, resultando em uma quebra de quatro a cinco sacas por hectare. Os produtores relataram que a colheita foi uma das mais caras, com preços médios R$ 10 inferiores ao ano anterior.

Consequências econômicas

A arrecadação do município de Querência, que depende fortemente da agricultura, também foi afetada. O setor agrícola representa a base da receita econômica local, e a previsão é de uma redução significativa na receita para 2026. Os produtores pedem maior sensibilidade do governo e apoio financeiro para enfrentar as dificuldades atuais.

Necessidade de apoio financeiro

O setor agropecuário clama por medidas de apoio financeiro, especialmente diante das dificuldades de acesso ao crédito. A falta de recursos pode comprometer investimentos e afetar o crescimento da atividade agropecuária nos próximos anos. Discussões sobre renegociações de dívidas estão em andamento no Congresso, mas a execução dessas medidas ainda enfrenta obstáculos.

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Levantamento mostra que pequenos produtores lideram produção de café no Brasil


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Foto: Divulgação/Seagri

Um levantamento inédito do Sebrae mostra que a maioria dos produtores brasileiros de café (54%) é formada por pequenos negócios. O estudo, realizado com base na Pesquisa Nacional de Segmentação dos Produtores de Café, aponta que esses produtores se concentram em propriedades com menos de 20 hectares. Produtores de médio porte são 38% do total e 8% são de grande porte.

O perfil do produtor à frente de pequenos negócios, segundo a pesquisa, tem média de idade de 49 anos e 21 anos de experiência na área. Minas Gerais e São Paulo têm predominância de médios produtores, enquanto estados fora do Sudeste concentram maior número de pequenos produtores, com destaque para Rondônia, onde 87% dos produtores são pequenos negócios, Acre (83%) e Goiás + DF (76%).

A pesquisa entrevistou 1.102 produtores em 14 estados. Mais da metade dos entrevistados tem até o ensino médio completo, pelo menos.

“A escolaridade dos produtores varia consideravelmente entre os estados. Em Minas Gerais, Paraíba, Goiás, Distrito Federal e São Paulo, temos uma maior concentração de pessoas com ensino superior completo e pós-graduação”, aponta a analista de Competitividade do Sebrae, Carmen Sousa.

Escolaridade dos produtores de café

Goiás + Distrito Federal: ensino superior: 47%; pós-graduação: 29%

Paraíba: ensino superior: 53%; pós-graduação: 11%.

São Paulo: ensino superior: 40%; pós-graduação: 11%

Minas Gerais: ensino superior: 45%; pós-graduação: 8%

Os homens são maioria no setor, com 79% de participação, frente a 21% de produtoras de café. A Geração X (41 a 56 anos) é maioria, com 41%; seguido dos boomers (mais de 57 anos), com 29%; e millenials (25 a 40 anos), com 27%. Apenas 3% são da Geração Z, de 18 a 24 anos.

Cafés especiais e certificação

A pesquisa indica que 61% dos entrevistados informaram produzir café especial. Esse resultado se conecta ao fato de que 27% dos produtores já possuem certificações socioambientais e 29% pretendem obter algum tipo de certificação, evidenciando uma crescente valorização de atributos ligados à qualidade e à sustentabilidade.

Outro importante diferencial de qualidade são as indicações geográficas (IGs): o Brasil conta atualmente com 23 IGs de cafés, todas com apoio do Sebrae.

Nesse contexto, destacam-se a adesão dos produtores de São Paulo, que correspondem a 44% dos produtores entrevistados, seguidos por Minas Gerais, com 35%.

“O apoio à gestão para a conquista desses reconhecimentos de qualidade e para a adoção de práticas sustentáveis é fundamental para o fortalecimento do setor e dos empreendedores”, aponta Carmen Sousa. 

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Desclassificação do Boi China no frigorífico pode impactar lucro do confinamento; saiba o motivo


boi gordo China
Imagem gerada por IA

No novo episódio do quadro Dicas do Scoton, no Giro do Boi, o zootecnista e consultor Maurício Scoton trouxe um alerta sobre a desclassificação do Boi China no gancho do frigorífico, tema de extrema relevância para o bolso do invernista e do confinador.

Os pecuaristas muitas vezes contam com o bônus pago pela exportação asiática, mas enfrentam prejuízos no abate devido à idade biológica do animal. Entender esse processo é fundamental para proteger a margem de lucro das operações intensivas.

A China é o principal balizador de margens na pecuária intensiva brasileira, mas suas exigências em relação à idade do animal são rigorosas, gerando surpresas desagradáveis no momento do abate. Para ser considerado Boi China, o animal deve ter, no máximo, quatro dentes permanentes na boca.

Confira:

Impactos financeiros da desclassificação

A premiação do Boi China varia atualmente entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por arroba. Em uma carcaça de 20 arrobas, perder um prêmio médio de R$ 10,00 significa deixar de receber de R$ 200,00 a R$ 240,00 por animal. Esse bônus representa metade da margem líquida de lucro do confinador. Quando o animal é desclassificado pelo fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ele consome a diária cara do confinamento, mas é pago pelo preço do boi comum.

Apesar de muitos produtores realizarem a checagem de boca na balança de entrada do confinamento, os lotes ainda registram de 10% a 30% de desclassificação no frigorífico. O problema está no tempo de trato, já que o pecuarista compra um boi magro de 13 arrobas para engordar até as 20 arrobas, processo que exige de 100 a 120 dias de cocho.

Estratégias para mitigar riscos

Durante os três a quatro meses de confinamento, a nutrição intensa acelera o metabolismo do animal. Se o boi já está próximo do limite de idade, ocorre a troca de dentes, fazendo o animal perder automaticamente o passaporte da exportação no SIF. A razão para um boi leve de apenas 13 arrobas apresentar uma troca de dentes tão avançada está ligada ao manejo inadequado nas fases anteriores.

Para eliminar ou mitigar o risco da desclassificação e proteger a rentabilidade, Maurício Scoton orienta o confinador a adotar duas estratégias de gestão: a compra do boi deve ser feita com atenção à procedência e à idade real do lote. “O lucro do confinamento começa na compra e não na venda”, afirma Scoton. Isso evita que o bônus da China desapareça no balanço do frigorífico.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Entidades pedem ao STF ingresso em ação sobre isenção fiscal ao refino em Manaus


Chevron vende ativos de refino e distribuição na Ásia-Pacífico para a Eneos por US$ 2,17 bilhões

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) e a Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) protocolaram nesta segunda-feira (25) pedido para atuar como amici curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7963, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação discute a constitucionalidade da isenção da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para atividades de refino de petróleo instaladas na Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo as entidades, a participação no processo busca apresentar subsídios técnicos e jurídicos sobre os efeitos da política tributária criada pela Lei Complementar nº 214/2025. Entre os pontos citados estão segurança energética, preservação de empregos, equilíbrio concorrencial, competitividade da indústria nacional e arrecadação pública.

A ADI foi proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Químico. O questionamento recai sobre o trecho da lei que concedeu isenção de CBS e IBS ao refino de petróleo na ZFM. O argumento central é que o benefício pode contrariar princípios constitucionais como isonomia tributária, livre concorrência e neutralidade da reforma tributária.

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De acordo com informações de fontes do setor de combustíveis citadas no material enviado pelas entidades, a expectativa inicial era de que o julgamento ocorresse na sexta-feira (22), mas a análise será reiniciada e passará do formato virtual para o presencial. O texto disponível não informa nova data para deliberação.

No pedido encaminhado ao STF, as entidades também associam o debate à privatização da Refinaria da Amazônia (Ream), concluída em novembro de 2022. FUP e Sindipetro-AM afirmam que a mudança de controle reforçou a concentração privada no mercado regional de combustíveis. As entidades sustentam ainda que novos incentivos tributários ao segmento privado de refino podem ampliar distorções concorrenciais, sem garantia objetiva de redução de preços ou ampliação da atividade de refino.

Em sentido oposto, o diretor de Trading de óleo e derivados da Ream, Rafael Valim Pereira, informou em entrevista na semana anterior que a unidade voltou a refinar entre dezembro e janeiro deste ano.

A decisão do STF pode redefinir o alcance do benefício tributário ao refino na Zona Franca de Manaus e seus efeitos sobre concorrência e formação de preços no mercado de combustíveis. Como diesel e derivados têm peso sobre frete, distribuição e operação de cadeias produtivas, o desfecho do caso tende a ser acompanhado por agentes econômicos que dependem desses custos. Até o momento, não há data informada para a retomada do julgamento presencial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Endividamento rural avança com juros altos, perdas climáticas e crédito restrito


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

O aumento do endividamento no campo passou a ganhar peso na agenda do setor agropecuário após a combinação de juros elevados, perdas climáticas e retração do crédito rural. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram desaceleração nas operações do Plano Safra 2025/2026, com queda de 13% nas contratações de custeio e de 20% nas linhas de investimento em relação ao ciclo anterior. O tema mobiliza produtores, entidades e parlamentares nesta segunda-feira (25).

O movimento ocorre em um contexto de perda de renda e aumento do custo de produção. Segundo relatos de lideranças do setor, o endividamento foi ampliado pela necessidade de manter o plantio e honrar compromissos operacionais em um cenário de fertilizantes, diesel e insumos mais caros, além de menor rentabilidade das lavouras em ciclos recentes.

No crédito direcionado, programas de modernização como Moderfrota e Proirriga registraram retração próxima de 50%, conforme dados citados do Mapa. A redução das linhas oficiais também elevou a dependência de recursos privados. Em Mato Grosso, o produtor rural Regis Porazzi afirmou que parte dos agricultores passou a operar com juros superiores a 16% ao ano diante da menor oferta de crédito oficial.

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No Rio Grande do Sul, o quadro financeiro foi agravado por eventos climáticos extremos. A Defesa Civil estadual informou que as enchentes de 2024 atingiram mais de 206 mil propriedades rurais. A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) estima perdas acumuladas superiores a R$ 100 bilhões nos últimos cinco anos. Em diferentes municípios, produtores relatam venda de máquinas, renegociação de arrendamentos e dificuldade para financiar a próxima safra.

Em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) relaciona a pressão financeira à queda dos preços internacionais de soja e milho, à quebra de produtividade e ao custo do financiamento. No Matopiba, produtores relatam corte de investimentos após irregularidades climáticas e maior pressão bancária.

No Congresso, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) passou a defender com prioridade o Projeto de Lei nº 5.122/2023, que prevê mecanismos de renegociação com recursos do Fundo Social. Entidades também defendem reforço ao seguro rural, ampliação de fundos garantidores e maior previsibilidade para o financiamento da produção.

O cenário indica restrição financeira sobre a safra seguinte, sobretudo onde houve perdas climáticas e recuo da margem. Sem definição sobre renegociação mais ampla e sem recomposição do crédito, permanece a incerteza sobre investimento, área plantada e capacidade de custeio nos próximos ciclos. Não há, no conteúdo disponível, estimativa consolidada do passivo total do setor em nível nacional.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Nova massa de ar polar chega ao Brasil com impacto em 4 regiões


Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta semana reforçando o frio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste nesta última semana de maio.

Uma nova massa de ar polar chega ao Brasil nesta última semana de maio, ajudando a manter as temperaturas baixas na Região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de levar o ar frio ao Nordeste do país.

Antes da chegada do ar polar, uma massa de ar frio remanescente do fim de semana continua influenciando as regiões Sul e Sudeste do oceano, o que suaviza um pouco a sensação de frio. O maior efeito desse afastamento para o oceano é o favorecimento da atuação de instabilidades sobre o centro-sul que vão provocar chuvas mais intensas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta segunda (25) e terça-feira (26).

A nova massa de ar polar começa atuar pelo Sul do Brasil a partir da tarde da terça-feira (26), chegando ao Sudeste na quarta-feira (27) e afetando o Centro-Oeste e o Nordeste na quinta-feira (28).

Como já comentado a nova massa de ar polar passa a atuar na terça-feira (26) a partir da tarde no estado do Rio Grande do Sul. O sistema contribui para segurar o aumento das temperaturas, com máximas que não passam dos 22°C no Oeste, dos 20 no centro e norte, dos 15°C na Serra e dos 17°C nas demais regiões. No fim do dia, as temperaturas retornam para os patamares observados entre o fim de madrugada e o início da manhã de 9°C a 15°C.

Em Santa Catarina e no Paraná, a terça-feira (26) será de frio durante boa parte do dia, com temperaturas máximas variando de 17 a 22°C, proporcionando uma sensação mais amena entre o fim da manhã e o meio da tarde.

No Centro-Oeste, Sudeste e no Nordeste, a sensação de frio atinge somente o leste do Sudeste, abrangendo o leste de São Paulo, o Rio de Janeiro, o centro-sul de Minas Gerais e o Espírito Santo. As temperaturas mínimas variam de 15 a 19°C, com máximas atingindo valores máximos de 23°C. Já no interior do Brasil, as mínimas ficam em 20°C e as máximas podem chegar aos 33°C no norte do Mato Grosso e no interior do Nordeste.

Na quarta-feira (27), a massa de ar polar avança um pouco mais, mantendo o seu núcleo entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Essa condição traz uma ligeira redução nas temperaturas na ordem de 1 a 2°C na Região Sul e com mínimas ocorrendo no fim da noite, valores de 11 a 14°C na maioria das localidades. Frio mais intenso ocorrem nas regiões de Serra e Planalto com temperaturas em torno de 4 a 9°C, com possibilidade de atingirem patamares mais baixos, em torno dos 0°C.

A partir do meio da tarde, os ventos de sul chegam ao Sudeste e porção Sul do Centro-Oeste. Assim, as temperaturas mínimas ocorrem no fim da noite no centro e leste de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul de Minas Gerais e no Mato Grosso do Sul. As temperaturas podem chegar aos 14°C no leste paulista, na região metropolitana da capital e nos 15 e 17°C no sul mineiro e do território fluminense. No Mato Grosso do Sul, o frio ainda é mais ameno, com temperaturas em torno dos 18°C.

Na quinta-feira (28), o ar polar avança mais e se desloca mais para o oceano, o que permite baixar mais a temperatura em parte do centro-sul do Brasil e que os ventos do sul cheguem ao leste do Nordeste. A tendência aponta para uma redução de 1 a 2°C no na região Sul, no Mato Grosso do Sul e no leste do Sudeste.

No entanto, o destaque fica para o impacto no leste e sul da Bahia. O sistema contribui para a que nas temperaturas para valores que, para os sulistas não é nada de se chamar a atenção, mas para os baianos traz uma condição de friagem e com temperaturas de 19 a 24°C, com Salvador chegando aos 26°C. Além disso, o sistema contribui para o aumento das chuvas no sul e leste da Bahia até a porção sul de Salvador. Não será nada alarmante, mas há previsão de chuvas de fraca a moderada intensidade ao longo do dia.

A tendência aponta que os sistemas de chuva e as massas de ar frio vão continuar com baixa amplitude atingindo a Região Sul, o sul do Centro-Oeste e a porção leste do Sudeste, ou seja, o frio mais intenso vai dar uma trégua e não haverá amplitude suficiente para atingir mais o Brasil Central e chegar ao Norte do país.





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