segunda-feira, maio 25, 2026
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Desclassificação do Boi China no frigorífico pode impactar lucro do confinamento; saiba o motivo


boi gordo China
Imagem gerada por IA

No novo episódio do quadro Dicas do Scoton, no Giro do Boi, o zootecnista e consultor Maurício Scoton trouxe um alerta sobre a desclassificação do Boi China no gancho do frigorífico, tema de extrema relevância para o bolso do invernista e do confinador.

Os pecuaristas muitas vezes contam com o bônus pago pela exportação asiática, mas enfrentam prejuízos no abate devido à idade biológica do animal. Entender esse processo é fundamental para proteger a margem de lucro das operações intensivas.

A China é o principal balizador de margens na pecuária intensiva brasileira, mas suas exigências em relação à idade do animal são rigorosas, gerando surpresas desagradáveis no momento do abate. Para ser considerado Boi China, o animal deve ter, no máximo, quatro dentes permanentes na boca.

Confira:

Impactos financeiros da desclassificação

A premiação do Boi China varia atualmente entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por arroba. Em uma carcaça de 20 arrobas, perder um prêmio médio de R$ 10,00 significa deixar de receber de R$ 200,00 a R$ 240,00 por animal. Esse bônus representa metade da margem líquida de lucro do confinador. Quando o animal é desclassificado pelo fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), ele consome a diária cara do confinamento, mas é pago pelo preço do boi comum.

Apesar de muitos produtores realizarem a checagem de boca na balança de entrada do confinamento, os lotes ainda registram de 10% a 30% de desclassificação no frigorífico. O problema está no tempo de trato, já que o pecuarista compra um boi magro de 13 arrobas para engordar até as 20 arrobas, processo que exige de 100 a 120 dias de cocho.

Estratégias para mitigar riscos

Durante os três a quatro meses de confinamento, a nutrição intensa acelera o metabolismo do animal. Se o boi já está próximo do limite de idade, ocorre a troca de dentes, fazendo o animal perder automaticamente o passaporte da exportação no SIF. A razão para um boi leve de apenas 13 arrobas apresentar uma troca de dentes tão avançada está ligada ao manejo inadequado nas fases anteriores.

Para eliminar ou mitigar o risco da desclassificação e proteger a rentabilidade, Maurício Scoton orienta o confinador a adotar duas estratégias de gestão: a compra do boi deve ser feita com atenção à procedência e à idade real do lote. “O lucro do confinamento começa na compra e não na venda”, afirma Scoton. Isso evita que o bônus da China desapareça no balanço do frigorífico.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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