Produtores de soja em Mato Grosso enfrentam alta de custos e baixa rentabilidade

Produtores de soja em Mato Grosso enfrentam um cenário desafiador devido ao aumento dos custos no campo e à perda de rentabilidade nas últimas safras. A situação tem pressionado os agricultores, especialmente na região de Querência, onde muitos tentam repassar áreas arrendadas para reduzir prejuízos e manter compromissos financeiros.
Impactos da alta de custos
O aumento dos custos de arrendamento e a baixa rentabilidade têm gerado preocupações no setor produtivo. De acordo com o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária, a média estimada de produção para a safra 2026/2027 é de 15,58 sacas por hectare, representando uma alta de 8,55% em relação às últimas três safras.
Quebra de produtividade
A expectativa de colheita de 450.000 hectares de soja e 300.000 de milho nesta temporada não se concretizou, resultando em uma quebra de quatro a cinco sacas por hectare. Os produtores relataram que a colheita foi uma das mais caras, com preços médios R$ 10 inferiores ao ano anterior.
Consequências econômicas
A arrecadação do município de Querência, que depende fortemente da agricultura, também foi afetada. O setor agrícola representa a base da receita econômica local, e a previsão é de uma redução significativa na receita para 2026. Os produtores pedem maior sensibilidade do governo e apoio financeiro para enfrentar as dificuldades atuais.
Necessidade de apoio financeiro
O setor agropecuário clama por medidas de apoio financeiro, especialmente diante das dificuldades de acesso ao crédito. A falta de recursos pode comprometer investimentos e afetar o crescimento da atividade agropecuária nos próximos anos. Discussões sobre renegociações de dívidas estão em andamento no Congresso, mas a execução dessas medidas ainda enfrenta obstáculos.
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