domingo, março 15, 2026

Autor: Redação

News

Polinização assistida pode aumentar produtividade e qualidade do café conilon


Polinização; abelha
Foto: Pixabay

O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café conilon, bastante usado como base para o café solúvel. A variedade, também conhecida como robusta, depende de 25% a 45% da polinização cruzada para frutificar.

Segundo dados divulgados pelo governo do estado, a produção chega a quase 70% da safra nacional, tendo sido exportadas 206 mil toneladas de café e derivados entre janeiro e agosto de 2025. E essa produção pode aumentar e melhorar, em quantidade e qualidade, com o incentivo à polinização assistida no estado.

Para sensibilizar produtores e apicultores sobre a importância da polinização para a cafeicultura sustentável no estado, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e a Federação Capixaba de Associações de Apicultores do Espírito Santo (Fecapis) promoveram um seminário sobre o tema, realizado no município de Aracruz no fim de novembro.

“Se a polinização assistida já traz benefícios para o café arábica, que é autopolinizado, imagina para uma espécie que é dependente da polinização?”, provoca a sócia-fundadora da Assessoria Científica e Assessora Executiva do Observatório de Abelhas do Brasil (Abelhar), Dra. Jenifer Ramos.

Maior produtividade e melhor qualidade

O estudo, conduzido de 2021 a 2024 junto à Embrapa Meio Ambiente em fazendas localizadas em São Paulo e Minas Gerais, constatou um aumento de 16,5%, em média, na produtividade do café arábica.

Além disso, também se observou a produção de grãos mais homogêneos e um incremento da qualidade do café, com um aumento de 2 pontos na nota sensorial da bebida, o que possibilitou, em alguns casos, a mudança na classificação de “regular” para “especial”.

“Para o cafeicultor que vai comercializar a produção, isso significa um aumento de valor de 25 dólares por saca. Ter abelhas em campo é dinheiro no bolso do cafeicultor e do apicultor também, pois ele vai poder ofertar mais um serviço que é a polinização assistida”, explica Ramos.

Desafios

Embora o Brasil seja o segundo produtor mundial de café conilon, Ramos conta que existem poucos estudos sobre a polinização dessa espécie. Um outro gargalo, segundo a pesquisadora, é o cadastramento dos apicultores.

“O apicultor tem uma grande janela de oportunidade que é a polinização assistida do café conilon e eles estão tomando consciência disso. Eles sabem que uma contrapartida é eles estarem mais engajados, cadastrados e colocando em prática uma agricultura mais profissionalizada”, afirma Ramos.

O post Polinização assistida pode aumentar produtividade e qualidade do café conilon apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja sem muitas movimentações


O mercado da soja do Rio Grande do Sul opera travado, com produtores descapitalizados e traumatizados por perdas recentes adotando postura defensiva, evitando vendas futuras que possam se transformar em contratos impossíveis de cumprir caso a seca se agrave. As informações são da TF Agroeconômica.

“Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 142,00/sc (+0,71%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,02/sc (+0,51%) semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 136,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Em Santa Catarina, a dependência de importações do Paraná e do Paraguai intensifica-se para manter as plantas agroindustriais operando em plena capacidade. “A logística de recebimento e distribuição via cooperativas e tradings torna-se elemento central na gestão da oferta estadual, com os armazéns funcionando como pontos de consolidação de volumes vindos de outros estados para atender a demanda interna robusta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,82 (+1,07%)”, completa.

No Paraná, a estabilidade dos preços no interior, mesmo com quedas externas, demonstra força do mercado local e retenção por parte das cooperativas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,82. Em Cascavel, o preço foi R$ 131,81 (+0,63%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,33 (+0,80%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,12 (+0,72%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 141,82 (+0,55%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

A capacidade instalada de esmagamento no Mato Grosso do Sul funciona como âncora de demanda, sustentando prêmios atrativos mesmo em momentos de pressão nos mercados externos. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,01 (+0,28%), Campo Grande em R$ 126,66 (+0,00%), Maracaju em R$ 126,66 (+0,00%), Chapadão do Sul a R$ 122,91 (+0,15%), Sidrolândia a em R$ 127,01 (+0,28%)”, informa.

No Mato Grosso, o replantio resulta em mais custos para o produtor. “Campo Verde: R$ 121,95 (+0,43%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,26 (+0,04%), Nova Mutum: R$ 117,26 (+0,04%). Primavera do Leste R$ 121,95 (+0,43%). Rondonópolis: R$ 121,95 (+0,43%). Sorriso: R$ 117,26 (+0,04%)”, conclui.

 





Source link

News

Instituto Butantan inaugura insetário para fortalecer combate a doenças virais


O Instituto Butantan inaugurou um insetário de mosquitos para criação de Aedes aegypti e Aedes albopictus, com nível 2 de biossegurança (NB2), destinado à criação controlada e ao estudo de vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A estrutura permitirá realizar ensaios exigidos pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), produzindo dados para comprovar a segurança ambiental e a ausência de risco de transmissão do vírus vacinal por mosquitos vetores na pesquisa e no desenvolvimento de vacinas contra arboviroses (doenças causadas por mosquitos).

O novo espaço integrará às plataformas de vigilância e diagnóstico do Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVivas) e aos núcleos de Bioinformática e Genômica do Centro de Desenvolvimento Científico (CDC) do Butantan, consolidando um ambiente multidisciplinar que une ciência, inovação e saúde pública.

“Com isso, o Instituto ganha autonomia científica e regulatória, pois passaremos a gerar internamente evidências que sustentam o processo de liberação de novas vacinas. Sem dúvida esse avanço acelera o desenvolvimento, garante biossegurança e fortalece a resposta nacional frente às arboviroses”, afirma a diretora do CDC, Sandra Coccuzzo.

Segundo a diretora, o insetário representa a soberania científica do Butantan e reforça o compromisso da organização com a produção de vacinas seguras, eficazes e desenvolvidas com base na excelência. 

Como funciona um insetário

insetario, butantan, dengue, vacina
Foto: Renato Rodrigues

Com nível de biossegurança 2 (NB2), o insetário apresenta as medidas necessárias para lidar com organismos de risco moderado, como mosquitos infectados por vírus, que podem afetar humanos.

Esse tipo de instalação possui acesso restrito, portas duplas com vedação, pressão negativa no ar e filtros específicos nos sistemas de ventilação, além de protocolos de descarte e descontaminação rigorosos.

“Essas condições garantem que mesmo que os mosquitos estejam infectados com vírus selvagens, não haja risco de liberação para o ambiente externo. É o padrão internacional exigido para pesquisas com arbovírus”, explica o virologista e responsável técnico pelo projeto, Tiago Souza Salles.

O centro de pesquisa planejou cada módulo do insetário para manter um controle rigoroso de temperatura, umidade e fluxo de ar, simulando as condições ideais para o desenvolvimento dos mosquitos, mas sem risco ambiental.

As salas têm pressão de ar negativa e sistemas de filtragem que impedem qualquer fuga. O descarte é feito de forma segura, com autoclaves e tratamento térmico, garantindo que nenhum material biológico seja liberado para o ambiente externo.

Já os mosquitos são criados a partir de ovos obtidos em colônias mantidas dentro do próprio insetário. As larvas se desenvolvem em bandejas com água e alimento específico, e, após o estágio de pupa, os pesquisadores transferem os adultos para gaiolas apropriadas.

“Os insetos são alimentados com uma mistura de solução açucarada e, no caso das fêmeas, sangue artificial, que simula a alimentação natural. Esse controle garante que os mosquitos tenham vida saudável e comportamento natural, condições fundamentais para estudos de infecção e transmissão de vírus”, detalha o virologista.

Importância do espaço

instituto butantan, ovos dengue, vacina
Foto: Renato Rodrigues

O espaço permitirá que cientistas investiguem como os mosquitos se infectam, transmitem e respondem ao contato com vírus vacinais, ajudando a determinar se a imunização impede ou reduz a circulação viral.

Além disso, esses testes também fornecem informações valiosas para análises de eficácia vacinal, verificando se o vírus atenuado ou inativado presente na vacina é capaz (ou não) de ser transmitido pelo vetor.

“A infraestrutura do insetário já está pronta e o cultivo dos mosquitos já foi iniciado. No momento, a equipe realiza ensaios de infecção utilizando vírus selvagens não modificados”, esclarece a diretora do Laboratório de Ciclo Celular do Instituto, Carolina Sabbaga.

No entanto, o Butantan ainda aguarda a aprovação da CTNBio para trabalhar com os vírus vacinais (geneticamente modificados).

A diretora ressalta que é muito importante entender todo o processo de transmissão do vírus e da proteção conferida pela vacina – não só a interação do vírus com o organismo humano, mas também com o vetor, porque ele faz parte desse ciclo.

“Por isso, achamos que era o momento de criar um insetário e começar as pesquisas, evoluindo o conhecimento científico para que possamos pensar em novos desenvolvimentos e responder questões regulatórias para a comercialização das vacinas”, afirma.

A CTNBio é uma instância federal de formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança de organismos geneticamente modificados (OGM).

Pesquisas com vírus selvagens e vacinais

Com a estrutura pronta, os pesquisadores já iniciaram ensaios de infecção com vírus selvagens não modificados, como o da dengue e chikungunya.

Esses estudos buscam entender como o vírus se replica dentro do mosquito e se a vacina impede essa replicação, oferecendo dados diretos sobre a eficácia e segurança dos imunizantes.

De acordo com Tiago Souza Salles, o processo para verificar se há mosquitos infectados após o contato com a vacina, ocorre através da coleta de saliva deles.

Os pesquisadores anestesiam os mosquitos e encaixam um aparelho bucal em uma ponteira com meio de cultura, simulando a alimentação. Nesse processo, ao se alimentar, o mosquito libera a saliva necessária para análise.

O grau de infecção do vetor é verificado por RT-qPCR (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa quantitativa) e testes de biologia molecular, que identificam o material genético do vírus na saliva.

“Com o insetário, conseguimos avaliar se o mosquito que entra em contato com uma pessoa vacinada ainda consegue transmitir o vírus. É uma etapa fundamental para garantir a segurança das vacinas e responder a exigências de órgãos reguladores”, explica Carolina Sabbaga.

Estrutura pronta para novas pesquisas

instituto Butantan, dengue, vacina
Foto:

Além do Aedes aegypti, o insetário poderá abrigar estudos com outros vetores e patógenos no futuro.

“Vamos trabalhar com dengue, chikungunya e outros vírus que tenham interação com mosquitos. Também temos linhas de pesquisa envolvendo o Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, transmitido por barbeiros. O insetário é versátil e pode atender a diferentes demandas”, comenta o virologista.

Maria Carolina Sabbaga ressalta a importância do espaço para acompanhar o avanço das pesquisas feitas no Butantan.

“Os vírus geneticamente modificados são a tendência do futuro, pois trazem muitas vantagens para a pesquisa e o desenvolvimento de vacinas. E o insetário garante que o Butantan esteja preparado para esse cenário”, conclui.

*Sob supervisão de Victor Faverin

O post Instituto Butantan inaugura insetário para fortalecer combate a doenças virais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho recua na B3 com mercado lento no fim de ano


Os contratos futuros de milho tiveram movimentos distintos nas bolsas, refletindo ajustes técnicos e fatores de demanda em um período de menor liquidez no mercado. Segundo análise da TF Agroeconômica, o mercado brasileiro foi pressionado por realização de lucros e pelo ritmo lento de negócios típico do final de ano, enquanto o cenário internacional foi sustentado por exportações firmes e desempenho recorde do setor de etanol.

Na B3, as cotações do milho encerraram a quarta-feira em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. A combinação de menor interesse tanto de compradores quanto de vendedores contribuiu para um ambiente mais fraco para os preços. O contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou a R$ 71,17, com recuo diário de R$ 0,73 e queda semanal de R$ 1,10. O vencimento de março de 2026 terminou o dia cotado a R$ 75,58, com baixa de R$ 0,33 no dia, mas ainda acumulando alta de R$ 0,43 na semana. Já o contrato de maio de 2026 fechou a R$ 74,83, com perda diária de R$ 0,28 e avanço semanal de R$ 0,47.

Em Chicago, os preços do milho apresentaram alta, impulsionados por uma demanda consistente e pelo desempenho do mercado de etanol. O contrato de março subiu 0,91%, encerrando a US$ 4,44 o bushel, enquanto o vencimento de maio avançou 1,01%, a US$ 4,52. O suporte veio do fortalecimento das exportações americanas, com compromissos de vendas 29,75% acima do registrado no mesmo período do ano comercial anterior. 

A competitividade do milho dos Estados Unidos no mercado asiático ganhou espaço diante da menor presença do produto brasileiro e das dificuldades de oferta da Ucrânia. Além disso, o setor de etanol, responsável por cerca de 40% do consumo interno de milho, segue registrando níveis recordes de produção, reforçando o suporte às cotações.

 





Source link

News

Consórcio de cacau com árvores nativas gera renda e combate vassoura-de-bruxa


cacau consórcio árvores nativas
Foto: Divulgação

Produtores de cacau estão adotando no sul da Bahia um modelo de cultivo que integra o fruto a árvores nativas, fortalecendo a bioeconomia da região.

Segundo o engenheiro florestal e gerente de viveiro da Symbiosis, Mickael Mello, empresa responsável pelo consórcio, a prática gera serviços ambientais, estimula a biodiversidade e ainda garante bons rendimentos para o produtor.

De acordo com ele, o modelo contradiz os antigos conceitos de que a monocultura é mais produtiva e de que a silvicultura seria uma atividade de alto custo e longo prazo.

Cabruca tecnológica

cacau consórcio árvores nativas
Foto: Divulgação

Inspirado no sistema Cabruca, no qual o cacau é plantado sob a sombra de árvores nativas da Mata Atlântica, o modelo prioriza espécies desse bioma, mas que tenham valor comercial, além de proporcionar benefícios ambientais.

Conforme Mello, entre outras vantagens ambientais e econômicas está a proteção de extremos climáticos, o enriquecimento do solo, a menor necessidade de insumos químicos e o combate a pragas, como a vassoura-de-bruxa, que no passado dizimou boa parte da produção cacaueira da Bahia.

A Cabruca tecnológica do século 21, porém, começa com a seleção das matrizes, passando pelo melhoramento genético até a produção de sementes e das mudas de alta produtividade.

Segundo o engenheiro, além da melhor qualidade da produção, o processo estimula o reflorestamento e a manutenção da biodiversidade local.

O sul da Bahia é uma área remanescente da Mata Atlântica, com um expressivo número de plantas e animais, que compõem um corredor importante para o bioma e é prioritário para a conservação.

“As mudas cultivadas enriquecem o microclima, atraem polinizadores, melhoram a qualidade e a quantidade de água, além de contribuírem para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Estudos indicam que o cultivo consorciado atrai mais abelhas e aumenta a produção”, revela Mello.

Alternativa sustentável e de baixo carbono, o consórcio torna o sistema produtivo mais resistente e o cacau mais interessante para os compradores. Mello destaca que, além disso, gera retorno no longo prazo, amplia a oferta de madeira tropical de origem sustentável e contribui para reduzir a pressão sobre o desmatamento ilegal, promovendo benefícios econômicos, sociais e ecológicos.

O post Consórcio de cacau com árvores nativas gera renda e combate vassoura-de-bruxa apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

França não conseguirá barrar acordo Mercosul-UE, afirma Lula


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (20) que a França não tem força suficiente, sozinha, para impedir a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A declaração ocorreu após o adiamento da assinatura do tratado, que era aguardada para este sábado.

Após participar da cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), Lula disse ter conversado com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que, segundo ele, manifestou disposição para assinar o acordo já no início de janeiro.

De acordo com o presidente, tanto von der Leyen quanto o presidente do Conselho Europeu, António Costa, indicaram que a resistência francesa, isoladamente, não seria suficiente para barrar o pacto. “Se ela estiver pronta para assinar e faltar apenas a França, não haverá possibilidade de o país impedir o acordo”, afirmou Lula.

O presidente acrescentou que espera que o tratado seja formalmente assinado ainda no primeiro mês da presidência paraguaia do Mercosul, sob o comando do presidente Santiago Peña.

A Comissão Europeia pretendia selar o acordo neste sábado, o que resultaria na criação da maior zona de livre comércio do mundo. No entanto, o cronograma foi alterado após a Itália se alinhar à França e pedir mais tempo para negociar salvaguardas ao setor agrícola.

De forma geral, o acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além da harmonização de regras para o comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

As negociações, que se arrastam há cerca de 25 anos, ganharam novo impulso nesta semana durante a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, encerrada na sexta-feira (19), na véspera da cúpula do Mercosul.

O post França não conseguirá barrar acordo Mercosul-UE, afirma Lula apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue com baixo dinamismo nos estados


O mercado de milho no Rio Grande do Sul segue com baixo dinamismo, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual avançou para R$ 62,61/saca, com alta semanal de 0,71%, refletindo ajustes localizados e a liquidez ainda restrita no mercado spot”, comenta.

Enquanto isso, o mercado de milho em Santa Catarina permanece sem reação, ainda marcado por ampla distância entre pedidas e ofertas. “Os produtores continuam indicando valores próximos de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que segue impedindo avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados variam entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mas a falta de convergência mantém a liquidez bastante limitada”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com ritmo lento, ainda marcado pela ampla distância entre pedidas e ofertas. “Os produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias mantêm interesse ao redor de R$ 70,00/saca CIF, mantendo o impasse que limita a liquidez no mercado spot. As negociações seguem pontuais e sem força para alterar o quadro atual”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul continua com liquidez limitada, mas mantém viés firme em várias regiões. As cotações avançaram e passaram a oscilar entre R$ 52,00 e R$ 57,00/saca, com Chapadão do Sul concentrando as altas mais consistentes e Maracaju sustentando níveis elevados. Em Sidrolândia e Campo Grande, os preços permanecem estáveis, sem acompanhar os movimentos de valorização observados em outras praças, evidenciando um cenário regional ainda desigual”, conclui.

 





Source link

News

Beef on Dairy: entenda a estratégia que aumenta a rentabilidade na pecuária brasileira


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A estratégia Beef on Dairy, que consiste no cruzamento de gado de corte em matrizes leiteiras, tem se mostrado uma ferramenta eficaz para aumentar a rentabilidade das fazendas de leite no Brasil.

Segundo o zootecnista Alexandre Zadra, o custo estimado para produzir um bezerro desmamado sob este sistema gira em torno de R$ 1.000.

Para otimizar os resultados, muitos produtores adotam o creep-feeding, que pode adicionar entre R$ 400 e R$ 600 ao investimento inicial, mas resulta em um animal mais pesado e pronto para uma recria acelerada. Nos Estados Unidos, esse custo é significativamente mais alto devido aos gastos com mão de obra especializada e custos fixos da operação.

Confira:

Divisão do rebanho e manejo

Uma dúvida comum entre estudantes e produtores é como manter o plantel de leite enquanto se produz gado de corte. A estratégia moderna divide o rebanho em dois grupos, permitindo que os pecuaristas gerenciem melhor a produção e a eficiência.

Para o sucesso do Beef on Dairy, a escolha da raça do sêmen deve respeitar o clima e o tipo de matriz, garantindo o “pelo zero” e a resistência necessária. Essa diferenciação é fundamental para que o animal produzido tenha eficiência biológica e consiga expressar seu potencial de ganho de peso em cada ambiente brasileiro.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post Beef on Dairy: entenda a estratégia que aumenta a rentabilidade na pecuária brasileira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Chá verde: estudos apontam potencial no controle de obesidade e diabetes


chá verde
Foto: Pixabay

O chá verde, bebida milenar, se tornou conhecido por suas propriedades medicinais e antioxidantes. Suas propriedades vem sendo amplamente estudadas pelos efeitos benéficos em doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2.

Estudos financiados pela Fapesp constataram que o tratamento com chá verde reduziu o peso e melhorou a sensibilidade à glicose e resistência à insulina de camundongos obesos. Os achados reforçam a relevância da bebida como potencial coadjuvante no tratamento da obesidade em humanos.

À frente dos estudos está Rosemari Otton, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul. Com mais de 15 anos de dedicação à pesquisa sobre chá verde, a cientista conta que a motivação veio da curiosidade sobre a crença popular de que a bebida ajuda a emagrecer. Os resultados do trabalho mais recente foram publicados em junho na revista Cell Biochemistry & Function.

Para comprovar os efeitos do chá verde na obesidade, a equipe submeteu camundongos a dietas hipercalóricas por quatro semanas, tanto com gordura quanto com o que chamam de “dieta de cafeteria”, que imita a alimentação ocidental. “A gente dá chocolate, bolacha recheada, doce de leite, leite condensado. Ou seja, o mesmo tipo de alimento que muita gente consome no dia a dia”, conta Otton.

Após essa primeira fase, os animais foram submetidos ao experimento com chá verde por mais 12 semanas. Nesse período, eles continuaram com a dieta hipercalórica, mas parte deles passou a receber extrato padronizado de chá verde, na dose de 500 mg por quilo de peso corporal, por via intragástrica (gavagem).

“É um método que garante que todos recebam a dose exata que queremos estudar. Se colocássemos na água, por exemplo, não teríamos como saber quanto o animal realmente ingeriu”, diz a pesquisadora. Essa quantidade, para humanos, seria o equivalente a consumir cerca de 3 gramas de chá verde por dia, ou três xícaras.

No entanto, segundo a pesquisadora, nem todo chá verde comercial atende à qualidade necessária. “Os sachês prontos nem sempre garantem a quantidade nem a qualidade dos compostos. O ideal para consumo seria usar o extrato de chá verde padronizado, como os que encontramos em farmácias de manipulação. Essa é uma forma concentrada de utilizar a planta, com garantia da presença dos flavonoides, que são os compostos benéficos à saúde presentes na planta do chá verde”, ressalta Otton.

Um dos diferenciais metodológicos do estudo foi a temperatura ambiente controlada. Os pesquisadores mantiveram os animas em ambiente de termoneutralidade (28 °C) durante todo o experimento. Em geral, os biotérios mantêm temperatura média de 22 °C, o que, para os camundongos, representa um frio crônico.

“O frio excessivo ativa mecanismos compensatórios de regulação no organismo dos animais, fazendo com que gastem mais energia para se aquecer. Isso pode mascarar os efeitos reais de qualquer substância”, explica a pesquisadora. “Se os animais estiverem num ambiente mais frio, o efeito do chá é potencializado pela ativação do gasto energético pelo frio. Mas, ao manter na termoneutralidade, conseguimos ver os efeitos do chá verde de forma ‘limpa’, sem interferência ambiental”, explica.

Em estudo anterior, publicado em agosto de 2022 pelo European Journal of Nutrition, camundongos obesos tratados com chá verde tiveram redução de até 30% do peso corporal. “Se uma pessoa perde de 5% a 10% do peso corporal já é muito. Então esse resultado nos animais é bem significativo”, afirma a professora.

Efeito muscular

Um outro destaque do trabalho mais recente foi a preservação da morfologia muscular. A obesidade geralmente reduz o diâmetro das fibras musculares, mas o chá verde impediu essa atrofia nos músculos. “Uma das formas de avaliar a função muscular é olhar o diâmetro da fibra. Se ela aumenta, temos mais componentes musculares ativos. O chá verde conseguiu manter esse diâmetro, o que mostra que ele protege o músculo contra os efeitos deletérios da obesidade”, explica Otton.

Além dos dados morfológicos, os pesquisadores também avaliaram a expressão de genes relacionados ao metabolismo da glicose. O tratamento com chá verde aumentou a expressão de Insr, Irs1, Glut4, Hk1, Pi3k, genes importantes para a captação e uso da glicose nos músculos. Também foi restaurada a atividade da enzima lactato desidrogenase (LDH), essencial para o metabolismo da glicose.

Segundo Otton, há também evidências de que o chá verde não afeta o peso de animais magros, o que indica uma ação seletiva frente ao excesso de gordura corporal. “Ele faz o animal obeso emagrecer, mas mantém equilibrado o peso do animal magro. Isso mostra que o chá parece precisar de um ambiente com excesso de nutrientes para atuar, o que reforça a hipótese de que age diretamente sobre as células adiposas.”

Outro aspecto investigado pela equipe foi a ação dos compostos isoladamente. “O chá verde é uma matriz complexa, com dezenas de compostos bioativos. A gente já tentou separar esses compostos e estudar seus efeitos individualmente, mas o extrato integral é sempre mais efetivo. Há uma sinergia entre os compostos que não conseguimos reproduzir quando estão isolados”, afirma.

Segundo a cientista, uma hipótese para explicar o mecanismo de ação do chá verde na obesidade é o envolvimento da adiponectina. Esta é uma proteína produzida pelos adipócitos com função anti-inflamatória e reguladora do metabolismo. “Fizemos um estudo com camundongos nocauteados para adiponectina, ou seja, que não a produzem. E nesses animais o chá verde não teve efeito. Isso sugere que a adiponectina é uma peça-chave no mecanismo de ação do chá”, comenta.

Efeitos na vida real

Apesar dos resultados animadores no estudo com camundongos, Otton ressalta que ainda não é possível determinar uma dose segura e eficaz de chá verde para humanos. Isso se dá por conta da variabilidade dos extratos e do comportamento individual de cada pessoa. “O ideal é um consumo crônico, como vemos em países asiáticos. No Japão, por exemplo, as pessoas consomem chá verde todos os dias, a vida inteira, e os índices de obesidade são baixos. Mas isso é diferente de tomar chá por cinco meses esperando um efeito milagroso no emagrecimento”, pondera.

A pesquisadora defende que os tratamentos naturais ganhem espaço no combate à obesidade, especialmente como alternativas aos medicamentos caros e com efeitos colaterais. “A ideia é termos compostos seguros, naturais, eficazes e com qualidade. A planta Camellia sinensis oferece isso. Ainda estamos estudando todos os compostos envolvidos, mas não há dúvida de que o chá verde, como matriz vegetal rica em flavonoides, tem um potencial terapêutico importante.”

Dessa forma, a pesquisadora ressalta que a ciência sempre busca construir soluções reais. “O que a gente vê no animal nem sempre se reproduz em humanos. Mas se queremos fazer essa translação para a vida real, precisamos pensar em todos os detalhes, como a temperatura ambiente. São esses cuidados que aumentam a validade dos nossos dados. Estamos longe de ter todas as respostas, mas estamos chegando cada vez mais perto.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

O post Chá verde: estudos apontam potencial no controle de obesidade e diabetes apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue lento no Sul do País



No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas


No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas
No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo nos estados do Sul do país apresenta ritmo lento e baixa fluidez nas negociações, influenciado por fatores sazonais, câmbio e pelo nível confortável de abastecimento da indústria. Segundo a TF Agroeconômica, o período de final de ano contribui para a redução das operações, com expectativa de paralisações temporárias em moinhos e menor urgência de compras.

No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas, em um cenário marcado pela proximidade das festas e pela programação de limpeza e férias coletivas em unidades industriais. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, o equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada posto em moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. O trigo destinado à ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço da pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura é de um mercado confortável do lado da indústria, sem pressa para novas aquisições.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável e equilibrado, com maior movimentação concentrada no balcão e acompanhando o fim da colheita. As pedidas giram em torno de R$ 1.200 FOB, enquanto os moinhos indicam valores entre R$ 1.150 e R$ 1.200 CIF. Negócios pontuais foram registrados a R$ 1.200 no diferido, e os preços da pedra permanecem estáveis na maioria das regiões, variando de R$ 60,00 a R$ 66,00 por saca.

No Paraná, o mercado local também permanece travado, com moinhos bem abastecidos e indicações entre R$ 1.170 e R$ 1.250 CIF, conforme distância e prazo. As compras estão concentradas para janeiro e fevereiro. A valorização do dólar, que alcançou R$ 5,52, eleva o custo do trigo importado e dá sustentação aos preços, embora sem gerar maior fluidez nos negócios. O preço médio ao produtor é de R$ 63,97 por saca, com alta semanal de 0,51%.

 





Source link