terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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Curso do Senar ensina integração entre apicultura e soja


produção de abelhas
Foto: CNA/Reprodução

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançou o curso online e gratuito “Integração entre Apicultura e Sojicultura”, desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja e a Basf. A capacitação está disponível na plataforma Senar Play.

Nesse sentido, a iniciativa reúne práticas voltadas à convivência entre a produção de soja e a apicultura, com foco na conservação de polinizadores e no aumento da produtividade no campo.

Base técnica e resultados no campo

O conteúdo do curso é resultado de um projeto de pesquisa conduzido ao longo de três safras, que validou práticas de integração entre sojicultores e apicultores. O trabalho também deu origem à cartilha “Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura”, disponível gratuitamente na plataforma.

Segundo o assessor técnico do Senar, Vilton Jr., a proposta é levar ao produtor técnicas que impactam diretamente o sistema produtivo. “Este curso contribui diretamente para o sistema produtivo, ao apresentar técnicas de integração entre apicultura e sojicultura que impactam positivamente a produtividade das lavouras de soja”, afirma.

Ele destaca ainda que os apicultores também são beneficiados com uma safra adicional, gerando renda com o mel da florada da soja. “Além dos ganhos econômicos, também há um benefício ambiental, com a promoção de uma convivência mais harmoniosa entre agricultores e apicultores”, completa.

Integração e sustentabilidade

De acordo com a Basf, a iniciativa está alinhada ao avanço de modelos mais integrados de produção. O gerente de Stewardship e Sustentabilidade da empresa, Maurício do Carmo Fernandes, afirma que o treinamento traduz conhecimento técnico em soluções aplicáveis no campo.

Para o pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, o curso reforça a transferência de tecnologia ao produtor e contribui para decisões mais seguras, especialmente no contexto do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O pesquisador ressalta a importância do diálogo entre produtores e apicultores, principalmente em áreas próximas. “O diálogo entre as partes deve envolver tanto o sistema de produção utilizado pelo agricultor quanto o manejo das abelhas, especialmente quando uma dessas ações impacta a outra”, afirma.

Impacto das abelhas na produtividade

Estudos da Embrapa indicam que a presença de abelhas pode elevar a produção de soja em média 13%, além de contribuir para sistemas produtivos mais sustentáveis.

Conteúdo e público-alvo

Com carga horária de 16 horas, o curso é dividido em cinco módulos: relação entre defensivos agrícolas e abelhas; boas práticas agrícolas; boas práticas na pulverização; boas práticas apícolas; e boas práticas de comunicação.

Entre os temas abordados estão o uso responsável de defensivos, técnicas de aplicação e a comunicação entre agricultores e apicultores, especialmente em períodos de pulverização.

A capacitação é voltada a produtores rurais, trabalhadores e prestadores de serviços do setor agropecuário e da apicultura. Para participar, é necessário ter no mínimo 16 anos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Sema oferta nesta sexta capacitação sobre cobranças pelo uso das águas



Sema-MT promove capacitação sobre cobrança do uso das águas com especialistas de SP



Foto: Andressa Silva

Servidores e representantes da gestão dos recursos hídricos participaram hoje (17.04) do workshop sobre a implementação da cobrança pelo uso das águas, realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). A programação conta com um especialista na temática administrativa de São Paulo, que aborda como é esse instrumento e sua aplicação em outros estados.

O evento ocorre no Auditório Arne, durante o período das 8h às 17h. O objetivo do workshop é capacitar a Câmara Técnica e demais membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CEHIDRO), além de integrantes dos Comitês de Bacia Hidrográfica (CBH).

A Agência de Águas do estado de São Paulo é o braço executivo dos Comitês PCJ, responsável por gerenciar os recursos hídricos dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, especificamente as cobranças. Dessa forma, possuem articulação com o Governo do Estado e Federal, usuários de água e ONGs.

A vinda de integrantes da agência para a oficina visa melhor compreensão prática dos participantes em relação ao modelo de cobrança empregado no PCJ.

“Esse curso é organizado pela Câmara Técnica de Cobrança do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, onde a Câmara Técnica está se capacitando para poder trabalhar as questões de cobrança no Estado de Mato Grosso. Não quer dizer que vamos plantar cobrança ou não, mas estamos buscando entender o que é esse instrumento, qual a forma que ele está acontecendo em outros lugares”, afirma o superintendente. 

O encontro ofereceu um café da manhã para a recepção dos participantes. Posterior a abertura feita pelo Superintendente de Recurso Hídricos da Sema e Secretário Executivo do CEHIDRO, Luiz Henrique Noquelli, o curso será ministrado pelo Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação das Bacias PCJ, Ivens de Oliveira.

Também aconteceu um coffe break disponível aos presentes.

*Texto: Yasmin Yegros com supervisão de Clênia Goreth 





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Com o fim da La Niña, ‘super’ El Niño deve chegar em maio; entenda como fica o clima


El Niño
Imagem gerada por IA

O fenômeno La Niña chegou ao fim, e o Brasil entra agora em uma fase de neutralidade climática. No entanto, a tendência é de uma rápida transição para o El Niño já nos próximos meses, segundo análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

De acordo com o último boletim da NOAA (agência de оcеano e atmosfera dos Estados Unidos), há cerca de 61% de probabilidade de retorno do El Niño entre maio e julho deste ano.

Transição rápida e aquecimento em alta

Com o fim da La Niña, a expectativa é de elevação gradual das temperaturas e normalização das chuvas no país durante o outono. Segundo Müller, o Pacífico Equatorial já apresenta aquecimento, o que favorece o desenvolvimento do novo fenômeno climático.

“A tendência é de uma rápida transição para neutralidade e, já a partir do fim de maio ou junho, começarmos a sentir os efeitos do El Niño na América do Sul”, explicou.

Modelos climáticos indicam que o fenômeno pode ter intensidade de moderada a forte e se estender ao longo do inverno, primavera e até o verão, influenciando tanto a safra de inverno quanto o plantio da temporada 2026/27.

Mais chuva no Sul e calor intenso no país

Os primeiros impactos esperados incluem aumento das chuvas na região Sul a partir de junho, com possibilidade de volumes acima da média. Já no Matopiba e no chamado Arco Norte, a tendência é de redução das precipitações.

No Centro-Sul, o destaque segue sendo o calor. Ondas de temperatura elevada devem se intensificar, especialmente no Sudeste, com possíveis reflexos sobre culturas como café e citros, além de impacto sobre os reservatórios de água.

Segundo o meteorologista, esse cenário também está associado ao aquecimento global, que tem elevado as temperaturas dos oceanos e potencializado eventos extremos.

Risco de intensificação ao longo do ano

Apesar da previsão inicial de um El Niño moderado a forte, há expectativa de o fenômeno ganhar ainda mais intensidade ao longo do segundo semestre, podendo evoluir para um “super El Niño” até o fim do ano, pois poderá provocar eventos climáticos severos, segundo Müller.

Caso isso se confirme, os impactos tendem a ser mais extremos, com maior risco de excesso de chuva no Sul, períodos secos mais prolongados no Norte e ondas de calor mais intensas em várias regiões do país.

Ainda assim, Müller ressalta que previsões de eventos extremos, como enchentes, só podem ser feitas com maior precisão em janelas de curto prazo.

Impactos no campo

Para o setor agropecuário, o cenário exige atenção. O excesso de chuva no Sul pode dificultar os trabalhos em campo, enquanto a menor regularidade das precipitações no Matopiba pode afetar o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, o calor persistente e a possível pressão sobre os recursos hídricos aumentam o risco de impactos negativos em culturas sensíveis, como café e frutas cítricas.

A confirmação do El Niño nos próximos meses deve, portanto, influenciar diretamente o planejamento da próxima safra e as estratégias de manejo no campo.

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DDG: o ‘ouro da pecuária’ que revoluciona a nutrição animal


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi desta semana destacou o DDG, conhecido como o “ouro da pecuária”. Esse coproduto da indústria de etanol de milho deixou de ser uma alternativa regional para se tornar o protagonista da nutrição animal nas fazendas brasileiras.

Com o Brasil projetando aumentar de 25 para mais de 60 usinas até 2030, a oferta de DDG deve triplicar, atingindo 11,5 milhões de toneladas. Essa mudança promete libertar os pecuaristas da dependência exclusiva de fontes proteicas tradicionais.

Confira:

Impacto na nutrição animal

O processo de fabricação do etanol retira o amido do milho, concentrando os demais componentes. O resultado é um insumo com densidade nutricional superior ao grão original, ideal para potencializar a Recria Intensiva a Pasto (RIP) e a engorda.

Embora venham da mesma origem, a forma física dos coprodutos define a logística de uso na fazenda. O Dr. Murilo Meschiatti, coordenador técnico da Bellman Trouw Nutrition, afirmou que o uso do DDG será uma ferramenta de gestão de risco em 2026, especialmente diante de previsões de secas severas.

Competitividade e eficiência

Em regiões como Mato Grosso e Goiás, o DDG tem se mostrado mais competitivo que o milho grão, entregando três vezes mais proteína por um preço proporcionalmente menor. Estudos da UNESP confirmam que o uso desse “ouro” melhora a eficiência alimentar e o rendimento de carcaça, preparando animais mais pesados em menos tempo.

O especialista Gustavo Sartorello explicou que o “padrão ouro” entre 90 e 105 dias garante o equilíbrio entre acabamento de carcaça e eficiência biológica, evitando que o custo da diária supere o ganho do animal.

Desafios e estratégias

A revolução do DDG exige que o pecuarista conheça a fundo o layout da usina fornecedora, pois os níveis de fibra e gordura podem variar. Em 2026, a pecuária de alta performance não aceita amadorismo: o segredo é equilibrar a inclusão desse insumo para extrair o máximo de ganho médio diário sem desperdícios.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Qual o período ideal de cocho para gado confinado?


Bovinos em alimentação no cocho. Foto: Reprodução
Bovinos em alimentação no cocho. Foto: Reprodução

No último episódio do quadro “A conta do Boi”, do Giro do Boi, o pecuarista Sandro Dias buscava saber o tempo exato para manter o rebanho no sistema intensivo. O zootecnista Gustavo Sartorello, coordenador do ICBC (Índice de Custos de Bovinos Confinados) da USP, trouxe uma análise técnica fundamental sobre o tema.

Sartorello afirma que, com o preço dos insumos em alta, o período de cocho para o gado não pode ser uma estimativa visual, mas sim uma decisão baseada em eficiência biológica e viabilidade econômica. Ele explica que o período de cocho deve respeitar a fisiologia do animal, e menos de noventa dias é um prazo arriscado que pode comprometer o investimento.

Confira:

A importância do ajuste intestinal

De acordo com Sartorello, o animal precisa de tempo para que sua flora intestinal se ajuste à troca do capim pela dieta rica em grãos (concentrado). A deposição de gordura ocorre após o ganho de peso muscular. Para garantir que o frigorífico não penalize o lote por falta de acabamento, os primeiros noventa dias são considerados o “piso” de segurança.

A definição exata do tempo de permanência do gado no cocho depende de três fatores variáveis que o pecuarista deve monitorar diariamente. Sartorello alerta que passar dos cento e vinte ou cento e trinta dias pode ser perigoso para o fechamento do caixa, uma vez que, após atingir o auge do acabamento, o consumo do gado cai.

Riscos do excesso de permanência no cocho

Ele ressalta que, nesse estágio, o gado começa a gastar mais energia para manter o peso do que para ganhar novas arrobas. Isso resulta em um cenário em que o pecuarista começa a “pagar para o boi morar na fazenda”, pois o custo da diária supera o valor do ganho de peso diário, gerando prejuízo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Fim da Lã Niña e previsão de El Niño no Brasil


A Lã Niña chegou ao fim, conforme boletim da NOAA, e o Brasil se prepara para o retorno do El Niño, que pode ter impactos significativos no clima e nas safras do país.

Transição climática

As condições neutras do Pacífico Equatorial devem persistir durante o outono, com 61% de chance de retorno do El Niño entre maio e julho deste ano. O meteorologista Artur Miller, do Canal Rural, destacou que a temperatura deve se elevar e a chuva normalizar de norte a sul do Brasil.

Impactos esperados

  • Aumento da temperatura e chuvas acima da média na região Sul a partir de junho.
  • Possibilidade de chuvas torrenciais no final de maio.
  • Supressão de chuvas no Matopiba e Arco Norte, mas sem necessariamente causar quebras de safra.

Previsões a longo prazo

O fenômeno pode evoluir para um super El Niño até o final do ano, trazendo riscos de enchentes na região Matopiba e ondas de calor intensas, especialmente no Sudeste. A bacia hidrográfica ainda não se recuperou adequadamente, o que pode levar a racionamento de água e afetar a próxima florada do café e lavouras de citros.

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Crédito rural exige regularidade ambiental para financiamento


Os bancos estão intensificando a exigência de regularidade ambiental para a concessão de crédito rural. A partir de agora, propriedades com desmatamento irregular não receberão financiamento, conforme determina a nova resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) número 593 de 2024.

Novas exigências para financiamento

A mudança na política de crédito rural implica que os bancos cruzarão dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do IBAMA para monitorar as propriedades. Se for detectado desmatamento, o crédito será negado. O professor de direito ambiental, Pedro Putini Mendes, destaca que a regularidade ambiental deixou de ser um argumento e passou a ser uma condição essencial para a operação.

Condições para concessão de crédito

  • Imóveis rurais devem estar identificados pelo CAR.
  • Crédito pode ser negado se houver embargos ambientais ou se a propriedade estiver na lista do IBAMA.
  • Os bancos agora analisam a capacidade de pagamento e a regularidade ambiental.

Fiscalização e desdobramentos

A partir de 2026, a fiscalização por satélite será implementada, permitindo que os bancos identifiquem desmatamento a partir de 31 de julho de 2019. O crédito ficará condicionado à apresentação de documentação que comprove a regularização da área embargada.

  • Financiamento para recuperação de vegetação nativa será permitido, desde que o produtor apresente o projeto.
  • Até 30 de junho de 2027, é possível contratar crédito mesmo com embargo, desde que o produtor comprove empenho na regularização.

Os produtores devem se antecipar na organização de seus documentos e na governança de território para evitar problemas na obtenção de crédito rural.

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Aumento do salário mínimo pode ser inviável até 2027


O governo federal projeta que o salário mínimo chegue a R$ 1.717 em 2027, com um reajuste estimado em 5,9%, considerando inflação e crescimento do PIB. No entanto, especialistas questionam a viabilidade dessa proposta dentro do atual cenário fiscal do país.

Impacto do salário mínimo na economia

Atualmente, o salário mínimo de R$ 1.302 afeta diretamente mais de 60 milhões de brasileiros e é um dos principais fatores de endividamento, especialmente no que diz respeito à Previdência Social, onde o salário mínimo serve como indexador.

Desafios fiscais e projeções

  • A estimativa de aumento de R$ 96 no salário mínimo pode ser alterada até o fim do ano.
  • A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece um planejamento de gastos e arrecadação do governo.
  • O governo prevê uma taxa de juros de 10,5% e um superávit orçamentário de 5%.

Incertezas e críticas

Especialistas alertam que as projeções do governo são otimistas e podem não se concretizar, dada a instabilidade econômica e a dificuldade em cumprir metas fiscais. A falta de um plano sólido para garantir uma economia saudável é uma preocupação constante entre analistas.

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CNA destaca impactos da Reforma Tributária para o produtor de cana



CNA ressalta efeitos da reforma tributária para produtores de cana



Foto: Divulgação

Brasília (17/04/2026) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou os impactos da Reforma Tributária para os produtores rurais durante programação do Cana Summit 2026, na quinta (16), em Ribeirão Preto (SP).

O evento foi realizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) e reuniu autoridades, lideranças e especialistas para debater desafios e oportunidades do setor sucroenergético. 

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, participou de um painel com os especialistas Analelia Galhardo (Tax Partner na PwC Brasil), Henrique Domingues Montanare (Sócio e Diretor da SeniorBusiness Solutions), Marcos Ribeiro (Sócio da Simões Pires).

Em sua fala, Renato destacou a importância de o produtor se preparar para o período de transição da Reforma Tributária e de mudanças como o sistema de emissão de notas eletrônicas. 

Segundo ele, embora a implementação comece em 2026, os pagamentos dos tributos serão exigidos em 2027.

O coordenador também ressaltou as conquistas alcançadas pela CNA e pelas entidades parceiras, como a Orplana, ao longo da tramitação da reforma. “Houve avanços importantes para o agro, como a redução da carga tributária, o tratamento diferenciado para os biocombustíveis em relação aos combustíveis fósseis, e a possibilidade de transferência de crédito”. 

Durante o debate, Conchon explicou ainda que a reforma representa uma mudança de paradigma para o produtor rural e na forma como ele lida com a tributação. “O que ele faz hoje em nível de ICMS, que é o imposto estadual que está morrendo, ele não vai fazer mais, será algototalmente diferente”.





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Março de 2026 registra segunda maior temperatura do mar


Março de 2026 registrou a segunda maior temperatura da superfície do mar da história, apenas atrás de março de 2025. Esse aumento reflete uma provável transição para condições de El Niño, conforme relatado no último boletim climático do Serviço de Mudanças Climáticas Copérnicos.

Impactos das temperaturas elevadas

As condições de El Niño, que podem ser classificadas como fortes ou muito fortes, têm potencial para contribuir para mais um ano com águas superficiais mais quentes no Pacífico equatorial, liberando calor adicional na atmosfera. O meteorologista Arthur Miller destacou que o aumento da temperatura na atmosfera torna o clima mais volátil.

Histórico de temperaturas

  • 2023 foi considerado o ano mais quente da história.
  • 2024 ocupou a segunda posição em temperatura média.
  • 2025 foi o terceiro ano mais quente.

Nos últimos 10 anos, os três anos mais quentes foram consecutivos, com a temperatura média do oceano impactando diretamente a temperatura global.

Expectativas para 2026 e 2027

As previsões indicam que 2026 pode se encaminhar para ser um ano tão quente quanto 2024. Se as condições de El Niño se estenderem até 2027, é provável que esse ano supere 2024 em termos de temperatura.

Adaptação no setor agrícola

O aumento das temperaturas pode resultar em desafios significativos para a agricultura, incluindo:

  • Queimadas e restrições hídricas.
  • Ondas de calor intensas que prejudicam a semeadura.

Os produtores rurais precisarão se adaptar a essas novas condições climáticas, investindo em tecnologia e entendendo como o clima afetará cada região do Brasil.

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