segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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nascem no Zoo de SP cinco filhotes de uma das maiores corujas do planeta


Cinco filhotes de uma das maiores espécies de coruja do mundo, a coruja-águia, nasceram entre os dias 27 de setembro e 8 de outubro no Zoológico de São Paulo.

As aves são fruto da primeira ninhada de ovos do casal de coruja-águia que vive no zoológico. De acordo com o Zoo, para garantir que tudo corresse bem, a equipe de especialistas acompanhou de perto o desenvolvimento e nascimento de cada um deles.

Além disso, câmeras de segurança registraram e monitoraram cada etapa, permitindo que os especialistas acompanhassem em tempo real variações que pudesse interferir no desenvolvimento saudável dos filhotes, garantindo assim um protocolo de cuidados rigoroso e contínuo.

Segundo o Zoo, as aves nasceram com aproximadamente 30 gramas, mas, na fase adulta, a espécie pode ultrapassar quatro quilos, alcançar 75 centímetros de altura e ter envergadura de asas de até 1,80 metro.

Coruja-águia
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

Considerada uma predadora, a coruja-águia está topo da cadeia alimentar e exerce papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas, contribuindo para o controle de populações de pequenos vertebrados.

Coruja-águia
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo
coruja-águia
Foto: divulgação/Zoológico de São Paulo

Funcionamento do Zoológico de São Paulo

Segunda a sexta-feira: das 9h às 16h (visitação até 17h)

Sábados, domingos e feriados: das 9h às 17h (visitação até 18h)

Endereço: Av. Miguel Estéfano, 4241, Água Funda, São Paulo – SP



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AgroNewsPolítica & Agro

Pequenos negócios podem pedir devolução de tributos sobre exportações


Iniciativa do governo federal voltada a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas (MPEs) exportadoras, o Programa Acredita Exportação já está disponível. A partir desta terça-feira (21), os empreendedores podem pedir a compensação ou ressarcimento de até 3% sobre o valor exportado, devolvendo de forma simplificada os tributos pagos ao longo da cadeia produtiva.

A medida representa um avanço na desoneração das exportações e busca aumentar a competitividade das empresas de menor porte no comércio internacional, antecipando efeitos previstos na reforma tributária. O programa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e o Ministério da Fazenda, com suporte da Receita Federal.

O pedido é feito de forma totalmente digital, pelo site da Receita Federal. O Acredita Exportação beneficia tanto vendas de bens como de serviços.

Para orientar os empreendedores, o Mdic e a Receita realizaram uma live no YouTube, explicando o passo a passo do processo de solicitação e como acessar o sistema de ressarcimento pelo site da Receita Federal.

Sancionado em julho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Acredita Exportação prevê devolução de até 3% do valor exportado. O crédito pode ser ressarcido em dinheiro ou utilizado para compensar tributos federais — como Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

O primeiro período de referência será para as exportações realizadas de 1º de agosto a 30 de setembro de 2025. Após o fechamento de cada trimestre, as empresas devem reunir as informações das notas fiscais e calcular o crédito de 3%. Mais detalhes estão disponíveis no guia completo do Acredita Exportação, divulgado pelo Mdic.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), 11,5 mil MPEs exportaram em 2024, representando 40% do total de empresas exportadoras do país — que somaram 28,8 mil. Juntas, essas pequenas empresas movimentaram US$ 2,6 bilhões em vendas internacionais.

Há dez anos, em 2014, eram pouco mais de 5,3 mil exportadoras de pequeno porte, o que correspondia a 28,6% do total, mostrando o avanço expressivo do setor.

Além do Acredita Exportação, as micro, pequenas e médias empresas podem buscar outros programas de incentivo. Entre as iniciativas estão o Brasil Mais Produtivo, que oferece capacitação e consultorias; o Programa de Financiamento à Exportação (o Proex); o Seguro de Crédito à Exportação, com garantia do Fundo de Garantia à Exportação (SCE/FGE); e o Desenrola Pequenos Negócios, voltado à renegociação de dívidas.





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Genética e produtividade colocam o Brasil no caminho da liderança global da carne, diz diretor da Friboi



A pecuária brasileira entra na próxima década com o desafio de consolidar sua liderança global em um mercado cada vez mais competitivo.

Em entrevista ao Giro do Boi, o zootecnista Eduardo Pedroso, diretor executivo de originação da Friboi, afirma que o caminho para o sucesso reside na aceleração genética e na adoção de um sistema de alta eficiência, com foco inegociável na sustentabilidade e na rentabilidade.

Confira:

Segundo Pedroso, para dar o próximo passo em produtividade, o Brasil precisa erradicar imediatamente o uso de touros inferiores na reprodução. “O maior sócio oculto da pecuária brasileira hoje chama boi cabeceira de boiada emprenhando vaca”, disse.

O custo e o tempo são os mesmos para produzir um bezerro bom e um ruim, mas o bezerro de genética inferior é o “sócio oculto” que mais impacta o lucro da fazenda. O diretor reforça que o retorno do investimento em genética superior é garantido e se traduz em quatro alavancas de ganho para o produtor.

A era da escassez de proteína e o “motor” do Brasil

O cenário global projeta uma nova e urgente era: a da escassez de proteína. Atualmente, o rebanho bovino comercial mundial é equivalente ao da década de 1960, enquanto a população global subiu de 3 bilhões para mais de 8 bilhões de pessoas.

“O Brasil é o único país capaz de ter um incremento de produção e produtividade para suprir o déficit global no curto espaço de tempo”, afirma o diretor da Friboi.

Segundo projeções da Datagro, o Brasil deve ultrapassar ou emparelhar a produção de carne bovina dos Estados Unidos entre 2027 e 2028, tornando-se o maior produtor global. Esse crescimento será impulsionado por tecnologias essenciais:

  • Integração Lavoura-Pecuária (ILP);
  • Recuperação de pastagens;
  • Aproveitamento de coprodutos da agroindústria, como DDG (Dried Distillers Grains) e WDG (Wet Distillers Grains).

Pedroso destaca o Mato Grosso como o “motor do Brasil” e um exemplo de que o incremento do rebanho e da produtividade é plenamente possível “sem precisar abrir novas áreas, só com uso de tecnologia”.

Três revoluções e o futuro da carne com valor agregado

A pecuária moderna brasileira é definida por três revoluções interligadas: Confinamento e Terminação Intensiva a Pasto (TIP), o avanço na Cria e Recria e o investimento em Genética Melhoradora. “Não tem boi jovem sem nutrição de alto nível”, explica o executivo, enfatizando a importância da terminação intensiva.

O impacto da genética é evidente na ponta da cadeia. Segundo o executivo, o abate de gado jovem já é uma realidade na Friboi (acima de 82% do abate), e a redução da idade de abate nos últimos 15 anos é notória. A média de carcaça dos animais jovens está na casa das 20 arrobas, mas, segundo ele, o objetivo é mais ambicioso.

“Nós acreditamos que as médias devem galgar o próximo passo: 22, depois 24, depois 25, depois 26 arrobas nos próximos anos. O objetivo final é que o Brasil se posicione na ‘festa de gala da carne mundial’, onde a paridade de preços exige “padrão, constância, credibilidade, reputação internacional de qualidade. E nós estamos nesse caminho”, destacou.



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‘O prêmio também é vitória dos agricultores’, afirma Mariangela Hungria, da Embrapa Soja



A pesquisadora Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, será homenageada, nesta quarta-feira (23), com o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize – WFP), considerado o “Nobel da Agricultura”. O evento de premiação será realizado às 21h (horário de Brasília), no Capitólio de Iowa, em Des Moines (EUA), e poderá ser acompanhado pelo site da Fundação WFP.

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Mariangela Hungria será reconhecida pelo impacto de suas pesquisas no desenvolvimento de insumos biológicos e na promoção de uma agricultura mais sustentável. Emocionada, afirmou estar “vivendo um sonho” e destacou o apoio recebido ao longo da trajetória. “Sempre tive o suporte da instituição, dos colegas de trabalho e, principalmente, dos produtores. Eles estarão comigo no palco, porque sem o interesse deles e o nosso trabalho conjunto, eu não estaria aqui”, pontuou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou o orgulho pelo reconhecimento internacional da trajetória de Mariangela Hungria. “Como primeira mulher à frente da Embrapa, é um momento de arrepiar. Mariangela mostra o impacto da pesquisa pública no campo e na vida das pessoas”, disse. A pesquisadora acrescentou: “Mais de 40 anos de investimento da Embrapa nos biológicos, acreditando que poderiam substituir total ou parcialmente os químicos, e hoje o mundo reconhece esse trabalho”

Para o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, o prêmio é motivo de orgulho para a instituição e para o país, por reconhecer o trabalho da Mariangela Hungria e o impacto das pesquisas da Embrapa.

Mariangela reforçou o compromisso com a pesquisa pública e a inovação sustentável. “A ficha ainda não caiu. Este prêmio é um reconhecimento a todo o trabalho da Embrapa e à ciência brasileira, que acreditou no potencial dos biológicos e fez deles uma realidade para o campo”, completou.



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gigante chinesa XCMG amplia presença no Brasil com novos investimentos



A gigante chinesa de máquinas pesadas XCMG consolidou ainda mais sua presença no Brasil durante o evento “Brasil Produtivo”, realizado no Palácio Tangará, em São Paulo, na última semana. Organizado pela Extra Máquinas, representante oficial da marca no país, o encontro reuniu autoridades, empresários e líderes do setor, destacando o papel estratégico da XCMG na modernização da infraestrutura e no aumento da produtividade brasileira.

Entre as autoridades presentes estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, além de representantes de entidades e empresas parceiras. O evento reforçou a importância da cooperação sino-brasileira e da presença crescente da XCMG como uma aliada do desenvolvimento nacional.

Expansão e inovação no Brasil

Com mais de uma década de operação em Pouso Alegre (MG), onde mantém uma fábrica inaugurada em 2014 após um investimento de cerca de US$ 300 milhões, a XCMG anunciou a criação de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) voltado à adaptação tecnológica de suas máquinas às condições e demandas da América Latina.

O presidente global da XCMG, Yang Dongsheng, destacou que a empresa já é considerada “uma empresa brasileira”, com 50% de conteúdo nacional em seus equipamentos, meta que deve chegar a 55% até 2026.

A companhia também revelou planos de investir nos próximos dois anos em máquinas inteligentes e movidas a energia limpa, além de ampliar a produção de veículos comerciais de nova energia e equipamentos agrícolas de alta tecnologia.

Reconhecimento e parceria estratégica

O governador Tarcísio de Freitas elogiou a atuação da empresa e ressaltou o papel de São Paulo como polo de atração de investimentos. “Nossa missão é criar demanda. Estamos eliminando barreiras e promovendo a digitalização para fortalecer o ambiente de negócios”, afirmou.

O governador Mauro Mendes reforçou a relevância da parceria com a China, principal destino da soja mato-grossense. “A presença da XCMG em território brasileiro é motivo de orgulho e um passo importante na relação entre nossos países”, disse.

Parceira exclusiva da XCMG no Brasil, a Extra Máquinas planeja investir R$ 50 milhões na abertura de 12 novas lojas até 2026 nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Pará, Goiás e Distrito Federal. De acordo com o presidente e fundador da empresa, Pérsio Briante, em 2024 o faturamento da companhia ultrapassou R$ 450 milhões, com previsão de R$ 650 milhões em 2025 e projeção de R$ 1,5 bilhão até 2030.

A Extra mantém o um centro de distribuição de peças da XCMG também em Pouso Alegre, com mais de 9 mil itens e 130 mil unidades em estoque, totalizando R$ 52 milhões investidos.



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Por que a COP30 será divisor de águas para o Brasil e o financiamento climático


A realização da COP30 em Belém, em 2025, simboliza mais que um marco diplomático. Representa a oportunidade de reposicionar o Brasil no centro das negociações climáticas globais, unindo protagonismo ambiental, credibilidade internacional e capacidade técnica. A escolha da Amazônia como sede reforça a relevância do país para a governança climática, especialmente diante do desafio de equilibrar crescimento econômico e conservação ambiental.

O cenário atual exige ação coordenada e pragmatismo. As nações precisam acelerar a transição para economias de baixo carbono e garantir financiamento sustentável para países em desenvolvimento. Nesse contexto, o Brasil tem papel singular: detém uma das maiores biodiversidades do planeta e capacidade estratégica para liderar políticas de mitigação, adaptação e financiamento climático. O país reúne condições políticas e institucionais para atuar como ponte entre o Norte e o Sul global, aproximando interesses e fortalecendo o multilateralismo.

O financiamento climático é o ponto mais sensível da agenda. A promessa de mobilizar 100 bilhões de dólares anuais para países em desenvolvimento ainda não se concretizou plenamente. Os mecanismos existentes são fragmentados, de difícil acesso e com baixa previsibilidade. É necessário avançar em governança financeira, mensuração de resultados e integração entre fontes públicas e privadas. O Brasil pode exercer liderança técnica nesse campo, por meio do fortalecimento do Fundo Amazônia, do BNDES e de novas ferramentas que integrem sustentabilidade, impacto social e retorno econômico.

Para que isso ocorra, será essencial consolidar uma agenda doméstica de governança ambiental e econômica. Políticas públicas articuladas, marcos regulatórios claros e estabilidade institucional são pré-requisitos para atrair capital internacional. A transparência e a rastreabilidade das ações de sustentabilidade serão diferenciais para a credibilidade do país diante de investidores e organismos multilaterais. O fortalecimento da governança corporativa e o compromisso das empresas com padrões ESG robustos são elementos-chave para garantir confiança e longevidade aos investimentos.

A COP30 oferece uma plataforma única para o Brasil demonstrar capacidade de liderança global e coerência entre discurso e prática. O país poderá apresentar avanços concretos na redução de emissões, na proteção das florestas e na valorização das comunidades tradicionais, consolidando um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na bioeconomia e na inovação tecnológica. Além disso, pode propor soluções regionais para a Amazônia, integrando países vizinhos em políticas de preservação e uso sustentável.

A credibilidade brasileira dependerá da consistência dos resultados apresentados. O país precisa mostrar que é possível alinhar política externa, investimentos e políticas públicas em torno de uma estratégia climática integrada. A articulação entre governo, setor privado, academia e sociedade civil será essencial para transformar compromissos em ações mensuráveis e duradouras.

Mais do que sediar uma conferência, o Brasil tem a chance de liderar um movimento global em defesa do clima e de um novo modelo econômico. A COP30 poderá ser lembrada como o ponto de inflexão que transformou a Amazônia em símbolo de cooperação internacional e desenvolvimento sustentável — um legado que projeta o país como referência mundial em financiamento climático e governança ambiental.

*Ana Paula Abritta é diretora de Estratégia e Inovação da BMJ Consultores Associados, onde atua desde 2016 liderando equipes de Relações Governamentais, Inovação e Comércio Internacional. É mestra em Poder Legislativo (Câmara dos Deputados), com MBA em Comércio Internacional (FGV) e graduação em Relações Internacionais (UCB). É cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT).


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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EUA consideram impor novas restrições à exportação de produtos para a China



O governo dos Estados Unidos avalia impor novas restrições à exportação de produtos para a China que contenham ou utilizem software desenvolvido no país, como laptops e motores a jato. A medida seria uma retaliação às recentes limitações impostas por Pequim à exportação de terras raras, insumo essencial para a indústria tecnológica global.

Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, a proposta está entre as opções em análise pela administração Trump e marcaria uma escalada significativa na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O plano daria sequência à ameaça feita por Donald Trump de proibir a venda de “software crítico” à China e poderia atingir uma ampla gama de produtos fabricados globalmente com tecnologia norte-americana. Embora ainda não haja decisão final, a simples discussão da medida já gerou impacto nos mercados: o S&P 500 recuou 0,8% e o Nasdaq caiu 1,3% após a divulgação da notícia.

Autoridades chinesas reagiram de imediato, afirmando que se opõem a medidas unilaterais e de jurisdição extraterritorial dos Estados Unidos e prometeram uma resposta firme caso as novas restrições sejam implementadas.

Especialistas alertam que a proposta, se levada adiante, pode desorganizar o comércio global de tecnologia e afetar também empresas americanas, que dependem de cadeias produtivas internacionais. O modelo de sanções seria semelhante ao imposto à Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022, quando Washington proibiu a exportação de produtos fabricados com tecnologia dos EUA.

As discussões ocorrem poucas semanas antes do encontro previsto entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na Coreia do Sul, e em meio à intensificação das tarifas sobre produtos chineses, que podem chegar a 155% caso novas medidas sejam aprovadas.

Apesar do tom de confronto, Trump afirmou recentemente que “os Estados Unidos querem ajudar a China, não prejudicá-la”. Ainda nesta semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, deve se reunir com o vice-premiê chinês He Lifeng, na Malásia, para preparar o terreno para a reunião entre os dois líderes.



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Com tempo firme, plantio de soja avança em SC



O plantio da safra 2025/26 de soja em Mafra, no Planalto Médio de Santa Catarina, começou nos últimos dias e alcançou cerca de 5% dos 35 mil hectares previstos no município. Segundo a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia), a entidade deve cultivar 10 mil hectares na região, mantendo a mesma área da temporada anterior.

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Segundo o departamento técnico da cooperativa, as condições climáticas melhoraram na região com a interrupção das chuvas, permitindo o início das atividades em campo. No entanto, o frio persistente ainda gera preocupação quanto ao desenvolvimento inicial das lavouras. A Copérdia projeta um rendimento médio de 3.600 quilos por hectare para a safra atual.

Plantio de soja em Santa Catarina

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, o plantio de soja em Santa Catarina deve ocupar 842 mil hectares em 2025/26, aumento de 1,5% em relação aos 830 mil hectares cultivados no ciclo anterior.

A produção estadual é estimada em 3,185 milhões de toneladas, ligeira alta de 0,4% sobre as 3,171 milhões obtidas em 2024/25. Já o rendimento médio das lavouras deve atingir 3.800 quilos por hectare, levemente abaixo dos 3.840 quilos registrados na safra passada.



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Trump diz que pecuaristas dos EUA ‘só estão bem’ por causa de tarifas impostas à carne do Brasil



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu duramente nesta quarta-feira (22) as críticas de pecuaristas americanos e de republicanos ligados ao setor agropecuário após declarar que estuda comprar carne bovina da Argentina para reduzir os preços do alimento no país. Em publicação feita na rede social Truth Social, Trump afirmou que o bom momento da pecuária norte-americana só existe graças às tarifas impostas por ele.

“Os criadores de gado, a quem eu amo, não entendem que a única razão pela qual estão indo tão bem, pela primeira vez em décadas , é porque impus tarifas sobre o gado que entra nos Estados Unidos, incluindo uma tarifa de 50% sobre o Brasil”, escreveu o ex-presidente. “Se não fosse por mim, eles estariam como estiveram nos últimos 20 anos – terrivelmente!”, completou.

Trump também reconheceu que os pecuaristas precisam reduzir o preço da carne bovina, mas reforçou que o setor “deveria entender” o impacto positivo das barreiras comerciais impostas por seu governo.

A reação veio após declarações dadas por Trump no domingo (19), quando ele mencionou a possibilidade de autorizar a importação de carne argentina como estratégia para conter a inflação dos alimentos nos Estados Unidos.

A proposta provocou forte reação da NCBA (National Cattlemen’s Beef Association), entidade que representa os principais produtores de gado do país. Em nota divulgada na segunda-feira (20), o grupo classificou a ideia como prejudicial ao setor.

“Os agricultores familiares e pecuaristas da NCBA têm inúmeras preocupações com a importação de mais carne bovina argentina para reduzir os preços ao consumidor. Este plano só cria caos em um momento crítico do ano para os produtores de gado americanos, sem fazer nada para reduzir os preços nos supermercados”, afirmou o CEO da entidade, Colin Woodall.

A NCBA também pediu para que Trump e o Congresso “deixem o mercado funcionar”, sem interferências que, segundo a associação, poderiam “prejudicar as áreas rurais dos Estados Unidos”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Participação de fêmeas no abate em Mato Grosso segue elevada



Fêmeas representam 44% dos abates em MT



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (20), mesmo com a redução no abate de matrizes, a presença de novilhas de corte tem mantido o ritmo elevado de abate de fêmeas em Mato Grosso. Em setembro de 2025, as fêmeas representaram 44,03% do total abatido no estado.

Na comparação com agosto, o volume de fêmeas enviadas aos frigoríficos recuou 4,14%. De acordo com o Imea, “apesar dessa redução mensal, a intensidade do recuo foi menor que a observada no mesmo período do ano passado, quando a queda havia sido de 14,82%”.

No acumulado de 2025, a participação de fêmeas está 6,81 pontos percentuais acima do registrado no mesmo intervalo de 2024, o que, segundo o instituto, indica “uma oferta ainda robusta, especialmente de novilhas terminadas”. Essa elevada participação tem exercido pressão sobre as cotações do boi gordo ao longo do ano.

O Imea avalia que, embora haja expectativa de ajustes positivos nos preços no final do quarto trimestre, “movimentos expressivos de alta no curto prazo não são esperados”, já que o volume de fêmeas terminadas ainda se mantém em patamar elevado.





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