domingo, abril 5, 2026

Autor: Redação

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IA revoluciona a indústria do trigo no Brasil



O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias


O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes
O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes – Foto: Agrolink

O uso de inteligência artificial (IA) e automação tem transformado a indústria do trigo no Brasil, destacou a TF Agroeconômica durante o 32º Congresso Internacional da Indústria do trigo, promovido pela Abitrigo no Rio de Janeiro. No painel “Do dado ao valor: IA e automação inovando a indústria do trigo”, especialistas discutiram como dados e tecnologia aumentam eficiência, reduzem perdas e permitem compreender melhor o comportamento do consumidor.

Edson Palorca mostrou aplicações práticas da IA na indústria 4.0, como sistemas automatizados de carregamento, ensacadeiras precisas e sensores de selagem, que trazem ganhos concretos para as plantas fabris. “Hoje já vemos sistemas de carregamento a granel automatizados, aplicação precisa de sacos em ensacadeiras e o uso de sensores para garantir a selagem correta das embalagens. Tudo isso representa ganhos concretos para a indústria”, destacou o o gerente de vendas da Haver & Boecker Latinoamericana.

Érica Briones alertou que a tecnologia vai além do modismo, podendo otimizar vendas, logística e precificação, ampliando a competitividade do setor. “A inteligência artificial é hype, bolha e realidade ao mesmo tempo. Mas, acima de tudo, é uma ferramenta poderosa para ampliar a inteligência humana e criar diferenciais de mercado. A transformação começa nos dados que já temos e nos processos que já estão prontos para evoluir”, explicou a product and strategy advisor na Inovação Ninja.

O mercado de panificação no Brasil é o maior do mundo em número de padarias independentes, com mais de 70 mil estabelecimentos e faturamento anual de USD 5,12 bilhões. Preços de trigo acompanham cotações internacionais e o país reúne condições de autossuficiência, representando oportunidade estratégica para segurança alimentar e descarbonização.

 





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Soja ganha ritmo com alta em Chicago, mas preços seguem estáveis



O mercado brasileiro de soja apresentou maior movimentação nesta quinta-feira (23). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios fluíram melhor do que nos últimos dias, impulsionados pela alta superior a 1% nas máximas da Bolsa de Chicago (CBOT).

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Apesar disso, os preços internos não tiveram grandes mudanças. De acordo com Silveira, os prêmios da safra nova recuaram levemente e o mercado spot manteve firmeza, sem grandes oscilações. O analista acrescenta que o foco do produtor segue voltado para o plantio, ainda prejudicado pela falta de chuvas em parte do Centro-Oeste. “O dólar também não teve peso no mercado hoje”, completou.

No geral, a comercialização apresentou mais ritmo em relação aos dias anteriores.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 125,50
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 139,50 para R$ 140,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta para grão e óleo, com cotações mistas para o farelo. O movimento foi sustentado pela forte valorização do petróleo, quase 6% em Nova York, após sanções dos EUA a empresas russas, além do otimismo com o avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

O Conselho Internacional de Grãos (CIG) revisou para cima sua projeção para a safra global de grãos 2025/26, agora estimada em 2,425 bilhões de toneladas, frente a 2,412 bilhões em setembro. Para a soja, houve leve corte, de 429 para 428 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Em Chicago, o contrato da soja em grão para novembro/25 fechou com alta de 10 centavos (0,96%), a US$ 10,44 ¾ por bushel. Janeiro/26 avançou 12 centavos (1,14%), a US$ 10,62 por bushel. O farelo (dez/25) subiu US$ 2,30 (0,79%), a US$ 292,30 por tonelada, enquanto o óleo (dez/25) caiu 0,80 centavo (1,59%), a 50,87 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial recuou 0,21%, cotado a R$ 5,3855 para venda e R$ 5,3835 para compra, oscilando entre mínima de R$ 5,3776 e máxima de R$ 5,4026 ao longo do dia.



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O que o mundo aprendeu sobre seguro rural e o Brasil ainda ignora


A história do seguro rural no Brasil, apresentada no primeiro artigo desta trilogia, revela um ciclo de avanços pontuais e muitos retrocessos. São 147 anos de debates e tentativas sem que o país realmente estruturasse uma política de gestão de riscos à altura de sua agricultura.

Há exceções honrosas — como a atuação da Embrapa, que se tornou referência mundial no Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) desde 1996. Essa ferramenta científica permite identificar onde e quando plantar com base em dados climáticos, reduzindo perdas e aumentando a previsibilidade produtiva — algo que muitos países gostariam de ter — mas que o Brasil ainda não transformou em política de Estado.

Enquanto seguimos presos a improvisos e renegociações de dívidas do modelo de crédito amador e irresponsável, outros países construíram modelos sólidos em que o seguro agrícola é o eixo central da política agrícola.

Espanha

Na Espanha, o sistema de seguros agropecuários gerido pela Agroseguro abrange produções agrícolas, pecuárias, florestais e aquícolas. O programa conta com 44 linhas de seguro — 28 para agricultura, 12 para pecuária, 3 para aquicultura e 1 para silvicultura — e movimenta cerca de € 350 milhões anuais em subvenções públicas, equivalentes a quase R$ 2 bilhões.

Nenhum produtor espanhol recebe ajuda extraordinária se não contratar seguro. Mais de 50 grupos regionais de discussão se reúnem anualmente (produtores, cooperativas, seguradoras e governo) para ajustar o programa por cultura e região — o que torna o sistema previsível, confiável e altamente aderente.

EUA e China

Nos Estados Unidos, o programa federal de seguro agrícola (Federal Crop Insurance Program) cobre aproximadamente 89% da área plantada de oito grandes culturas: milho, soja, trigo, algodão, arroz, sorgo, aveia e cevada. Em 2024, o programa protegeu cerca de 540 milhões de acres (mais de 200 milhões de hectares), com subsídios anuais superiores a US$ 12 bilhões e cobertura total aproximada de US$ 200 bilhões em valor segurado. Lá, o seguro é visto como um investimento estratégico em estabilidade, não como despesa pública eventual.

A China, que iniciou seus programas em 2007 com subsídios de cerca de US$ 134 milhões para seis províncias, tornou-se em pouco mais de dez anos o maior mercado de seguro agrícola do mundo, com cobertura acima de 70% em algumas regiões de arroz e milho, impulsionada por tecnologia, resseguro estatal e sólida articulação entre governo e setor privado.

Turquia e América Latina

Na Turquia, o modelo chamado TARSİM (Agricultural Insurance Pool) combina regulação estatal e operação privada, oferecendo cobertura para culturas, estufas e aquicultura, com agilidade nas indenizações e apoio formal do Estado como regulador e garantidor.

Na América Latina, países como Chile, Peru e Colômbia estruturaram fundos garantidores nacionais que permitem que pequenos e médios produtores tenham acesso ao seguro com apoio técnico, subsídio direto e governança clara — o que reduziu o endividamento do setor e trouxe maior estabilidade ao crédito agrícola.

Austrália

E finalmente, a Austrália merece um destaque, um artigo especial neste espaço. Embora não opere predominantemente por meio de um fundo estatal-privado exclusivo de seguro agrícola, o país conta com diversas iniciativas integradas de mitigação de riscos, seguro voluntário e subsídios pontuais. O relatório da National Rural Advisory Council (NRAC) concluiu que o seguro multi-risco tradicional não é comercialmente viável sem suporte estatal contínuo.

Essas experiências internacionais têm em comum: o seguro rural em geral é tratado como política de Estado, coordenado, blindado a contingenciamentos e profundamente integrado ao sistema de crédito, tecnologia e mitigação de riscos.

Enquanto isso, no Brasil, a situação atual é alarmante, resultado de uma trajetória marcada por falhas estruturais e políticas insuficientes. No último artigo desta trilogia, vamos analisar as consequências dessa trajetória, com dados atualizados que mostram a realidade a que chegamos. Não percam.

*Pedro Loyola é consultor em gestão de riscos agropecuários e financiamento sustentável e coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Sebrae lança projeto sustentável para pecuária no Vale do Paraíba; saiba mais



O Sebrae de São Paulo lançou um projeto ambiental pioneiro no Vale do Paraíba com o objetivo de impulsionar a sustentabilidade na pecuária de corte, o que tem impacto direto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Associação dos Produtores de Gado de Corte (Aprocorte) e sindicatos rurais, introduz uma calculadora de carbono que permite ao produtor identificar e medir o potencial de produção de carbono, além de melhorar os processos na fazenda.

A proposta visa tirar o produtor da média nacional de 0,7 unidades animais por hectare (UA/ha) e levá-lo a patamares de 2,3 a 2,4 UA/ha, por meio da intensificação da produção.

Em entrevista ao Giro do Boi, o consultor de negócios do Sebrae, Felipe Rimkus, destacou que a área que faz a gestão dos dados de carbono se torna menos sensível à oscilação climática.

Confira:

Crescimento da pecuária no Vale do Paraíba

O crescimento da pecuária no Vale do Paraíba é notável, com fazendas ganhando em produtividade e produção. Também em entrevista, o zootecnista Luís Kodel reforça que a sustentabilidade começa pela viabilidade econômica. Com margens melhores, o produtor consegue investir na sustentabilidade ambiental.

A intensificação da produção está diretamente ligada à redução das emissões. O produtor que intensifica o manejo automaticamente diminui a emissão de metano e CO2 por quilo de carne, fazendo “um bem para o meio ambiente e um bem para o seu bolso”.

A integração de sistemas, como a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Florestal), e o uso de forrageiras como a braquiária, que são grandes fixadoras de carbono, são cruciais nesse processo.

Conscientização e mercado de carbono

A grande sacada do projeto do Sebrae é promover a conscientização de que o pasto é lavoura. O produtor já realiza boas práticas, mas precisa organizar esses dados e colocá-los para frente no relacionamento com a indústria e com o consumidor.

O Sebrae está atento ao mercado de carbono e à possibilidade de pagamento por serviços ambientais para a pastagem. O atendimento do projeto começou no Vale do Paraíba, mas a calculadora estará disponível para todo o estado de São Paulo a partir do ano que vem.

Os produtores podem procurar o escritório mais próximo para ter acesso à informação e se preparar para essa nova fase da pecuária sustentável, o que é especialmente relevante em um momento de holofotes globais, como a COP 30.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Na crise, a capacidade de adaptação define o negócio no campo 



#PROGRAMETE #24

Quando os tempos ficam difíceis, é a capacidade de adaptação que separa quem desiste de quem encontra novos caminhos para prosperar. Vamos conhecer a história de Henrique Sloper, produtor rural de Domingos Martins (ES), que transformou um grande problema em uma oportunidade única. Sua propriedade foi invadida por jacus, aves da Mata Atlântica que destruíram parte do cafezal.

Em vez de se render ao prejuízo, Sloper pesquisou e descobriu que os grãos expelidos pelas aves, após passarem pelo trato digestivo, podiam ser torrados e transformados em um café de sabor raro e refinado.

Quer saber como transformar desafios em oportunidades? Aperte o play e venha empreender com a gente!

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Cafés especiais: uma tradição que ultrapassa gerações

#PROGRAMETE #23

Na região serrana do Espírito Santo, em Venda Nova do Imigrante, uma família chega à quarta geração na produção de cafés. “Saí para estudar engenharia e meu irmão ficou na roça”, relembra Tatiane Andrião Zandonade, gestora de marketing da propriedade. 

Anos depois, a convite do irmão, Tatiane retornou à propriedade com o objetivo de impulsionar a produção de cafés especiais e fortalecer o turismo rural. Com apoio do Sebrae, os projetos ganharam estrutura e visibilidade, tornando-se referência em empreendedorismo sustentável na região. 

Quer saber mais sobre a história da família Zandonade? Então aperte o play aqui.

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#PROGRAMETE #22

Essas duas siglas são fundamentais para quem vive e trabalha no campo. Vamos mostrar de forma clara o que cada uma significa, para que serve e como impacta o acesso a políticas públicas e a gestão ambiental. Clica aqui e assista!

E lembre-se: o Sebrae está sempre pronto para apoiar com orientação, cursos e estratégias para fortalecer o pequeno negócio rural. 

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Rota dos Pireneus une tradição e gastronomia

#PROGRAMAMETE 21#

A Rota dos Pireneus nasceu para conectar produtores, visitantes e experiências únicas. Hoje, é um destino que alia sabor, cultura e paisagens deslumbrantes, e que conta com o apoio decisivo do Sebrae. Stephan veio da Suiça e sentiu que precisava trazer a tradição dos queijos para Goiás. Acompanhe a história!

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#PROGRAMETE #20

Quer turbinar suas vendas no campo?  A dica é aproveitar o que está em alta, caprichar na apresentação e usar bem as redes sociais.

O exemplo vem do produtor Diego Amaral, de Piracaia, interior de São Paulo, que dobrou suas vendas de morangos ao entrar na onda do ‘morango do amor’. Acesse aqui e confira dicas valiosas para alavancar suas vendas.

E lembre-se: o Sebrae está sempre pronto para apoiar com orientação, cursos e estratégias para fortalecer o pequeno negócio rural. 

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Descubra o ‘ouro branco’ da Mata Atlântica paulista

#PROGRAMETE #19

Na Palmitolândia, em plena Mata Atlântica paulista, o palmito pupunha é valorizado como ouro branco. Ele vira alimento, papel, vassoura, cerveja e, em breve, até estrutura de construção! Tudo isso com foco em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e propósito. 

Esse projeto reúne agricultura, gastronomia e turismo para mostrar o potencial da floresta e promover a conservação de espécies nativas, como o Jussara.

Confira aqui a história completa da Gabi Rodrigues, proprietária da Palmitolândia e veja o palmito com outros olhos!

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Saiba como o ‘ALI Rural’ impulsiona a gestão e os lucros do produtor

#PROGRAMETE #18

O Agente Local de Inovação Rural, ALI Rural, faz parte do programa gratuito do Sebrae que apoia os micro e pequenos produtores a aumentarem a produtividade, aprimorarem a gestão da propriedade e inovarem no campo.

E o impacto é real! Produtores atendidos pelo programa podem ter até 20% de aumento na renda, segundo Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae.

Quer saber mais? Acesse aqui e confira os detalhes!

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Saiba como produtores de chás se tornaram referência nacional

#PROGRAMETE #17

O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores. Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil.

Além disso, encontrou no Sebrae/SP o apoio para transformar sonhos em negócios.

Confira aqui esta história de superação e empreendedorismo.

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Aprenda a usar o WhatsApp Business para vender mais

#PROGRAMETE #16

Para pequenos e microempreendedores, o WhatsApp Business pode ser um grande aliado na organização, nas vendas e na proximidade com os clientes.

Conversamos com a Natália Assunção, empresária que usa a ferramenta no dia a dia e compartilha a sua experiência e dá dicas pra quem quer profissionalizar o atendimento e vender mais. 

Aperta o play e confira!

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#PROGRAMETE #15

Antes de iniciar o cultivo de mel em Itu, interior de São Paulo, Galdino Avelino Cruz buscou qualificação no Sebrae e no Senar. Só depois de aprender tudo sobre as abelhas Apis Mellifera, que começou a preparar iscas em sua propriedade para atrair os insetos locais.

Atualmente, Galdino tem nove caixas de abelhas e consegue envasar cerca de 40 kg de mel por mês. Com isso, conseguiu montar o ‘Apiário Lua Mel’. 

A certificação necessária para comercializar o mel ainda é um desafio, mas encontrou uma solução através de uma parceria com uma cooperativa de Sorocaba, que cuida de todo o processo de envase e rotulagem.

Quer saber mais sobre a história de Galdino Avelino Cruz?

Então aperte o play e confira detalhes desta história inspiradora.

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#PROGRAMETE #14

Halison Gusmão, produtor de cachaça artesanal no nordeste de Minas Gerais, apostou nas redes sociais como ferramenta de divulgação e venda. Com a nova estratégia, ele consegue vender sua produção com muito mais agilidade.

A gestora de Alimentos e Bebidas, Micheli Bueno, do Sebrae/RS, compartilha dicas práticas para você turbinar as vendas da sua loja no Instagram. 

Aperte o play e confira todas as dicas aqui!

Produtora paranaense transforma propriedade em destino de turismo rural

#PROGRAMETE #13

Após superar desafios de saúde, Fabiana Castelari Leme, produtora rural de Marialva (PR), sentiu a necessidade de retomar o trabalho e encontrou uma forma inovadora de vender suas uvas sem sair de casa.

Ela começou divulgando seus produtos em grupos locais e passou a vender diretamente para os consumidores.

Mas foi além: abriu as porteiras do sítio e passou a receber clientes interessados em conhecer seu parreiral, dando origem ao Colha e Pague.

Em seguida, trouxe novas inovações para a propriedade e lançou o Open de Uva, ampliando o atendimento para estudantes e idosos.

Em todas essas iniciativas, Castelari contou com o apoio do Sebrae, mergulhou em capacitações e transformou sua propriedade em um destino de turismo rural, combinando tradição, experiência e novas oportunidades de negócio.

Quer conhecer mais a história da Fabiana Castelari Leme?

Então aperte o play e confira os detalhes desta história.

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#PROGRAMETE #12

Sabia que é possível aumentar suas vendas e fortalecer a conexão com seus clientes através das plataformas digitais? 

Mas não basta estar nas redes sociais, é essencial ter uma estratégia bem definida e um planejamento eficaz para divulgar e promover seus produtos.

Maria e Alexander, agricultores de Pedro de Toledo, interior de São Paulo, são prova disso. Com o apoio do Sebrae, eles aprenderam a criar conteúdos estratégicos para as redes sociais e, hoje, impulsionam seus produtos pelas redes. 

Quer saber como fazer o mesmo e tornar seu Instagram mais atrativo? 

Aperte o play e confira todas as dicas aqui!

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Produtora rural aposta na produção orgânica e amplia sua rentabilidade

#PROGRAMETE #11

Heloísa da Silva Campos viu o potencial dos orgânicos e desenvolveu um modelo de negócio que combina propósito e rentabilidade. 

Com práticas sustentáveis e foco na qualidade de seus produtos, como cebolas e alhos, Heloísa conquistou o mercado paranaense. Hoje, ela sabe bem que empreender no campo pode ser sustentável e lucrativo. 

Clique aqui para conhecer mais sobre a inspiradora história de Heloísa Campos.

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PNAE apoia pequenos produtores rurais e incentiva a participação feminina no agro

#PROGRAMETE #10

Uma família que cultiva goiabas orgânicas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, encontrou no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade para aumentar a renda familiar, além de contribuir para a alimentação saudável de muitos alunos.

O programa também incentiva a participação feminina na comercialização da produção

Clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para participar das chamadas públicas.

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PROGRAMETE #9

O turismo rural pode incluir atividades que vão desde hospedagem e interações com a natureza até uma experiência completa com o agro.

O sítio São João, administrado pela Jô Rocha e sua família, em Caçapava (SP), produz cana-de-açúcar, cachaças e licores. Atualmente, está sendo adaptado para gerar renda extra com o turismo rural. Acesse aqui e confira essa história!

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Do planejamento à colheita: saiba como um produtor de Goiás gerencia seus créditos

PROGRAMETE #8

Com um planejamento eficiente, Márcio Martins, produtor rural de Alexânia, Goiás, obteve crédito várias vezes, para inovar e transformar sua produção de hortaliças. A dedicação, compromisso financeiro e ajuda ativa da esposa, Maria Martins, impulsionaram o negócio no campo.
Assista aqui essa história!

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IG: reconhecimento que vai além do selo

PROGRAMETE #7

De queijos artesanais a cafés especiais, a Indicação Geográfica é um reconhecimento que conecta produtos ou serviços ao território de origem, fortalecendo o turismo e a economia local. Além disso, garante ao consumidor a qualidade do que está adquirindo.

Assista aqui essa história.

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Gestão de sucesso: Quinta do Olivardo combina sabor e tradição

PROGRAMETE #6

Olivardo Saqui, empresário e produtor rural, concretizou seu sonho ao criar um espaço que une tradição, sabores e experiências no campo. É a pousada e restaurante Quinta do Olivardo, localizada em São Roque, interior de São Paulo.

Assista AQUI essa história.

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Descubra as melhores oportunidades de financiamento rural no ‘programete 5’

Neste vídeo, há orientações sobre como solicitar crédito de forma consciente e estratégica. Não perca a chance de transformar oportunidades em crescimento real.

Veja como o crédito pode trabalhar a favor do seu sucesso! Confira:

PROGRAMETE #5

Produção orgânica valoriza alimentos e fortalece as vendas. Confira aqui o ‘programete 4’

A certificação garante qualidade, procedência e aumenta a valorização no mercado. Além de saudável, o selo contribui para o crescimento sustentável do setor.

A busca pelo selo orgânico tem transformado a realidade de pequenos produtores rurais. A certificação não apenas agrega valor aos produtos, mas também amplia a aceitação do público. O tomate cereja, por exemplo, destaca-se pelo sabor diferenciado e pela procedência garantida.

PROGRAMETE #4

Saiba como formalizar o seu negócio para crescer no mercado

A formalização garante os seus direitos como empreendedor e ajuda a ter acesso a mais recursos com competitividade de mercado

PROGRAMETE #3

Selo SIM: acesso a novos mercados

Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade!

PROGRAMETE #2

Oportunidades para o pequenos produtor rural

Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender.

PROGRAMETE #1



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‘Ninguém mais precisará pedir esmola para preservar nossas florestas’, diz Lula sobre novo fundo



O Conselho Executivo do Banco Mundial aprovou a criação do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, iniciativa que recompensa países que conservam suas florestas e busca fortalecer ações contra o aquecimento global.

O fundo, considerado uma das principais apostas do Brasil para a COP30, terá o apoio de oito países da América do Sul, além de Indonésia, Congo e outras nações menores. A participação do Banco Mundial confere credibilidade e segurança à iniciativa, segundo especialistas.

O presidente Lula destacou o fundo em discurso para empresários na Indonésia, reforçando que o mecanismo representa uma inovação importante. “Se esse fundo funcionar, ninguém mais precisará pedir dinheiro como se estivesse pedindo esmola para manter nossas florestas de pé e evitar que o planeta aqueça acima de 1,5°C”, afirmou.

Fundo Florestas Tropicais Para Sempre

O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre é uma tentativa de combinar preservação ambiental com valorização econômica, incentivando países a protegerem áreas estratégicas de floresta tropical e contribuírem para a redução de gases de efeito estufa.



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Plantio de soja avança em MS e atinge 30,9%, aponta Aprosoja estadual



O plantio da safra de soja 2025/26 em Mato Grosso do Sul alcança 30,9% da área total estimada, o equivalente a aproximadamente 1,4 milhão de hectares, informou a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja MS). A região sul lidera a semeadura, com 40,3% da área plantada, seguida pela região centro, com 17,7%, e norte, com 13,3%, segundo levantamento do Projeto Siga/MS, executado pela entidade, com dados até a última sexta-feira (17).

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O ritmo está ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando o plantio atingia 32%, mas supera em 10 pontos percentuais a média dos últimos cinco anos, de 21%. O avanço é atribuído principalmente ao bom volume de chuvas na região sul, que concentra a maior área cultivada do estado.

“O comportamento climático nas próximas semanas será determinante para o avanço da semeadura, especialmente nas regiões centro e norte, onde a umidade do solo ainda é limitada. Os produtores têm adotado estratégias como o escalonamento do plantio para reduzir riscos diante das incertezas meteorológicas”, explicou o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flávio Faedo Aguena.

Expectativa para a safra de soja

Para esta safra, a expectativa é de crescimento de 5,9% na área cultivada, totalizando 4,79 milhões de hectares. A produtividade média prevista é de 52,8 sacas por hectare, com produção estimada em 15,2 milhões de toneladas. O valor médio da soja está em R$ 125,06 por saca, segundo a Aprosoja/MS.

Comercialização

A comercialização da safra 2024/25 no estado chegou a 94%, conforme levantamento da Grãos Corretora até 20 de outubro, avanço de quatro pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Já a venda antecipada da nova safra 2025/26 alcançou 15%, de acordo com dados da Aprosoja/MS.

O monitoramento técnico da entidade indica baixa incidência de plantas daninhas e pragas nas lavouras acompanhadas até o momento. A previsão climática aponta, contudo, para uma distribuição irregular das chuvas nos próximos meses, sob possível influência do fenômeno La Niña, de intensidade fraca a moderada.



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Plantio antecipado da soja no Oeste da Bahia cresceu 330% em 5 anos


O plantio antecipado das áreas de soja na Bahia, teve um aumento de 330,9% em 5 anos, na região Oeste do estado. Nesta safra 2025/2026, a portaria nº 047 de 06 de junho de 2025, da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab), estabeleceu a antecipação em caráter excepcional entre os dias 25 de setembro a 07 de outubro.

De acordo com o primeiro boletim de safra divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o principal destaque foi o incremento de 35% de área quando comparado a safra anterior, o que corresponde a 150 mil hectares para antecipação do plantio da oleaginosa.

crescimento plantio antecipado no Oeste da Bahia, dados da Aiba
Foto: Divulgação/Aiba

Além disso, para a janela de plantio convencional, muitos produtores já iniciaram as operações de semeadura em municípios das microrregiões do Oeste da Bahia.

A previsão é que a safra 2025/26 alcance um novo recorde com 2,218 milhões hectares e 9,049 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 3,9%.

A associação também informou que o Núcleo de Agronegócio continua prestando serviços de análise de fertilizantes e arbitragem no processo de classificação de grãos nas propriedades rurais durante essa safra.

Ritmo da semeadura

Ainda de acordo com o boletim, até o momento, aproximadamente 385 mil hectares foram plantados, os quais representam 17,4% da área total estimada.

O ritmo de semeadura está avançado em comparação à safra anterior, beneficiado pela ampliação da janela de cultivo da safra 2025/26 no estado.

No entanto, apesar dos cenários otimistas, as altas temperaturas influenciaram a decisão de alguns produtores em não semear toda a área irrigada.

As previsões, entretanto, indicam que o ritmo da operação deve diminuir nos próximos dias, em função da previsão de estiagem, nas próximas duas semanas.


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Mulher lidera processo de inovação em tradicional empresa familiar de suinocultura



À frente de uma história que atravessa quatro gerações, Andrea Ianni Cancian transformou a suinocultura da família em um modelo de excelência e sustentabilidade. Zootecnista formada pela USP de Pirassununga, ela combina inovação e respeito às origens no comando da Fabene, empresa com quase 100 anos dedicados à criação de suínos no Brasil. Com paixão pelo campo e profundo compromisso com o bem-estar animal, Andrea vem consolidando uma produção que alia tradição, qualidade e responsabilidade do campo à mesa.

Filha, neta e bisneta de suinocultores, Andrea cresceu acompanhando o trabalho da família no campo. “Sempre soube que trabalharia no agro. Era o universo que eu conhecia e, aos poucos, fui pegando gosto pela profissão e pelo campo”, contou a empresária durante entrevista ao programa A Protagonista, do Canal Rural.

Hoje, além de empresária e líder de uma das marcas mais respeitadas da suinocultura nacional, Andrea é mãe da Catarina e do Otávio, e neles encontra sua maior motivação. “A inovação é essencial, mas sem perder a essência e o respeito ao animal, ao meio ambiente e à cultura caipira”, afirma.

Gestão e tecnologia em um sistema de ciclo completo

A Fabene trabalha no sistema de ciclo completo, com mais de 3 mil matrizes, o que significa que a empresa realiza todas as etapas da produção. Segundo Andrea, o maior desafio é a gestão.

“São muitas fases, muitas dietas e muitas pessoas envolvidas. É preciso um bom controle de dados e uma equipe técnica preparada, porque a tecnologia na suinocultura evolui o tempo todo”, explica.

A genética é outro ponto-chave. A Fabene utiliza duas linhagens principais, realizando a seleção de reprodutoras com base em características físicas e genéticas, além de sistemas globais de avaliação. “O cruzamento é definido a partir de dados genéticos e de performance. Tudo é feito de forma técnica e precisa, garantindo qualidade e padronização”, detalha.

Sustentabilidade como obrigação e valor

De acordo com a zootecnista, na Fabene, sustentabilidade não é diferencial, é compromisso. A propriedade possui um sistema completo de tratamento de efluentes, que transforma resíduos em energia e biofertilizantes.

“Todo efluente passa por biodigestores, que geram energia e produzem um biofertilizante usado na fertirrigação. O que antes era um problema virou solução”, explica Andrea.

O modelo cria uma verdadeira economia circular: o dejeto do suíno vira nutriente para o pasto, que alimenta o gado, que retorna à cadeia como carne. “Sustentabilidade é investimento, não gasto. O sistema se paga com o tempo”, afirma.

Suíno Nilo Canastra: o resgate de um sabor brasileiro

Além da produção tradicional, Andrea lidera o projeto Suíno Nilo Canastra, uma raça brasileira descendente do porco preto ibérico, o mesmo do famoso presunto pata negra. O animal quase desapareceu com o avanço das raças voltadas apenas à produção de carne magra, mas agora ganha espaço novamente.

“O Nilo Canastra resgata o sabor, a suculência e a cultura caipira. É uma carne de terroir, que traz o gosto e as características da região onde é criada”, explica Andrea.

Criados em sistema intensivo a pasto (Ciscal), os animais recebem alimentação controlada, mas também consomem raízes e castanhas do ambiente. O resultado é uma carne mais vermelha, marmorizada e com sabor marcante, ideal para a alta gastronomia e a charcutaria artesanal.

“O consumidor percebe a diferença e busca esse sabor de verdade. Hoje há uma valorização crescente dos produtos regionais, feitos por pequenos produtores com propósito. Esse é o nosso diferencial”, diz Andrea.

Veja abaixo a entrevista completa de Andrea para o programa A Protagonista:



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Rastreabilidade garante origem e qualidade dos alimentos


 A rastreabilidade de alimentos ganhou papel estratégico no agronegócio brasileiro e, segundo Fernando Andrei Baccarin, presidente da Abrarastro, representa “um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva”. Em uso crescente nos últimos anos, a ferramenta integra tecnologia, gestão e sustentabilidade para garantir origem, qualidade e segurança dos alimentos.

Como funciona

De acordo com Baccarin, “a rastreabilidade foi desenvolvida para transformar o conceito em uma estrutura de gestão integrada”. O sistema vai além de um simples “registro documental”: conecta campo, indústria, distribuição e varejo em um único ecossistema digital, garantindo transparência, segurança e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia produtiva.

A plataforma é composta por três camadas principais:

Coleta de dados na origem — o produtor ou cooperativa insere informações sobre plantio, insumos, colheita e transporte por meio de aplicativo ou painel web.

Processamento e validação — os dados passam por filtros automáticos de consistência e são cruzados com bases oficiais (como notas fiscais eletrônicas, lotes e datas).

Consulta e rastreamento — no ponto de venda ou no mercado externo, o consumidor final pode ler o QR Code e visualizar a linha do tempo completa do produto, “desde a propriedade até a gôndola”. Fiscais também podem acessar as informações para análises químicas ou auditorias.

A tecnologia utiliza banco de dados criptografado e operações via blockchain, o que garante que cada registro seja “imutável e auditável”. Também incorpora IoT (Internet das Coisas), com sensores de temperatura e umidade, além de dashboards interativos com gráficos e indicadores de gestão.

Para o produtor, a ferramenta funciona como um “caderno de campo digital inteligente”, acessível por aplicativo, painel web ou até mesmo via WhatsApp. Baccarin lembra que a exigência normativa conjunta do Ministério da Agricultura e da Anvisa, de 2 de fevereiro de 2018, requer o arquivamento das informações por 18 a 24 meses.

Para distribuidores e varejistas, o sistema assegura controle de qualidade e pode ser utilizado como ferramenta de marketing, destacando a origem segura, as boas práticas e a sustentabilidade. “A segurança alimentar e a sustentabilidade acabam caminhando juntas”, afirma o presidente da Abrarastro.

Benefícios da rastreabilidade 

Transparência ampliada — o uso de QR Codes permite transmitir mais informações sem sobrecarregar rótulos e embalagens.

Competitividade — “os dados coletados alimentam indicadores de desempenho; ajudam a reduzir perdas, otimizar o tempo de colheita e validade, melhorando margens e diminuindo riscos”.

Sustentabilidade — integração com módulos de inventário de emissões, códigos GRI e ODS, úteis a empresas que atuam com mercado de carbono ou selos de neutralidade.

Veracidade e governança — a plataforma é totalmente auditável, com trilhas de verificação que impedem alterações posteriores. “Cada informação inserida representa um compromisso com a verdade; qualquer dado incorreto compromete toda a credibilidade do sistema”, ressalta.

O setor agroalimentar já reconhece que a rastreabilidade deixou de ser uma mera obrigação regulatória para se tornar parte essencial da gestão moderna. Conforme Baccarin, “o agronegócio precisa responder com dados reais sobre a origem, os processos produtivos e os impactos ambientais. Essa transparência constrói credibilidade, agrega valor e permite ao produtor conhecer com precisão seus indicadores de eficiência. É uma ferramenta de gestão estratégica, e não apenas de conformidade legal”.

As exigências dos mercados internacionais e das grandes redes varejistas reforçam essa tendência. Para participar de cadeias sustentáveis e economicamente mais atrativas, é preciso comprovar origem e conformidade ambiental, social e trabalhista. “A rastreabilidade documenta essas informações e demonstra o comprometimento com os critérios ESG e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, observa o presidente da Abrarastro.

Apesar dos avanços, Baccarin aponta desafios: “Há uma combinação de fatores — o custo inicial, a falta de cultura digital e a ausência de fiscalização uniforme no país. Parte dos produtores ainda associa a rastreabilidade à burocracia, quando, na verdade, ela representa segurança jurídica e comercial, padroniza o produto e melhora a qualidade”.

Impactos 

Com a linha do tempo completa de cada alimento — “do campo ao consumidor” —, é possível identificar rapidamente desvios de qualidade, uso inadequado de insumos e falhas de armazenamento ou transporte. Baccarin resume: “Esse é o coração da segurança alimentar moderna. Cada lote tem identidade própria e pode ser rastreado com precisão”.

Para o produtor que domina seus dados, a ferramenta proporciona controle, eficiência e competitividade. “As informações coletadas em cada etapa da produção ajudam a planejar safras, reduzir perdas e otimizar o uso de insumos. Quem domina os dados consegue negociar melhor, acessar mercados diferenciados e valorizar o produto”, explica.

E conclui: “A rastreabilidade é mais do que um software — é um pacto de transparência entre todos os elos da cadeia produtiva. A tecnologia garante a integridade das informações, mas o comportamento humano é o que assegura sua veracidade e legitimidade”.





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