terça-feira, julho 14, 2026

Autor: Redação

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governo regulamenta transferência de terras de bancos e empresas



O governo regulamentou o procedimento de transferência de terras à União por empresas estatais e sociedades de economia mista na aquisição de imóveis rurais para destinação à reforma agrária.

A aquisição pela União dos imóveis rurais de propriedade de empresas estatais e de economia mista poderá ser feita com dedução de obrigações financeiras destas empresas perante a União, limitada ao valor do imóvel.

A medida foi publicada em portaria conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Ministério da Fazenda no Diário Oficial da União desta terça-feira (7).

Os imóveis rurais deverão ser avaliados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e pelo MDA, tendo como referência o valor da terra indicado pelo Incra.

As negociações entre as empresas estatais e o governo para aquisição das terras deverão ser conduzidas também pelo Incra e pelo MDA, assim como a análise da viabilidade do imóvel para incorporação à Política Nacional de Reforma Agrária e sua consequente destinação ao programa.

O ministro do MDA, Paulo Teixeira, afirmou que a portaria permite transferência de terras do patrimônio de bancos públicos e das empresas públicas para o Executivo e sua destinação à reforma agrária.

“Há muitas vantagens com esse processo. Quando adquirimos uma terra, demoramos de nove a dez anos para adquirir a terra, enquanto aqui será imediato. A outra vantagem é o preço, porque quando compramos via Justiça às vezes pagamos um valor maior em virtude dos juros e da correção monetária, enquanto aqui vamos pagar o preço da terra avaliada”, disse Teixeira, em vídeo publicado em redes sociais.

De acordo com o ministro, a medida integra o pacote de formação de prateleira de terras para reforma agrária do governo.



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Etanol é mais competitivo em relação à gasolina em 9 estados e no DF



O etanol mostrou-se mais competitivo em relação à gasolina em nove estados e no Distrito Federal (DF) na semana de 29 de dezembro de 2024 a 4 de janeiro de 2025.

Na média dos postos pesquisados no país, o etanol tinha paridade de 67,15% ante a gasolina no período, portanto, favorável em comparação com o derivado do petróleo, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas.

Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

O etanol era mais competitivo em relação à gasolina nos seguintes estados:

  • Acre (68,80%);
  • Goiás (69,65%);
  • Mato Grosso (63,30%);
  • Mato Grosso do Sul (65,77%);
  • Minas Gerais (69,03%);
  • Paraíba (68,03%);
  • Paraná (69,49%);
  • São Paulo (66,11%); e
  • Sergipe (69%), além do Distrito Federal (69,61%).



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preços voltam a avançar pelo Brasil; confira valores



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos no Brasil nesta terça-feira (7).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as indústrias ainda encontram dificuldade na composição das suas escalas de abate. Com maior urgência na compra de gado, há natural propensão a reajustes.

As exportações devem se manter em bom ritmo na atual temporada e são um elemento importante para sustentação dos preços.

“O pecuarista se depara com boas condições do pasto neste início de temporada, permitindo uma melhor cadência das negociações”, comenta.

Confira preços médios da arroba de boi gordo hoje

  • São Paulo: R$ 325,25
  • Minas Gerais: R$ 311,47
  • Goiás: R$ 311,43
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,30
  • Mato Grosso: R$ 304,80

Atacado

O mercado atacadista se depara com preços firmes. O ambiente de negócios ainda sugere por dificuldades em relação a preço durante o primeiro bimestre, considerando a descapitalização da população, considerando aquelas despesas tradicionais inerentes a esse período (IPTU, IPVA, compra de material escolar).

“A predileção da população recai sobre proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, aponta o consultor Fernando Henrique Iglesias.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 17 o quilo. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 26,80 o quilo. Já a ponta de agulha segue a R$ 18 o quilo.



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Soja tem poucos movimentos durante o dia; confira os dados da commodity



O mercado brasileiro de soja teve movimentos de volumes pouco expressivos nesta terça-feira (7), com os preços em queda no mercado físico. A volatilidade foi observada também nos mercados futuros, com a Bolsa de Chicago e o dólar apresentando oscilações consideráveis.

A comercialização deverá seguir lenta nos próximos dias, com a expectativa para o relatório mensal de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta-feira (10).

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00
  • Missões (RS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 140,50
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 130,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 125,00 para R$ 120,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em leve queda, mas bem acima das mínimas do dia. O mercado foi pressionado pela previsão de chuvas para a Argentina, aliviando as preocupações com o clima seco persistente. Durante o dia, os agentes se acomodaram, buscando uma melhor posição frente ao relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

A atenção também se voltou para o novo governo de Donald Trump, com receios de uma possível guerra comercial com a China, que poderia transferir a demanda daquele país para a América do Sul. O USDA deverá reduzir suas estimativas para a safra de soja americana e os estoques finais de soja em 2024/25. Os dados serão divulgados na sexta-feira (10).

Analistas apostam que os estoques americanos de soja cairão para 454 milhões de bushels, ante 470 milhões estimados em dezembro. Para a safra, a expectativa é de uma redução de 4,461 bilhões de bushels para 4,451 bilhões. No cenário mundial, espera-se um aumento dos estoques finais de soja de 131,9 milhões de toneladas para 132 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos de soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 9,97 1/4 por bushel, com baixa de 0,50 centavos ou 0,05%. O contrato de maio fechou a US$ 10,07 3/4, com queda de 1 centavo, ou 0,09%. Já o farelo de soja para março perdeu US$ 3,80, fechando a US$ 303,50 por tonelada, e o óleo de soja com vencimento em março subiu 0,92 centavo, alcançando 41,25 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,14%, sendo negociado a R$ 6,1046 para venda e a R$ 6,1026 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0537 e a máxima de R$ 6,1187.



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Sancionada lei que estimula produção de pequi e outros frutos do Cerrado



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que estimula produção e uso de frutos do Cerrado, em especial o pequi, além de dar mais eficiência ao combate ao desmatamento desse bioma.

O anúncio foi feito nas redes sociais do presidente e, também, do autor do projeto, o deputado Rogério Correia (PT-MG).

“Sancionei o projeto de lei 1970/2019, que vai organizar e estimular a produção do pequi e demais frutos do Cerrado. A lei também proíbe a derrubada predatória e estimula a plantação de mudas desse bioma.”

Segundo ele, não se trata de um projeto que beneficiará apenas quem gosta de comer pequi. Além de ajudar a preservar o meio ambiente, ajudará principalmente quem tem esses frutos como fonte de renda e modo de vida.

“Muita gente não conhece o pequi e pode se perguntar ‘por que o Lula tem que se preocupar com o pequi?’. Eu respondo: às vezes o que não é importante para quem mora na Paulista ou na Avenida Atlântica pode ser a coisa mais importante para quem vive no Cerrado brasileiro”, disse o presidente.

Aprovado em dezembro no Senado, o projeto proíbe a derrubada e o uso predatório de pequizeiros, mas cria exceções a serem observadas por órgão competente.

Ele estabelece políticas de manejo para a fruta com o objetivo de incentivar a preservação de áreas com presença de pequizeiro e de outros produtos nativos do Cerrado. Além disso, cria mecanismos para a identificação de comunidades tradicionais de produtores.

A legislação também prevê formas de viabilizar eventos culturais que estimulem o turismo e o comércio desses produtos. Por fim, desenvolve selos de qualidade e de procedência dos frutos do Cerrado.

Autor do projeto, Correia usou as redes sociais para comemorar a sanção presidencial. Ele destacou que a política nacional instituída pela nova lei visa viabilizar o manejo sustentável, plantio, extração, consumo, comercialização e transformação não só do pequi, mas também de vários outros frutos e produtos nativos do Cerrado.

“Ao investir na produção de base sustentável dos frutos do Cerrado, nós também investimos no sustento dos agricultores-agroextrativistas e na profissionalização de uma cadeia produtiva importante para o país. É mais dignidade”, postou o deputado.



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Situação crítica nas lavouras de soja no RS



A situação da safra da soja de verão no Rio Grande do Sul começa a preocupar produtores, especialmente na região central do estado, onde as condições climáticas têm gerado dificuldades. A falta de chuvas regulares tem afetado diretamente as lavouras do grão, com algumas áreas mais prejudicadas do que outras.

Embora ainda seja prematuro prever perdas, já é possível observar problemas em algumas lavouras, especialmente nas áreas mais afetadas pela falta de chuva. As chuvas que ocorreram no final de 2024 não foram suficientes para equilibrar a situação, o que tem gerado preocupação entre os produtores. A situação só poderá ser mais bem avaliada após novas precipitações, que, de acordo com especialistas, ainda são necessárias para que seja possível calcular a produtividade real da safra e ter uma estimativa mais precisa sobre os impactos climáticos.

Para as lavouras de soja, as previsões indicam a possibilidade de chuvas nos próximos dias, porém em volumes limitados. O Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) prevê precipitações a partir de 11 de janeiro, mas os volumes são reduzidos para a região norte do estado e as chuvas mais escassas deverão atingir a região central nos dias 17, 18, 20 e 21 de janeiro. Embora essas chuvas possam trazer algum alívio, ainda assim não são suficientes para resolver a escassez hídrica que tem afetado a soja, especialmente em áreas mais críticas.

Em relação ao milho, que ocupa uma área menor na safra de verão, o desenvolvimento da cultura já se encontra em fase final, mas a falta de água tem refletido de maneira importante na qualidade e no peso final dos grãos. Embora o impacto total só possa ser mensurado com precisão após a colheita, já é possível notar uma redução no potencial produtivo. A irrigação, que já estava no limite, pode ajudar a salvar uma parte da produção, mas, infelizmente, os danos ao cereal são inevitáveis, o que gera uma previsão de queda na produtividade, especialmente nas áreas mais vulneráveis.



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Sancionada lei que estimula produção de pequi e outros frutos do Cerrado



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que estimula produção e uso de frutos do Cerrado, em especial o pequi, além de dar mais eficiência ao combate ao desmatamento desse bioma.

O anúncio foi feito nas redes sociais do presidente e, também, do autor do projeto, o deputado Rogério Correia (PT-MG).

“Sancionei o projeto de lei 1970/2019, que vai organizar e estimular a produção do pequi e demais frutos do Cerrado. A lei também proíbe a derrubada predatória e estimula a plantação de mudas desse bioma.”

Segundo ele, não se trata de um projeto que beneficiará apenas quem gosta de comer pequi. Além de ajudar a preservar o meio ambiente, ajudará principalmente quem tem esses frutos como fonte de renda e modo de vida.

“Muita gente não conhece o pequi e pode se perguntar ‘por que o Lula tem que se preocupar com o pequi?’. Eu respondo: às vezes o que não é importante para quem mora na Paulista ou na Avenida Atlântica pode ser a coisa mais importante para quem vive no Cerrado brasileiro”, disse o presidente.

Aprovado em dezembro no Senado, o projeto proíbe a derrubada e o uso predatório de pequizeiros, mas cria exceções a serem observadas por órgão competente.

Ele estabelece políticas de manejo para a fruta com o objetivo de incentivar a preservação de áreas com presença de pequizeiro e de outros produtos nativos do Cerrado. Além disso, cria mecanismos para a identificação de comunidades tradicionais de produtores.

A legislação também prevê formas de viabilizar eventos culturais que estimulem o turismo e o comércio desses produtos. Por fim, desenvolve selos de qualidade e de procedência dos frutos do Cerrado.

Autor do projeto, Correia usou as redes sociais para comemorar a sanção presidencial. Ele destacou que a política nacional instituída pela nova lei visa viabilizar o manejo sustentável, plantio, extração, consumo, comercialização e transformação não só do pequi, mas também de vários outros frutos e produtos nativos do Cerrado.

“Ao investir na produção de base sustentável dos frutos do Cerrado, nós também investimos no sustento dos agricultores-agroextrativistas e na profissionalização de uma cadeia produtiva importante para o país. É mais dignidade”, postou o deputado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Quem não comprar Fiagro vai se arrepender?


De acordo com Octaciano Neto, Cofundador da Avra, o agronegócio continuará sendo o setor mais dinâmico e resiliente da economia brasileira, com uma base sólida construída nos últimos 50 anos. Para a safra 2025/26, ele prevê bons resultados para soja e milho, com condições climáticas favoráveis e o dólar alto ajudando mais do que atrapalhando. Além disso, outros produtos agrícolas como café, laranja, açúcar e celulose apresentam bons preços, embora muitos investidores ainda se concentrem apenas na soja.

Neto acredita que o agronegócio não enfrenta uma crise estrutural, mas casos isolados, como o da Agrogalaxy, ganham repercussão exagerada. No mercado de Fiagros, a maioria dos investidores é do varejo, com uma média de R$ 20 mil investidos, o que promove democratização, mas também expõe o setor a investidores despreparados para os ciclos do agronegócio. Ele também destaca que a produção rural tem margens EBITDA superiores a 20% nas lavouras de ciclo curto e mais de 30% nas de ciclo longo, mostrando sua rentabilidade, mesmo em tempos turbulentos.

“Não temos crise estrutural no setor. Temos casos isolados e pouco representativos de recuperação judicial. O caso da Agrogalaxy teve uma repercussão desproporcional ao tamanho dela no agro como um todo”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

Neto aponta que, embora a alta da Selic afete mais as revendas e indústrias, o setor rural continua sólido. O mercado de capitais deve crescer lentamente em 2025, com os CRAs em alta, enquanto os Fiagros enfrentam desafios. Até 2035, ele acredita que o crédito ao agronegócio será dominado pelo mercado de capitais, superando os bancos.

“Os bancos dominaram o crédito ao agronegócio por anos, sobretudo pelas vantagens de operar o Plano Safra. Isso vai mudando aos poucos. Até 2035 o mercado de capitais será maior do que o mercado bancário no crédito ao agronegócio. Os Fiagros estão uma pechincha. Quem não comprar neste “saldão”, vai se arrepender”, conclui.

 





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Se plano do governo for efetivado, economia chegará ao fim de 2026 ‘muito mais arrumada’



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (7) que a economia chegará ao fim de 2026 “muito mais arrumada” do que a herdada no início do governo se o plano da equipe econômica for efetivado. Ele afirmou que esse resultado será conquistado “sem maquiagem, sem contabilidade criativa e sem calote”.

“Sem vender estatal na bacia das almas para favorecer grupos econômicos, sem deixar de enfrentar os jabutis de grupos empresariais campeões nacionais que, vira e mexe, conseguem benefícios ali no Congresso, é isso que nós estamos fazendo. E também contendo gastos da maneira adequada, sem prejudicar o trabalhador de baixa renda, garantindo os direitos consignados na Constituição”, defendeu Haddad em entrevista à GloboNews.

A declaração foi dada pelo ministro ao ser questionado sobre a influência da situação econômica na eleição de 2026. Sobre isso, Haddad reconheceu que a economia “sempre vai fazer a diferença em qualquer eleição” e defendeu que é importante cuidar de todos os indicadores o “tempo todo”.

“A economia sempre vai fazer a diferença em qualquer eleição, é muito importante que ela seja bem cuidada o tempo todo, que nós sejamos diligentes em relação a isso, observemos cada indicador para tomar as medidas corretas, olhando para todos os lados, não olhando para um lado só, é o Estado brasileiro que representa toda a sociedade brasileira, que tem que encontrar o caminho do equilíbrio”, disse Haddad.

O ministro mencionou também estudo divulgado nesta terça, feito em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, mostrando que a situação fiscal de 2024 é estruturalmente melhor que a registrada em 2022, último ano de governo Bolsonaro. “Sobretudo se levarmos em consideração questões importantes como a inflação e a receita e a despesa recorrente do governo”, disse Haddad, pontuando também que o estudo apontou para alguns “dissabores” enfrentados, como a devolução de medidas provisórias de Lula pelo Congresso a tese do Século definida pelo Supremo Tribunal Federal em 2017.

“Nós estamos em uma democracia, felizmente, e vamos ter que conviver com esse tipo de contratempo. Vai acontecer e nós temos que superar e vamos superar, porque nós estamos trabalhando também com os contratempos”, disse o ministro.

Mundo mais complicado

Haddad afirmou que a economia é um ponto importante para as eleições, mas não o único, ponderando que o mundo vive um momento tenso em que questões ideológicas estão fazendo a diferença.

“Nós estamos num mundo em que a comunicação se tornou muito mais disruptiva do que foi no passado. Tivemos hoje o anúncio de uma importante organização de comunicação mundial, global, dizendo que vai retirar dos seus controles os filtros de fake news, aderindo um pouco à mentalidade de que liberdade de expressão inclui calúnia, mentira, difamação e tudo mais”, disse Haddad.

Reconhecendo o “mundo mais complicado”, o ministro defendeu que a economia estará bem, mas alertou que é preciso cuidar da democracia e das instituições. Para ele, o Brasil está bem posicionado para enfrentar esses desafios.

“Nós temos que cuidar da integridade das pessoas e das informações que são divulgadas para evitar pânico, para evitar que as pessoas no desespero acabem abraçando ideologias extremistas que põem a perder as liberdades individuais e o nosso desejo de paz e prosperidade para as pessoas”, disse.



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análise das exportações do agro brasileiro em 2024



O quadro Agroexport desta segunda-feira (7) analisou o mercado de carnes e o complexo de soja, que juntos representaram mais da metade das exportações do agronegócio brasileiro em 2024. O período marcou um recorde na comercialização de proteínas animais, com destaque para os embarques de carne bovina, que cresceram 25%. O setor movimentou US$ 12,8 bilhões e liderou o superávit da balança comercial. A China manteve-se como principal destino da carne brasileira.

No caso da soja, o Brasil exportou 97,299 milhões de toneladas em 2024, registrando uma queda de 3,9% em relação às 101,312 milhões de toneladas de 2023. Apesar do recuo, o grão continua sendo um dos pilares das exportações do agro.

O diretor de conteúdo do Canal Rural Sul, Giovani Ferreira, participou do programa Mercado & Cia, apresentado por Pryscilla Paiva, e fez um balanço das exportações dos principais produtos do agronegócio brasileiro. Ferreira também destacou o superávit de US$ 74,6 bilhões registrado na balança comercial em 2024, o segundo maior da série histórica iniciada em 1989.

Durante a conversa, o especialista alertou para os desafios de 2025, especialmente em relação à receita cambial, que pode impactar a rentabilidade do produtor rural.



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