sábado, abril 18, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

O que está travando o agro após safra histórica



Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente


Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente
Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente – Foto: Pixabay

O avanço recente do agronegócio brasileiro tem sido marcado por ganhos expressivos de produtividade e eficiência, refletindo uma transformação estrutural no setor. Segundo dados da Agência de Notícias do IBGE, a safra brasileira de grãos de 2025 alcançou 346,1 milhões de toneladas, um recorde histórico, mais que dobrando em relação a 2012 enquanto a área plantada cresceu em ritmo inferior.

Esse desempenho indica que o crescimento não se deu apenas pela expansão territorial, mas principalmente pelo uso mais eficiente de tecnologia, técnica e gestão. Para Ricardo Leite, especialista do agronegócio, o setor entrou em uma nova fase, em que o diferencial competitivo deixa de ser apenas o acesso às ferramentas e passa a ser a capacidade de utilizá-las de forma estratégica.

Na avaliação do especialista, recursos como inteligência artificial, agricultura digital, automação e análise de dados já não pertencem ao campo das promessas, mas da realidade operacional. O desafio atual está na forma como essas soluções são conduzidas dentro das propriedades e empresas. A FAO reforça que a transformação digital no agro exige governança adaptativa, critérios éticos, responsabilidade, eficiência e gestão adequada das informações.

Ricardo Leite observa que há um descompasso crescente entre o discurso de inovação e a implementação de estruturas sólidas de governança. O uso isolado de tecnologia não garante vantagem competitiva duradoura, enquanto a disciplina na tomada de decisão tende a gerar resultados mais consistentes ao longo do tempo.

Nesse contexto, o mercado deve diferenciar menos quem investiu em ferramentas e mais quem conseguiu liderar processos com base nelas. A discussão central, segundo o especialista, passa a ser menos sobre digitalização e mais sobre organização, levantando um questionamento direto sobre a qualidade da gestão que sustenta essa transformação.

 





Source link

News

Compostos do própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​


Própolis; abelha
Foto: Thiago Mlaker/Wikimedia Commons/divulgação Agência Fapesp

O termo “própolis” está relacionado à proteção e dá nome à substância produzida pela abelha para revestir e higienizar a colmeia, mas que também tem poder antibacteriano para o organismo humano.

Esses atributos medicinais do própolis são antigos conhecidos da ciência, mas agora uma equipe de pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP encontrou uma nova dimensão medicinal envolvendo a própolis verde, que abrange doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

O própolis verde é produzido a partir da resina do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) que as abelhas misturam à saliva e cera.

Ao analisar seus principais compostos Artepelin C e bacarina, pesquisadores observaram que essas substâncias podem estimular a formação de células do sistema nervoso, aumentar a conexão entre neurônios e reduzir a morte celular.

Segundo o pesquisador Gabriel Rocha Caldas, os resultados indicam um potencial promissor, especialmente para a prevenção e o controle de doenças neurológicas. “Pode ser explorada em trabalhos futuros, seja por mim ou por outros grupos de pesquisa interessados no potencial terapêutico do própolis verde”, destaca.

Caldas acredita que a pesquisa investe na valorização de um recurso nacional, já que a própolis verde é uma exclusividade brasileira que pode gerar impactos científicos, econômicos e sociais. Parte desses resultados podem ser conferidos em artigo publicado na edição de novembro de 2023 da revista Chemistry & Biodiversity.

Função de compostos em ambiente neuronal

O Artepelin C e a Bacarina foram isolados a partir do própolis verde utilizando uma sequência de técnicas métodos de separação.

“O processo funciona como uma espécie de ‘peneiração química’: usamos solventes e diferentes métodos cromatográficos para ir separando a própolis em frações menores, até isolar cada molécula pura. É parecido com pegar uma caixa cheia de peças misturadas e ir separando uma por uma até restar só o que você precisa”, compara o pesquisador.

A partir do isolamento dos compostos, os pesquisadores utilizaram duas técnicas para compreender como o Artepelin C e a Bacarina funcionam dentro do organismo: a modelagem computacional e os experimentos com células PC12 (células de ratos usadas como modelo de estudo de neurônios).

Modelagem computacional

Com a modelagem computacional, avaliaram as propriedades físico-químicas dos compostos, como solubilidade, permeabilidade e a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica (membrana seletiva que reveste vasos sanguíneos do cérebro e medula espinhal).

“Isso ajuda a entender se, teoricamente, essas moléculas poderiam atingir o tecido nervoso em um organismo vivo. Já os experimentos com células PC12 mostraram, na prática, como os compostos atuam em células neuronais”, explica Caldas.

Para facilitar a entrada do Artepelin C no sistema nervoso, os pesquisadores utilizaram a acetilação, uma modificação química que torna a molécula mais lipofílica, ou seja, com maior afinidade por substâncias como gorduras e óleos.

Com isso, ela consegue atravessar com mais facilidade a barreira hematoencefálica, que protege o cérebro. A escolha dessa abordagem foi baseada em estudos computacionais, que confirmaram a maior capacidade do composto acetilado de chegar ao sistema nervoso.

Regeneração de neurônios

Pelos experimentos com células PC12 foi possível identificar que, após o tratamento com os compostos da própolis verde, as células passaram a formar neuritos, pequenas projeções que futuramente se transformarão em axônios e dendritos (ramificações dos neurônios), indicando o início da diferenciação das células neuronais.

“Essas estruturas são fundamentais porque é por meio delas que os neurônios enviam e recebem mensagens. Sem neuritos não existe comunicação entre células nervosas”, informa o pesquisador. 

Além disso, os testes também identificaram o aumento da presença das proteínas sinapsina I e GAP-43, importantes no processo de diferenciação, já que funcionam como marcadores de que o neurônio está crescendo, amadurecendo e formando novas conexões.

Caldas explica que o aumento dessas proteínas representa a célula entrando em um estado favorável à regeneração, algo muito desejado em doenças neurodegenerativas.

Outro fator importante na proteção das células neurais observado no estudo foi o potencial antioxidante do Artepelin C e da Bacarina. Os compostos da própolis verde foram capazes de neutralizar moléculas reativas de oxigênio, excessivas em doenças neurodegenerativas. 

Potencial

O pesquisador adianta que quadros de enfermidades ativam vias que levam à morte celular programada, ativação que foi reduzida pelos compostos da própolis verde por meio de seu efeito antiapoptótico e evitando, assim, a morte celular. 

Para Caldas, os estudos mostram o potencial do Artepelin C e da Bacarina na proteção de neurônios em situações de estresse, como ocorre nos estágios iniciais de doenças neurodegenerativas.

*Texto publicado pelo Jornal da USP e redigido por Carolina Castro

O post Compostos do própolis verde mostram potencial contra doenças neurodegenerativas​ apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Diesel cai pela primeira vez desde o começo da guerra no Oriente Médio


diesel combustível petrobras bolsonaro
Foto: Pixabay

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra a primeira queda no preço médio do diesel comum após o começo da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, iniciada no dia 28 de fevereiro. 

De acordo com levantamento semanal feito pela agência entre domingo (5) e este sábado (11), o preço médio cobrado pelos postos ficou em R$ 7,43, redução de R$ 0,02. Na semana anterior, o litro do combustível foi vendido a R$ 7,45.

O litro da gasolina comum foi vendido a R$ 6,77 no mesmo período. Na semana passada, o preço do combustível ficou em R$ 6,78.

O etanol também teve redução de R$ 0,01 e passou de R$ 4,70 para R$ 4,69, o litro.

Pacote

Na segunda-feira (6), o governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.

Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual de custos entre União e estados.

Também foi anunciada uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil.

O post Diesel cai pela primeira vez desde o começo da guerra no Oriente Médio apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Brasil tem tudo isso de jumento? Especialistas dizem que não


Jumentos no pasto
Foto: Freepik

A divulgação de uma estimativa internacional que aponta a existência de 730 mil jumentos no Brasil reacendeu o debate sobre a real dimensão da população desses animais no país.

Pesquisadores e entidades afirmam que o número está superestimado e pode mascarar o risco de extinção da espécie, especialmente no Nordeste. Uma carta aberta assinada por cientistas e organizações critica os dados e aponta inconsistências metodológicas.

Segundo o grupo, o número mais recente calculado por pesquisadores brasileiros indica cerca de 78 mil jumentos em 2025 — quase dez vezes menos que a projeção divulgada.

Base de dados é questionada

A principal crítica recai sobre a origem das estimativas.

Os dados utilizados internacionalmente têm como base informações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que não realiza censos próprios e trabalha com projeções a partir de dados secundários.

Especialistas explicam que, no caso dos jumentos, essas estimativas são ainda mais frágeis. Isso porque a espécie tem menor relevância nas estatísticas globais de produção agropecuária, o que reduz a precisão das informações.

Além disso, o Brasil deixou de divulgar dados oficiais específicos sobre jumentos na Pesquisa da Pecuária Municipal em 2013. Desde então, as projeções passaram a ser feitas com modelos estatísticos, que tendem a suavizar quedas ou oscilações mais bruscas.

Diferença entre estimativas e dados oficiais

A divergência entre números não é recente. Em 2017, o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou cerca de 376 mil jumentos no Brasil, enquanto estimativas internacionais apontavam mais de 800 mil animais no mesmo período.

Para pesquisadores, essa diferença indica limitações das projeções e reforça que os dados não devem ser usados para análises detalhadas ou formulação de políticas públicas.

Na prática, a leitura de crescimento populacional sugerida pelos números mais recentes não condiz com a realidade observada no campo.

Abate e falta de cadeia produtiva pressionam espécie

Especialistas apontam que a redução da população está diretamente ligada ao abate de jumentos para exportação de peles, prática autorizada desde 2016.

O país conta atualmente com apenas um frigorífico ativo nesse segmento. A atividade, segundo estudos, não possui uma cadeia produtiva estruturada, sem controle sobre reprodução, reposição de animais ou previsibilidade de oferta.

Esse modelo é considerado extrativista e pode levar ao esgotamento do recurso ao longo do tempo.

Demanda internacional e pressão sobre o rebanho

A pele dos jumentos é utilizada na produção de ejiao, um produto da medicina tradicional chinesa. A demanda global é elevada e, segundo organizações internacionais, exige milhões de peles por ano.

Esse cenário tem levado à redução de rebanhos em diferentes regiões do mundo. Na África, por exemplo, países já proibiram a exportação de peles para conter o avanço da atividade.

Risco de extinção e falta de monitoramento

Levantamentos recentes indicam uma queda expressiva da população de jumentos no Brasil nas últimas décadas. Estimativas apontam redução de até 94% desde os anos 1990.

Pesquisadores alertam que o jumento nordestino, considerado um ecótipo único, está entre os mais ameaçados.

A ausência de dados atualizados e de políticas públicas estruturadas de monitoramento agrava o cenário. Especialistas defendem a criação de séries históricas confiáveis e mecanismos de acompanhamento mais precisos para orientar ações de preservação.

Sem isso, há o risco de que estimativas imprecisas continuem a distorcer a realidade e dificultem o enfrentamento do problema.

O post Brasil tem tudo isso de jumento? Especialistas dizem que não apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Crédito rural empresarial soma R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026


O crédito rural empresarial somou R$ 404 bilhões em contratações entre julho de 2025 e março de 2026, aumento de 10% em relação aos R$ 368 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. Os dados constam no Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, vinculado à Secretaria de Política Agrícola, com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro e do Banco Central do Brasil.

No mesmo período, os recursos efetivamente concedidos — aqueles já liberados na conta do produtor — totalizaram R$ 387 bilhões, crescimento de 5% em relação à safra anterior. Entre os destaques está a emissão de Cédula de Produto Rural por produtores em favor de instituições financeiras, que avançou 38% e alcançou R$ 183,1 bilhões. Como o instrumento é utilizado principalmente para o custeio da safra, sua soma ao crédito tradicional destinado a essa finalidade elevou o volume de recursos disponíveis para custeio a R$ 303,1 bilhões, alta de 13% em comparação com a safra 2024/2025.

A Secretaria de Política Agrícola avaliou que os números refletem a continuidade do financiamento ao setor. “O crescimento de 10% nas contratações e de 5% nas concessões demonstra a solidez do financiamento agropecuário brasileiro, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos produtores e do sistema financeiro”, ressaltou a secretaria.

A análise por finalidade mostra comportamentos distintos entre as modalidades de crédito. A linha destinada à industrialização registrou expansão, com aumento de 74% nas contratações, que alcançaram R$ 28,1 bilhões, e de 64% nas concessões, totalizando R$ 26,4 bilhões. O resultado indica maior procura por financiamento voltado ao processamento agroindustrial.

Por outro lado, linhas tradicionais apresentaram retração no período. O crédito de custeio somou R$ 120 bilhões em contratações e R$ 114,3 bilhões em concessões, com queda de 11% e 15%, respectivamente. O investimento registrou R$ 45,5 bilhões em contratações e R$ 37,6 bilhões em concessões, recuos de 16% e 30%. As operações destinadas à comercialização também diminuíram, com contratações de R$ 27,2 bilhões e concessões de R$ 25,5 bilhões. Segundo o boletim, a redução nas linhas de investimento está associada à cautela do setor diante das taxas de juros vigentes e à expectativa de queda da Taxa Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Entre os programas analisados, o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária foi o único a registrar crescimento, com alta de 20% e R$ 900 milhões concedidos. No total, o número de contratos firmados no período caiu 24%, passando de 534.351 para 408.353 operações. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural contabilizou 156.485 contratos, enquanto os demais produtores somaram 127.615 operações. As transações vinculadas à CPR chegaram a 125.310 contratos.

Na distribuição regional, a Região Sul do Brasil manteve a liderança no número de operações contratadas, enquanto a Região Sudeste do Brasil concentrou o maior volume financeiro.

No que se refere às fontes de financiamento, os recursos controlados somaram R$ 106,5 bilhões em concessões, redução de 7%. Dentro desse grupo, os Recursos Obrigatórios atingiram R$ 42,8 bilhões, crescimento de 19%. A Letra de Crédito do Agronegócio na modalidade controlada registrou aumento expressivo e alcançou R$ 26,9 bilhões. A Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões e os Fundos Constitucionais totalizaram R$ 14,5 bilhões.

Já as fontes não controladas chegaram a R$ 97,3 bilhões. Nesse grupo, destacaram-se a LCA, com R$ 47,8 bilhões, e a Poupança Rural Livre, que alcançou R$ 44,4 bilhões e registrou crescimento de 39%. O BNDES Livre apresentou recuo de 11%, totalizando R$ 4,4 bilhões.

A execução do Plano Safra 2025/2026 indica que, até março de 2026, foram concedidos R$ 43,4 bilhões de um total de R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis, o equivalente a 38% do montante previsto. No custeio, R$ 24,7 bilhões foram liberados de um total programado de R$ 63 bilhões. Para investimento, foram concedidos R$ 18,4 bilhões dos R$ 49,5 bilhões previstos, enquanto na comercialização foram aplicados R$ 307 milhões de R$ 845 milhões programados.

Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera a execução dos recursos, com R$ 7,1 bilhões liberados para custeio e R$ 7 bilhões para investimento. O Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil executou 59% do volume programado de custeio e 69% das operações de investimento. Já o Sistema Cresol concluiu 100% das metas previstas para custeio.

Ainda há R$ 21,7 bilhões em crédito contratado que aguardam liberação. Desse total, R$ 10,8 bilhões correspondem a financiamentos sem vínculo com programa específico, enquanto R$ 2,2 bilhões estão relacionados ao Pronamp. Outros valores estão vinculados ao Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira e ao Programa de Modernização da Frota de Tratores e Implementos Agrícolas.

A Secretaria de Política Agrícola avalia que o cenário aponta continuidade no acesso ao financiamento agropecuário. “O Boletim do Crédito Rural de julho/2025 a março/2026 revela um setor agropecuário que mantém a trajetória de crescimento no volume global de recursos, com destaque para a expansão da CPR e da industrialização. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento e custeio convencional sinaliza maior seletividade dos produtores, associada ao ambiente de juros elevados”, explicou a secretaria.

Segundo a análise, ainda existe margem para ampliação das operações até o encerramento do Plano Safra, uma vez que 62% dos recursos equalizáveis permanecem disponíveis para contratação nos próximos meses.





Source link

News

Radar Rural: novo videocast do Canal Rural traz leitura estratégica do setor


Com apresentação de João Nogueira e Beatriz Gunther, o Radar Rural é o novo videocast do Canal Rural
Beatriz Gunther é editora sênior do site do Canal Rural; João Nogueira atua como editor executivo do Mercado & Cia

Intempéries climáticas, conflitos geopolíticos e economia do país fragilizada. Esses são apenas alguns dos desafios enfrentados diariamente pelo produtor rural brasileiro, que com o passar dos anos fica cada vez mais resiliente e segue alimentando o mundo.

As águas são turbulentas e, no campo, cada decisão conta. É nesse contexto que nasce o Radar Rural, novo videocast do Canal Rural. Toda semana, os jornalistas João Nogueira e Beatriz Gunther trazem os principais fatos do mercado e como decisões políticas e econômicas impactam o agronegócio.

Com foco no Plano Safra, na mudança de gestão no Ministério da Agricultura antes das eleições e nos impactos da guerra no Oriente Médio, o primeiro episódio já está no ar:

Pensado para o formato digital, o videocast é publicado no Youtube do Canal Rural às sextas-feiras, a partir das 15h. Na grade de TV, o programa é exibido aos sábados, às 09h15, com reprise às segundas-feiras, às 11h30.

O post Radar Rural: novo videocast do Canal Rural traz leitura estratégica do setor apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Líderes dos EUA e do Irã iniciam negociações em busca de acordo


Foto gerada por IA para o Canal Rural

As delegações de alto nível dos Estados Unidos e do Irã iniciaram oficialmente, neste sábado (11), uma rodada de conversas diretas e presenciais em Islamabad, no Paquistão.

De acordo com agências de notícias internacionais, o encontro busca consolidar um cessar-fogo frágil de duas semanas e discutir os termos para o fim de um conflito que já dura seis semanas e impacta severamente os mercados globais, especialmente o de petróleo e combustíveis.

Composição das delegações

De acordo com comunicados da Casa Branca e reportagens veiculadas na mídia norte-americana, a comitiva é chefiada pelo vice-presidente JD Vance, que viajou acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner.

Do lado iraniano, a liderança das negociações cabe ao presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, conforme confirmado pela mídia estatal iraniana.

Pontos centrais e divergências

Conforme apurado pelas agências internacionais, os temas na mesa são críticos:

  • Exigências de Teerã: O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país entra nas negociações com “total desconfiança” e exige a liberação de ativos financeiros congelados (estimados em US$ 6 bilhões), segundo o Institute for the Study of War (ISW) e o jornal britânico The Guardian.
  • Segurança Marítima: O controle do Estreito de Ormuz é o ponto de maior tensão. A Reuters destaca que os EUA buscam a reabertura total da via, enquanto o presidente Donald Trump afirmou em redes sociais que iniciou um processo de “limpeza” do local.
  • Programa Nuclear: Já a Associated Press relata que a proposta de 15 pontos dos EUA exige restrições severas ao programa nuclear iraniano.

O post Líderes dos EUA e do Irã iniciam negociações em busca de acordo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Ovos/Cepea: Preços recuam na semana, mas média mensal segue alta


A reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda de ovos, que perdeu força com a entrada da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente diminui. Assim, as cotações registraram queda em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. Trata-se da primeira queda desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro. Ainda assim, as altas registradas na primeira quinzena têm garantido aumento no preço médio dos ovos de fevereiro para a parcial de março (até o dia 25). Segundo agentes consultados pelo Cepea, embora a oferta da proteína siga controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o fator determinante para a pressão sobre os preços. O menor volume de negócios intensificou a busca por descontos, resultando na queda das cotações nos últimos dias. A expectativa do setor, no entanto, é de retomada das vendas na próxima semana, com o início da Semana Santa, período em que a demanda pela proteína tende a se fortalecer, segundo pesquisadores do Cepea. 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

CNA alerta para vazio sanitário e semeadura da soja



CNA reforça ações para combater a ferrugem asiática na safra de soja



Foto: Pixabay

Com a divulgação dos períodos de vazio sanitário e do calendário de semeadura da soja para a safra 2026/2027, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) ressalta a importância do manejo adequado da lavoura para garantir a produtividade e evitar doenças.

Os períodos do vazio sanitário e de semeadura estão na Portaria SDA/MAPA nº 1.579, publicada na sexta (10) no Diário Oficial da União.

O Ministério da Agricultura manteve os períodos adotados na safra 2025/2026 nos principais estados produtores, mas definiu mudanças na Bahia, que passou a contar com quatro regiões distintas para definição das janelas de vazio sanitário e semeadura.

Segundo o assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Tiago Pereira, o cumprimento das medidas fitossanitárias, aliado ao monitoramento constante e ao controle de plantas voluntárias, é decisivo para reduzir a incidência da ferrugem asiática e garantir produtividade.

“O vazio sanitário segue como uma das principais ferramentas para interromper o ciclo do fungo, ao eliminar a presença de plantas vivas de soja no período de entressafra. Já o calendário de semeadura ajuda a reduzir a sobreposição de lavouras e a limitar a disseminação da doença ao longo do ciclo produtivo”, explica.

Tiago Pereira alerta para o aumento dos casos de ferrugem asiática na safra 2025/2026 em relação ao ciclo anterior. No Paraná, por exemplo, os registros passaram de 66 para 156 casos. Em Mato Grosso do Sul, subiram de 12 para 70; enquanto no Rio Grande do Sul o número passou de 25 para 61 ocorrências.

De acordo com a CNA, esse cenário está relacionado a vários fatores, como condições climáticas favoráveis ao fungo.

“O calendário de semeadura e o vazio sanitário são ferramentas complementares e fundamentais para o manejo da ferrugem. O aumento dos registros reforça que o foco precisa estar na execução, com controle rigoroso de plantas voluntárias e monitoramento”, afirma Pereira.





Source link

News

É seguro comer carne mal passada? Especialista esclarece


Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

O programa Giro do Boi desta semana abordou a segurança da carne mal passada, esclarecendo que a segurança do alimento depende mais da técnica de preparo e da origem do que do ponto de cozimento.

Segundo o professor Sérgio Pflanzer, especialista em carne da Unicamp, em cortes íntegros, como picanha e filé mignon, a contaminação bacteriana, como Salmonella e E. coli, fica restrita à superfície.

O calor intenso do selamento é suficiente para eliminar microrganismos presentes na parte externa, garantindo a segurança da carne mal passada, que é rosada por dentro.

Confira:

Importância da selagem adequada

Pflanzer destaca que, ao selar a carne em altas temperaturas, as fibras musculares de cortes inteiros permanecem virtualmente estéreis. Assim, a carne mal passada é segura para consumo, desde que tenha sido bem selada.

No entanto, o cenário muda para hambúrgueres e almôndegas, onde o processo de moagem pode misturar a contaminação da superfície com o interior. Para carnes moídas, a recomendação é que o núcleo atinja pelo menos 71°C para garantir a eliminação total de patógenos.

Fatores de segurança na escolha da carne

Pflanzer informa que o risco real na segurança da carne não está na suculência, mas em fatores como selo de inspeção, procedência garantida e refrigeração adequada. O “vermelho” no centro da carne não é sangue, mas mioglobina, uma proteína que transporta oxigênio nos músculos.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

O post É seguro comer carne mal passada? Especialista esclarece apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link