quarta-feira, março 25, 2026

Autor: Redação

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Capim adaptado ao calor extremo vira aliado da pecuária no semiárido


BRS Tamani; capim
Foto: Bastos, Fabiano/ Embrapa

No semiárido brasileiro, produtores têm adotado novas tecnologias para enfrentar os efeitos da seca e manter a produtividade no campo. No Ceará, o uso de pastagens plantadas por mudas clonadas tem se destacado como alternativa eficiente para melhorar a alimentação do rebanho e ampliar a produção de carne e leite.

Apesar do avanço da agropecuária na região, o clima ainda é um dos principais desafios. A estiagem prolongada compromete a qualidade e a disponibilidade de pasto, impactando diretamente o desempenho dos animais.

Para driblar esse cenário, produtores têm investido em capins melhorados geneticamente, mais adaptados às condições do semiárido. Um dos destaques é o capim tifton 85, desenvolvido a partir do cruzamento de espécies forrageiras, com alta tolerância a temperaturas elevadas.

“O tifton 85, tem uma alta adaptação ao clima semiárido, ao clima do Nordeste. Porque está na sua genética. Foi feito o tipo 85 a partir de uma forragem, a partir de uma graminha da África com uma graminha do sul dos Estados Unidos. A partir do seu cruzamento chega-se no tifton 85 com alta capacidade de tolerância climática de altas temperaturas”, explica o zootecnista e e fundador da Amazon Mudas, Oswaldo Stival Neto.

Segundo Neto, a planta possui rizomas (caules que funcionam como reserva de energia), o que garante maior resistência durante períodos de seca e contribui para a manutenção da qualidade da forragem.

Com mais que o dobro de proteína em relação a outras forrageiras tropicais, esse capim permite reduzir o volume de alimento e, ao mesmo tempo, aumentar a lotação de animais por hectare. Além da produtividade, a tecnologia também contribui para a conservação do solo e garante melhor desempenho do rebanho mesmo em períodos de estiagem.

De acordo com Neto, a cobertura do solo proporcionada pela pastagem ajuda a reter a umidade, reduz o escoamento da água da chuva e evita a perda de matéria orgânica. Com isso, há melhora gradual na qualidade do solo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Silagem de milho mantém produtividade


A cultura do milho destinado à produção de silagem apresenta desenvolvimento escalonado no Rio Grande do Sul, conforme a época de semeadura, segundo o Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), “nas áreas implantadas no cedo ou intermediárias, a ensilagem está concluída, e os cultivos tardios avançam para estádios vegetativos e reprodutivos”.

O relatório aponta que as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram as lavouras implantadas no período preferencial. “De maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo foram favoráveis para as lavouras implantadas no período preferencial, resultando em produtividades satisfatórias e adequada qualidade do material ensilado”, informa o documento. Já nas áreas de semeadura tardia, o desenvolvimento ocorre sob influência de precipitações irregulares. “Até o momento, não resultaram em perdas expressivas, mas depende de chuvas para a consolidação dos componentes de rendimento”, destaca.

A estimativa estadual indica área cultivada de 345.299 hectares e produtividade média de 37.840 kg por hectare. Na região de Caxias do Sul, houve redução de produtividade durante a colheita para silagem. “Houve queda de produtividade em função da irregularidade das chuvas na fase de floração e enchimento de espigas”, aponta o informativo.

Em Erechim, a colheita está próxima da conclusão, com cerca de 95% da área colhida e produtividade média de 44.570 kg por hectare. Já na região de Ijuí, as lavouras de safrinha avançam para a fase reprodutiva. “As áreas mais adiantadas já apresentam emissão do pendão floral”, registra o levantamento, acrescentando que os produtores acompanham as condições hídricas para garantir a formação de massa e grãos.

Na região de Passo Fundo, as lavouras de safrinha seguem em desenvolvimento vegetativo, sem indicativos de comprometimento relevante do potencial produtivo até o momento. Em Santa Maria, a área cultivada soma 10.155 hectares, com produtividade média de 30.534 kg por hectare, refletindo condições favoráveis no início do ciclo.

Na região de Soledade, as lavouras semeadas entre novembro e janeiro estão majoritariamente em fase reprodutiva. “O cenário atual é de irregularidade hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento”, conclui o relatório.





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Senado aprova avanço de novo marco legal para o trabalho rural


trabalhador rural
Foto: Adobe Stock

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), o relatório ao Projeto de Lei 4.812/2025, que cria um novo marco legal para o trabalho rural no Brasil. A proposta, de autoria da senadora Margareth Buzetti, busca substituir a legislação vigente desde 1973 e consolidar em um único texto as normas que regem as relações trabalhistas no campo.

O parecer aprovado foi apresentado pelo senador Zequinha Marinho, que promoveu ajustes para tornar a proposta mais aplicável à realidade do setor. Segundo ele, alguns pontos do texto original precisavam de adequações para refletir melhor a dinâmica do trabalho rural, especialmente em regiões com limitações logísticas.

Com 221 artigos, o projeto reúne regras hoje dispersas sobre contratos, jornada de trabalho, saúde, segurança e negociação coletiva. A proposta também institui a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com foco na capacitação da mão de obra e no incentivo ao uso de novas tecnologias no campo.

Entre as mudanças, o relatório retira ou altera dispositivos considerados de difícil execução, como regras relacionadas ao teletrabalho e exigências administrativas mais complexas. Outro ponto debatido foi a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, considerada incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O texto também prevê a criação de instrumentos como programas de gerenciamento de riscos e comissões internas voltadas à prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação como trabalho temporário, intermitente e por safra.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Caso seja aprovada em caráter terminativo, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

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Safra recorde e diesel caro reforçam aposta em ferrovias para escoamento de produção


transporte ferroviário; diesel
Foto: divulgação/ANTT

A alta do diesel tem elevado os custos do transporte no campo e reduzido as margens dos produtores, intensificando a busca por alternativas mais eficientes para o escoamento da produção agrícola. Nesse cenário, o investimento em ferrovias ganha força como uma alternativa mais econômica e sustentável.

O movimento ocorre em meio à expectativa de mais uma safra recorde no Brasil, a produção agrícola deve ultrapassar 350 milhões de toneladas em 2026, o que amplia o desafio logístico em um país ainda fortemente dependente do transporte rodoviário, justamente o mais impactado pela variação no preço dos combustíveis.

“Nesse cenário, a infraestrutura, logística ganha, bastante relevância e os players que atuam nessa cadeia tem uma responsabilidade grande de atuar tanto na eficiência operacional quanto investimento de novas infras”, destaca o responsável pela área de grãos da VLI Logística, Gabriel Fonseca.

Investir em infraestrutura deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade. A integração entre rodovias, portos e, principalmente, ferrovias surge como caminho para ampliar a capacidade de escoamento e melhorar a eficiência da cadeia logística.

Além disso, o cenário de margens mais apertadas reforça a importância de soluções que garantam competitividade ao produtor rural. Nesse contexto, o transporte ferroviário aparece como aliado, especialmente em longas distâncias, onde pode reduzir custos operacionais e melhorar o desempenho logístico.

“A ferrovia entra com papel estratégico, buscando preservar, essa competitividade para o produtor rural e ao mesmo tempo, garantir que o Brasil continue como um grande protagonista no mercado global de commodities” destaca Fonseca. 

Alternativa sustentável

Além de mais eficiência, as ferrovias também representam uma alternativa mais econômica e sustentável. Em longas distâncias, o transporte ferroviário pode reduzir custos logísticos e emitir até seis vezes menos carbono do que o rodoviário.

“O modal ferroviário emite menos carbono do que outros modais. Caso, por exemplo, se comparado ao rodoviário até seis vezes menos emissão de carbono. Então, naturalmente, à medida que a gente aumenta a matriz de transporte ferroviário, a gente migra do rodoviário para ferrovia e estamos contribuindo diretamente para sustentabilidade do ponto de vista ambiental”, explica Fonseca.

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JBS registra receita recorde de US$ 86,2 bi e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido


JBS dupla listagem
Foto: divulgação

A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$ 2 bilhões no ano. Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

Segundo a empresa, o desempenho do ano comprova a resiliência de sua estratégia global multiproteína e multiplataforma, resultando em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$ 6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.

“Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita — o maior da nossa história — comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

A evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

A JBS credita o melhor desempenho à expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25. Além desse indicador, a JBS possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, os resultados de 2025 comprovam a eficiência da Companhia e a disciplina da alocação de capital. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores.” No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões.

Unidades de negócios

Pilgrim’s Pride

Com margem EBITDA de 15,2% no ano, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo apoiada na força de suas operações e uma gestão disciplinada. Segundo avaliação da JBS, o portfólio in natura foi beneficiado por uma forte demanda no mercado americano e a diversificação por meio de ofertas de produtos com marca alcançou um feito histórico com a Just Bare, batendo US$ 1 bilhão em vendas. Nas operações da Europa e México, os resultados continuaram a apresentar melhora, com otimização fabril, integração da gestão e um melhor mix de produtos.

JBS Austrália

A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,3%, reflexo do crescimento dos volumes no mercado interno e externo. O segmento de carne bovina foi o principal motor da rentabilidade. A melhora de preços e volumes compensaram o aumento de 20% no custo de bovinos em 2025, de acordo com a Meat & Livestock Australia (MLA). Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores, impulsionados pela execução operacional e maior produtividade.

Seara

A Seara registrou margem EBITDA de 16,9% em 2025, impulsionado pelo maior volume de exportação de sua história, apesar das restrições temporárias em mercados-chave como China e Europa, e desempenho de vendas no mercado interno. O crescimento das vendas e volumes foi a resposta de uma forte execução comercial, a consolidação contínua da marca e a inovação constante, agregando maior valor ao portfólio. Entre as inovações com valor agregado, a marca lançou a linha Seara Protein, refeições congeladas com maior teor de proteína, linha de produtos para preparo na Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.

JBS Brasil

Com margem EBITDA de 6,2% no ano, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou o maior volume de processamento de sua história, reflexo da forte demanda e a expansão no mercado externo, como também a força da marca, uma sólida execução comercial, a melhoria nos níveis de serviço e a contínua oferta de produtos de valor agregado por meio do Friboi+ no mercado interno. A Friboi foi mais uma vez reconhecida como Top of Mind, vencendo na categoria de carnes pela sexta vez consecutiva e na categoria churrasco pela segunda vez consecutiva, reforçando sua liderança no Brasil.

Beef North America

Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões em 2025, sustentada pela demanda firme nos Estados Unidos. O setor de bovino segue com preços em patamares historicamente elevados, como reflexo da menor disponibilidade de animais em meio ao atual ciclo pecuário americano. O rebanho é o menor em 75 anos.
Além disso, as importações de bovinos vivos do México sofreram restrições a partir de maio de 2025, por causa de questões sanitárias, impactando o abastecimento do mercado nos Estados Unidos.

JBS USA Pork

A JBS USA Pork registrou receita líquida recorde no ano, de US$ 8,4 bi. O desempenho foi impulsionado por uma demanda sólida e pela expansão do portfólio de produtos de marca e de valor agregado no mercado interno e também na exportação. Durante o ano, a Companhia anunciou a expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã (breakfast sausage) por meio da aquisição de uma fábrica em Iowa, bem como da construção de uma nova unidade anunciada no mesmo estado.

“A companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time”, afirmou Tomazoni.

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Soja tem negócios pontuais no Brasil e ganhos limitados por custos logísticos


seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja apresentou pequenos movimentos ao longo desta quarta-feira (25), com oportunidades pontuais nos portos, mas ainda limitado pelos custos logísticos elevados. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago registrou alta mais consistente apenas no final das negociações, enquanto o dólar recuou e os prêmios tiveram pouca variação.

No mercado interno, o cenário foi de poucas mudanças, com cotações entre estáveis e levemente mais altas. O produtor segue cadenciando as vendas, o que reduz a fluidez dos negócios neste momento.

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 126,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 109,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 111,00 para R$ 113,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 110,00 para R$ 110,50
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): seguiu em R$ 131,00

Contratos futuros de soja

No cenário externo, os contratos futuros da soja fecharam com bons ganhos na Bolsa de Chicago, impulsionados por fatores técnicos e compras por barganha. O ambiente global apresentou menor aversão ao risco, após os Estados Unidos enviarem uma proposta de cessar-fogo ao Irã.

EUA-China

Além disso, a Casa Branca informou que o presidente Donald Trump viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para se reunir com o presidente Xi Jinping. O mercado volta a especular sobre um possível acordo comercial entre as duas potências, incluindo compras chinesas de soja americana.

Outro ponto de atenção é o encarecimento dos fertilizantes, que pode impactar o plantio da safra nos Estados Unidos. A expectativa agora se volta para o relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para o dia 31.

Entre os subprodutos, o farelo recuou, enquanto o óleo de soja avançou, sustentado pela expectativa de medidas do governo americano para incentivar a produção de biocombustíveis.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,66%, cotado a R$ 5,2193 para venda, após oscilar ao longo do dia.

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Fiscais apreendem 2 mil litros polpa de açaí sem registro em embarcações


Açaí
Foto: divulgação/Adepará

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apreendeu cerca de 2 mil litros de polpa de açaí sem identificação durante fiscalização realizada na Base Fluvial Integrada Candiru, no estreito de Óbidos, na Região de Integração do Baixo Amazonas.

Durante a abordagem, os fiscais identificaram aproximadamente mil sacas de açaí em caroço e dois mil litros do produto em polpa no interior de duas embarcações provenientes do município de Codajás, no Amazonas.

Após inspeção realizada por agente fiscal agropecuário, o fruto em caroço foi liberado mediante apresentação de nota fiscal, com orientação para que os responsáveis procurem a Adepará a fim de cadastrar a Unidade Produtiva de Origem.

Já a polpa foi apreendida por não apresentar selo de identificação, documentação fiscal ou registro de inspeção, itens obrigatórios para garantir a procedência e a segurança do alimento.

açaí; apreensão
Foto: divulgação/Adepará

Rastreabilidade e controle sanitário

Para o transporte de produtos vegetais dentro do Pará, é obrigatória a emissão da Guia de Trânsito Vegetal (GTV), documento expedido pela Adepará que assegura a origem, a sanidade e a conformidade regulatória da carga.

“O trânsito de açaí dentro do Pará só ocorre com o rastreamento por meio da GTV. Quem traz o produto de fora do estado deve procurar a Adepará para cadastrar a origem, permitindo o monitoramento da carga e a manutenção da segurança sanitária”, afirmou a diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel.

Além da rastreabilidade, o selo de identificação garante que o produto passou por boas práticas de fabricação, incluindo o processo de branqueamento, essencial para eliminar riscos de contaminação pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da Doença de Chagas.

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Cooperativa apresenta feijão-mungo como alternativa para segunda safra no Tocantins


Frísia apresenta feijão-mungo como alternativa para a segunda safra no Tocantins
Foto: Divulgação

Uma cooperativa do Tocantins assou a apresentar o feijão-mungo (Vigna radiata) como alternativa de cultivo para a segunda safra aos cooperados. A iniciativa inclui orientação técnica e organização comercial para os produtores interessados em inserir a cultura no sistema produtivo.

A proposta surge em um momento em que a colheita da soja avança no estado, período em que os produtores já iniciam o planejamento da cultura que sucederá a oleaginosa nas áreas destinadas à segunda safra.

Nesse cenário, o feijão-mungo tem sido considerado pela Frísia Cooperativa Agroindustrial como opção em áreas tradicionalmente destinadas ao milho safrinha, especialmente por seu ciclo curto e adaptação a ambientes com menor disponibilidade hídrica.

Suporte técnico

Segundo o engenheiro agrônomo da Assistência Técnica da cooperativa no Tocantins, Alexandre Rentz Solek, o papel da cooperativa é apoiar o produtor na tomada de decisão.

“Nosso trabalho começa na escolha da área e da janela de plantio e segue com o acompanhamento do manejo nutricional e fitossanitário, sempre considerando a realidade de cada fazenda. A decisão de cultivo é do cooperado, e a Frísia atua oferecendo respaldo técnico e comercial”, explica.

As recomendações também contam com estudos conduzidos pela Fundação ABC no estado. A instituição instalou experimentos para avaliar o desempenho da cultura em diferentes tipos de solo, épocas de semeadura e, principalmente, seus efeitos dentro do sistema produtivo.

feijão-mungo, alternativa no Tocantins
Foto: Divulgação

De acordo com o pesquisador em Economia Rural da Fundação ABC, Claudio Kapp Junior, a viabilidade econômica é um dos fatores que têm despertado interesse.

“O feijão-mungo apresenta potencial interessante de geração de caixa quando comparado a outras opções de segunda safra no mesmo período, considerando o nível de risco envolvido. Ao mesmo tempo, é importante avaliar seus impactos nas culturas subsequentes, especialmente em áreas que ainda demandam maior proteção e estruturação de solo”, afirma.

Alternativa para diversificação

Para Alexandre, ampliar alternativas na segunda safra também contribui para reduzir riscos climáticos e de mercado.

“Como essa janela ainda é concentrada em poucas culturas, o feijão-mungo pode integrar o sistema como uma opção estratégica, desde que o planejamento seja bem conduzido”, destaca.

Alguns cooperados já iniciam o segundo ano de cultivo, após resultados considerados positivos na safra de 2025.

plantação de feijão-mungo cultivado pela Frísia no Tocantins
Área plantada com feijão-mungo | Foto: Divulgação

As condições edafoclimáticas, ou seja, relacionadas ao solo e ao clima, do Tocantins favorecem espécies de ciclo mais curto nesse período, o que reforça a importância de avaliações técnicas antes de uma adoção mais ampla.

No aspecto comercial, a cooperativa também atua na organização da cadeia para os produtores que optam pela cultura, com parceiros que fomentam a produção, fornecem sementes e estruturam contratos com preço previamente definido, ampliando a previsibilidade ao produtor.

Para o gerente executivo da instituição no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a iniciativa está alinhada à busca por soluções adaptadas à realidade regional.

“A Frísia procura identificar oportunidades que façam sentido técnico e econômico para o cooperado. Nosso papel é apresentar alternativas viáveis e oferecer suporte qualificado para que cada produtor tome decisões seguras e alinhadas ao seu planejamento”, finaliza.

O que é o feijão-mungo

O feijão-mungo floresce entre 50 e 60 dias após o plantio e pode ser colhido em aproximadamente 90 a 100 dias.

As plantas atingem entre 60 e 75 centímetros de altura, adaptam-se bem a solos franco-arenosos e demandam entre 350 e 500 milímetros de água ao longo do ciclo.

Embora tolere períodos de menor oferta hídrica, não suporta encharcamento, o que exige planejamento criterioso da época de semeadura.


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O agro brasileiro precisa de um novo modelo


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Colheitadeiras de soja em fazenda no oeste da Bahia. Foto: Jefferson Aleffe

O mundo não deixou de precisar de comida. A demanda segue forte, sustentada por população e renda, especialmente na Ásia. Foi esse movimento que transformou o Brasil em potência agropecuária. Saímos de importadores para protagonistas, apoiados em tecnologia, produtividade e capacidade de adaptação.

A agropecuária brasileira fez sua parte. Investiu, inovou, preservou e passou a competir globalmente. Tornou-se o principal pilar da economia. Mas, pela experiência de quem acompanha o setor há anos, é evidente: o jogo começou a mudar.

O mundo não quer mais apenas comprar comida. Quer controlar a comida

A China, principal compradora global, continua dependente de importações, mas não aceita mais vulnerabilidade. Investe em tecnologia, adquire empresas de sementes, diversifica fornecedores e impõe novas exigências. Restrições à soja e cotas para carne são sinais claros dessa virada.

Quem dependia da demanda, agora precisa disputar espaço

O Brasil abre novas portas, como o acordo com a União Europeia, com oportunidades relevantes, especialmente em frutas, onde nossa produção o ano inteiro encontra um mercado sazonal. Mas a oportunidade não garante resultado.

Chegamos a esse novo ciclo fortes na produção, mas frágeis na estratégia. Seguimos dependentes de fertilizantes importados, convivendo com distorções no preço do diesel e presos a um desequilíbrio fiscal que impede juros mais baixos. Sem juros civilizados, não há investimento. E há outro ponto crítico: o seguro rural ainda não funciona como deveria. Com eventos climáticos cada vez mais extremos, a ausência de proteção amplia perdas e empurra o produtor para o endividamento.

Não falta mercado no Brasil. Falta renda para consumir

A concentração de renda limita o crescimento. Sem inclusão, não há consumo. E sem consumo, não há agregação de valor. O futuro do agro não será apenas produzir mais, mas transformar, industrializar e vender melhor,dentro e fora do país.

O Brasil tem tudo para isso. É rico em recursos naturais, possui uma das maiores áreas de florestas nativas preservadas do mundo e um subsolo extremamente valioso, com petróleo e minerais estratégicos. Poucos países reúnem esse conjunto de ativos.

Mas falta direção.

Hoje, o produtor continua fazendo sua parte, mesmo sob pressão de custos, clima e mercado. Só que o mundo ficou mais competitivo e mais estratégico.

O Brasil não pode continuar reagindo. Precisa decidir para onde quer ir

O agro sustenta o país, mas não pode sustentar sozinho o futuro. Com um projeto de nação, o Brasil pode transformar a produção em liderança global. Sem isso, continuará sendo apenas fornecedor de volume em um mercado cada vez mais disputado.

E isso, daqui para frente, já não será suficiente.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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AgroNewsPolítica & Agro

O novo fator que está redefinindo o campo



Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado


Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado
Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado – Foto: Canva

A busca por maior eficiência tem ganhado espaço no agronegócio brasileiro diante de margens mais apertadas, custos elevados e exigências crescentes por produtividade. Nesse contexto, a gestão deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ocupar posição central na sustentação das atividades no campo.

O movimento reflete uma mudança no próprio perfil das lideranças, que passam a ter papel estratégico ao integrar processos, tecnologia e planejamento. A capacidade de transformar complexidade em resultados consistentes se torna um dos principais fatores de competitividade.

Para Eduardo Navarro, CEO da Allterra, essa transformação é estrutural e redefine o peso da gestão dentro do setor. Ele avalia que a eficiência deixou de ser apenas operacional e passou a estar diretamente ligada à sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

Na prática, a cadeia produtiva avança para um modelo mais conectado, no qual decisões consideram diferentes variáveis, do manejo ao financeiro, incluindo tecnologia e impactos ambientais. A integração substitui a fragmentação, permitindo ganhos mais consistentes de eficiência.

Esse cenário é impulsionado pela digitalização e pela necessidade de maior previsibilidade, com ferramentas tecnológicas e análise de dados assumindo papel relevante na tomada de decisão. O tema também tem ganhado reconhecimento no setor, como mostra a presença de Navarro entre os destaques na categoria Gestão e Eficiência do prêmio 100 Mais Influentes do Agronegócio 2026.

À frente da Allterra, o executivo acompanha essa evolução com foco na integração entre biociência e soluções que valorizam o solo. A expectativa é de que a gestão siga ganhando protagonismo, consolidando um novo padrão de competitividade no agro, no qual produzir bem permanece essencial, mas gerir com eficiência se torna decisivo.

 





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