quarta-feira, março 25, 2026
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Cooperativa apresenta feijão-mungo como alternativa para segunda safra no Tocantins


Frísia apresenta feijão-mungo como alternativa para a segunda safra no Tocantins
Foto: Divulgação

Uma cooperativa do Tocantins assou a apresentar o feijão-mungo (Vigna radiata) como alternativa de cultivo para a segunda safra aos cooperados. A iniciativa inclui orientação técnica e organização comercial para os produtores interessados em inserir a cultura no sistema produtivo.

A proposta surge em um momento em que a colheita da soja avança no estado, período em que os produtores já iniciam o planejamento da cultura que sucederá a oleaginosa nas áreas destinadas à segunda safra.

Nesse cenário, o feijão-mungo tem sido considerado pela Frísia Cooperativa Agroindustrial como opção em áreas tradicionalmente destinadas ao milho safrinha, especialmente por seu ciclo curto e adaptação a ambientes com menor disponibilidade hídrica.

Suporte técnico

Segundo o engenheiro agrônomo da Assistência Técnica da cooperativa no Tocantins, Alexandre Rentz Solek, o papel da cooperativa é apoiar o produtor na tomada de decisão.

“Nosso trabalho começa na escolha da área e da janela de plantio e segue com o acompanhamento do manejo nutricional e fitossanitário, sempre considerando a realidade de cada fazenda. A decisão de cultivo é do cooperado, e a Frísia atua oferecendo respaldo técnico e comercial”, explica.

As recomendações também contam com estudos conduzidos pela Fundação ABC no estado. A instituição instalou experimentos para avaliar o desempenho da cultura em diferentes tipos de solo, épocas de semeadura e, principalmente, seus efeitos dentro do sistema produtivo.

feijão-mungo, alternativa no Tocantins
Foto: Divulgação

De acordo com o pesquisador em Economia Rural da Fundação ABC, Claudio Kapp Junior, a viabilidade econômica é um dos fatores que têm despertado interesse.

“O feijão-mungo apresenta potencial interessante de geração de caixa quando comparado a outras opções de segunda safra no mesmo período, considerando o nível de risco envolvido. Ao mesmo tempo, é importante avaliar seus impactos nas culturas subsequentes, especialmente em áreas que ainda demandam maior proteção e estruturação de solo”, afirma.

Alternativa para diversificação

Para Alexandre, ampliar alternativas na segunda safra também contribui para reduzir riscos climáticos e de mercado.

“Como essa janela ainda é concentrada em poucas culturas, o feijão-mungo pode integrar o sistema como uma opção estratégica, desde que o planejamento seja bem conduzido”, destaca.

Alguns cooperados já iniciam o segundo ano de cultivo, após resultados considerados positivos na safra de 2025.

plantação de feijão-mungo cultivado pela Frísia no Tocantins
Área plantada com feijão-mungo | Foto: Divulgação

As condições edafoclimáticas, ou seja, relacionadas ao solo e ao clima, do Tocantins favorecem espécies de ciclo mais curto nesse período, o que reforça a importância de avaliações técnicas antes de uma adoção mais ampla.

No aspecto comercial, a cooperativa também atua na organização da cadeia para os produtores que optam pela cultura, com parceiros que fomentam a produção, fornecem sementes e estruturam contratos com preço previamente definido, ampliando a previsibilidade ao produtor.

Para o gerente executivo da instituição no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a iniciativa está alinhada à busca por soluções adaptadas à realidade regional.

“A Frísia procura identificar oportunidades que façam sentido técnico e econômico para o cooperado. Nosso papel é apresentar alternativas viáveis e oferecer suporte qualificado para que cada produtor tome decisões seguras e alinhadas ao seu planejamento”, finaliza.

O que é o feijão-mungo

O feijão-mungo floresce entre 50 e 60 dias após o plantio e pode ser colhido em aproximadamente 90 a 100 dias.

As plantas atingem entre 60 e 75 centímetros de altura, adaptam-se bem a solos franco-arenosos e demandam entre 350 e 500 milímetros de água ao longo do ciclo.

Embora tolere períodos de menor oferta hídrica, não suporta encharcamento, o que exige planejamento criterioso da época de semeadura.


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