quarta-feira, julho 22, 2026
AgroNewsPolítica & Agro

Portos sustentam alta nos preços da soja


O mercado da soja encerrou a terça-feira com estabilidade em Chicago e valorização em importantes praças brasileiras, sustentada por exportações, câmbio e demanda interna. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos mais curtos recuaram após as altas da véspera e diante da melhora das lavouras norte-americanas, enquanto o clima ainda oferece suporte às cotações.

Na CBOT, o contrato de agosto caiu 0,53%, para US$ 12,1950 por bushel, e o de setembro perdeu 0,41%, cotado a US$ 12,1050. O farelo de soja para agosto avançou 0,99%, enquanto o óleo recuou 0,51%. Nos Estados Unidos, 66% das lavouras foram avaliadas em condições boas ou excelentes, acima dos 65% da semana anterior. A ausência de novas vendas à China também pressionou os vencimentos mais longos.

No Brasil, os preços ganharam força nos portos e em parte do interior. No Rio Grande do Sul, a saca chegou a R$ 143 em Rio Grande, apoiada pelos prêmios de exportação e pelo câmbio favorável. No Paraná, Paranaguá alcançou R$ 145, alta de 2,11%, enquanto Ponta Grossa registrou R$ 139. Em Santa Catarina, São Francisco do Sul marcou R$ 137.

Mato Grosso do Sul teve avanços, com Dourados e Campo Grande a R$ 127. O estado já comercializou cerca de 64% da safra, mas o déficit de armazenagem superior a 12,4 milhões de toneladas reduz o poder de negociação. Em Mato Grosso, as cotações chegaram a R$ 126 em Rondonópolis, em meio a exportações recordes, fretes elevados e disputa por espaço nos silos.

A armazenagem aparece como um dos principais limites do mercado. A entrada do milho safrinha e do trigo pressiona estruturas ocupadas pela soja, enquanto o diesel caro mantém os fretes elevados. Esse cenário restringe o repasse das altas externas ao interior e força vendas antecipadas em algumas regiões.





Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *