Café perde força em Nova York, mas robusta amplia ganhos com mercado ainda…
Arábica passa a operar em leve baixa durante a sessão, enquanto robusta mantém valorização em Londres diante da oferta restrita e da volatilidade nas bolsas
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O mercado internacional do café opera de forma mista nesta quarta-feira (15). Após iniciar o dia em alta, o arábica passou a registrar leve queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), refletindo movimentos de realização de lucros. Já o robusta mantém valorização na ICE Europe, sustentado pela oferta ainda apertada e pela volatilidade que segue marcando o mercado.
Na Bolsa de Nova York, o contrato setembro/26 era negociado a 324,60 cents de dólar por libra-peso, com baixa de 150 pontos. O vencimento dezembro/26 recuava 55 pontos, cotado a 307,45 cents/lbp.
Em Londres, o movimento permanecia positivo para o robusta. O contrato setembro/26 era negociado a US$ 3.911 por tonelada, com alta de 62 pontos, enquanto o novembro/26 avançava 64 pontos, para US$ 3.864 por tonelada.
A movimentação desta quarta-feira confirma a elevada volatilidade do mercado. Depois de fortes oscilações nos últimos pregões, os investidores seguem ajustando posições enquanto acompanham o avanço da colheita brasileira, o comportamento da oferta física e as previsões climáticas para as principais regiões produtoras.
No Brasil, a comercialização continua lenta. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, o mercado físico permanece com forte interesse comprador, mas os produtores seguem vendendo apenas volumes necessários para cumprir compromissos de curto prazo. A entrada da nova safra ocorre de forma gradual, influenciada pelos atrasos provocados pelas chuvas, perdas de frutos, custos elevados e dificuldades para contratação de mão de obra.
Outro fator de sustentação continua sendo a disponibilidade limitada de café. Os estoques certificados de arábica da ICE permanecem nos menores níveis dos últimos anos, cenário que reduz a oferta imediata e mantém o mercado sensível a qualquer mudança nas condições climáticas.
Para os próximos dias, o foco permanece no clima das regiões cafeeiras brasileiras. Com o retorno do tempo seco, a expectativa é de avanço da colheita e da secagem dos grãos. Ao mesmo tempo, as baixas temperaturas previstas para o Sul de Minas e parte de São Paulo seguem sendo monitoradas, embora as previsões indiquem baixo risco de geadas nas principais áreas produtoras.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

