Clima seco acelera colheita do milho e mantém valorização
Os vendedores estão concentrados nas atividades de campo
Agrolink
– Aline Merladete

Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Os preços do milho permanecem firmes em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, apesar do período de colheita da segunda safra. Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Pesquisas, a baixa liquidez, a oferta momentaneamente limitada e a valorização internacional do cereal sustentam as cotações no mercado brasileiro.
Os vendedores estão concentrados nas atividades de campo e reduzem a disponibilidade do milho para negociação no mercado spot. Os compradores, por outro lado, permanecem afastados das aquisições, à espera do avanço da colheita e do consequente aumento da oferta.
O levantamento do Cepea indica que a expectativa para este período era de queda nos preços, diante da entrada do milho da segunda safra no mercado. No entanto, as condições climáticas restringiram temporariamente a oferta e impediram uma pressão mais intensa sobre as cotações.
Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita apresenta ritmo semelhante ao observado no ano anterior, mas continua abaixo da média das últimas cinco safras. A comercialização também é influenciada pela valorização da soja. De acordo com o Centro de Pesquisas, parte dos produtores tem priorizado os negócios com a oleaginosa e adiado a venda do milho, na expectativa de melhores condições de negociação.
As altas registradas nas cotações internacionais do cereal também oferecem suporte aos preços domésticos, segundo dados divulgados pelo Cepea.
Para as próximas semanas, a previsão de menor volume de chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste deve favorecer o avanço da colheita. Com a intensificação dos trabalhos, os produtores poderão calcular com maior precisão a produtividade das lavouras. As estimativas devem considerar os impactos das geadas no Paraná, da seca em Goiás e das condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra em Mato Grosso.

