sexta-feira, junho 26, 2026
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Clima desafia reta final do milho segunda safra



“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso”


“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso"
“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso” – Foto: Pixabay

A reta final do ciclo do milho de segunda safra exige atenção redobrada dos produtores diante da combinação de clima irregular e maior pressão de pragas. Responsável por cerca de 70% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cultura entra em uma fase sensível, em que a redução da umidade do solo pode afetar o potencial produtivo, principalmente nas áreas plantadas fora da janela ideal.

De acordo com a ORÍGEO, no MATOPIBA e em importantes regiões do Centro-Oeste, a chegada do inverno e o período mais seco elevam os riscos para as lavouras. Dados da Conab mostram que, no Maranhão, o atraso na colheita da soja reduziu em 19,6% a janela de plantio do milho de segunda safra, levando parte dos produtores a optar por culturas mais tolerantes ao estresse hídrico. No Piauí, a irregularidade das chuvas encurtou o calendário agrícola e dificultou o enchimento dos grãos.

Em Tocantins, parte das lavouras ainda depende da continuidade das chuvas para manter o potencial produtivo. Em Mato Grosso, o plantio dentro da janela recomendada ajudou a reduzir impactos da menor precipitação registrada em abril. Já na Bahia, o período chuvoso mais longo favoreceu o desenvolvimento das lavouras, embora tenha sido registrado aumento na presença de cigarrinhas e lagartas. Segundo a empresa, o manejo preciso nesta etapa é fundamental para reduzir perdas provocadas pelo estresse climático e pela pressão de insetos.

“Esse é um momento em que o manejo precisa ser ainda mais preciso. O clima mais seco e a instabilidade das chuvas criam um ambiente que contribui para ocorrência de estresses fisiológicos e aumento da presença de insetos. Quem perde a janela de controle pode comprometer o teto produtivo da lavoura”, finaliza Manoel Álvares, Gerente de Inteligência de Mercado da ORÍGEO.





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