sexta-feira, junho 19, 2026
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Plano da China enfrenta obstáculos na soja



A estratégia também considera eventos transgênicos


A estratégia também considera eventos transgênicos
A estratégia também considera eventos transgênicos – Foto: Nadia Borges

A busca por maior autossuficiência na produção de soja pode alterar o equilíbrio do comércio global nos próximos anos. Segundo Marcos Rubin, fundador da Veeries, a China pretende produzir 60% da soja que consome, enquanto hoje a oferta doméstica equivale a cerca de 15% da demanda.

Para reduzir essa diferença, o plano oficial chinês reúne medidas em várias frentes. Entre elas estão a melhora do rendimento de carcaça na conversão de ração em proteína animal, a substituição de parte do farelo de soja por aminoácidos e outras fontes de alimentação, além da expansão da produção interna com aumento de área e produtividade.

A estratégia também considera eventos transgênicos que aguardam aprovação, a dessalinização de áreas e a adoção de outras tecnologias. Essas iniciativas podem reduzir a dependência externa, mas o histórico recente mostra que as metas chinesas para a soja nem sempre se confirmam.

Há dez anos, a projeção era de que o país importaria 83 milhões de toneladas em 2025. O volume efetivo chegou a 112 milhões. De modo geral, a China apresenta maior facilidade para cumprir objetivos ligados ao milho e a setores fora do agronegócio, mas encontra mais obstáculos quando o foco é a soja.

A Veeries projeta que, até o fim da próxima década, as importações chinesas alcancem 137 milhões de toneladas, bem acima das 82 milhões previstas nas estimativas oficiais. Para Rubin, o plano de autossuficiência precisa ser acompanhado todos os anos, e não apenas em intervalos de cinco anos.

No cenário central da consultoria, não há garantia de que a China conseguirá executar integralmente o plano. A disputa entre o avanço da produção doméstica e a necessidade de compras externas seguirá como um dos principais pontos de atenção para o mercado.

 





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