Melancia ganha espaço pelo sabor no país
A preferência do consumidor por frutas mais doces, firmes, visualmente atrativas e com boa conservação tem influenciado as escolhas no cultivo de melancia em diferentes regiões do Brasil. Nesse cenário, produtores buscam materiais que combinem desempenho no campo e atributos valorizados no ponto de venda, especialmente em feiras, supermercados e vendas diretas.
Entre as cultivares citadas no setor está a melancia Rochedo F1, da Topseed Premium. Segundo o especialista em Cucurbitáceas Rafael Zamboni, o material se destaca pela coloração vermelha intensa da polpa, característica que favorece a exposição nas gôndolas, principalmente na venda fatiada. Ele também aponta sementes menores, cavidade interna curta e rasa, bom aproveitamento da polpa, firmeza, crocância e pós-colheita como diferenciais.
Em Rio Pardo, no Rio Grande do Sul, a cultivar tem sido adotada por produtores que buscam diferenciação. Na localidade de Passo da Taquara, a família de Otomar Rodrigues atua com a cultura há mais de cinco décadas. Ele relata que passou a plantar a Rochedo há cerca de seis anos e associa a escolha ao bom desempenho, peso dos frutos e padrão de fechamento.
A nova geração também relaciona a cultivar à fidelização. Gabriel Rodrigues destaca que, como há venda direta, sabor e aparência influenciam a decisão do consumidor e estimulam a recompra. Com a maior procura, a área plantada vem sendo ampliada gradualmente.
No campo, Zamboni afirma que a melancia apresenta boa sanidade, uniformidade e pegamento, com colheita aos 75 dias após o transplante e frutos acima de 14 a 15 quilos já na primeira apanha.
“De forma geral, os pontos que mais chamam a atenção dos produtores do Tocantins em relação à Rochedo são: boa adaptabilidade de clima, altitude e manejo, produtividade na região, precocidade, bom teor de brix, coloração vermelha intensa e textura de polpa. Sem contar a facilidade de vendas ao consumidor final, graças a todas essas características”, conclui Lima.

